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O País – A verdade como notícia

A estrada que liga Pemba a Montepuez, as duas maiores cidades de Cabo Delgado, está em estado crítico e corre risco de ficar sem asfalto, caso não haja uma intervenção urgente. Actualmente, a via apresenta buracos acentuados, facto que dificulta a transitabilidade. A viagem que antes era feita em menos tempo, agora dura, em média, cerca de oito horas, num percurso de apenas 200 km.

A estrada Pemba–Montepuez é uma das maiores vias de acesso em Cabo Delgado, e uma das poucas asfaltadas ao nível da província, mas agora é considerada uma das piores estradas para circular. Os automobilistas que usam essa via com frequência contam o drama por que têm passado por conta da degradação da estrada. Momade Abdala, por exemplo, viu a sua viatura sofrer avaria durante a viagem para Montepuez, criando embaraços com os passageiros.

“É difícil, pois esta situação já é insustentável para nós, como automobilistas, mas também para os nossos passageiros. O meu carro sofreu avaria, porque a estrada não está em boas condições”, conta, acrescentando que a situação tem criado muitos prejuízos para o seu negócio, tendo em conta que todos os dias após a viagem é obrigado a levar a sua viatura à oficina. 

João Amuda também conta o drama de usar essa via todos os dias e fala de enormes prejuízos decorrentes do problema. Explicou que, apesar de os patrões terem conhecimento das más condições da estrada, exigem sempre o valor completo da receita combinada, o que cria um ambiente de desconfiança em ambas as partes. 

A administração Nacional de Estradas (ANE) reconhece a situação crítica da estrada  Pemba a Montepuez, e já tem um plano para melhorar a via, mas não está a conseguir dinheiro para resolver o problema. Segundo o delegado da ANE em Cabo Delgado, Jorge Govanhica, a via faz parte do pacote que vai beneficiar de reabilitação com o financiamento do Banco Mundial, estando, neste momento, a decorrer um trabalho preliminar para a concretização do projecto. 

“Já temos um consultor que está no terreno a trabalhar, primeiro na identificação das câmaras de empréstimo, que são as saibreiras, e também na identificação das pedreiras que poderão ser usadas para a reabilitação desta via.”

Explicou ainda que o trabalho desse consultor vai culminar com a elaboração de um projecto conceptual, que é um documento importante que vai servir para o empreiteiro a que será adjudicada a obra.

“O mesmo consultor vai trabalhar no sentido de elaborar os documentos do concurso que vão ser levados às empresas interessadas, processo que vai culminar com a adjudicação desta empreitada.”

A estrada Pemba–Montepuez foi aberta na época colonial, e, desde a sua construção, foi reabilitada apenas uma vez, em 2022.

A estrada que liga Pemba a Montepuez, as duas maiores cidades de Cabo Delgado, está em estado crítico e corre risco de ficar sem asfalto, caso não haja uma intervenção urgente. Actualmente, a via apresenta buracos acentuados, facto que dificulta a transitabilidade. A viagem que antes era feita em menos tempo, agora dura, em média, cerca de oito horas, num percurso de apenas 200 km.

A estrada Pemba–Montepuez é uma das maiores vias de acesso em Cabo Delgado, e uma das poucas asfaltadas ao nível da província, mas agora é considerada uma das piores estradas para circular. Os automobilistas que usam essa via com frequência contam o drama por que têm passado por conta da degradação da estrada. Momade Abdala, por exemplo, viu a sua viatura sofrer avaria durante a viagem para Montepuez, criando embaraços com os passageiros.

“É difícil, pois esta situação já é insustentável para nós, como automobilistas, mas também para os nossos passageiros. O meu carro sofreu avaria, porque a estrada não está em boas condições”, conta, acrescentando que a situação tem criado muitos prejuízos para o seu negócio, tendo em conta que todos os dias após a viagem é obrigado a levar a sua viatura à oficina. 

João Amuda também conta o drama de usar essa via todos os dias e fala de enormes prejuízos decorrentes do problema. Explicou que, apesar de os patrões terem conhecimento das más condições da estrada, exigem sempre o valor completo da receita combinada, o que cria um ambiente de desconfiança em ambas as partes. 

