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O País – A verdade como notícia

Josina de Sousa, uma mulher nascida no dia da proclamação da Independência de Moçambique, diz que é preciso dar mais oportunidades às mulheres e aos jovens no processo de desenvolvimento do país.

Enquanto o país comemorava o nascimento de uma nova era, naquele mesmo instante o Hospital Distrital de Zavala recebia uma nova vida. Josina de Sousa nasceu naquele dia histórico, marcando a coincidência entre o início da sua vida e o nascimento da independência de Moçambique.

Com a mesma idade que a independência do país, Josina é um testemunho vivo das transformações e desafios enfrentados por Moçambique ao longo das últimas cinco décadas. Apesar dos avanços, destaca que as desigualdades de género ainda são uma barreira para muitas mulheres.

Num apelo direto à juventude, que considera ser a “seiva da nação”, Josina reforça a importância de criar mais oportunidades para os jovens, garantindo que tenham o espaço e os recursos necessários para transformar o futuro do país.

Nesta quarta-feira, Josina de Sousa celebra os seus 50 anos de vida, no mesmo momento em que Moçambique comemora meio século de independência. Uma mulher, uma história, que se cruza com a trajetória de um país.

Familiares , amigos, antigos e actuais colegas destacaram, na terça-feira, na cidade da Beira, o elevado sentido de  profissionalismo e simplicidade de Atanásio Marcos, jornalista que perdeu a vida na última sexta-feira e consideraram-no como herói na comunicação social. No último adeus, Atanásio foi  também recordado como uma figura que deu o seu melhor na área de jornalismo.

Cânticos de lamentações, acompanhados de choros, e exaltação de uma figura cujo percurso profissional deixou marcas pelo seu timbre de voz e forma única de comunicar marcaram a recepção dos restos mortais de Atanásio Marcos na paróquia de São João Baptista, na cidade da Beira, terra que o viu nascer.

Atanásio Marcos foi velado e alvo de uma homenagem que engrandece todo um percurso iniciado nas quatro paredes,  Rádio Cidade, e brilho confirmado nas telas.  Homem de família, homem sempre dedicado aos mais próximos, tal como confirmou a família, numa mensagem lida pela sobrinha.

“O tio Atanásio foi muito mais do que um filho, companheiro e conselheiro. Foi motivo de alegria profunda. Ele esteve sempre presente nos bons e maus momentos e carregava consigo espírito de responsabilidade que  confortava e inspirava”, leu Simiana Muarica, sobrinha de Atanásio Marcos.

Excêntrico, e sempre à procura de ganhar tarimba, o malogrado seguiu passos firmes nos quais se afirmou como uma grande referência, segundo indicou Arsénio Henriques, seu antigo colega na STV.

“Partiu alguém que não era apenas um colega, mas um irmão de muitas causas sempre pronto a partilhar, a escutar e a defender com coragem os valores da justiça, da liberdade e da dignidade humana. Atanásio tinha um rico e riso fácil. Um  olhar atento e palavras certeiras para qualquer circunstância, que certamente farão falta nas nossas conversas, nas redacções  e na vida cotidiana”, indicou Arsénio Henriques.

E a sua  espontaneidade e competência fê-lo experimentar novos horizontes, nomeadamente a Televisão de Moçambique. Sérgio Marcos, da Televisão de Moçambique (TVM) disse que Atanásio Marcos era honrado e trabalhador. 

“Ele era uma referência profissional de jornalismo televisivo. O rosto na nossa televisão, cuja voz única atravessava as telas, tocava o telespectador em sua casa. Não é só a televisão pública que está de luto. Não é só o jornalismo moçambicano que perdeu um dos seus melhores quadros. É toda uma comunidade que ficará privada da sua alegria e da sua boa disposição. Uma presença que iluminava qualquer ambiente”, concluiu Sérgio Marcos.    

E o  Chiveve através do seu edil, Albano Carige, não se esqueceu de uma figura que deu qualidade à televisão, com a sua visão e capacidade de empatia com os telespectadores. 

“Neste momento de dor e luto pedimos a família do Atanásio Marcos para encontrar forças no sentido de manter o legado deixado pelo malogrado. Mantenham vivo tudo o que ele vos ensinou para o bem estar deste país. Esta será a única forma de honrar o tempo que ele no mundo dos vivos”. 

Por seu turno, o governador de Sofala, Lourenço Bulha, afirmou que Atanásio Marcos foi uma pessoa que brindou o país com um dos melhores exemplos de servir à causa pública através da comunicação social.

