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O País – A verdade como notícia

A Associação de Empoderamento Feminino (AEFEM), liderada pela artista e activista Liloca (Luísa Zélia), realizou uma visita solidária à Associação Hixikanwe, em Maputo. A iniciativa teve como objectivo apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade, particularmente afectadas pelo HIV, através da entrega de bens alimentares e da atribuição de bolsas de formação profissional. 

No total, foram entregues sete bolsas de estudo para cursos técnicos em áreas como arte floral, corte e costura, culinária, maquilhagem, prótese capilar, mestre de cerimónias e picotagem de cabelos. Durante a actividade, também foram distribuídos cabazes de produtos de primeira necessidade, com especial atenção às mulheres e crianças vivendo com o HIV. 

No seu discurso, Liloca sublinhou que o propósito da AEFEM é transformar vidas através do conhecimento e da criação de oportunidades de rendimento. “Esta visita não é apenas simbólica. Viemos trazer ajuda imediata, mas sobretudo semear futuro. Queremos que estas sementes se espalhem por todo o país”, afirmou, acrescentando que a associação pretende alcançar mil mulheres em três anos, apoiar a criação de duzentos micronegócios e contribuir para a geração de emprego e aumento da autonomia económica das mulheres em todo o território nacional. 

A visita decorreu na sede da Associação Hixikanwe, uma organização não governamental fundada por mulheres que vivem com o HIV. Registada oficialmente em 2009, a Hixikanwe beneficia actualmente mais de quatro mil pessoas e actua em áreas como prevenção do VIH/SIDA, saúde sexual e reprodutiva, apoio psicossocial, nutrição, educação pré-escolar, rastreamento de doentes em TARV, e empoderamento económico. 

A presidente da associação, Judite de Jesus, agradeceu a presença da AEFEM, sublinhando a importância do gesto. 

A acção contou com a presença de representantes do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e de várias lideranças comunitárias. 

Também presente na cerimónia, Anabela Unguane, representante do Pelouro da Mulher, Assistência Social e Família do Conselho Municipal, elogiou a acção e o envolvimento da artista. 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, reuniu-se neste sábado, 7 de Junho, com um grupo  de crianças provenientes de diferentes escolas e creches da Cidade  de Maputo, no âmbito das celebrações da Quinzena da Criança. 

Segundo a Presidência da República, a iniciativa, que decorreu na Presidência da República, visou assinalar  o compromisso do Estado com a protecção e promoção dos direitos  da criança moçambicana, proporcionando aos petizes uma  experiência educativa, cívica e institucional de grande significado.

A visita iniciou com uma passagem pelo Museu da Presidência da  República, onde as crianças puderam conhecer os marcos históricos  que moldaram o país desde a proclamação da independência, a 25  de Junho de 1975. Com especial atenção, ouviram as histórias e  percursos dos cinco Presidentes que lideraram Moçambique nos  últimos 50 anos: Samora Moisés Machel, Joaquim Alberto Chissano,  Armando Emílio Guebuza, Filipe Jacinto Nyusi e o actual Presidente,  Daniel Francisco Chapo. 

Posteriormente, os petizes foram conduzidos à Sala do Conselho de  Ministros, onde normalmente se tomam decisões de impacto nacional.  Ali, o Presidente Chapo partilhou, de forma acessível e inspiradora, o  funcionamento do Governo, incentivando os mais novos a  acreditarem nos seus sonhos e a estudarem com dedicação, pois o  futuro da nação repousa nas suas mãos. 

Durante a conversa com os pequenos convidados, o Chefe do Estado  destacou a importância da escuta activa da criança na construção  de políticas públicas inclusivas. “A vossa presença aqui é um sinal de  que Moçambique vos vê como protagonistas do amanhã. Esta casa, a casa do povo, também é vossa”, afirmou o Presidente da  República. 

Em nome das crianças presentes, Elias Caetano, presidente do  Parlamento Infantil, agradeceu o gesto do estadista  moçambicano. “Sentimo-nos honrados por termos sido convidados a  passar um dia aqui. Foi uma experiência que nos marcou.  Aprendemos muito sobre a história do país e sobre o papel dos  Presidentes na construção da paz, da unidade nacional e do  progresso”, disse.

Elias fez também questão de destacar o papel da Primeira-Dama da  República, Gueta Selemane Chapo, referindo que “é visível o  engajamento da esposa do Presidente com as crianças. Ela tem feito  de tudo para estar perto de nós, e sentimos isso com carinho e  gratidão”. 

Além das crianças, o evento contou com a participação activa de  organizações da sociedade civil que trabalham na promoção e  defesa dos direitos da criança, incluindo organizações não governamentais, instituições religiosas e educadores comunitários.  Estas organizações elogiaram a abertura da Presidência da República  para com temas ligados à infância e encorajaram a continuidade de  iniciativas que permitam a aproximação dos mais jovens às instituições  do Estado. 

