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O País – A verdade como notícia

O executivo provincial de Inhambane e a Câmara do Comércio Moçambique-Grécia assinaram um Memorando de Entendimento, nesta quarta-feira, em Maputo, que marca o início de um esforço conjunto para transformar a província num destino turístico de excelência. 

Participaram da cerimónia figuras como Francisco Pagula, governador de Inhambane e Gerry Marketos, Cônsul Geral Honorário da Grécia em Moçambique. Na ocasião, Pagula destacou a importância da parceria para atrair investimentos, capacitar recursos humanos e criar empregos. 

Segundo o governador, a província de Inhambane apresenta condições favoráveis ao desenvolvimento do turismo, com potencial para gerar benefícios económicos e sociais significativos. 

“Acreditamos que esta parceria pode transformar a realidade de Inhambane, tornando-a num exemplo de sucesso no setor turístico”, afirmou Pagula, para depois sublinhar que o memorando prevê investimento estrangeiro e também o fortalecimento da infra-estrutura e a valorização dos recursos humanos locais.

Gerry Marketos, representante da Câmara do Comércio Moçambique-Grécia, reforçou o compromisso dos investidores gregos com o desenvolvimento sustentável da província. 

“Inhambane tem um potencial turístico único, que pode atrair investimentos de grande escala. A nossa experiência no setor do turismo será utilizada para criar um modelo adaptado às necessidades locais”, explicou. Para si, a iniciativa inclui acções voltadas para a promoção de intercâmbios culturais e económicos.

Uma das prioridades do Memorando é a formação profissional, especialmente para jovens, preparando-os para integrar o mercado de trabalho no setor do turismo. O governador provincial detalhou que estão previstos programas de capacitação para guias turísticos, gestores e pequenos empreendedores.

“A formação é o alicerce para garantir que os benefícios do turismo sejam duradouros e inclusivos”, acrescentou Pagula.

Por outro lado, Marketos salientou que a inclusão das comunidades locais é um dos pilares do projecto. “Queremos garantir que todos, desde os artesãos locais até os grandes operadores turísticos, possam tirar proveito deste desenvolvimento”, afirmou. A ideia é criar um ecossistema turístico que envolve diferentes actores sócio-económicos, promovendo a sustentabilidade.

Apesar do optimismo, o governador reconheceu que ainda existem desafios significativos a serem enfrentados, como a melhoria das infra-estruturas e o aumento da acessibilidade às principais áreas turísticas. Apontou ainda que a construção e reabilitação de estradas, a expansão da rede eléctrica e a melhoria dos serviços de saúde e segurança serão cruciais para atrair investidores.

Para Marketos, a experiência da Grécia em superar desafios semelhantes poderá contribuir significativamente. Diz que os investidores gregos já estão preparados para trabalhar em projectos que combinam inovação e responsabilidade social, garantindo que as soluções propostas tenham um impacto positivo e duradouro.

Inhambane é amplamente conhecida pelas suas praias como Tofo, Barra e Vilankulo, que atraem turistas de várias partes do mundo. Além disso, a província possui património histórico e cultural rico, com forte influência árabe e portuguesa, que pode ser explorado para diversificar a oferta turística. A iniciativa visa posicionar a província como um destino de referência não apenas para turismo de lazer, mas também para ecoturismo e turismo cultural.

Segundo Pagula, “o objetivo é transformar Inhambane numa referência no mercado internacional, destacando não apenas as suas belezas naturais, mas também a hospitalidade e a cultura das suas comunidades”. Para isso, estão previstas campanhas de promoção em mercados internacionais e a criação de parcerias com operadores turísticos globais.

O Memorando de Entendimento pretende também gerar impactos significativos na economia local, com a criação de centenas de empregos directos e indiretos. Estima-se que, com a implementação dos projectos previstos, o setor do turismo em Inhambane poderá dobrar a sua contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) da província nos próximos cinco anos.

Além disso, a parceria busca aumentar o número de visitantes estrangeiros, diversificar a oferta de serviços turísticos e promover práticas sustentáveis que respeitem o meio ambiente e as comunidades locais. A expectativa é que, com a consolidação das acções previstas, Inhambane se torne um exemplo de desenvolvimento integrado, capaz de inspirar outras regiões de Moçambique.

O referido Memorando é tido como um compromisso conjunto para transformar o sector do turismo em Inhambane, como forma de melhorar a qualidade de vida das comunidades locais e fortalecer a economia regional.