A persistente falsificação de documentos, corrupção e viciação de processos continuam a preocupar as autoridades moçambicanas do sector de transporte rodoviário, especialmente nos exames de condução.

Na semana passada, dois jovens foram detidos na cidade de Maputo ao tentarem realizar, de forma fraudulenta, exames teóricos para obtenção de carta de condução de veículos de carga. A tentativa ocorreu nas novas instalações da Direção de Transporte da Cidade de Maputo e foi frustrada graças à vigilância apertada dos examinadores.

Os detidos agiam com aparente experiência, dando sinais de que não era a primeira vez que se envolvem nesse tipo de esquema. O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) afirma que “a fraude foi identificada durante a comparação das fotografias fornecidas com os documentos apresentados, o que permitiu evitar a emissão irregular da carta de condução.”

O INATRO reconhece que estas práticas criminosas resultam de fragilidades em algumas escolas de condução. A instituição admite que, embora o crime se manifeste nos seus exames, o problema pode originar-se fora da sua alçada directa, principalmente no processo de formação dos candidatos.

Para combater a fraude, a instituição está a implementar um conjunto de medidas estruturantes. Entre elas, está a criação de sistemas de monitoramento de todo o processo de exame, com o objectivo de reduzir o contacto directo entre examinadores e candidatos.

“Além disso, está em curso a instalação de centros inteligentes para exames teóricos e práticos. Estes centros utilizarão tecnologia avançada para minimizar a influência humana nos processos de avaliação, assegurando maior transparência e rigor na certificação dos condutores”, disse Claudio Zunguze, administrador do pelouro técnico.

Outro passo importante é a criação de um sistema integrado de emissão de cartas de condução. O objectivo é garantir uma comunicação eficaz entre os diversos sistemas envolvidos desde a inscrição dos candidatos até à impressão das cartas, evitando interferências externas que possam comprometer a legalidade do processo.

Enquanto se aguarda pela implementadas, os indivíduos apanhados a viciar os exames foram punidos com uma suspensão de até 12 meses sem possibilidade de voltar a realizar testes, como forma de desencorajar a prática criminosa e reforçar a integridade do sistema.

O Infantário Provincial de Xai-Xai está a registar casos de desnutrição crónica. A direcção desta instituição confirma três casos de crianças desnutridas, assim como revela que há falta de material higiénico e condições para atender crianças com necessidades especiais.

O maior infantário da província de Gaza enfrenta várias dificuldades, facto que condiciona o funcionamento normal da instituição. O director do Infantário Provincial de Xai-Xai, Salomão Maló, explica que as três crianças já estão em tratamento, ainda que admita que são casos complexos.

Mas estes não são os únicos problemas. Há mais anos que a instituição funciona com défice de pessoal, falta de condições estruturais, como é o caso de alimentação adequada para as crianças que vivem nesse orfanato. Segundo Salomão Maló, esse facto deve-se à não libertação de fundos por parte das autoridades governamentais locais e de parceiros. 

“São esses fundos que ajudariam na compra de alimentação e diversos materiais vitais para o funcionamento normal do infantário, como é o caso dos artigos de higiene e de protecção”, explica o responsável pelo Infantário Provincial de Xai-Xai. 

Ainda em relação à falta de condições neste infantário, os funcionários relatam que têm enfrentado muitas dificuldades para cuidarem das crianças. Relatam também que tem havido atrasos salariais. 

Sobre os alegados maus tratos de que as crianças suportamente têm sido alvos, Salomão Maló nega que tal aconteça no Infantário Provincial de Xai-Xai.

Já arrancaram as obras de construção do Centro de Saúde de Ngena, província de Sofala, local onde a primeira dama prometeu, no início deste mês, que mobilizaria fundos para ajudar a melhorar a qualidade de vida da população local.

O dinheiro para o arranque das obras provém de parceiros nacionais e estrangeiros do Gabinete da Primeira-Dama, e mais de metade da mão-de-obra será local.

No dia 3 deste mês, a primeira-dama da República, Gueta Chapo, escalou a região de Ngena, distrito do Búzi em Sofala, onde o seu gabinete pretendia assistir pessoas carenciadas.

Nesta localidade, Gueta Chapo foi confrontada com a falta de uma unidade sanitárias, facto que tem estado a contribuir para deteriorar a saúde das mais de quatro mil pessoas que aqui residem. Durante a visita, a primeira-dama interagiu com uma família na qual uma criança contraiu deficiência devido à falta de assistência médica atempada.

