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O País – A verdade como notícia

Elias Dhlakama, antigo guerrilheiro da Renamo e irmão do falecido líder do partido, diz que o DDR  não é um projecto da Renamo. O antigo guerrilheiro afirmou ainda que o encerramento das sedes da Renamo faz sentido, pois é uma consequência de problemas internos oriundos da má gestão que levou a Renamo ao terceiro lugar, nas últimas eleições.  

“É a partir dali que a Renamo foi enterrada. Diz-me o que significa DDR, desmilitarização, desmobilização,  reintegração na sociedade. O Dhlakama não deixou esse projecto, quero chamar atenção. Para Dhlakama, era a reintegração dos homens da Renamo  em todas as instituições da defesa e segurança. Aqueles que são inaptos ou velhos seriam desmobilizados e reintegrados na sociedade, mas não é  o que aconteceu”, explicou. 

Este antigo guerrilheiro da Renamo explicou de seguida que Afonso Dhlakama não liderou a revolução para exigir dinheiro para melhoria das condições de vida dos seus soldados.

“As tropas deviam ter condições, uma vez que eles trabalhavam. Estavam nas matas, então, saíndo das matas, deviam ter subsídios, isso é lógico, mas o fim último não era exigir  o Governo para pagar as tropas, o objectivo era a descentralização”, acrescentou  

Dhlakama culpou depois a actual liderança da Renamo pela não concretização do processo de descentralização, nomeadamente: a realização de eleições distritais, projecto deixado por Afonso Dhlakama.  

“Ao colocar os seus elementos na comissão da iniciativa do Presidente para a não realização das eleições distritais, a Renamo cooperou. Quando se acusa a Frelimo, não é verdade. Com que base a Renamo colocou os seus elementos na comissão, não faz sentido”, reclamou.  

Sobre o encerramento das sedes da Renamo e do gabinete de Ossufo Momade, acto protagonizado por antigos guerrilheiros, Elias Dhlakama deu razão aos militares. 

“O encerramento das sedes não é problema, mas a consequência de um problema. O que se deve resolver na Renamo não é o encerramento das sedes. O que se deve resolver na Renamo é o que fez com que a Renamo ficasse em terceiro lugar, esse é que é o problema da Renamo. Porque a Renamo perdeu os oito municípios, esse é que é o problema da Renamo

Para o nosso entrevistado a solução para os problemas é Ossufo Momade deixar o cargo. “Se a situação da Renamo exige a demissão do seu líder, porque não o fazer. Eu tenho ouvido muitas vezes: Porque fui eleito, mas quem elegeu. As mesmas pessoas que elegeram são as que exigem a sua demissão. Porque não se pode demitir em prol do seu partido, se é realmente compatriota.   Ele devia mostrar essa posição”, vincou. 

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, deteve dois indivíduos de 17 e 18 anos de idade, respectivamente, acusados de fazerem parte do grupo que vandalizou oito viaturas na estrada circular, no último fim-de -semana, nas proximidades da terceira rotunda. 

Foi um crime que chocou os automobilistas e moradores ao longo da “circular” de Maputo, que no último sábado foram surpreendidos com a acção dos malfeitores. 

Após os acontecimentos, a PRM desencadeou um trabalho de investigação, que culminou com a detenção de dois indivíduos. Os jovens confessam o crime e culpam o álcool pela vandalização e contam que o acto ocorreu quando eles voltavam de um convívio. 

O porta-voz da PRM na província de Maputo, Cláudio Ngulele, explicou que o grupo responsável pela vandalização era composto por seis pessoas, que antes de cometerem o crime posicionaram no local para fazer cobranças ilícitas aos automobilistas que passam por estrada circular de Maputo, concretamente na zona da terceira rotunda. 

Para a polícia, a falta de iluminação é um aspecto que propicia a ocorrência de crimes, e chama atenção aos gestores da via.

“Queremos apelar aos gestores para que com muita celeridade coloquem a iluminação nesta via, de modo a garantir maior segurança, não só dos automobilistas, assim como de todas as pessoas que circulam no período nocturno”, alerta. 

