Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A embaixada da Rússia em Moçambique não confirma que o ataque ao seu navio de pesquisa, em Mocimboa da praia, há duas semanas, tenha sido perpetrado por um grupo terrorista, e diz já ter participado o caso ao Governo moçambicano, para os trabalhos de investigação.

Ainda continuam escassas as informações por detrás do ataque ao navio cenográfico russo, que no dia 10 de Maio, realizava pesquisas sobre fauna marinha, na costa moçambicana em Mocimboa da praia.

Em declarações ao Jornal O País, a embaixada da Rússia em Moçambique disse que a referida embarcação era ocupada por mais de 40 tripulantes, dos quais 12 pesquisadores, mas não atribuiu os ataques a grupos terroristas.

“Nós não tivemos comprovação oficial de que se trata de um grupo de terroristas. No dia 10 de Maio, fomos alvo de um ataque por duas embarcações desconhecidas que se  recusaram a entrar em contacto com o nosso navio, e começaram a disparar”, explicou Polina Jukova Adida da imprensa na embaixada Russa.

O consulado russo diz estar em contacto com o Governo moçambicano para possíveis trabalhos de investigação. “Nós estamos em contacto, sim, com o Governo moçambicano, mas agora não tenho nenhuma informação a divulgar”.

Apesar dos ataques, os representantes russos em Moçambique garantem que a missão da equipa de investigação terminou com sucesso, e ninguém dos ocupantes foi atingido senão danos na embarcação.

“Embora tenha havido um ataque, o navio não parou os seus trabalhos de pesquisa e todo o grupo científico finalizou com muito sucesso os seus trabalhos. Eles completaram tudo o que foi previsto naquela zona”, acrescentou a fonte.

O “O País” apurou, junto de fontes próximas ao consulado russo, que as pesquisas realizadas têm a ver com um programa de expedição africana, e que, nos próximos dias, darão continuidade em outros locais do continente.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de ventos com rajadas fortes, a partir da tarde de amanhã, na região sul do país. Serão afectados alguns distritos das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. 

Na província de Maputo serão afectados os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene, cidades de Maputo e Matola. Já em Gaza, serão afectados os distritos de Massingir, Chókwe, Chonguene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai. E, em Inhambane, os distritos afectados serão Zavala, Inharrime e Panda.

O INAM apela a  Tomada de medidas de precaução e segurança face aos ventos fortes.

O Misa Moçambique e a Embaixada do Reino da Noruega assinaram, hoje, um acordo de parceria para o reforço da liberdade de imprensa, a promoção dos direitos humanos e a verificação de factos em Moçambique. 

Segundo o comunicado do Misa, o acordo será implementado nos próximos três anos, e vai permitir ao Misa Moçambique expandir acções estratégicas nas áreas de monitoria da liberdade de imprensa, capacitação de jornalistas, promoção de transparência e combate a desinformação, num contexto nacional marcado por desafios crescentes à comunicação social.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estima que quase 2100 pessoas fugiram de duas aldeias, devido a recentes ataques de grupos armados numa área protegida no norte do país.

De acordo com o mais recente relatório de campo da ACNUR, citado por Notícias ao Minuto, com dados até aos primeiros dias de Maio, “os ataques e os crescentes receios de violência”, na província do Niassa causaram a fuga de pelo menos 2 085 pessoas dos distritos de Macalange e Mbamba.

Em causa estão ataques contra a Reserva Especial do Niassa de supostos terroristas, que causaram dois mortos e dois desaparecidos. Contudo, o Estado Islâmico reivindicou nos últimos dias, pelos seus canais de propaganda, três mortos num ataque naquela província.

O acampamento de caça desportiva de Mariri, área com 42 mil quilómetros de terra em oito distritos, incluindo Mbamba, que abrange também a província de Cabo Delgado, foi invadida por homens armados na tarde de 29 de Abril. Tratou-se do segundo caso de alegadas movimentações terroristas, tendo o primeiro sido registado em 24 de Abril.

Durante os ataques, “uns fugiram para o mato e outros iniciaram uma longa viagem a pé” para aldeias vizinhas, e o destino da maioria dos deslocados era a cidade de Mecula, segundo a ACNUR.

“No dia 09 de Maio, os líderes comunitários estimaram que o número de famílias presentes na cidade de Mecula é de 516. Cerca de 400 famílias estão actualmente alojadas na Escola Primária 16 de Junho, partilhando seis salas de aula, enquanto as restantes 116 famílias estão a ser acolhidas por anfitriões das comunidades”, refere o comunicado da ACNUR.

De acordo com aquela agência da ONU, 60% dos deslocados fugiram pelo medo de um “ataque iminente” dos grupos armados, não podendo recolher os seus pertences durante a fuga..