A administração Nacional de Estradas (ANE) reconhece a situação crítica da estrada  Pemba a Montepuez, e já tem um plano para melhorar a via, mas não está a conseguir dinheiro para resolver o problema. Segundo o delegado da ANE em Cabo Delgado, Jorge Govanhica, a via faz parte do pacote que vai beneficiar de reabilitação com o financiamento do Banco Mundial, estando, neste momento, a decorrer um trabalho preliminar para a concretização do projecto. 

“Já temos um consultor que está no terreno a trabalhar, primeiro na identificação das câmaras de empréstimo, que são as saibreiras, e também na identificação das pedreiras que poderão ser usadas para a reabilitação desta via.”

Explicou ainda que o trabalho desse consultor vai culminar com a elaboração de um projecto conceptual, que é um documento importante que vai servir para o empreiteiro a que será adjudicada a obra.

“O mesmo consultor vai trabalhar no sentido de elaborar os documentos do concurso que vão ser levados às empresas interessadas, processo que vai culminar com a adjudicação desta empreitada.”

A estrada Pemba–Montepuez foi aberta na época colonial, e, desde a sua construção, foi reabilitada apenas uma vez, em 2022.

Os Caminhos de Ferro de Moçambique fizeram o lançamento das actividades de celebração dos 50 anos da independência nacional e dos seus 130 anos de existência. Das actividades lançadas, destaque para uma légua internacional e a entrega de 130 salas de aulas.

Serão várias as actividades que vão corporizar as celebrações dos 130 anos dos Caminhos de Ferro de Moçambique, que este ano coincidem com os 50 anos da independência nacional.

A principal atracção das actividades será a corrida denominada “Légua dos 130 anos”, com 7.2 quilómetros de distância e a contar com a participação de cerca de 1500 atletas. A mesma que vai ter lugar no dia 28 de Junho.

“Essa iniciativa visa promover o estilo de vida saudável, valorizar o atletismo nacional e reforçar o vínculo histórico entre o CFM e a sociedade moçambicana. Teremos como uma das categorias a dos colaboradores do CFM, assim como os colaboradores já reformados, e para todas as categorias, masculino e feminino. E, para não sermos selectivos, também teremos a inclusão social, com a participação dos paralímpicos, que vão competir nas categorias de cadeirantes e triciclos”, explicou o representante da Associação de Atletismo.

Por seu turno, Alberto Aleluia, Director do Património dos CFM, esclareceu que “das actividades desportivas que foram escolhidas para estas celebrações, para além da légua, teremos também torneios de futebol e de basquetebol que decidimos contemplar para completar o conjunto desportivo veteranos e infantis”.

As provas vão ser disputadas nas modalidades de atletismo, basquetebol e futebol, envolvendo colaboradores, atletas veteranos, crianças e atletas paralímpicos, de ambos os sexos.

No basquetebol, em masculinos as provas serão disputadas pelas equipas do CFM, CFM OPSI, EDM e LAM. Em femininos serão CFM, Axinenes, EDM e Chiveve Team a protagonizarem a prova.

Todas as quatro formações vão disputar meias-finais a dois jogos.

Em relação à escala de formação, que vai até aos 16 anos, num leque de 10 equipas femininas e 11 equipas masculinas, vai se fazer uma selecção das melhores quatro equipas de cada género.

Já o torneio de futebol, na categoria de veteranos, terá a participação de seis equipas, nomeadamente Ferroviário de Maputo A e B, LAM, EDM, SENAMI e MPDC, com o arranque da pré-eliminatória agendado para este sábado, 14 de Junho, seguido pelas meias-finais no dia 21 e a final no dia 28.

A iniciativa dos Caminhos de Ferro de Moçambique inclui ainda a entrega de 130 salas de aula por todo o país, uma actividade inserida na sua responsabilidade social.

“No âmbito da comemoração dos 130 anos, nós como CFM vamos fazer a entrega de 130 salas ao nível do país e também teremos actividades desportivas e vamos desenvolver uma série de actividades ligadas à saúde”, compartilhou Joaquim Zucula, Administrador Executivo dos CFM.

Para os vencedores das provas da “Légua dos 130 anos”, os prémios variam entre os 5.000 e os 60.000 meticais. Para além dos prémios em dinheiro, os vencedores terão direito a medalhas e taças, e os petizes receberão material escolar.

Uma mulher com problemas mentais subiu numa torre de telefonia móvel com cerca de 30 metros de altura para tentar suicidar-se. O facto ocorreu ontem, na zona da Sicoco, arredores da cidade de Quelimane. Segundo informações, a referida mulher tentou pôr fim à sua vida por alegadamente lhe terem sido retirados os filhos, que actualmente residem com o pai, em Mocuba.