As celebrações da Quinzena da Criança, que decorrem em todo o  país sob o lema “Investir na Infância é Garantir um Futuro Sustentável”,  ganham assim um novo impulso com esta iniciativa presidencial, que  reforça a centralidade da criança nas prioridades do Governo. 

Mais de duas mil salas de aula precisam de reabilitação na província da Zambézia. As referidas salas são de escolas construídas com material precário. Mais de 100 mil alunos têm aulas em condições pouco dignas. O sector da Educação está a reflectir os católicos problemas na primeira reunião de coordenação com todos os distritos. 

Só com o ciclone Freddy, que passou pela Zambézia em 2023, foram destruídas 810 Salas, deste número 500 já foram reabilitadas, outras estão a ser intervencionadas pelos parceiros. 

Pelo menos 160 salas de aula sofreram com a vandalização pós-eleitoral.  Mocuba, Gurué, Mocubela e Pebane estão entre os distritos que foram duramente afectados. Há registo de 2 mil salas degradadas por falta de manutenção, que carecem de intervenção.

O facto está a forçar alunos a estudarem em condições não dignas. Por isso, o sector da Educação está a reflectir, na primeira reunião de coordenação com todos os directores distritais da Zambézia, sobre mecanismos para ultrapassar os vários problemas que o sector enfrenta. 

Casal oficial deixou claro que o que provocou a danificação das salas deve-se a degradação das infraestruturas e não as manifestações. 

Entretanto, o sector da Educação e parceiros estão apostados em construir escolas evolutivas, aquelas que facilmente podem sair de um formato para o outro. São cobertas de chapas, caniço e podem avançar para a colocação de blocos. Resistem à intempérie e são sustentáveis. Perto de 84 salas já foram construídas neste momento.

Três magistrados foram expulsos do sistema Judicial em Nampula, por má aplicação da lei e envolvimento em actos de corrupção. O vice-presidente da Associação Moçambicana de Juízes diz que o facto deve ser visto como positivo, por ser o sector que menos tolera desvio profissional.

Nampula está na lista das províncias que mais casos de sanção e expulsão de Magistrados registou no presente ano. De Janeiro a esta parte, houve registo de quatro casos, sendo um demitido do Tribunal da cidade de Nampula e dois de Nacala, tendo sido todos punidos por má aplicação da lei e envolvimento em actos de corrupção. 

Para o vice-presidente da Associação Moçambicana de Juízes os números não devem constituir preocupação.

Jafete Fremo defende o escrutínio como uma das formas de combate ao fenómeno. A sociedade tem, também, parte da culpa por este comportamento, entende a Juíza Cremilda da Silva.

Os magistrados falavam, este sábado, à margem das celebrações dos 20 anos de criação da Associação Moçambicana de Juízes.

A Primeira-Dama da República recebeu, ontem, o Grupo Interinstitucional de Rastreio Oncológico, Útero e Próstata. Gueta Chapo comprometeu-se a continuar a trabalhar na expansão dos serviços de rastreio, diagnóstico e tratamento dessas doenças.

Patrona e defensora da causa do rastreio e tratamento do cancro, a Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, e o Grupo Interinstitucional de Rastreio Oncológico, Útero e Próstata reuniram-se em busca das melhores soluções para o combate dessas doenças no país.

“O encontro foi bastante positivo. Para esta iniciativa, sua excelência Primeira-Dama foi solicitada, através dos nossos parceiros de colaboração, a continuar a advogar para o cancro do colo do útero, cancro da mama,  da próstata e cancro pediátrico, para a expansão dos serviços, não só do rastreio, mas também para os serviços de  diagnóstico e tratamento. Então, há um compromisso de sua excelência Primeira-Dama de continuar como uma patrona desta causa do cancro”, disse a representante do grupo interinstitucional. 

Gueta Chapo recebeu do Grupo Interinstitucional a explicação sobre o ponto de situação do país na componente rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro.  

Apesar dos esforços conjuntos para o combate dessas doenças, persistem desafios sobretudo na divulgação de mensagens nas comunidades. O cancro é um problema de saúde pública em Moçambique.

Até 2026, os Juízes poderão contar com uma lei específica de criação da independência Financeira do Judiciário. O Presidente da Associação Moçambicana de Juízes, Esmeraldo Matavele, diz que o instrumento está quase pronto para ser submetido à Assembleia da República.

Os Juízes associados abandonaram as togas e os escritórios, neste sábado, e fizeram-se à rua para marchar, por ocasião dos 20 anos de criação da Associação Moçambicana de Juízes. 

Durante a caminhada reflectiu-se em torno dos desafios da classe, sendo que alguns deles têm solução à vista. 

O Presidente da Associação Moçambicana dos Juízes, Esmeraldo Matavele, apontou para a justiça salarial como outro calcanhar de aquiles. Matavele manifestou o interesse do Judiciário em participar, activamente, no diálogo Político Nacional e Inclusivo.