Só em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques de grupos extremistas islâmicos em Cabo Delgado, um aumento de 36% face ao ano anterior, indicam dados divulgados recentemente pelo Centro de Estudos Estratégicos de África, uma instituição académica do Departamento de Defesa do Governo norte-americano que analisa conflitos em África.

Começaram, esta segunda-feira, os trabalhos de limpeza e requalificação do interior do Mercado Grossista do Zimpeto. Durante os dois dias de trabalho, os vendedores vão desenvolver as suas actividades num terreno baldio em frente ao Estádio Nacional do Zimpeto.

Os motores roncam no interior do grossista do Zimpeto, cumpre-se o projecto do Município da capital, que prevê limpar e organizar o principal mercado que abastece a cidade e província de Maputo.

Para além da remoção do lixo aglomerado em vários cantos, a pá escavadora procura nivelar a terra. É a segunda limpeza do local depois da primeira, em 2020.

Se alguns terão de desenvolver o comércio fora do mercado até o fim da reestruturação, há outros que preferem ajudar ao Município no trabalho que prevê-se que venha a durar dois dias.

O arranque da actividade foi logo pela manhã, mas antes havia alguns detalhes a acertar porque nem todos os vendedores conseguiram retirar os seus produtos a tempo.

Enquanto as obras decorrem, alguns vendedores preferiram suspender as actividades, e os que acordaram para o negócio foram atribuídos espaços num outro local. 

A Direcção dos Mercados e Feiras acompanha de perto os trabalhos e garante que tudo corre ao ritmo desejado, mas sem certeza de que de finalização a cem por cento até quarta-feira.

Ângela Leão, Cipriano Mutota e Fabião Mabunda, condenados no caso das dívidas ocultas, já foram restituídos à liberdade em regime condicional, depois de cumprimento de metade da pena. A informação é confirmada pela defesa dos réus, sem gravar entrevista.

Ângela Leão, Cipriano Mutota e Fabião Mabunda saem em liberdade condicional depois de cumprirem metade da pena de prisão por envolvimento no escândalo das dívidas ocultas. Os réus foram condenados a penas de 10 a 11 anos de prisão maior, em 2019.

Consta que o ex-Director do Gabinete de Estudos do Serviço de Informações e Segurança do Estado, Cipriano Mutota, deixou as celas na quinta-feira, depois de concedida liberdade provisória pelo Tribunal Superior de Recursos. Mutota foi condenado a uma pena máxima de 10 anos de prisão maior, depois de concluído que recebeu um total de 980 mil USD das dívidas ocultas. 

Ainda na semana passada, foi posto em liberdade, Fabião Mabunda, isto na sexta-feira. Mabunda serviu de “testa-de-ferro” do casal Gregório e Ângela Leão, tendo recebido, em nome deste, 8.9 milhões de USD, valor investido na compra de três imóveis (um na Costa do Sol e dois geminados na Praia da Ponta D’Ouro) e pelo seu envolvimento foi condenado a uma pena de 11 anos de prisão maior.

Esta segunda-feira foi posta em liberdade Ângela Leão, esposa do antigo Director-Geral do SISE, Gregório Leão. Ângela Leão foi condenada a 11 anos de prisão maior. 

Refira-se que o grupo de réus condenados a 12 anos de prisão maior, nomeadamente, António Carlos do Rosário, Gregório Leão, Ndambi Guebuza, Teófilo Nhangumele e Bruno Langa completou metade da pena em Fevereiro passado.

A maior unidade hospitalar de Gaza ficou 24 horas sem água, situação que afetou mais de 250 doentes. O hospital confirma o ocorrido e diz que se deve a trabalhos de reparação do gerador, avariado há dois meses.

O Hospital Provincial de Xai-Xai registou, desde as primeiras horas de domingo até às 11 horas de segunda-feira, uma interrupção no fornecimento do líquido precioso. A situação afetou mais de 250 pessoas, entre doentes, acompanhantes e funcionários, que ficaram privados de água para as diversas necessidades.

“Nem os pacientes ainda não escovaram, ainda não tomaram banho por causa da água. Nós também ficamos com eles desde a manhã, não tomamos banho. Estamos aqui fora, assim, de qualquer maneira.” – lamentou Marta Tina, utente.

Outra acompanhante revela que, para garantir higiene em caso de necessidades biológicas, poucas alternativas restavam:
“24 horas sem tomar banho (…) Só levamos papel higiénico, fazer depois de sair. Ninguém toma responsabilidade de fazer limpeza para aquilo aí ficar limpo, para você ir fazer as suas necessidades.”

Ivete Manuel, de 34 anos de idade, percorreu mais de 45 quilómetros de Bilene até Xai-Xai, para visitar o seu irmão internado no hospital desde segunda-feira.
“Estamos a vir de muito longe do nome da Macia e não conhecemos ninguém aqui. É lamentável, porque como um hospital desses, muito grande, não haver essas condições, haver falta de água, muitas coisas. Para mim é mau atendimento.” – sentenciou.

