Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Circular por algumas artérias da cidade da Beira constitui, actualmente, um autêntico desafio aos automobilistas e aos peões. Apesar de a edilidade estar empenhada em reabilitar as principais rodovias, há estradas no Chiveve que, há mais de cinco anos, não beneficiam de nenhuma intervenção.

O Conselho Municipal da Beira tem estado empenhado, há mais de 10 anos, na reabilitação de inúmeras rodovias em vários bairros, dos 26 existentes, recorrendo a pavês, facto que está a facilitar a movimentação de pessoas e bens das suas residências para outros pontos. No entanto, há zonas em que as vias de acesso não registam nenhuma intervenção há bastante tempo, as ruas não têm um sistema de drenagem das águas pluviais e o capim tomou conta delas, dificultando sobremaneira o movimento de pessoas e bens.

A situação torna-se mais crítica no período chuvoso. Aliás, choveu intensamente na Beira, nos últimos três dias, pelo que o cenário, no local, é mau.

Os munícipes pedem a intervenção do município para colmatar o problema.

Quisito Oliveira é mototaxista, mas, no último sábado, usou uma bicicleta para realizar a sua actividade, devido à situação que danifica as motorizadas.

Noutros bairros, os automobilistas queixam-se, igualmente, do estado das vias, que, para eles, contribui para a danificação precoce das suas viaturas.

Mário João, motorista de um transporte semicolectivo de passageiros, disse que o estado de algumas estradas prejudica a sua actividade.

O município da Beira diz que está ciente dos desafios que os munícipes de alguns bairros enfrentam diariamente para se locomoverem, tanto a pé como usando qualquer meio de transporte. Para Albano Carige, a solução vai surgindo gradualmente de bairro em bairro.

O edil da Beira, Albano Carige, adiantou que o trabalho nas estradas de terra batida vão exigir mais agressividade por parte do município, para garantir a sua durabilidade.

Albano Carige deixou ficar a promessa de que o processo de reabilitação das estradas em referência irá arrancar, gradualmente, logo que passar a presente época chuvosa. Na cidade da Beira, existem cerca de 600 quilómetros de estradas, e apenas a metade é pavimentada.

A Primeira-Ministra, Benvida Levi, endereçou, hoje, as suas condolências à igreja católica e lamentou a morte do Papa Francisco. 

“Nós estamos todos muito tristes. O Papa Francisco não é só um papa que mudou a maneira de ser e estar na igreja católica, como é um Papa muito amigo de Moçambique. E como Moçambicanos, certamente, estamos tristes”, disse Benvinda Levi, acrescentando que o Sumo Pontífice sempre apoiou Moçambique. 

A Governante lembrou da interacção do Papa com os moçambicanos, durante a sua visita em 2019, e expressou os seus sentimentos a igreja católica e aos cristãos do mundo. 

O arcebispo de Maputo, Dom João Carlos, considera que este é o momento de acções de graças pelo legado deixado pelo Papa Francisco. João Carlos apelou ainda à oração, para que Deus console “o coração de todos que sentem pela partida do Papa”. 

“É um homem que soube amar a igreja e viver para a igreja. Então, é um homem da igreja. É também o homem dos pobres, aqueles que não tem voz, nem vez, aqueles que são postos de lado”, disse o arcebispo de Maputo, enaltecendo as qualidades do Papa. 

Dom João Carlos acrescentou que é um momento de se manter em oração. “A nível da igreja é claro que nós continuamos a rezar, e o que pedimos é oração”, sublinhou. 

Sem avançar muitos detalhes, João Carlos disse que existem procedimentos que serão tomados pela igreja e, a seguir, segue-se a nomeação de um novo Papa.

O Presidente da República, Daniel Chapo, expressou condolências pela morte do Papa Francisco. Chapo apelou à união em oração da comunidade cristã.