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, deteve dois indivícuos de 17 e 18 anos de idade, respectivamente, acusados de fazerem parte do grupo que vandalizou oito viaturas na estrada circular, no último fim-de -semana, nas proximidades da terceira rotunda. 

Foi um crime que chocou os automobilistas e moradores ao longo da “circular” de Maputo, que no último sábado foram surpreendidos com a acção dos malefeitores. 

Após os acontecimentos, a PRM desencadeou um trabalho de investigação, que culminou com a detenção de dois indivíduos. Os jovens confessam o crime e culpam o alcoól pela vandalização e contam que o acto ocorreu quando eles voltavam de um convívio. 

O porta-voz da PRM na província de Maputo, Cláudio Ngulele, explicou que o grupo responsável pela vandalização era composto por seis pessoas, que antes de cometerem o crime posicionaram no local para fazer cobranças ilícitas aos automobilistas que passam por estrada circular de Maputo, concretamente na zona da terceira rotunda. 

Para a polícia, a falta de iluminação é um aspecto que propicia a ocorrência de crimes, e chama atenção aos gestores da via.

“Queremos apelar aos gestores para que com muitab celeridade coloquem a iluminação nesta via, de modo a garantir maior segurança, não só dos automobilistas, assim como de todas as pessoas que circulam no período nocturno”, alerta. 

O pão de cada dia ficou dois meticais mais caro na província de Gaza, desde há duas semanas. O pão de 80 gramas, que antes custava 7 meticais, passou a custar 9, enquanto o de 130 gramas subiu de 10 para 12 meticais. A medida está a gerar indignação entre os consumidores, que exigem uma imediata redução dos preços e questionam a qualidade e o peso do pão actualmente produzido.

“Porque o pão já subiu, está muito difícil agora a vida. O pão pequeno já está a 9 meticais e o pão grande a 12 ou 14 meticais. Tudo está muito difícil”, lamentou um cidadão.

Com as recentes alterações na tabela de preços, Atália João, que vive com mais nove pessoas, afirma que as despesas com pão tornaram-se insustentáveis. Antes da subida, gastava cerca de 90 meticais por dia, o que totalizava 2.700 meticais por mês. Com o novo preço, as despesas mensais subiram para 3.600 meticais, obrigando a reduzir a compra diária de 9 para apenas 4 pães.

“Não está fácil, não estamos a aguentar. As crianças até acabam chorando (…) e para voltar a comer mandioca é uma briga terrível”, frisou.

João Mondlane, de 25 anos, é estudante universitário e vende pão para ajudar nas despesas da família. Conta que, desde a subida do preço, os clientes desapareceram. “Teve um impacto muito negativo, reduziu de forma drástica mesmo. Antes da subida, requisitávamos cerca de 150 pães por dia. Mas agora, só requisitamos entre 50 a 60 pães”, disse.

As três principais padarias da cidade de Xai-Xai, sem gravar entrevista, explicaram ao jornal O País que o aumento do preço do pão foi inevitável, devido à subida dos custos operacionais, como os preços da farinha de trigo, vitaminas, água e energia. Segundo explicaram, o saco de 50 quilos de trigo, que antes custava 2.300 meticais, passou a custar 2.750 meticais.

Entretanto, os consumidores mostram-se insatisfeitos com a qualidade e o peso do pão produzido nos últimos tempos, e exigem uma fiscalização rigorosa e uma revisão dos preços em vigor. “Não é normal agora dizerem que é 12 meticais, enquanto é a mesma medida. Se reduzirem para 11 meticais seria muito bom”, apelou um consumidor.

A Direção Provincial da Indústria e Comércio, bem como a Associação dos Panificadores de Gaza, recusaram-se a prestar declarações sobre o assunto. Refira-se que a última revisão do preço do pão em Gaza ocorreu há três anos.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, reafirmou o compromisso do país em estreitar a cooperação com a Fundação Merck, com foco na formação de profissionais de saúde, promoção da igualdade de género e combate às uniões prematuras.