Como condição para descer da torre, a mulher exigia que os familiares levassem os filhos até si. Depois de várias tentativas de negociação liderada por uma força conjunta entre a PRM, bombeiros e familiares, foi possível dissuadi-la, tendo descido da torre.

Testemunhas contam que a senhora em causa saiu de Mocuba para Quelimane para tratamento e não mais regressou à sua zona de origem, por motivos até aqui desconhecidos.

O responsável pela torre da telefonia móvel em que a mulher tentou suicídio contou que invadiu o acesso à antena e escalou degrau a degrau. O tio da mulher em causa confirmou que sofre de problemas mentais, doença que nos últimos dias tinha tendência de melhorar.  

A activista social e patrona da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, defende a utilização de alternativas aos combustíveis fósseis, para reduzir os impactos das mudanças climáticas, como é o caso dos ciclones. A activista social diz que a transição energética é um processo urgente.

É o segundo e último dia da Cimeira da Rede de Mulheres em Energia Limpa e Acção Climática, e Graça Machel voltou ao pódio para falar de energias renováveis.

A activista social começou por lembrar que a utilização exagerada de combustíveis fósseis como petróleo e carvão tem impactos negativos nas mudanças climáticas.

“O mundo é altamente dependente do consumo dos combustíveis fósseis, quer dizer, petróleo, gás, e temos, também, uma grande dependência do carvão. Isso resulta na emissão das largas quantidades de gases de efeito de estufa e afecta, em Moçambique, por exemplo, nos ciclones que são destrutivos em grande escala. O uso dos combustíveis fósseis faz com que a natureza entre em fúria contra nós”. 

A também patrona da Trust orientou, ontem, uma aula aberta pública, na Universidade Eduardo Mondlane, onde desafiou os estudantes a pensarem em alternativas para a produção de energia, que sejam sustentáveis ao meio ambiente.

“Esta utilização dos combustíveis fósseis tem sido feita de uma forma agressiva, com a preocupação de lucro, acima de tudo, sem qualquer consideração com os impactos e muito menos com a protecção do planeta e a sustentabilidade da vida. Queremos propor regularmente a discussão sobre a questão da transição energética. Temos que encontrar formas de intervir cientificamente e com firmeza da vossa parte, porque não será muito amigável.”

A transição energética é, na sua visão, um processo urgente e que deve, também, ser liderado pela comunidade académica.

“Tem que haver aqueles que estão na universidade a pensar melhor, para reverter o que sofremos de maneira drástica todos os anos. Em 2026, voltarei para saber quais são os vossos planos para fazer a transição energética”.

A aula aberta contou com a participação do Professor Rogério Uthiu, que falou das tendências tecnológicas na indústria da energia limpa.

“Haverá estratégias de mercado muito interessantes, porque há zonas onde haverá uma super produção de energia e noutras não. A capacidade de produção de energia eólica vai subir”, explicou o académico.

O evento juntou mais de 300 participantes,  entre académicos, investigadores e outros profissionais.  

Um cidadão ainda não identificado foi crivado de balas na noite de ontem, no bairro Nkobe, município da Matola, por três indivíduos não identificados. Vinte e quatro horas depois do acto, a polícia a nível da Província de Maputo diz que não conhece a identidade da vítima e que ainda procura os criminosos.

O princípio da noite de quarta-feira no bairro Nkobe, Município da Matola, foi marcado pelo assassinato violento de um cidadão, que se presume ser agente da Unidade de Intervenção Rápida.

De acordo com a polícia, a vítima, cuja identidade ainda se desconhece, foi emboscada por indivíduos que se faziam transportar em duas viaturas, de onde saíram três homens armados, que de seguida abriram fogo. Fala-se de mais de 50 tiros.

Imagens amadoras mostram a viatura totalmente crivada de balas, vidros partidos e a vítima estatelada e ensanguentada, depois da acção violenta dos criminosos, até agora a monte.

À luz do dia, os vestígios de sangue ainda eram evidentes, apesar de a perícia já se ter feito ao local. Quem viveu o acto fala de pânico.

“Nós ouvimos tiroteio e fugimos, por medo. Quando saímos, já tinha um homem estatelado ali no chão”, contou, em anonimato, uma testemunha.