Através de uma mensagem publicada no Facebook, Daniel Chapo lamentou a morte do sumo pontífice e expressou suas condolências. O Chefe do Estado desejou “que a fé e a esperança confortem os corações enlutados, e que o legado do papa Francisco continue a iluminar o nosso caminho”. 

Chapo enalteceu o legado do papa, destacando que foi “líder espiritual de humildade exemplar, defensor incansável dos mais vulneráveis e promotor do diálogo entre os povos”,. 

“O seu legado de compaixão e justiça social permanecerá como inspiração para todos”, concluiu.

Os profissionais de Saúde, que já não prestam serviços, a partir das 15:30, no âmbito da greve, em curso, ameaçam agravar as medidas. Os profissionais reivindicam, entre outros, a melhoria das condições das unidades sanitárias.  

Se com o início da greve alguns profissionais da saúde abandonam até os serviços de urgências e a maternidade, a partir das 15:30, estas medidas poderão ser agravadas nos próximos dias. 

De acordo com Anselmo Muchave, a ideia é pressionar o Governo a implementar os acordos havidos, no âmbito da resposta às preocupações do caderno reivindicativo. 

“Material médico cirúrgico é o primeiro ponto, segundo ponto é o enquadramento definitivo, pagamento de horas extras, bolsas de estudo e subsídio de exclusividade. Tudo isto foi acordado  e o que esperávamos era a sua concretização”, disse Anselmo Muchave. 

Anselmo Muchave reitera que as condições de atendimento nas unidades sanitárias não são das melhores, e essa é a outra razão da greve, “… continuamos a drogar as pessoas pela falta de medicamentos nas unidades sanitárias”.  

Na greve que decorre, no seu quinto dia, Muchave diz que houve adesão de mais de 80 por cento das unidades sanitárias de todo o país.  

“O nosso objetivo é fechar. Estamos na primeira fase que é a retirada de turnos, dentro desta semana nós seremos obrigados a agravar um pouco mais até que cheguemos a retirada total dos profissionais de saúde”.

A greve em curso poderá durar 30 dias prorrogáveis, caso as preocupações não sejam respondidas. 

O Arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna,  figura que conviveu com o Papa Francisco, considerou, esta segunda-feira, que o mundo perdeu um líder da simplicidade e fraternidade. Zuana afirma, ainda,  que o maior legado que ele deixa é a busca incansável pela paz.

Dom Cláudio Dalla Zuanna disse, em entrevista ao “O Pais”,  que a morte do Sumo Pontífice, ontem, vai deixar um  vazio grande no mundo. Zuanna considera, por outro lado, que Papa Francisco era a única voz, entre os poderosos da terra,  a levantar-se em defesa da paz e da justiça e do respeito pelos mais desfavorecidos.  “Agora, claro que vai fazer-nos falta esta voz que era quase única entre os poderosos da terra a levantar-se em defesa da paz, em defesa da justiça, do respeito dos mais desfavorecidos, daqueles que ele às vezes utilizava a palavra, os que são deitados fora, os que já não servem dentro da sociedade. Mas ele, com estes ensinamentos,  além do seu exemplo,já marcou o caminho.

Penso que é um caminho irreversível dentro da Igreja e  ninguém poderá pensar que já o que o Papa Francisco disse foi com ele. Não está conosco, de maneira que a Igreja, com certeza,  continuará o caminho que ele traçou e que, no fundo, é o caminho do Evangelho, porque o primeiro defensor dos pobres foi o próprio Jesus Cristo”, observou.

Dalla Zuanna,  que conviveu com o papa Francisco,  lembra-se da sua humildade e simplicidade. O Papa Francisco, de acordo com o Arcebispo da Beira, era uma pessoa que fazia enormes esforços para deixar as pessoas à vontade na sua presença.

