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O País – A verdade como notícia

Dezasseis vidas foram perdidas nas praias de Inhambane nos últimos meses, vítimas de afogamentos. As autoridades alertam que muitas destas tragédias poderiam ter sido evitadas, se não fosse a imprudência de quem ignora os avisos colocados em zonas perigosas e impróprias para banhos.

Pessoas atraídas pelas águas quentes e convidativas da província muitas vezes ignoram os avisos colocados pelas autoridades, expondo-se a riscos que poderiam ser evitados. A imprudência tem custado caro, pois nos últimos meses, várias vidas foram perdidas em afogamentos registados em diferentes praias da região.

Para mudar este cenário, uma iniciativa foi tomada. Agentes da polícia lacustre, membros do corpo de salvação pública e fiscais marítimos participaram num rigoroso treinamento, onde aprenderam técnicas de natação e salvamento, ferramentas cruciais para resgatar banhistas em situações de emergência.

Com este novo grupo devidamente capacitado, espera-se que os agentes actuem com dedicação e responsabilidade, ajudando a evitar novas tragédias e assegurando que os momentos de lazer não se transformem em cenários de dor.

Os agentes treinados estarão posicionados nas principais praias de Inhambane, locais com maior concentração de banhistas.

O distrito de Panda, no “coração” da província de Inhambane, já foi uma terra de abundância, reconhecida como o celeiro da região. No entanto, as condições climáticas extremas provocadas pelo fenómeno El Niño têm desafiado o potencial agrícola do distrito. Com temperaturas mais altas e chuvas irregulares, o cenário agrícola e social mudou drasticamente, obrigando as comunidades a adoptarem estratégias inovadoras para garantir a subsistência.

Nos últimos anos, o El Niño trouxe consigo secas severas que afetaram a produção agrícola em várias regiões de Moçambique, incluindo Panda. Relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que, na época agrícola de 2023/2024, as chuvas foram drasticamente reduzidas, comprometendo os meios de subsistência de centenas de milhares de famílias rurais. Panda, que é atravessado pelo rio Inhassune, viu-se em dificuldades mesmo com este recurso natural ao alcance.

“Antes, mesmo com o rio aqui ao lado, a água passava por nós sem ser aproveitada. Em tempos sem chuva, o rio secava, e ficávamos sem nada para irrigar as machambas, para beber ou para os animais. Era um cenário muito complicado”, relatou um agricultor da região.

Para mitigar essa realidade, foi construída uma barreira de contenção no rio Inhassune, uma infraestrutura simples, mas com um impacto transformador. “Desde que construíram o muro de contenção, a situação melhorou muito. Agora conseguimos armazenar a água e podemos produzir o ano todo. Antes, tínhamos medo do futuro, mas agora temos esperança”, afirmou o mesmo agricultor, enquanto mostrava as suas machambas verdes e produtivas.

A barreira de contenção permitiu não apenas a irrigação constante das machambas, mas também garantiu o abeberamento do gado e o acesso a água potável para as comunidades. Este projeto é uma prova de que soluções locais e acessíveis podem fazer uma diferença significativa no combate aos efeitos das mudanças climáticas.

Enquanto algumas comunidades beneficiam diretamente da proximidade com o rio, outras, localizadas em áreas mais distantes, tiveram de adotar estratégias diferentes. Culturas resilientes e de rendimento, como o caju, têm sido uma escolha popular entre os agricultores. Uma agricultora de Panda, que recentemente começou a investir na produção de caju, partilhou a sua experiência.

“Decidi apostar no caju porque vi um produtor da minha região a melhorar muito a sua vida com esta cultura. Recebi mudas de cajueiro e agora tenho uma machamba cheia de esperança. Sei que é um trabalho que leva tempo, mas acredito que será a minha garantia para o futuro. Quero poder sustentar os meus filhos e dar-lhes uma vida melhor”, contou, emocionada, enquanto caminhava entre os cajueiros jovens que plantou recentemente.

Essas iniciativas locais receberam o reforço de ações do governo e de parceiros humanitários. Durante uma visita ao distrito, o Vice-Presidente do Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD), Belém Monteiro, destacou a importância de se investir em soluções sustentáveis e na autonomia das comunidades.