A noite, para quem vive nas redondezas do local do crime, foi longa.

“Nem conseguimos dormir ontem. Ficámos com medo mesmo, de verdade, porque é uma coisa que ninguém esperava e nunca aconteceu isso na nossa zona”, acrescentou.

Porque o acto foi no princípio da noite, teve inclusive crianças como espectadores.

“Viram tudo o que aconteceu, por como a criança de agora não tem medo de nada, estiveram ali mesmo a olhar, o corpo ali mesmo estatelado no chão.”

Ainda em pânico, houve bancas que permaneceram fechadas nesta quinta-feira.

Contactada, a polícia confirma o crime, mas não apresenta detalhes sobre a identidade da vítima.

“O facto ocorreu no bairro de Nkobe, por volta das 17h50, onde indivíduos até agora não  identificados teriam efectuado disparos contra um cidadão, que estamos a apurar a sua identidade. O cidadão encontrava-se no interior de uma viatura de marca Mahindra, tanto os malfeitores, mal intencionados, começaram com disparos, cerca de 50 disparos, pela contagem que foi feita, pela perícia, e colocaram-se em fuga”, disse Cláudio Ngulele, porta-voz da PRM, na Província de Maputo.

Sobre a informação de que a vítima seria um oficial superior da Unidade da Intervenção Rápida, Cláudio Ngulele desmentiu.

“A polícia não confirma este facto, conforme fiz referência há pouco tempo, estamos ainda  a trabalhar para apurar a identidade, tanto dos autores de crime, quanto do finado. Pelos depoimentos colhidos no local de facto, os indivíduos que perpetraram este crime  encontravam-se no interior, tanto duas viaturas de marca Toyota, modelo Ractis e outra de modelo Ranex”, completou.

O facto é que, quase 24 horas depois, a polícia, a nível da Província de Maputo, ainda não tem a identidade da vítima, muito menos as razões que levaram a este assassinato.

A Universidade Eduardo Mondlane reconsiderou a medida de afastamento que havia aplicado a 698 estudantes não inscritos para o primeiro semestre e vai permitir que os visados frequentem o curso.

Uma situação que iniciou há uma semana, quando cerca de 700 estudantes estavam de costas voltadas com a Universidade Eduardo Mondlane por esta não reconhecer as inscrições feitas fora do prazo previsto.

As inscrições deviam ter terminado em Fevereiro passado, mas alguns estudantes só conseguiram cumprir com suas obrigações a posterior, ou seja, entre Março, Abril e Maio. O atraso no pagamento das inscrições levava os estudantes a correrem o risco de perder o primeiro semestre deste ano.

Entretanto, de acordo com um comunicado da reitoria da maior universidade pública do país, depois de um diálogo construtivo com a Associação dos Estudantes da UEM, “que reconheceu o incumprimento por parte dos estudantes, decidiu pela analisar novamente a situação e rever, de forma excepcional, a medida de cancelamento de inscrições, que abrange apenas os estudantes que se inscreveram até o dia 28 de Maio.

“A direcção da UEM decidiu, primeiro, fazer o registo, no processo individual de cada estudante, esta ocorrência de incumprimento do Regulamento Pedagógico”, como advertência formal, “e depois decidiu autorizar a validação das inscrições dos estudantes, num total de 698, que se encontravam numa situação de inscrições irregulares”, disse Betuel Canhanga, Director do Registo Académico da UEM.

Esta decisão, de acordo com a direcção da Universidade Eduardo Mondlane, só foi válida porque a Associação dos Estudantes da UEM se comprometeu a prevenir futuras situações semelhantes.

Apesar da reconsideração da medida, através do despacho do Magnífico Reitor, a Universidade Eduardo Mondlane adverte aos estudantes abrangidos pelo cancelamento de inscrições para que não haja reincidência.

Mas Betuel Canhanga diz fazer fé que haverá reincidência por parte dos estudantes, mas “nos caso em que houver reincidência, naturalmente já não vai haver espaço para ponderação”, e dependendo do que vão cometer nessa reincidência ao incumprimento do Regulamento Pedagógico “deverá fazer-se ajustes às sanções que vão ser tomadas, sem espaço para ponderações pelo facto de serem reincidentes”.

