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O País – A verdade como notícia

O Hospital Geral de Quelimane está a beneficiar de reabilitação, depois de ter sido assolado pelo ciclone Freddy, em 2023. O investimento é de pouco mais de 3,5 milhões de dólares para 2 dos três lotes previstos. No final, espera-se um hospital moderno e com equipamentos de ponta para a assistência dos cidadãos.

A reabilitação em curso vai resolver os danos causados pela depressão tropical Freddy, em 2023, que destruiu grande parte das infraestruturas. A intervenção vai decorrer por lotes. O Lote 1 compreende o serviço de urgências, incluindo o banco de sangue, bloco administrativos e outros serviços. 

Já o lote 2 é correspondente ao alpendre da casa mortuária, enfermaria de cirurgia e o novo laboratório clínico. O lote 3, por sinal o último,  que vai incluir enfermarias de medicina e pediatria, maternidade, cozinha, aprovisionar, lavandaria e consultas externas, está dependente de injeção financeira. 

O secretário de estado da Zambézia visitou, esta terça, os trabalhos em curso. 

Todos os três lotes devem terminar até Dezembro deste ano, mas, devido a  desembolsos condicionados por parte do parceiro que está a financiar as obras, a previsão de alargamento dos prazos da obra é uma certeza. 

Devido às obras em curso, alguns serviços estão a ser suportados pelo Hospital Central de Quelimane.

O Edil de Maputo, Rasaque Manhique, exigiu maior celeridade na construção do aterro sanitário de KaTembe, no bairro Incassane, face à situação deplorável da lixeira de Hulene. 

Rasaque Manhique visitou, ontem, o distrito municipal de Katembe, para acompanhar o grau de execução do Plano de Desenvolvimento Municipal. Durante a sua visita, o edil de Maputo lembrou as condições precárias da lixeira de hulene, pedindo, por isso, celeridade na construção do aterro em Katembe.  

“Sabemos em que situação se encontra a nossa lixeira de Hulene e o que se vive lá, por isso, tem dias contados. Nós abraçamos esta causa de trazermos o aterro sanitário de Hulene para KaTembe, e foi um acto de coragem. Por isso, estamos aqui para encorajar os colegas, que estão dia e noite dedicados para que a construção do aterro sanitário de KaTembe aconteça de facto”, disse o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM). 

Manhique apelou ainda que os prazos estipulados administrativamente para execução dos trabalhos devem ser reduzidos.

“Por exemplo, se um concurso público levar um certo número de meses, sugerimos que este número de meses seja reduzido em função das burocracias que estamos a prever que existam. Temos de mostrar que nós queremos o aterro, e isso tem de ser com força e determinação”, explicou.

O assessor do Projecto de Transformação Urbana de Maputo, do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (PTUM – CMM), Hafido Abacassamo, referiu que a construção do aterro está orçada em cerca de 30 milhões de dólares, e corresponde a uma extensão de 60 hectares.

“Agora estamos no processo de compensações, e depois faremos o lançamento do concurso previsto para meados de Junho do corrente ano. Este é um concurso internacional por causa da sua complexidade”, avançou Abacassamo, citado pela AIM.

O Edil de Maputo dirigiu no início da sua jornada de trabalho, a Sessão Extraordinária do Conselho Consultivo do Distrito Municipal de KaTembe, no bairro Chali.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, manifestou profunda consternação  pelo falecimento de Sua Santidade o Papa Francisco, líder da  Igreja Católica e referência espiritual mundial. 

Na sua mensagem de condolências, a Primeira-Dama expressou  profunda consternação e imensa tristeza ao tomar  conhecimento do falecimento do Papa Francisco, destacando-o  como um líder espiritual de extraordinária humanidade,  humildade e compromisso com os valores universais da paz,  justiça e solidariedade. 

“O Papa Francisco foi um farol de esperança para milhões de fieis  em todo o mundo, uma voz firme em defesa dos mais vulneráveis  e um incansável promotor do diálogo inter-religioso, da  compaixão e da fraternidade entre os povos”, lê-se na  mensagem. 

A esposa do Presidente da República afirmou que, neste  momento de dor e luto, se associa à Igreja Católica, à  comunidade cristã moçambicana e à família humana universal, para prestar uma sentida homenagem ao Papa Francisco,  destacando-o como um homem de Deus, cuja vida foi  inteiramente dedicada ao serviço da fé, da dignidade humana e  da construção de um mundo mais justo e harmonioso. 