 Lembro-me da sua humildade e  quase sempre a brincar com as pessoas. O primeiro  encontro que eu tive foi em 2013, quando fui como Arcebispo receber aquele símbolo de responsabilidade como arcebispo. Ele soube, ali,  que eu tinha nascido na mesma cidade dele e então começou a conversar  como se fôssemos amigos há muito tempo, gente da mesma terra, assim, tirava as distâncias imediatamente. Não havia ninguém que tivesse a mesma coisa. Quando,  em Setembro,  tivemos o encontro dos bispos de Moçambique com o Papa, ele disse, se prepararam discursos oficiais, deixem, eu quero ouvir de vocês.  E eu comecei a falar e, depois,  os  outros bispos.  Todos falamos e interagimos com ele, para dizer nada de oficial, nada de distâncias. Era uma pessoa que estava à vontade com todos, com os poderosos e com as pessoas mais humildes que havia”, recordou o Arcebispo da Beira.

 A simplicidade do Papa, segundo o Dom Cláudio, despertou a consciência daqueles que exercem o  poder.

“De alguma forma, podemos dizer, aqueles que  têm nas mãos as chaves da paz, da segurança, da convivência civil e social. Penso que não haverá ninguém, talvez com opiniões diferentes do próprio Papa Francisco, mas não haverá ninguém que não poderá ter em conta este exemplo e este convite à paz. Mesmo ontem dizia, não às armas, não ao sentimento de voltar a armar-se. O povo e o mundo parece que querem a paz.  Então, quase nas últimas palavras, fez-nos um convite para  vivermos na paz, a vivermos como irmãos.

O Papa Francisco, acrescenta Zuanna,  sempre exortou aos jovens para  não estarem acomodados nas cadeiras, sem nada a fazer.

“Costumava dizer não quero jovens de sofá, de poltrona, jovens ali só nas redes sociais e sem comprometerem-se na vida, tendes que construir um futuro. E acho que estas palavras para Moçambique têm um peso ainda maior, vista a percentagem de jovens que há no nosso país. Aos jovens, o Papa  falava do presente e do futuro. Então, já agora, é preciso construir uma vida melhor, envolver-se, comprometer-se também na sociedade, não só colocando as nossas necessidades como prioritárias, mas a relação com os outros, construirmos fraternidade, construirmos paz.  Penso que este é o legado que ele deixa a todos, mas de todo  modo especial aos jovens, porque são os jovens que irão levar a frente este mundo.”

A Igreja Católica, em Moçambique, através de um comunicado, resume a vida e obra do Papa Francisco numa única palavra, fraternidade. O Papa Francisco, de acordo com os bispos de Moçambique, era um homem de fé inabalável. “Pastor próximo dos pobres, profeta da misericórdia e da justiça, o Papa Francisco marcou a história da Igreja com seu testemunho de simplicidade e compaixão e firme compromisso com os mais vulneráveis. Neste momento de luto, a Arquidiocese da Beira une-se ao Colégio dos Cardeais, à Sé Apostólica,  à Conferência Episcopal de Moçambique e a todos os fiéis católicos na oração de sufrágio pelo repouso eterno do Papa Francisco. Convidamos todas as paróquias, comunidades religiosas e fiéis leigos a participarem nas missas de sufrágio da sua alma e a manterem, onde possível, momentos de oração, reflexão e agradecimento pelo dom do seu pontificado”.

Morreu o Papa Francisco (1936-2025), líder da Igreja Católica desde 2013.  O Bispo de Roma morreu durante a madrugada desta segunda-feira, aos 88 anos de idade. A notícia da morte foi confirmada pelo Vaticano.

“Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da Igreja”, anunciou o cardeal Kevin Farrell num comunicado divulgado pelo Vaticano.

A notícia da morte do Papa surge um dia depois do Sumo Pontífice ter surpreendido os fiéis ao aparecer na varanda da Basílica de São Pedro, no Vaticano, para as celebrações da Páscoa.