“O nosso objetivo é evitar que as populações dependam exclusivamente de ajuda externa para sobreviver. Temos recursos no país que podem ser aproveitados de forma eficiente. Aqui em Panda, vimos exemplos claros de que, com pequenos investimentos, é possível mudar vidas. A construção da barreira no rio Inhassune e a introdução de culturas tolerantes à seca são apenas alguns exemplos”, afirmou Monteiro.

Monteiro sublinhou ainda que as ações antecipadas implementadas no distrito minimizaram os impactos do El Niño, que, embora severo, não atingiu os níveis críticos que inicialmente se temiam. Ele reforçou que o caminho a seguir deve incluir um planeamento estratégico que envolva as comunidades, aposte em infraestruturas resilientes e garanta a diversificação das atividades econômicas.

“Hoje, as populações de Panda têm exemplos concretos de que é possível enfrentar as mudanças climáticas de forma mais autónoma. Estamos a trabalhar para expandir estas iniciativas para outras regiões e, assim, garantir segurança alimentar e maior renda para as famílias afetadas”, concluiu Monteiro.

A situação em Panda reflete um quadro mais amplo enfrentado por várias regiões de Moçambique. Com o aumento da frequência e da intensidade dos fenómenos climáticos extremos, torna-se imperativo investir em soluções locais, que aproveitem os recursos disponíveis e fortaleçam as comunidades.

O distrito, que outrora foi um exemplo de prosperidade agrícola, dá agora um novo exemplo: o de resiliência e adaptação. As histórias de agricultores como o homem que voltou a produzir graças à barreira de contenção ou a mulher que aposta no caju para garantir o futuro da sua família são um testemunho de que a luta contra as mudanças climáticas pode ser vencida, desde que haja compromisso, apoio e esperança.

Moçambique leva 9 drones fabricados no país, de forma artesanal, ao Japão, durante a sua participação na Expo 2025. No total, o país vai apresentar mais de 10 iniciativas ligadas à inteligência artificial.

Desde 13 de Abril Moçambique expõe o que tem de melhor na Expo 2025, na cidade de Osaka, no Japão. O país tem até 13 Outubro, isto é, 6 meses, para exibir seu brilho na cidade Japonesa.

As inovações moçambicanas surpreenderam quem visitou o pavilhão do país.

“É um pavilhão interessante. Eu vi paineis solares e óculos para pessoas que não podem enxergar. Vi, também, roupas interessantes de fabrico impressionante, e penso que talvez vá visitar Moçambique no próximo ano”, disse um participante.

Moçambique vai também exibir  a sua diversidade agrária, mineral, cultural e turística, com o ponto mais alto no dia 16 de Junho, data escolhida para a máxima projecção da imagem do país.

O Ministro da Saúde, Ussene Isse, inaugurou, na cidade de Xai-Xai, o Laboratório de Saúde Pública de Gaza. Trata-se de uma infra-estrutura moderna, equipada com tecnologia de ponta para executar vários exames, incluindo a cultura, microscopia, serologia e testes moleculares para a caracterização genética de diversos patógenos.

O laboratório servirá de referência na província para o diagnóstico especializado e outras acções de saúde pública, incluindo o treinamento de profissionais de saúde e investigação científica.

Na ocasião, Ussene Isse referiu que a implantação do Laboratório de Saúde Publica de Gaza está enquadrada no processo de descentralização laboratorial para a melhoria e redução do tempo de espera pelo diagnóstico de diversos patógenos, iniciada em 2020.

Com este laboratório, Moçambique tem implantado laboratórios de saúde pública dotados de tecnologia moderna, recurso humanos com capacidade e competência para o diagnóstico de doenças, incluindo a formação e a investigação científica em todas as províncias, incluindo a província e a cidade de Maputo, que contam com os laboratórios centrais do INS em Marracuene.

“Gaza, hoje, junta-se ao grupo de províncias com LSP e, com isso, torna-se auto-suficiente para o diagnóstico de surtos e epidemias, reduzindo, assim, a demora no tempo de resposta de surtos e epidemias, e deixa de depender de Maputo”, explicou.

Segundo o ministro, o LSP de Gaza tem capacidade para testar 600 amostras por turno, e dota a província de elevada capacidade de pesquisa, avaliação da capacidade e qualidade de testagem, formação e apoio técnico, incluindo recursos humanos devidamente preparados.