“À Santa Sé, à Igreja Católica Apostólica Romana e,  particularmente, ao povo do Vaticano, endereço as minhas  sinceras condolências, com votos de consolo espiritual e de  continuidade da sua nobre missão evangelizadora. Que a alma  de Sua Santidade o Papa Francisco descanse em paz eterna, e  que o seu legado de amor, humildade e esperança continue a  inspirar o mundo”. 

Gueta Chapo enalteceu a vida e a obra  de Sua Santidade o Papa Francisco, sublinhando o seu papel  único como símbolo da fé, da paz e da solidariedade entre os  povos.

Para a Comunidade Mahometana, é com profundo pesar que recebeu a notícia do falecimento do líder da Igreja Católica e incansável defensor da paz, da justiça e da dignidade humana.

Num comunicado, a Comunidade adianta que durante o seu pontificado, o Papa Francisco marcou o mundo com a sua humildade, coragem moral e um compromisso firme com os mais vulneráveis. O seu legado transcende fronteiras religiosas, sendo reconhecido como uma figura de conciliação, empatia e diálogo entre os povos e confissões.

“A Comunidade Mahometana presta especial homenagem à postura solidária de Sua Santidade em relação ao povo palestino. A sua voz, sempre clara e corajosa, denunciou a injustiça da ocupação e apelou incansavelmente à paz com justiça, ao reconhecimento da dignidade do povo palestino e ao respeito pelos seus direitos legítimos. Num mundo muitas vezes silenciado pelo medo ou pela indiferença, o Papa Francisco foi um farol de consciência e humanidade”, e conclui: “Neste momento de luto, unimo-nos em solidariedade aos nossos irmãos e irmãs católicos, e rendemos tributo a um homem que viveu a fé com verdade, promovendo o amor, o diálogo e a esperança”.

 

O Bispo Emérito da Diocese dos Libombos descreve Papa Francisco como alguém que tinha um espírito de paz e reconciliação no relacionamento com os outros.  Dom Dinis Sengulane diz que o país deve pegar nesta semente e regar. Já o Conselho Cristão de Moçambique entende que o Sumo Pontífice ensinou sobre tolerância religiosa.

O Bispo Emérito da Diocese dos Libombos, da Igreja Anglicana,  lamenta a morte do Papa Francisco e diz que o mundo perdeu um príncipe da paz. Dom Dinis Sengulane considera Moçambique uma nação abençoada por ter sido visitada pelo Sumo Pontífice e mereceu várias orações por parte do Santo Padre.

O Bispo Emérito da Igreja Anglicana considera que Papa Francisco cumpriu a sua missão, e, agora, cabe a cada um seguir os ensinamentos por si deixados.

Já o Conselho Cristão de Moçambique considera que uma das grandes lições do Papa Francisco foi a tolerância religiosa. O Secretário-geral do Conselho Cristão de Moçambique, o Reverendo João Damião, defende que, só com a valorização dos ensinamentos do Papa Francisco, é que se pode manter vivo o seu legado.

A pregação do Papa Francisco quebrava as barreiras religiosas. A Comunidade Muçulmana lamenta a morte do Santo Padre e reconhece o seu papel na promoção da paz e reconciliação no mundo.

 

Cinco anos depois, estudantes do ensino superior beneficiam-se de computadores portáteis, no âmbito da iniciativa Governamental “um estudante, um Computador”. Ao todo foram distribuídos, a nível nacional, 5 mil computadores para estudantes de 25 instituições do ensino superior.

O programa “Um estudante, Um Computador” foi lançado em 2020, pelo então ministro da da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, tendo como público-alvo cinco mil estudantes de 31 instituições de ensino técnico profissional, mas que, apesar de várias promessas, nunca saiu do papel. 

Com um novo Governo, cinco anos depois, cinco mil estudantes de 25 instituições de ensino superior, que frequentam os cursos de ciências, tecnologias, engenharias e Matemática, viram  a cor dos primeiros computadores portáteis.

Os estudantes, que ouviram, muitas vezes, promessas, outros já não mais são estudantes, dizem “finalmente”, e esperam que sejam efectivo, pois sempre se ressentiram da sua falta. 

“A ausência destes recursos no contexto da era digital compromete não só a qualidade da aprendizagem, mas também limita o acesso a ferramentas de simulação, de plataformas de investigação e programas especializados, que são indispensáveis para a formação técnica científica de excelência”, disse o representante dos estudantes que, de forma simbólica receberam computadores portáteis, uma acção que deverá ter réplica em todo o país. 