A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos Central Sindical diz que o último ajuste salarial continua a colocar o trabalhador moçambicano, sobretudo as classes mais baixas, numa situação de vulnerabilidade. Alexandre Munguambe condena ainda a decisão da CTA de adiar o debate sobre o aumento salarial para Agosto. 

Mais uma vez o mundo parou para celebrar o dia do Trabalhador e em Moçambique as cerimónias centrais aconteceram em Maputo, na praça dos herois Moçambicanos.

É um novo ano, mas com velhos problemas, multiplicados pelas recentes manifestações pós-eleitorais, conforme defendeu Alexandre Munguambe, secretário-geral da OTM-central sindical, após a deposição da coroa de flores.  

“milhares de trabalhadores viram os seus contratos rescindidos, deixando suas famílias vulneráveis e na incerteza sobre o futuro. Devido aos desafios colossais que o país enfrenta actualmente, infelizmente estamos a celebrar o primeiro de Maio perante o crônico problema do alto custo de vida, baixo poder de compra da maioria da população, deficiências no transporte de pessoas e bens nas zonas urbanas e peri-urbanas, vias de acesso insuficientes e precárias em quase todo o país, entre outros problemas que afligem a sociedade moçambicana, custo de vida em particular, constitui hoje um autêntico sufoco para a maioria da população Moçambicana”, afirmou o SG, num tom de quem quisesse dizer muito mais do que disse.

Munguambe lamentou o facto de a retirada do IVA nos principais produtos alimentares de primeira necessidade ainda não se fazer sentir na prática, pois, segundo entende, “o que caracteriza o mercado hoje são preços exorbitantes e proibitivos para o bolso da maioria dos moçambicanos e é urgente corrigir ou fazer valer a decisão tomada”. 

Na sua intervenção por ocasião da data, o gestor denunciou ainda o facto de existirem empregadores que pautam pela contratação de contratos precários, como forma de fugir às suas obrigações. Munguambe disse mais: “Continuamos a ver o governo inflexível no reconhecimento jurídico e na revisão da Lei 18/2014 de 27 de Agosto, que permita o exercício livre da actividade sindical na Função Pública. Esta inércia, se continuar por muito mais tempo, vai afectar o sector público e provocar problemas no país, certamente que vai concorrer para a Iista negra na arena internacional com as consequências daí decorrentes”.

A falta de mecanismos de revisão anual das pensões de reforma dos trabalhadores do sector privado, pago pelo INSS é outra preocupação apresentada.

A revisão do salário mínimo, cujo debate foi adiado para Agosto, não é bem vista pela central sindical.

“Nós fomos forçados a aceitar isso, porque alegam que as empresas foram sabotadas e que eles tiveram que despedir muitos trabalhadores, mas nós continuamos a dizer que não estamos satisfeitos com esta posição, porque o custo de vida é bastante elevado. E se fosse por vontade deles, era que este ano não se mexessem os salários, nós batemos  com o pé e dissemos que não, é preciso que se mexa salário por um lado, por outro lado é preciso que trabalhemos para reenquadrar os trabalhadores que perderam os seus postos   de trabalho, é preciso também que trabalhemos no sentido de criar novos postos de trabalho”, revelou Munguambe.

 

Marcha dos trabalhadores, entre cartazes e cânticos 

Apesar de muitas reivindicações e descontentamento, centenas de trabalhadores desfilaram pelas avenidas de Maputo, cantando e portando dísticos, por ocasião do primeiro de Maio. Melhores salários, contratos de trabalho dignos e respeito pelos direitos trabalhistas são algumas das exigências da classe.

Entre cânticos, apitos e dísticos com mensagens diversas, funcionários de dezenas de empresas públicas e privadas inundaram parte das avenidas 25 de Setembro, Guerra Popular, Karl Marx e Vladimir Lenine, para celebrar o primeiro de Maio. 

É o habitual desfiles dos trabalhadores, num dia em que as mensagens variam, entre doces e amargas e destaca-se o posicionamento de Jaime Kibe, trabalhador da Teixeira Duarte.

“A nossa preocupação é que a divisão da riqueza deve ser transparente. Deve ser transparente, o governo deve ser transparente de tudo o que está a fazer. Envolver mais os trabalhadores. É vergonhoso ver os trabalhadores nessas condições. Vai estralar essas condições. Os trabalhadores estão mal. Muito mal. E ninguém vê a vida dos trabalhadores. É só ver mesmo aqui, pode estar o ministro, pode estar qualquer uma pessoa do governo. Não é para representar o governo frente aos trabalhadores. O trabalhador não é inimigo”, disse.