Os Estados Unidos da América reconsideram viagens para a reserva do Niassa, devido aos últimos  ataques que sugere serem terroristas, próximo a mineradora nairoto. Entretanto, a Embaixada Norte americana no país garante estar a trabalhar com o Governo moçambicano para a garantia de segurança.

Através de uma informação veiculada no site oficial da embaixada norte-americana em Moçambique, o país decidiu emitir alerta aos seus cidadãos residentes e fora de Moçambique, sob o risco de segurança na Reserva Especial do Niassa e zonas fronteiriças com a província de Cabo Delgado, após recentes ataques terroristas.

O Governo dos EUA recebeu informações de que terroristas atacaram aldeias nos limites da Reserva Especial do Niassa, perto de Nairoto, antes de entrarem na reserva e fazerem reféns em um pavilhão de caça particular.  As forças de segurança moçambicanas estão engajadas. Fiquem atentos ao aumento da violência nas fronteiras sudeste e leste da Reserva Especial do Niassa.

Como medidas de proteção, a embaixada norte-americana decidiu tomar algumas medidas, uma delas, reconsiderar viagens ao local e proximidades. Com isto, os norte-americanos decidem depositar confiança na defesa moçambicana, enquanto monitoram a situação. 

A Embaixada dos EUA em Moçambique continua a monitorar a situação e mantém o compromisso de trabalhar com o Governo de Moçambique para combater o extremismo violento.

À margem das solenes cerimónias  fúnebres do Papa Francisco, o Presidente da República, Daniel Chapo, manteve um encontro com o Cardeal Dom Matteo  Zuppi, Arcebispo de Bolonha e Presidente da Conferência Episcopal  Italiana. 

Segundo a Presidência da República, o encontro foi marcado por um ambiente de “profunda cordialidade e  reflexão” e proporcionou uma troca de impressões sobre o legado  inspirador de Papa Francisco, particularmente no seu incansável apelo à construção da paz, ao diálogo entre culturas e religiões, e à defesa  intransigente dos pobres e marginalizados. 

No decurso da audiência, Daniel Chapo destacou o papel  crucial desempenhado pelo Cardeal Matteo Zuppi no processo de  paz em Moçambique. Como membro destacado da Comunidade de  Sant’Egídio, Dom Matteo Zuppi foi uma das figuras centrais na mediação que  resultou na assinatura do Acordo Geral de Paz, em Roma, em 1992,  encerrando um longo conflito armado em Moçambique. 

“Vossa Eminência representa para o povo moçambicano uma  referência viva de esperança, diálogo e reconciliação. O vosso  empenho pessoal, através da Comunidade de Sant’Egídio, foi  fundamental para devolver a paz e abrir caminhos de reconstrução e  desenvolvimento para a nossa Nação”, afirmou Chapo

O Cardeal Zuppi, por sua vez, reiterou o seu carinho por  Moçambique e reafirmou o compromisso da Igreja e da Comunidade  de Sant’Egídio em continuar a apoiar o povo moçambicano nos  desafios actuais, nomeadamente na promoção da educação, da  saúde, do combate à pobreza e na consolidação de uma cultura de  paz. 

Ambos renovaram o desejo de fortalecer os laços de amizade  histórica entre Moçambique e a Santa Sé, sublinhando a importância  do diálogo permanente como instrumento para enfrentar os desafios  contemporâneos e promover sociedades mais justas e solidárias.

O Director Geral da Agência para a Promoção de Investimento, APIEX, diz que a delegação Moçambicana que participou na 65a edição da Feira Internacional de Comércio do Zimbabwe conseguiu firmar algumas parcerias que podem resultar em acordos de negócio nas áreas de agricultura,  mineração e transporte. Gil Biris falava hoje, em Bulawayo, no último dia da feira.

Durante seis dias, 20 empresas moçambicanos marcaram presença na 65a edição da Feira Internacional de Comércio do Zimbabwe, na Cidade comercial e industrial de Bulawayo.

A delegação moçambicana, composta por expositores de Manica, Sofala, Tete e Inhambane expuseram um pouco do que cada província possui, na expectativa de firmar parcerias.