Comovida com a situação, Gueta Chapo prometeu mobilizar fundos para a construção de um hospital. Vinte dias depois, a esposa do Presidente da República regressou a Ngena para anunciar uma boa nova, tendo, nesta segunda-feira, procedido ao lançamento da primeira pedra para a construção da unidade sanitária.

A população de Ngena está satisfeita com a construção da unidade sanitária, tendo em conta que vai minimizar o seu sofrimento. A população conta que, com a entrada em funcionamento do hospital, deixarão de percorrer longas distâncias à procura de cuidados médicos.

Apesar de Ngena possuir cerca de quatro mil habitantes, o futuro hospital irá beneficiar cerca de 20 mil pessoas que residem nas áreas circunvizinhas, não só do distrito do Búzi, mas também do distrito de Chemba, que também enfrenta problemas de acesso a unidades sanitárias.

O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) exorta para a observância de medidas de segurança, durante a celebração do quinquagésimo aniversário da Independência Nacional, efeméride que acontece amanhã, dia 25 de Junho, data em que o país comemora a sua libertação do domínio colonial português. 

“Prevendo-se uma participação massiva de pessoas nos diferentes momentos das celebrações, por forma a assegurar que as cerimónias decorram num ambiente ordeiro, seguro e tranquilo, o Comando-Geral da PRM (…) exorta para a observância das seguintes medidas de segurança: Não portar objectos contundentes, cortantes ou pontiagudos, como facas, lâminas, garrafas, pedras, chaves-de-fenda, entre outros; Não se fazer ao local com armas de fogo, ainda que possua licença de porte e uso”, lê-se no comunicado. 

É ainda proibido o uso de objectos pirotécnicos e drones não autorizados; Não é permitida a venda e consumo de bebidas alcoólicas no local do evento; Bebidas não alcoólicas devem ser portadas em recipientes que não sejam de vidro; e será interdita a entrada no recinto das celebrações, de pessoas que se apresentarem manifestamente embriagadas ou sob efeito de substâncias psicotrópicas. 

Mais de doze terroristas foram mortos pelas Forças de Defesa e Segurança durante uma emboscada no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado. 

Segundo as FDS, os insurgentes estavam de regresso da província do Niassa, onde haviam tentado provocar instabilidade, quando foram surpreendidos pelas forças moçambicanas.

Segundo o mais recente relatório do projecto Cabo Ligado, da ACLED, publicado a 15 de junho, a eliminação dos terroristas ocorreu no passado dia 3, entre as aldeias de Nairoto e Ntele. De acordo com o documento, citado no site da Defesa de Moçambique, os insurgentes foram atingidos enquanto tentavam atravessar a estrada R698.

“O grupo parou para comprar comida perto do rio Messalo, quando foi atacado pelas FADM. A emboscada ocorreu nas proximidades do projecto de extração de ouro da Gemfields, em Nairoto”, refere o relatório.

“As FADM têm intensificado as operações no norte do país, e continuarão empenhadas na perseguição e neutralização dos grupos terroristas que assolam a província de Cabo Delgado”, garantem.

O Sistema Nacional de Saúde enfrenta uma ruptura no stock de medicamentos, incluindo a vacina BCG, administrada a recém-nascidos para prevenir as formas mais graves e raras de tuberculose. Em Maputo, há bebés que aguardam pela primeira dose há quase dois meses.

O Hospital Geral José Macamo, uma das principais unidades sanitárias da capital, confirma que não está a vacinar recém-nascidos há cerca de um mês, devido à escassez da vacina. Actualmente, a unidade conta com mais de cinquenta crianças por vacinar.

Para tentar minimizar o impacto, o hospital tem estado a encaminhar os utentes a outras unidades sanitárias onde ainda restam algumas doses da vacina. No entanto, o problema não se restringe a José Macamo. Outras unidades hospitalares de referência em Maputo também enfrentam dificuldades no fornecimento do imunizante.

Famílias continuam a percorrer diversos centros de saúde à procura da vacina para os seus filhos. Há casos de crianças nascidas no início de Maio que ainda não receberam a BCG.

Segundo as autoridades, o país aguarda a chegada de quantidades não especificadas de medicamentos diversos, incluindo vacinas, para reforçar os armazéns nacionais.

Além da BCG, os hospitais têm registado escassez de vários medicamentos e material cirúrgico, o que pressiona ainda mais o Sistema de Saúde pública.