Papa Francisco esteve internado durante cinco semanas no Hospital Universitário Agostino Gemelli (responsável pela saúde de todos os Papas), em Roma, onde deu entrada para tratar uma bronquite, que evoluiu para infecção respiratória e, posteriormente, para pneumonia. Teve alta a 23 de Março, e esta foi a sua quarta e mais longa hospitalização desde o início do seu pontificado, em 2013.

Nos últimos tempos, a saúde do Papa foi ficando cada vez mais debilitada. As constipações e gripes tornaram-se recorrentes. Problemas no quadril, no nervo ciático e nos joelhos agravaram-se e comprometeram a sua mobilidade.

Papa Francisco, de nome completo Jorge Mario Bergoglio, nasceu no dia 17 de Dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, e foi o escolhido para suceder ao cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI) na liderança da Igreja Católica, em Março de 2013.

Nos últimos tempos, a saúde do Papa foi ficando cada vez mais debilitada. As constipações e gripes tornaram-se recorrentes. Problemas no quadril, no nervo ciático e nos joelhos agravaram-se e comprometeram a sua mobilidade.

Está cortada novamente a ligação entre as províncias de Nampula e Cabo Delgado, na zona norte do país. O desvio inaugurado para facilitar a circulação desabou, em menos de uma semana. 

É um investimento incluso no orçamento dos 700 milhões de meticais para a reposição da ponte e construção do desvio provisório, com vista a facilitar a ligação entre Nampula e Cabo Delgado, atravessando o rio Monapo, onde a ponte principal foi destruída pela corrente das águas após chuvas fortes na zona norte do país. 

A ligação entre Nampula e Cabo Delgado foi  reposta na última, com a abertura do desvio onde a circulação seria feita das 6 às 22 horas, por questões de maior segurança. 

A medida foi um alívio para os utentes da via, que estavam impedidos de continuar com suas viagens, mas a felicidade durou pouco.

Este sábado, quatro dias após a sua abertura, a infraestrutura foi arrastada pela fúria das águas do rio Monapo, e tudo voltou a zero.   

O Governador da província de Nampula visitou o local e prometeu uma solução breve para a situação

Pelo menos quatro pessoas morreram e uma contraiu ferimentos, na sequência de um acidente de viação, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no distrito de Matutuine, província de Maputo. A Polícia de trânsito aponta para consumo de bebidas alcoólicas e excesso de velocidade como principais causas do sinistro. 

O sinistro do tipo choque entre carros, ocorreu por volta das 17h00, deste sábado, na localidade de Satula, envolvendo duas viaturas ligeiras, segundo escreve a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

O chefe da Secção de Instrução e Educação Pública na Polícia de Trânsito (PT) em Maputo, José Novela, explicou que as vítimas mortais eram ocupantes da viatura ligeira, que circulava em contramão no momento da colisão.

“Estes foram transferidos para a unidade hospitalar de Matutuine, onde o médico declarou óbito dos quatro. O condutor da viatura de transporte de carga também foi socorrido com ferimentos ligeiros, o mesmo ainda se encontra em observação e deste acidente resultou em danos avultados”, declarou Novela, citado pela AIM.

A fonte aponta o excesso de velocidade e a condução em estado de embriaguez, aliados à circulação em contramão, como as possíveis causas deste acidente.

“As causas deste acidente são o trânsito fora de mão por parte da primeira viatura identificada e a outra sendo a velocidade excessiva. Situações do género ocorreram porque os primeiros que se encontravam na viatura ligeira estavam com indícios de álcool, visto que há vestígios que os mesmos consumiam bebidas alcoólicas no exercício da condução”, mencionou.

Perante a ocorrência, a Polícia de Trânsito em Maputo apela aos automobilistas a reforçarem os níveis de observância das regras elementares de trânsito.

“É triste quando ocorrem acidentes que até há situações de perdas de vidas humanas. Chamar a atenção aos usuários das vias para que pautem por uma condução prudente e chamamos atenção para que não consumirem álcool no exercício da condução, porque só serve de perigo naquilo que diz respeito à própria condução”, avançou.

+ LIDAS

Siga nos