Findo o evento, a Agência para a Promoção de Investimento APIEX, coordenadora da actividade, olha para a participação de Moçambique como frutífera.

O Director Geral da APIEX diz que o país tem muito que aprender com o Zimbabwe na organização de Feiras de Negócios.

Moçambique termina a viagem com olhos postos na XX edição da FACIM. 

A Nunciatura Apostólica de Moçambique e a Arquidiocese de Maputo realizaram, ontem, uma missa de oração e homenagem ao Papa Francisco. Em nome do Presidente da República, Eduardo Mulémbwè descreve o Santo Padre como um incansável defensor da dignidade humana. E a igreja diz que os valores do Sumo Pontífice continuam no coração dos fiéis. 

Do lado exterior da Sé Catedral de Maputo, há uma luz que brilha na noite de homenagem ao Papa Francisco, o Santo Padre.

Logo à entrada da emblemática capela da Igreja Católica na Cidade de Maputo, os fiéis preenchem com seu próprio punho o livro de condolências pelo Sumo Pontífice, que partiu deste mundo para eternidade-

Porque para os católicos, ninguém morre, mas todos entram na vida, é com cânticos e louvores que se celebra a passagem do Papa Francisco pelo mundo.

E isto foi feito num culto de homenagem ao Santo Padre, organizado pela Nunciatura Apostólica de Moçambique e Arquidiocese de Maputo…

Além de milhares de crentes católicos que lotaram a Sé Catedral de Maputo, houve a presença de várias personalidades, com destaque para os antigos Chefes de Estado, representantes de órgãos de soberania, corpo diplomático, confissões religiosas entre outros. 

O Presidente da República esteve representado na cerimónia por Eduardo Mulémbwè, ministro na Presidência para Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais. 

Em nome do Chefe do Estado, Mulémbwè diz que Moçambique junta-se ao mundo para homenagear um incansável defensor da dignidade humana. 

A simplicidade e dedicação aos mais vulneráveis estão entre as outras qualidades enaltecidas pelo representante de Daniel Chapo na noite de oração pelo Santo Padre. 

A Arquidiocese de Maputo recorda que a Sé Catedral acolheu o Santo Padre aquando da sua visita a Moçambique e as mensagens por si deixadas ainda ecoam no coração de cada crente. 

Mas tudo isto não termina por aqui. 

A missa de homenagem ao Papa Francisco foi marcada por momentos de comunhão, ofertório e acção de graças.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participou, este sábado, nas exéquias do Papa Francisco, realizadas na Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma e destacou o “profundo laço de amizade entre o falecido Pontífice e o povo moçambicano”.

Em declarações à imprensa, o Chefe do Estado salientou a importância de preservar e disseminar os valores de paz, reconciliação e amor ao próximo promovidos pelo Santo Padre.

“O Papa Francisco era amigo de Moçambique. E sendo amigo de Moçambique, não fazia sentido aqui nós não virmos aqui”, afirmou Daniel Chapo e explicou que a sua presença e da delegação nacional na cerimónia solene serviu, também, para “recordar a visita histórica de Francisco a Moçambique, em Setembro de 2019, quando o Papa levou uma mensagem de esperança a um país que se reconstruía após sucessivos desafios políticos e naturais”.

“Porque foi um homem que, ao visitar Moçambique, deixou uma mensagem de paz, de esperança e de reconciliação para o povo moçambicano e, sobretudo, a necessidade de amor ao próximo”, disse.

A cerimónia da Missa das Exéquias teve início às 10 horas locais, seguida do sepultamento do Papa no átrio da Basílica de Santa Maria Maior. Líderes mundiais e milhares de fiéis reuniram-se para prestar a última homenagem ao Sumo Pontífice, cuja partida assinala também o começo do Novendiali, o tradicional período de nove dias de luto e orações em sua memória.

Chapo apelou aos moçambicanos e à comunidade internacional a seguirem o exemplo do Papa Francisco.

“O mais importante, neste momento, é ficarmos com o legado que ele deixou e continuarmos a espalhar esta mensagem de amor ao próximo, de paz no mundo, de reconciliação e, sobretudo, trabalharmos para que o mundo seja melhor do que está hoje”, afirmou.

Além do Presidente da República, marcaram presença a Primeira-Dama, Gueta Chapo, e o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosas, Mateus Saize.

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