A vila de Chitima, na província de Tete, foi palco esta segunda-feira, das comemorações dos 50 anos da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), um marco na história de Moçambique. A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República, que destacou com entusiasmo e profundo patriotismo o papel estratégico da HCB no desenvolvimento do país e na integração.

No seu discurso, o Chefe de Estado sublinhou que a HCB “é o orgulho de Moçambique”, não apenas pela sua dimensão como geradora de energia limpa, mas também por representar a capacidade do povo moçambicano de gerir, com competência e autonomia, um dos maiores empreendimentos de África. “O que há algumas décadas parecia impossível, uma infra-estrutura desta dimensão gerida exclusivamente por quadros nacionais, é hoje uma realidade viva”, afirmou.

O Presidente lembrou momentos históricos marcantes, como a criação da empresa em 1975, a reversão do controle maioritário para o Estado em 2007, e a entrada da HCB na Bolsa de Valores de Moçambique em 2019. Em 2024, a empresa registou um lucro recorde de 14,1 mil milhões de meticais, um feito que fortalece as finanças públicas e gera dividendos para os accionistas, maioritariamente moçambicanos.

Além da sua função energética, a HCB foi elogiada pelo seu compromisso social. Durante a cerimónia, o Presidente anunciou novos projectos sociais a serem implementados ainda este ano, incluindo a construção de um hospital em Chitima e o fim do problema de abastecimento de água na vila. “Também garantimos que nenhuma criança do distrito de Cahora Bassa voltará a estudar sentada no chão, graças ao investimento da HCB em carteiras escolares”, disse.

O Chefe de Estado desafiou outras grandes empresas públicas e privadas a seguirem o exemplo da HCB na responsabilidade social, alinhando o sucesso empresarial com o progresso das comunidades locais. “O desenvolvimento só é completo quando é partilhado”, frisou, encorajando a construção conjunta de um Moçambique mais justo, resiliente e sustentável.

CHAPO LANÇOU PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM TETE

É  um projecto que visa, essencialmente, impulsionar o desenvolvimento da vila de Chitima, no distrito de Cahora Bassa, na província de Tete.  

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, procedeu, esta segunda-feira, 23 de Junho, no distrito de Cahora Bassa, na província de Tete, ao lançamento do projecto integrado de desenvolvimento sustentável.

Financiado pela Hidroeléctrica de  Cahora Bassa (HCB), o  projecto tem como objectivo a melhoria das condições das populações locais, tendo como foco a potenciação de infra-estruturas agro-pecuárias.

“Tomámos conhecimento que na vila de Chitima temos problemas sérios de água e, por isso, este projeto prevê furos de água e um centro de tratamento para resolver de uma vez por todas os problemas de água em Chitima”, disse, à margem do evento, o Presidente da República, Daniel Chapo.

Com uma zona residencial, que contempla 40 casas, o projecto apresenta ainda uma central fotovoltaica (com capacidade para 600 Kw/h, equivalente a 4.8Mw/diária)   e de abastecimento de água  (sistema tem capacidade para armazenamento de 60000000 litros).

Os painéis solares  têm capacidade de 2,4 MW, sendo que o projecto prevê beneficiar cerca de 1000 famílias.

Outrossim, foram construídos aviários e unidades de processamento de frangos, com capacidade para 25 mil pintos, poedeiras e incubadoras com capacidade para 16 mil pintos, e uma unidade de processamento e conservação equipada com câmaras de frio, estufas e áreas de cultivo de hortícolas, currais de gado bovino e caprino.

Pretende-se, com esta  iniciativa,  que as comunidades tenham maior acesso à energia e água, desenvolvimento  de técnicas modernas de produção agrícola e pecuária.

Foram, ainda, abertos campos de produção agrícola e instalados os respectivos sistemas de irrigação do tipo central pivô, num total de 250.

A cerimónia surge no âmbito da celebração do  50.º aniversário  da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, instituição que premiou, ainda, os vencedores do concurso de jornalismo.

Ainda nesta segunda-feira, o Chefe de Estado inaugurou a estrada Chitima-Maroera, num percurso de 40 km.

Com a criação de melhores  condições para esta  via, as comunidades locais deixarão de percorrer 40 km  numa estrada alternativa.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa anunciou, por outro lado,  a adoção de 3000 carteiras escolares para as escolas do distrito de Cahora Bassa, bem como  a construção de um hospital em Chitima.

A HCB tem estado, no quadro da celebração dos 50 anos de existência, a promover   debates sobre o papel das grandes infra-estruturas no desenvolvimento sustentável do País e das suas comunidades.

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