A cada metro uma preocupação diferente, mas há outras que são comuns, salários melhores. 

E é também preocupação dos trabalhadores a actual situação financeira das Linhas Aéreas de Moçambique, por isso exigem combate cerrado contra os corruptos.

“A empresa não está boa. Neste momento estamos atravessando uma fase não muito boa, tanto como os trabalhadores, assim como a empresa. E não estamos a ter resposta do que está a acontecer. Estamos sem equipamento. Sabemos qual é o sofrimento dos nossos irmãos, porque pretendem  viajar de uma província para outra, tem assunto para tratar e não consegue chegar lá. E nós sentimos isso como trabalhadores, porque o nosso foco é sair todos os dias para trabalhar, mas sem equipamento não temos como trabalhar. Ainda não temos uma resposta exata do governo, só sabemos que estão a trabalhar no sentido de fazer a reposição dos equipamentos e estamos à espera disto”, desabafou Acássio Massingue.

As empresas de comunicação social também desfilaram e apresentaram o seu descontentamento. 

Mas o dia não foi só de reclamações. Há pessoas que lá foram para reafirmar o seu amor pela profissão, foi o caso das colaboradoras do Hospital Central de Maputo. 

“O próprio salário não ajuda, mas nós não vamos deixar de cuidar dos doentes. Estamos esperando para eles. É mais um dia para mostrarmos a nossa gratidão pela empresa, pela população e pelos nossos próprios pacientes. Estamos aqui por eles”.

As crianças, no seu melhor, também estiveram presentes para agradecer aos trabalhadores pelo esforço e dedicação na busca pelo seu bem estar e das famílias moçambicanas.

 

O crescimento urbano, na cidade de Inhambane, está a trazer à tona um problema antigo, mas que ganha contornos alarmantes: o aumento do transporte de passageiros ilegal. Viaturas não licenciadas, algumas com condições precárias, circulam pelas ruas, colocando em risco a segurança dos passageiros e desafiando a autoridade.

As autoridades locais estão cientes do problema e prometem endurecer as medidas contra os infractores. O vereador dos Transportes no Município de Inhambane, Novais Abubacar, reconhece o desafio que este fenómeno representa, mas sublinha que não haverá espaço para tolerância. “Vamos continuar com mão dura. Em alguns casos, teremos de apreender viaturas até que estejam em condições de operar de forma legal”, afirmou, numa entrevista marcada pelo tom directo e pela preocupação com o bem-estar da população.

Segundo Abubacar, a suspensão temporária das fiscalizações no contexto de manifestações recentes foi suficiente para revelar a dimensão do problema. “Durante esse período, verificámos um aumento drástico no número de operadores ilegais. Num espaço de apenas três horas de fiscalização, inspeccionámos 57 viaturas, das quais 9 estavam ilegais e 6 tinham licenças caducadas”, revelou o vereador.

Essa pausa nas fiscalizações também levou à paralisação dos transportadores ilegais assim que perceberam a presença das autoridades. “Constatámos que muitos operadores ilegais simplesmente pararam de transportar passageiros ao notar a nossa presença. Isso mostra o quanto o problema está enraizado. Há muitas viaturas a operar fora da lei, incluindo carrinhas fechadas e caixas abertas, conhecidas como Mupapas, que aproveitam as horas de ponta para recolher passageiros. Esses operadores acabam por roubar clientes aos transportadores licenciados”, explicou.

Abubacar reconheceu que o uso de viaturas de carga para transporte de passageiros não é novo, mas atribui a sua recente proliferação às dificuldades enfrentadas nas zonas de expansão da cidade. “Temos áreas de habitação que chamamos zonas de expansão, onde as condições das estradas ainda não permitem a circulação de viaturas convencionais. Nessas zonas, o transporte por “My Loves” acaba por ser a única solução para ajudar a população a deslocar-se. No entanto, isto não pode justificar o transporte ilegal em outras rotas”, frisou.

Para o vereador, embora estas práticas sejam um “mal necessário” em algumas áreas, a prioridade é garantir que todas as operações sejam realizadas dentro da lei. “Primeiro, os operadores devem legalizar-se. Em segundo lugar, precisamos de criar condições para melhorar o conforto e a segurança dos passageiros. Não podemos comprometer a dignidade e a segurança das pessoas que dependem deste serviço”, declarou.