Sem saída, muitos viram-se obrigados a despender valores que variam entre 100 a 300 meticais para a compra de água nas imediações do hospital. “Compramos água mineral, aquelas garrafas grandes, pusemos para o paciente tomar banho.”

Indignados, os pacientes questionam o silêncio das autoridades do hospital. “Não há justificação porque ninguém tem outra observação ou outras perguntas.”

O hospital confirma a interrupção e explica que surge na sequência de trabalhos de reparação do gerador central, avariado há mais de dois meses.
“Nas últimas 24 horas o hospital teve problemas com o abastecimento de água. Estas são situações contra a nossa vontade. O que o hospital quer é ter água, ter luz, dia após dia, e melhor atender o nosso paciente. Mas, contra a nossa vontade, o que nos resta é mesmo correr, ganhar um tempo para poder restabelecer as atividades.” – explicou a administradora do Hospital Provincial de Xai-Xai.

Lúcia Fuel acrescenta ainda que “estivemos a fazer um exercício no domingo por conta da reposição do ATS. Está a funcionar o gerador e, por pouco tempo, a luz e a água em algum momento têm uma conexão. E foi mesmo neste âmbito que tivemos o não fornecimento de água. Mas já está tudo bem.” – concluiu.

Outro problema que preocupa os utentes desta unidade hospitalar é a falta de alguns serviços, como são os casos de RX e hemografia. Sobre esta matéria, o hospital disse ter algumas alternativas para minimizar o problema.

Reduzem a partir do próximo mês as tarifas de água em todo o território nacional. Segundo a Autoridade Reguladora de Águas, a revisão em baixa será em média de 26 %, no escalão de consumo mínimo. 

Uma nova página se abre. A Autoridade Reguladora de Águas anunciou, esta segunda-feira, a redução das tarifas de água potável em todo o país.

Nesta nota, a entidade explica que a decisão foi tomada tendo como base vários factores, com destaque para a necessidade de aumento do acesso ao serviço básico de abastecimento de água, sobretudo para famílias de baixa renda. 

Nas cidades de Maputo e Matola, por exemplo, a tarifa para consumo mínimo reduz 79 meticais, ou seja, dos actuais 222 meticais para os consumidores domésticos para 143 meticais por cada cinco metros cúbicos.  

Na cidade de Nampula, a tarifa reduz dos actuais 197 meticais para 133. Já na cidade da Beira, a redução foi de 63 meticais, ou seja, passará de 197 para 134. A redução estende-se para entidades públicas como escolas e hospitais. 

As novas tarifas entram em vigor no dia 2 de Junho. A Autoridade Reguladora de Águas diz que vai continuar a monitorar o serviço público de abastecimento de água, de modo a criar o equilíbrio entre os fornecedores e consumidores.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), actuando lado a lado e com o apoio da GAVI, procederam a entrega, esta semana de 2,3 milhões de doses de vacinas contra a cólera ao Ministério da Saúde (MISAU), para reforçar os esforços de protecção das crianças com idade superior a um ano e suas famílias em áreas de alto risco em Moçambique.

Segundo a nota publicada pelo UNICEF, o novo lote de vacinas será utilizado nas campanhas de imunização nos distritos mais afectados nas províncias de Nampula e Zambézia de 17 à 21 do mês de Maio 2025.

Desde que o actual surto começou em Outubro de 2024, Moçambique registou mais de 3,600 casos de cólera com 57 óbitos declarados, 45 dos quais na comunidade, reportados pelo MISAU.

O novo lote de vacinas será utilizado nas campanhas de imunização nos distritos mais afectados nas províncias de Nampula e Zambézia de 17 à 21 do mês de Maio 2025.

Além das vacinas, o UNICEF também tem apoiado activamente na divulgação de mensagens de conscientização às comunidades sobre sintomas e métodos de prevenção, com destaque para as práticas de higiene. A organização também tem apoiado a reabilitação dos sistemas de tratamento de água e a distribuição de produtos para purificação da água,  contribuindo assim para redução do risco de propagação do surto.

Por sua vez, a OMS tem prestado apoio técnico ao MISAU na coordenação e implementação das campanhas de vacinação, na capacitação de profissionais de saúde, na monitoria da cobertura vacinal, na vigilância de eventos adversos pós-vacinação e na supervisão das actividades no terreno. 

Adicionalmente, a OMS tem apoiado o sistema nacional de vigilância na detecção precoce e tratamento atempado de casos, bem como na análise diária e semanal de dados epidemiológicos, permitindo avaliar as tendências do surto e orientar as intervenções de resposta e controlo de forma eficaz.

+ LIDAS

Siga nos