São estudantes necessitados, vindos de instituições públicas e privadas (Universidade Eduardo Mondlane, Universidade Pedagógica, Universidade São Tomás, Universidade Politécnica, Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, Instituto Superior de Ciências de Saúde, Escola Náutica, e outras, que terão a oportunidade de “participar do desenvolvimento tecnológico do país”, como defendeu Américo Muchanga, ministro das comunicações e transformação digital. 

“Para os estudantes que tiveram o privilégio de hoje receber este primeiro grupo de computadores, aquilo que quero dizer para vocês é que existe no mundo uma revolução silenciosa que se chama a transformação digital e só vão vencer aqueles que dominaram a ciência técnica. O nosso país conta com a vossa contribuição para que Moçambique possa ser uma nação competitiva porque não existe desenvolvimento econômico e social sem o domínio da ciência e tecnologia”, disse Muchanga. 

A primeira-ministra, que fez a primeira entrega simbólica dos computadores portáteis, diz que a iniciativa visa munir os estudantes de meios tecnológicos no domínio da educação.

“O Governo, com o apoio do Banco Mundial, está a implementar o programa Um Computador por Estudante do Ensino Superior, dirigido a estudantes carenciados que frequentam cursos nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Nesta primeira fase de implementação deste programa, serão distribuídos 5 mil computadores  portáteis a igual número de estudantes que foram apurados após um processo transparente  e competitivo. A distribuição destes computadores portáteis irá abranger estudantes de 25 instituições de Ensino Superior em todo o território nacional que ministram cursos nas áreas acima referenciadas, ou seja, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Na segunda fase deste programa, prevêmos disponibilizar cerca de 15 mil computadores portáteis para igual número de candidatos, a nível nacional, matriculados nos mesmos cursos”, defendeu Benvinda Levi, primeira-ministra.

Benvinda Levi explica que a iniciativa, apesar de não ser nova, a sua implementação enquadra-se no plano dos 100 dias de Governação de Daniel Chapo, aliada a várias outras iniciativas que, no entender do Governo concorrem para a melhoria do processo de Ensino e Aprendizagem Virtual, com destaque para: 

“O aumento da largura de banda nas instituições de Ensino Superior; o apetrechamento das instituições de Ensino; superior em equipamento informático; a capacitação de docentes em inovação educacional com recurso às tecnologias de informação e comunicação; a promoção de estabelecimentos de bibliotecas digitais nas instituições de Ensino Superior, a par destas iniciativas, o Governo está a implementar o projeto Internet nas escolas, lançado no mês de março, no distrito de Nacala Porto, na província de Nampula, pelo Chefe de Estado moçambicano, que visa massificar o acesso à Internet de banda larga nas escolas  públicas”.

O novo Papa poderá ser conhecido daqui a 15 ou 20 dias, após eleição pelos 138 Cardeais que compõem o Colégio dos Cardeais. Enquanto isso, a Conferência Episcopal de Moçambique apela aos seus crentes a manterem-se serenos e em oração.

Morreu o sacerdote católico Jorge Mario Bergoglio, que em 2013 tornou-se Papa Francisco, mas o sumo pontífice vive e deve viver no coração de todo o crente católico: é esta a mensagem transmitida pela Igreja católica em Moçambique.

Através de uma conferência de imprensa a Conferência Episcopal de Moçambique apresentou a mensagem de condolências pela passagem da vida para morte do Papa Francisco, na voz do bispo auxiliar de Maputo, Dom Osório Afonso.

“Neste momento de dor, unimos-nos à Igreja Universal em oração e em ação de graças pela vida e missão do Papa Francisco. Convidamos, pois, todos os fieis e todas as pessoas de boa vontade a viverem este tempo com espírito de fé, de esperança e de comunhão, confiando a alma do Santo Padre ao Senhor da Vida, que nunca abandona os seus fieis.  Descanse em paz, Papa Francisco. O teu testemunho permanecerá vivo no coração do povo moçambicano”, disse.

E é esta paz e simplicidade que a igreja diz ser um dos legados de Francisco para os moçambicanos.

“Homem de fé firme, pastor incansável e voz profética dos pobres e marginalizados, o Papa  Francisco foi um verdadeiro irmão da Igreja em Moçambique. A sua proximidade, o seu carinho e a sua solidariedade com o nosso povo foram manifestos não apenas nas palavras, mas também nos gestos concretos, como a inesquecível visita apostólica que  realizou ao nosso país em Setembro de 2019”.