As autoridades municipais de Inhambane asseguram que a fiscalização será intensificada, com penalizações severas para os infractores. “Vamos continuar a actuar de forma incisiva. Os operadores ilegais serão penalizados, e as viaturas que não cumprirem as normas poderão ser apreendidas até que se regularizem. Não estamos apenas a falar de legalidade, mas também de condições. Não podemos permitir que as pessoas sejam transportadas em viaturas que não oferecem o mínimo de segurança e conforto”, garantiu Abubacar.

A resposta das autoridades vem num momento em que a população exige soluções mais eficazes para o transporte urbano. Apesar do crescimento da cidade, as infra-estruturas ainda não acompanham o ritmo da expansão, criando lacunas que os operadores ilegais têm aproveitado.

A aposta no reforço da fiscalização é apenas parte da solução. Abubacar salientou a necessidade de investir em infra-estruturas de transporte para acompanhar o crescimento urbano. “Precisamos de melhorar as condições das estradas nas zonas de expansão e criar rotas que permitam a circulação de viaturas licenciadas. Além disso, é essencial que os transportadores sigam as regras e garantam condições dignas para os passageiros”, disse.

Por outro lado, o vereador sublinhou a importância de sensibilizar a população sobre os riscos de utilizar transportes ilegais. “O cidadão também precisa de entender que, ao optar por um transporte não licenciado, está a colocar a sua segurança em risco e a contribuir para o desrespeito à lei. É um esforço colectivo que precisa de ser feito”, apelou.

O transporte ilegal é um fenómeno que reflecte tanto as lacunas estruturais como a necessidade de soluções imediatas para as populações em expansão. Contudo, as autoridades de Inhambane parecem decididas a enfrentar o problema de frente.

“Este é um desafio que não pode ser ignorado. Vamos continuar a trabalhar para garantir que o transporte na nossa cidade seja seguro, legal e digno para todos”, concluiu Novais Abubacar.

Com as fiscalizações em curso e o compromisso de endurecer as medidas contra os operadores ilegais, a cidade de Inhambane pode estar a dar os primeiros passos para restaurar a ordem no transporte público e assegurar o bem-estar dos seus cidadãos.

A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social apelou à resiliência de todos os trabalhadores, de forma que possam contribuir para o desenvolvimento do país. Ivete Alane disse ainda que o Ministério tem estado a intervir em situações de conflitos laborais, para que sejam encontradas soluções amigáveis.

“Os conflitos laborais são consequências do momento em que vivemos  e, naturalmente, com esta situação, os conflitos laborais têm aumentado. Como Ministério do Trabalho, Género e Acção Social temos estado a intervir, através da comissão de mediação laboral, que é para a solução desses conflitos de forma amigável. Temos estado também a sensibilizar os trabalhadores e empregadores”, disse Ivete Alane, na Praça dos Heróis.

Em relação aos despedimentos massivos na Vulcan, a ministra avançou que se  tem feito um trabalho com a mineradora, para que haja menos despedimentos e ,em caso de despedimentos, seja respeitada toda a legislação laboral.

A ministra do Trabalho, Género e Acção Social afirmou ainda que está a ser retomado, de forma gradual, o pagamento do subsídio básico aos idosos, em função da disponibilidade orçamental.

Em relação à questão da revisão salarial dos funcionários e agentes de estado e todos os trabalhadores, a ministra do Trabalho, Criança e Acção Social disse que a decisão de criar um grupo tripartido para debater o assunto visa salvaguardar a recuperação das empresas, após protestos violentos.

“As negociações de salário médio são feitas de forma tripartida, uma negociação que envolve os empregadores, os trabalhadores e o governo. E em função desta situação socioeconómica, que é do conhecimento de todos, chegou-se a um acordo tripartido de que se devia adiar o início do processo da negociação salarial até que as condições económicas assim o permitam. Portanto, isto não é uma coisa nova, acho que todos nós vivemos essa situação durante a pandemia da Covid-19, é que foi adiado para este ano. Nós estamos a adiar o início deste processo para o segundo semestre, dependendo da avaliação das condições econômicas do país”, defendeu Ivete Alane.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, assinala o Dia  Internacional dos Trabalhadores, com uma mensagem de  reconhecimento, solidariedade e apelo à responsabilidade  colectiva, num contexto particularmente desafiante para a  economia e o tecido social do país. 