A declaração foi feita esta quinta-feira, em Dubai, durante a Reunião do Comité da Iniciativa das Primeiras-Damas da Fundação Merck, no âmbito da VII edição da iniciativa, onde Gueta Chapo participou como convidada de honra, ao lado das suas homólogas de outros países africanos.

Segundo revelou, Moçambique beneficiou de 18 bolsas de estudo atribuídas a médicos, com destaque para a formação em diabetes e endocrinologia, no quadro do Programa Nacional de Pontos Azuis em Diabetes da Fundação Merck. A formação foi ministrada em língua portuguesa, facto que, segundo destacou, facilitou a assimilação dos conteúdos pelos formandos.

Além disso, foram concedidas outras três bolsas em áreas prioritárias, como Medicina Aguda, Doenças Infecciosas e Gestão da Dor, reforçando a capacitação técnica do sistema nacional de saúde.

Gueta Chapo expressou ainda gratidão pela atribuição de mais de 140 bolsas de estudo, 100 destinadas a profissionais de saúde e 40 a raparigas em situação de vulnerabilidade, incluindo órfãs e filhas de viúvas.

A Primeira-Dama destacou também o impacto social da campanha “Mais do que uma Mãe”, da Fundação Merck, que promove o empoderamento de mulheres com infertilidade, através da informação e mudança de mentalidades.

No encerramento da sua intervenção, Gueta Chapo sublinhou o empenho do seu Gabinete na luta contra as uniões prematuras e na defesa dos direitos das raparigas. “Quando caminhamos juntas, somos mais fortes”, afirmou, renovando o compromisso com uma cooperação transformadora a nível nacional e continental.

O secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuacua, defende que a classe académica deve ouvir, ler e escrever mais sobre a Luta de Libertação Nacional para que a história não se perca. Já o escritor moçambicano, Luís Bernardo Honwana, entende que é na academia onde se deve buscar o Espírito Patriota. Os intervenientes falavam no âmbito dos 50 anos da Independência. 

O  Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, que falava na abertura da Conferência Internacional-Moçambique e as Independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, destacou o importante papel da academia na preservação da história da Luta de Libertação Nacional.   

Edson Macuacua defendeu que enraizar o patriotismo, entre os moçambicanos, é um dos caminhos para a busca de soluçoes conjuntas, para vencer os desafios actuais, ligados ao terrorismo e a pobreza.

“Exortamos aos jovens para que se inspirem nos valores e principios dos jovens de 25 de Setembro, de coragem e nacionalismo para vencer os desafios actuais, como o terrorismo, mudancas climaticas e pobreza, construindo os aliceces para a noss independencia economica”, disse Edson Macuacua.

Reforçou que as próximas gerações não terão a mesma sorte e não irão perdoar a actual geração se não estudar, sistematizar e escrever, publicar a história da Luta de Libertação Nacional e assegurar que ela seja apropriada, para que nela possam buscar referências e inspiração, para enfrentar e superar os desafios do presente e do futuro com patriotismo.

O escritor Luís Bernardo Honwana, um dos oradores no evento, defendeu, por sua vez, a introdução da educação patriótica nas escolas. 

“A escola é que deve ser o centro difusor dos princípios e valores de patriotismo. No processo de ensino e aprendizagem isso deve estar incluído ”, explicou o veterano. 

O evento, que foi organizado pela Universidade Pedagogica de Maputo, contou com a participação de veteranos da Luta de Libertação Nacional,  activistas e académicos.

Cerca de 60 crianças estão em tratamento da anemia falciforme, no Hospital Central de Maputo, uma doença hereditária. O sistema de saúde não tem dados nacionais, mas garante esforços para controle dos pacientes. A anemia falciforme é recordada todos os anos no dia 19 de Junho. Na capital do país, a data foi celebrada com debates, palestras e sensibilização para mais e melhores cuidados aos pacientes com esta doença.