A agremiação diz que poderá concorrer a uma das três vagas a serem disponibilizadas para a sociedade civil.

 

Paulo Chibanga é o novo presidente da Associação Industrial de Moçambique. O novo timoneiro dos industriais promete munir as empresas de ferramentas para que sejam mais competitivas. Chibanga sucede, no cargo, a Rogério Samo Gudo.

Por unanimidade, os membros da Associação Industrial de Moçambique, AIMO, elegeram, esta semana, Paulo Chibanga como novo presidente da agremiação. 

Chibanga, que sucede a Rogério Samo Gudo no cargo, promete criar condições para que as empresas associadas sejam competitivas. 

“Isto somente vem através da formação, do apoio através de linhas de crédito e financiamentos que seja fáceis e a preços mais baixos, mas, acima de tudo, é o trabalho que fazer no diálogo público privado, a advocacia que temos que fazer junto do Governo para que a gente possa, no mínimo, proteger a nossa indústria que é a maior dificuldade no momento. Importamos mais do que exportamos e esta é a visão que nós temos”, referiu Paulo Chibanga, novo presidente da Associação Industrial de Moçambique.   

Entretanto, o novo número um dos industriais promete fazer mais. “O nosso principal objectivo, neste mandato, é trazer a coesão entre os membros, promover a indústria moçambicana e, através das startups, o fortalecer de jovens, das mulheres e a criação de novas indústrias para responder aos desafios do país”, avançou Paulo Chibanga. 

À frente da AIMO entre 2020 e 2025, Rogério Samo Gudo faz uma avaliação positiva do seu mandato, não obstante a pandemia da COVID-19.

“Trouxemos a voz da indústria para os diferentes parceiros, sobretudo para o nosso Governo para soubessem qual é o papel da indústria vista por nós e aquilo que nós pensamos que seria a contribuição para o desenvolvimento económico e não só, mas também do mercado de trabalho e emprego em Moçambique”, revelou Rogério Samo Gudo, presidente cessante da AIMO.  

Já de saída, Samo Gudo aponta os caminhos pelos quais o sector industrial deve trilhar, considerando o boom dos recursos minerais no país. 

“É importante que a indústria extractiva, também seja uma fonte de matéria-prima. Em relação ao sector de energia e do gás, esperamos que seja um impulso dos processos de produção a nível do sector”, perspectivou Rogério Samo Gudo. 

A nova direcção da agremiação, propõe-se a trabalhar sob o lema “Unidos, por uma AIMO mais coesa e uma indústria mais forte”. 

Um muro em risco de desabar na Escola Básica Unidade 11, no município de Xai-Xai, periga a vida de mais de 1400 alunos. A área está interditada desde o ano passado e, até agora, nada foi feito. A Direção alega falta de fundos. Pais e encarregados de educação acusam a instituição de má gestão e exigem intervenção urgente.

O muro de vedação da escola básica Unidade 11, uma das maiores unidades de ensino primário de Xai-Xai, está na iminência de desabar há mais de um ano. A estrutura é suportada por três estacas, igualmente em degradação, colocando em risco alunos e residentes arredores do estabelecimento de ensino.

Para Rita Vicente, de 65 anos de idade, o cenário revela a falta de transparência na gestão dos fundos canalizados à escola há anos. Por isso, a munícipe exige uma resposta antes que o pior aconteça.

O Director da instituição reconhece que, no momento, ainda não há fundos para a resolução do problema. 

A obra está orçada em mais 500 mil meticais, entretanto, os membros do conselho de escola afastam a possibilidade de contribuir com o valor. 

Na lista de outras preocupações dos alunos, o destaque vai para a imundice no pátio e nos sanitários da escola. 

Os alunos da Escola Unidade 11 são parte dos 14 mil alunos que estudam em péssimas condições na província de Gaza . Em dias de chuva, sol e frio intenso eles ficam com o coração nas mãos.  

Sofia Inguane é professora na instituição, diz fazer o que pode, mas admite que a situação compromete  o processo de ensino e aprendizagem 

Refira-se que mais de 200 turmas estão ao relento por  falta de salas de aula em Gaza.

O país passa a contar com um sistema melhorado de Plataforma Bank Supervision Application, criada para responder ao crescimento do número das instituições de seguros no país. A mesma foi lançada esta sexta-feira em Maputo.

De 2020 a 2024 o número de operadores da área de seguros  passou de 809 para 961, dos quais 20 seguradoras, três micro-seguradoras, uma resseguradora e 8 entidades gestoras de fundos de pensões. 

No mesmo período, o volume de produção incrementou de 18.5 milhões de meticais para 23.3 milhões de meticais, daí que o governo entende a necessidade da introdução de uma plataforma melhorada de supervisão.

Aliado à necessidade de melhorar a eficiência operacional, o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique vai também aprimorar a formação de recursos humanos.

O crescimento de instituições e seu desempenho no mercado nacional é notório. Nos últimos quatros anos no sector contribuiu em 1.62 % para o PIB.

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