Sob o lema “Pelos Direitos Laborais e Sindicais – A Luta Continua”,  o Chefe de Estado sublinha o valor da data como símbolo de “a  luta, a resistência e as conquistas de quem constroi diariamente  as bases do desenvolvimento das nações”. 

“Em nome do Governo da República de Moçambique e em meu  próprio, endereço a cada trabalhador e trabalhadora o nosso  reconhecimento pelo seu contributo inestimável na construção  de um país mais próspero, justo e solidário”, afirmou. 

Reconhecendo os impactos das recentes manifestações  violentas, o Presidente Chapo alerta que estas “deixaram marcas  profundas no tecido empresarial, resultando no encerramento de  unidades produtivas, despedimentos de trabalhadores,  fragilização do diálogo laboral e adiamento das negociações  salariais”. 

Reiterando o compromisso com a paz social e o trabalho digno, o  estadista apela aos trabalhadores para que “mantenham a  serenidade e o compromisso com o trabalho digno e produtivo”,  e exorta à protecção das empresas como “motores de produção  e de oportunidade”. 

O Presidente da República dirige ainda um pedido aos  empregadores de “responsabilidade e solidariedade”,  destacando que, apesar das dificuldades, o Governo está a  implementar medidas para relançar a economia e proteger os  mais vulneráveis.  

“Moçambique já superou muitos desafios e, com esforço  colectivo, responsabilidade partilhada e visão de futuro, iremos  ultrapassar este momento e sair ainda mais fortes”, afirma o  estadista, concluindo com um apelo à mobilização nacional:  “Vamos trabalhar com confiança. Vamos reconstruir com firmeza.  Vamos proteger o que é de todos”.

Especialistas da área de saúde, afectos ao Hospital Central da Beira (HCB), têm estado a receber, com alguma frequência, pessoas padecendo de doenças que, em casos normais, teriam sido tratadas e curadas sem nenhuma complicação. Infelizmente, uma parte dos pacientes internados, só recorrem  aos serviços de saúde quando a enfermidade está numa fase complicada ou mesmo terminal, o que dificulta a intervenção médica e, por conseguinte, a cura.

Um dos exemplos é de uma adolescente de 16 anos, que frequentava a 11.ª classe, no posto administrativo de Mafambisse, no distrito de Dondo.

A mesma padece de um tumor maligno, raro e muito agressivo, que se localiza na coxa, que começou a afectar a estudante em finais de 2023, mas os pais só recorreram ao hospital em princípios deste ano, numa altura em que a doença já tinha afectado vários órgãos. De acordo com uma especialista, a doença está numa fase terminal.  “Dos estudos feitos, constatou-se que apresentava metástase, tanto para a região pélvica assim como para os pulmões e também o fígado”, explicou uma especialista afecta ao HCB.

Ou seja, o tumor afectou os referidos órgãos, facto que impediu a desarticulação da coxa.”Não tinha como, porque já está praticamente avançado. Para dizer que, na verdade, esses tumores ou esses carcinomas não respondem à quimioterapia ou à radioterapia. O tratamento é mais cirúrgico, mas quando não estamos perante casos de metástase, quando estamos perante metástase, tu já não podes fazer muita coisa. Simplesmente é mais tratamento paliativo, apoio psicossocial, apoio familiar e tratar em todos os casos que nos chegam, se tem anemia, tratamos de anemia, se tem alguma  dor, tratamos de dor .E com acompanhamento sempre de psicólogo, tanto para os familiares como para  o paciente”, explicou a médica.

Para a especialista, só há uma explicação para o tumor chegar na fase em que está e alerta as comunidades para priorizarem tratamentos médicos. “É uma paciente que chegou aqui nos nossos serviços, já no estado terminal, podemos assim dizer.  Quando aparece um paciente ou alguém com um nódulo, com alguma ferida, é importante aparecer na unidade sanitária, para que?Para podermos fazer alguns exames ainda cedo.  Quando chega tarde, já fica difícil para fazermos alguma coisa.

Praticamente, eu acredito que ficou muito tempo em casa ou nas unidades sanitárias periféricas e, nas nossas unidades, já chegou a ser muito para fazermos”

 

De acordo com o cirurgião, não há uma causa específica que origine um tumor maligno raro e, segundo pesquisadores, mutações genéticas que desorganizam as células do organismo acabam causando a doença.