A Anemia falciforme é uma doença que passa dos pais para os filhos e é caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, que têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. É uma doença que se manifestar de forma diferente, e Faizana Amodo apresenta alguns dos sintomas da doença: “a criança se sente pálida e fica com menos quantidade de célula vermelha, uma célula que tem a função de oferecer oxigênio aos tecidos, sendo que por ter pouco oxigênio, a criança fica com isquemia, desenvolve dores, dores articulares, que é uma das manifestações mais comuns da anemia falciforme. A criança fica com os olhos muitas vezes amarelados, pode ter infecções de repetição e muitas outras complicações que são derivadas da anemia falciforme”. 

Moçambique não tem dados sobre a doença que ataca muito crianças das regiões centro e norte do país, segundo confirmou Faizana Amodo, especialista em Hemato Oncologia Pediátrica. “Na verdade, nós não temos dados do país. Existem algumas iniciativas de tentar fazer a medição da anemia falciforme em diferentes partes do país, porque segundo literaturas internacionais, a maior parte das pessoas com anemia falciforme vivem na África Subsaariana”, disse. 

O que se tem feito no país, de acordo com a especialista em Hemato Oncologia Pediátrica, é o diagnóstico de uma forma geral, “mas precisamos de fazer o diagnóstico mais específico para definirmos as intervenções específicas para estas crianças e o diagnóstico mais específico, que é o padrão ouro, é feito apenas no Hospital Central de Maputo”, onde neste momento cerca de 60 crianças estão em tratamento.

Crianças com anemia falciforme e famílias dos doentes dizem não ser fácil viver com a doença, que exige muitos cuidados.

Maira Rafael, de 18 anos de idade, vive com a doença desde a nascença e diz ser um martírio não poder realizar muitas das actividades que gostaria de fazer, muitas vezes porque a doença é mais forte do que ela.

“Conviver com a anemia falciforme é viver com uma espécie de sombra, às vezes silenciosa, às vezes esmagadora, é acordar sem saber se o corpo vai colaborar hoje, é planejar uma semana e cancelar tudo no meio, porque uma crise apareceu sem aviso”, revela a doente.

Maira aproveitou a oportunidade para contar como tem agido a doença no seu organismo. “Tive momentos em que a dor me imobilizou, outros em que eu só queria que me vissem além do sorriso forçado, da presença educada em sala de aula ou do corpo que estava ali, mas exausto por dentro. Já me senti culpada por precisar descansar, já me culpei por não conseguir acompanhar, por não ter energia e por faltar às aulas, como se tudo fosse culpa minha, mas não é”, conta. 

Por seu turno, a mãe de um dos doentes da anemia Falciforme, conta que muitas vezes teve que passar mais tempo no hospital do que em sua casa.

“Ele fez um turbilhão de exames médicos e no final de tudo, em Agosto de 2014, ele teve o diagnóstico. E desde essa altura, temos feito seguimento com a Dra. Faizana. E o nosso trajecto não foi fácil, foi muito difícil mesmo. Eu passei os primeiros cinco anos de vida do meu filho no hospital. Eu ficava internada de duas em duas semanas. Ficava muito pouco tempo em casa, mais tempo no hospital. Eu estudei, fiz a minha faculdade internada no hospital. Eu fazia o trajecto de faculdade, hospital, hospital a faculdade. A minha cama era a cama da pediatria”, revela.

O ministério da Saúde diz ser um momento triste quando de celebra esta data porque os principais intervenientes no processo, que tem responsabilidades de cuidado dos pacientes, muitas vezes não se tem lembrado dos doentes, que ficam esquecidos, “não do ponto de vista de falta de cuidados, mas porque pensamos que pode ser outra doença, quando são doenças mais graves”, segundo disse Luísa Panguene, Directora Nacional da Assistência Médica.

Para Luísa Panguene, o dia que se reflecte sobre a Anemia Falciforme é importante porque “nos recorda que devemos sempre nos lembrar destes doentes com problemas hematológicos”.