De acordo com o comunicado da reitoria da UEM, “esta medida reflecte o compromisso da UEM com a disciplina académica, mas também com o diálogo institucional, a escuta activa e a construção de soluções em benefício da comunidade estudantil”

Neste momento, a Universidade Eduardo Mondlane está a preparar os exames do primeiro semestre, provas finais que iniciam no dia 23 deste mês, depois de duas semanas de interregno para estudantes do segundo ano para frente, mas uma semana depois para os estudantes do primeiro ano, que só esta sexta-feira encerram o semestre.

A partir de segunda-feira, a universidade estará a celebrar a Semana Eduardo Mondlane, uma ocasião em que vão decorrer várias actividades, com destaque para um dia aberto, onde qualquer pessoa poderá visitar a instituição, bem como simpósios e debates, culminado com a atribuição do título de Doutor Honoris Causa a Samora Moisés Machel, antigo presidente da República.

Seis pessoas morreram num acidente de viação, no povoado de Mademo, na Zambézia. O sinistro resultou da colisão envolvendo dois veículos de mercadoria, um ligeiro marca Mahindra, e outro pesado, marca Sinotruk.

 Segundo o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO), na altura dos factos, o veículo ligeiro era conduzido por um condutor não reconhecido pela empresa Corre Correios Expresso, proprietária do veículo. Sucede que o motorista da empresa teria emprestado o carro a um amigo recém encartado, tendo obtido a carta de condução em Dezembro de 2024, documento que não o habilita a prestar serviços remunerados, através da carta de condução.

No local do acidente, o condutor de Mahindra que seguia na mesma direcção embateu violentamente no outro veículo, causando a morte de seis ocupantes da sua viatura. 

O INATRO,IP apela para a observância das regras de condução e reitera que continuará implacável na responsabilização dos infratores.

O Município da Beira vai adquirir equipamento moderno para a produção de asfalto, com vista a reabilitar mais de 200 quilómetros de estradas. Parte dos 200 quilómetros nunca beneficiaram de nenhuma intervenção desde a Independência Nacional, o que as torna praticamente intransitáveis.

Circular nas ruas secundárias que ligam os bairros da cidade da Beira continua a ser um verdadeiro martírio, e cada dia que passa a situação piora, pois as rodovias tendem a ficar cada vez mais danificadas.

São ruas que não beneficiam de nenhuma reabilitação há cerca de 50 anos, ou seja, desde a Independência Nacional e o estado de muitas delas é este.

O Município da Beira está ciente do problema e, em contacto com a nossa equipa de reportagem, garantiu, nesta terça-feira, que o problema tem dias contados, pois a edilidade está na fase final para a aquisição de equipamentos de ponta para a reabilitação destas estradas.

António Massuira, director de Manutenção de Estradas e Pontes na Beira, disse que o processo está no Tribunal Administrativo. “Já anunciámos no jornal a dedicação dos concorrentes da central de betão, da espalhadeira de betão, do cilindro de rolo, do cilindro de pneumático, este equipamento todo está no processo do Tribunal Administrativo. Após isso tudo, eu acredito que até Agosto, mais tarde, teremos isto tudo dentro da cidade”, mostrou-se confiante.

Numa primeira fase, até Dezembro deste ano, serão asfaltadas as principais rodovias da urbe.

“Para as ruas em que têm buracos isolados, vamos fazer o tapamento de buracos e reciclar.”

Agora, para as ruas que já têm buracos muito próximos, vamos escarificar, melhorar a base e reciclamos”, revelou António Massuira.

O município mostrou-se preocupado com o tempo de vida útil das estradas, tendo em conta que alguns automobilistas não observam a tonelagem e circulam pelas ruas com excesso de carga para a capacidade de uma dada rodovia.

De acordo com António Massuira, “as próximas ruas, os próximos trabalhos que nós estamos a fazer, vamos pôr em consideração a tonelagem desses camiões. Hoje, os camiões modernos que andam aí, vêm carregados de 18 a 20 metros cúbicos, estamos a falar aí de 35 a 40 toneladas de carga e as nossas estradas até à altura não estavam previstas para essa tonelagem. Nós tínhamos, já na era colonial, o máximo era de 10 a 12 toneladas”, justifica Massuira. 

O município garantiu que a asfaltagem das rodovias na Beira irá decorrer em paralelo com a reabilitação de estradas com recurso a pavê e que até finais de 2027 já se poderá circular livremente nesta urbe.

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