Seis anos depois, a mensagem do Papa Francisco em Maputo, ainda ecoa no seio da igreja.

“Queridos irmãos, senti de igual modo o vosso apoio e digo a todos, tendes tantos motivos  para esperar.  Vi-o, toquei-o com as mãos nestes dias. Por favor, guardai a esperança.

 Não deixeis que vos la roubem. E não há melhor maneira de guardar a esperança do que permanecer unidos para que todos aqueles motivos que a sustentam se consolidem sempre mais num futuro de reconciliação e de paz em Moçambique.  Fim da citação. Recordamos a todos que o Santo Padre nos deixa durante o ano do Jubileu, onde convidou a todos a serem peregrinos de esperança”, afirmou.

Após a confirmação da morte do Papa, pelo cardeal Camerlengo do Colégio dos Cardeais segui-se o ritual específico, que passa por: Início de Sé Vacante – período caracterizado pela ausência de um líder supremo na igreja católica; fechamento o apartamento e o escritório do Papa, ou seja, o Camerlengo sela as salas, e o acesso fica bloqueado até que um novo pontífice assuma a posição após o conclave; a destruição do Anel do Papa, para simbolizar o fim do poder e a autoridade do Papa; o corpo é velado na Basílica de São Pedro, em Roma; sepultado na Basílica de Santa Maria Maggiore por desejo último do próprio Papa Francisco; processo de escolha do novo papa, na capela que começa entre 15 e 20 dias após a morte do Papa, onde 252 cardeais ficam trancados dentro do Vaticano para impedir que acontecimentos externos influenciem na decisão e anúncio dos resultados da votação, pela fumaça de chaminé (fumo branco que simboliza a eleição do novo Papa;, Preto, necessidade de mais uma ronda de votação”.

No ritual, o toque dos sinos da Basílica de São Pedro confirma a eleição do novo sumo pontífice.

O bispo de Maputo diz que o momento que se segue é de oração, enquanto acontece a eleição do novo papa.

“Segue todo o processo de nomeação à eleição do novo Papa, que tem os seus caminhos, os seus regulamentos próprios, a sua tramitação própria. Então, agora o momento é mais de rezar e partilhar esta informação acima de tudo. Por isso é que o secretário-geral da conferência, nós fizemos uma mensagem, era essa mensagem  que gostaríamos que partilhassem acima de tudo. Depois chegam outros momentos que vamos acompanhar. Também não depende só de nós. Estamos em comunhão com toda a Igreja de Roma”, disse o Arcebispo de Maputo, Dom Carlos Nunes.

Confirmada a eleição, o Cardeal eleito é perguntado se aceita assumir o novo cargo e qual é o nome pelo qual deseja ser chamado. 

 

O Governo diz que vai reforçar parcerias, como forma de buscar financiamento para melhorar as condições das infraestruturas de saúde e a prestação de serviços. A informação foi partilhada pelo  Ministro da Planificação e Desenvolvimento, no âmbito da auscultação sobre o Plano Quinquenal do Governo.

O Governo garante que melhorar as condições de acesso aos serviços de saúde é uma das prioridades do Programa Quinquenal do Governo: 2025-2029. 

“O que vem previsto no Programa Quinquenal do Governo e vai ser operacionalizado através do Plano Económico e Social para 2025 é ter quadros, médicos qualificados, motivados para trabalhar e servir ao cidadão, ter infraestruturas, meios de trabalho na extensão do território ”, Salim Valá, Ministro da Planificação e Desenvolvimento 

Para melhorar as condições das infraestruturas de saúde, o ministro da Planificação e Desenvolvimento diz haver o plano de reforçar as parcerias.  

Salim Valá falava após a auscultação das comissões de trabalho do parlamento, sobre as prioridades do Programa Quinquenal do Governo. 

Na auscultação, os deputados quiseram também saber sobre a resposta para o problema da poluição, em resultado da exploração de carvão mineral, no distrito de Moatize. 

“Há problemas ambientais e isto está a ser devidamente tratado pelo sector específico que é o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas.  Há problemas ligados ao reassentamento e que é fundamental tomar medidas, algumas das quais estão em curso, mas outras mais assertivas que permitam que as comunidades não possam sofrer dos efeitos negativos dos problemas e danos ambientais que têm sido trazidos pela exploração destes recursos”. 

O Programa Quinquenal do Governo poderá ser discutido em plenária, esta semana. 

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