A Directora Nacional da Assistência Médica reconhece as fragilidades em gerir a doença, mas garante continuar a criar condições de assistência e tratamento aos mesmos.

“Devemos pensar na massificação para que possamos fazer o diagnóstico o mais rápido possível e na possibilidade de dispormos de insumos, como medicamentos e outros, para podermos controlar, porque há medicamentos que não temos no sistema de saúde e as famílias são as que sempre tem que se desdobrado para procurar essa medicação”, disse Luísa Panguene, acrescentando ainda que “como MISAU queremos deixar claro que estamos sempre comprometidos em garantir melhores condições para pacientes com este tipo de doenças e reforçar o compromisso de continuar a trabalhar e melhorar a assistência”.

As promessas e depoimentos foram dados durante a celebração do dia mundial da anemia falciforme que se comemora a 19 de Junho de cada ano.

Uma pessoa morreu supostamente por linchamento no bairro Inguide, na Katembe. Os moradores negam ter praticado o acto e dizem que o malogrado era um catador de sucatas. 

O bairro de Inguide, na Katembe, acordou, nesta quinta-feira, no meio de gritos. Eram gritos de socorro, quando as pessoas se aproximaram ao local, cá estava um indivíduo estatelado e amarrado. 

“Eu também não sei o que aconteceu. Eu estava na minha casa, quando apareceu uma senhora de lá, quase Mapongue, e disse que tinha um homem amarrado ao poste, que morreu. Saí, acordei o senhor em casa dele (um vizinho) e disse: Mano dizem que tem uma pessoa amarrada, que morreu”, disse uma testemunha, apelando que o acto não se perpetue no bairro. 

Trindade Félix, morador do bairro Inguide, condenou o acto e disse estar preocupado com o acontecimento. “Na verdade, ninguém sabe o que realmente aconteceu, porque só nos vieram acordar quando eram sete horas e disseram que aqui na zona tem uma pessoa que foi amarrada e que está morta (…) Estamos com o coração fechado. Porque aconteceu este tipo de acto, enquanto nós temos autoridade para resolver”, questionou. 

Não se sabe  ao certo o que terá, mas suspeita-se que se trata de linchamento. O chefe do quarteirão acredita que o malogrado seja catador de sucatas.

“Quando houve isto, eu comuniquei a polícia, e estamos aqui para saber o que aconteceu. Ninguém da população sabe ou disse quem fez isso. Ainda não temos nada,  mas estamos a ver, pela carinha dele, que era daqueles homens que compram ferros usados. Agora, o que aconteceu, estamos à espera da polícia dizer”, disse Alino Zibia, chefe do quarteirão. 

Tem havido recolher obrigatório não oficial na vila de Mueda, no norte de Cabo Delgado, devido à insegurança causada pelo terrorismo. Sufocada com a situação, a população clama por mais liberdade de circulação.

Durante o dia, Mueda parece uma vila normal, mas de noite, a situação muda por completo, devido aos efeitos do terrorismo na zona.

Por razões de segurança, tudo fica fechado, ninguém deve circular e algumas ruas são bloqueadas e controladas pela Força Local, tal como conta um residente.

“Não há permissão para circular aqui em Mueda. Se a Força Local encontra-te, és o culpado”, disse Fernando Marapaz. 

Outra residente denunciou que são espancados quando não portam o bilhete de identidade. 

Quase toda população de Mueda reconhece a necessidade de tomada de medidas de segurança para evitar um ataque terrorista, mas algumas pessoas pedem o fim do recolher obrigatório não declarado.

“Por volta das 18h00, motorizadas já não circulam. Penso que as festas só animam quando as pessoas divertem-se”, reclamou Plácido Vajinga. 

O “O País” procurou saber junto das autoridades sobre as causas do agravamento das medidas de segurança na vila de Mueda, mas não conseguiu obter respostas.

Mueda é uma das vilas da zona norte de Cabo Delgado que nunca sofreu ataque terrorista e hoje é considerada o quartel general do Teatro Operacional Norte.

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