 

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, reafirmou, esta quarta-feira, em Maputo, o compromisso da instituição que dirige de tudo fazer com vista à promoção de melhores condições laborais, justiça social e dignidade para todos os trabalhadores, para uma sociedade justa, inclusiva e próspera.

Em mensagem emitida por ocasião da celebração do 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhador, que se celebra sob lema: “Pelos Direitos Laborais e Sindicais – A Luta Continua”, a Presidente da Assembleia da República sublinhou que “queremos felicitar os trabalhadores moçambicanos, no País e na Diáspora, e todos os trabalhadores do mundo”.

E porque o 1º de Maio deste ano é celebrado num ambiente laboral afectado pelas manifestações violentas, que culminaram com a destruição de empreendimentos económicos e sociais, deixando milhares de trabalhadores desempregados, Talapa saudou o Governo pelas medidas que tem vindo a tomar, visando estimular a economia e criar a riqueza nacional.

“Queremos que continuem a garantir o sustento das famílias, o crescimento, o desenvolvimento e o bem-estar colectivo dos moçambicanos, porque vós sois fazedores da economia nacional”, frisou a PAR.

 

O terminal de contentores do Porto de Maputo vai aumentar de capacidade dentro de dois anos. Para o efeito, foi lançada, nesta quarta-feira, a primeira pedra para as obras de ampliação.

Este momento simboliza o início dos trabalhos para ampliação do Terminal de Contentores do Porto de Maputo.

As obras serão levadas a cabo neste local, onde o terreno já está preparado e as máquinas, posicionadas.

O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, foi quem procedeu ao lançamento dos trabalhos.

“É nossa expectativa que cada dólar investido gere valor acrescentado para Moçambique, em conhecimento, inovação, inclusão e bem-estar. Que seja um investimento responsável, onde o crescimento económico caminhe de mãos dadas com a inclusão e sustentabilidade ambiental”, disse o ministro.

A empreitada inclui a expansão do pátio de armazenagem de contentores e aprofundamento do cais, que vai permitir ao Porto de Maputo receber navios de maiores dimensões.

Adicionalmente, serão instaladas mais de 700 tomadas para contentores frigoríficos para alavancar o crescimento das exportações agrícolas, particularmente de citrinos do Limpopo na África do Sul e de Massingir, em Moçambique.

Com a ampliação, o ministro dos Transportes e Logística diz que o Porto de Maputo deve manter-se como eixo estratégico do crescimento económico.

“Este investimento deve ser uma âncora para o desenvolvimento do país, que se traduz em mais postos de emprego, novas oportunidades para PME e contínua formação tecnológica e digital.”

Os trabalhos estão avaliados em 164 milhões de dólares, o equivalente a 10,3 mil milhões de Meticais.

“Nos últimos três anos, nós investimos três biliões de dólares em infra-estruturas e capacidades logísticas em África,  e esse é só o começo. Pretendemos investir mais três biliões de dólares no desenvolvimento de mais infra-estruturas e logística”, disse Mohammed Akooje, representante da DP World.

As obras de ampliação do Terminal de Contentores do Porto de Maputo terão a duração de dois anos.

Houve mais um ataque a uma coutada situada na Reserva Especial do Niassa. Ainda não há informação detalhada sobre a ocorrência, mas “O País” sabe que há um contingente militar destacado para travar o combate.

Trata-se do acampamento de caça desportiva de Mariri, na coutada L5S da Reserva Especial do Niassa, que foi invadido por homens armados por volta das 16h30 desta terça-feira.

O local é de difícil acesso e dista cerca de 130 km no interior da Reserva Especial do Niassa. Devido à dificuldade de telecomunicações no terreno, ainda não há informação concreta do que aconteceu efectivamente, mas o “O País” soube de fontes das Forças de Defesa e Segurança, que foi destacado um contingente militar para fazer face ao grupo, que se supõe que sejam terroristas, que actuam em Cabo Delgado, e estão a reforçar a logística. 

A coutada ora invadida dista cerca de 15 km da coutada gerida pela Kambako, que foi alvo de um ataque similar no último sábado, também na Reserva Especial do Niassa.  

As Forças de Defesa e Segurança encaram estes ataques com preocupação, uma vez que, nos acampamentos de caça desportiva, os insurgentes conseguem uma logística significativa, como alimentos, armamento, material de comunicação e combustível, o que pode ser um sinal de reabastecimento das bases dos grupos que actuam em Cabo Delgado.

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