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O País – A verdade como notícia

Deflagrou um incêndio num armazém de ar-condicionados, pneus, tintas, televisores entre muitos outros materiais altamente inflamáveis, neste sábado, na cidade de Quelimane, província de Zambézia. A situação no terreno foi tão complicada que obrigou o Serviço Nacional de Salvação Pública a solicitar bombeiros dos Aeroportos.

O incêndio de grandes proporções ocorreu este sábado e presume-se que tenha iniciado à madrugada. Com a evolução do incêndio começa-se a notar do lado de fora uma fumaça o que despertou atenção de pessoas que passavam pela rua.

Foi cativado o serviço de salvação pública para debelar as chamas, mas dada a magnitude do incêndio não foi possível extinguir o fogo. Por isso, foram acionados bombeiros dos aeroportos para dar suporte. 

Depois de terminar mais de 15 mil litros de água foi necessário buscar mais. Quando parecia que o incêndio estava a ser extinto, volta a ganhar dimensão complicando ainda mais os trabalhos.

Empresários da zona norte do país continuam a reclamar a falta de oportunidades de negócio e falta de financiamento as empresas afectadas pelo terrorismo e ciclones.

A preocupação dos empresários da zona norte do país sobre a falta de oportunidades de negócios nos grandes projectos liderados pelas multinacionais foi apresentada na primeira conferência regional de empreendedorismo, um evento organizado pela Cooperativa em Movimento.

A lista das dificuldades que comprometem o ambiente de negócios na zona norte do país é longa e complexa, mas alguns empresários  continuam resilientes e com esperança de um futuro melhor.

O Terrorismo, os ciclones e falta de oportunidades de negócios e de financiamento são os quatro principais problemas que afectam o ambiente de negócios na zona norte de Cabo Delgado.

Os Médicos Residentes do Hospital Central de Maputo ameaçam suspender o trabalho extraordinário a partir do dia 1 de Junho, próximo, por não estarem a receber o valor das horas extras, desde o ano passado. 

A informação consta de uma carta enviada ao Director-Geral da maior unidade sanitária do país, que refere que os profissionais não irão trabalhar depois das 15:30, nos feriados e finais-de-semana, até que a dívida, de 13 meses, seja liquidada. 

Esta é mais uma interrupção da classe, a última foi no ano passado, entre os meses de Maio, Junho e Julho.

18 cidadãos de nacionalidade estrangeira, entre eles bengali, paquistanesa e Etíope, em situação de imigração clandestina, foram interpelados no distrito de Gorongosa, em Sofala, pelas Forças de Defesa e Segurança, quando se faziam transportar de forma deplorável, na parte traseira de um camião atrelado, com destino a província de Maputo.

Foi graças a uma denúncia popular que as autoridades ficaram a saber que  18 imigrantes ilegais viajavam num camião, que transportava caldo e lâmpadas e faziam o trajeto Nampula-Maputo. 

“Olhando ou fazendo leitura dos passaportes, denota-se que estes cidadãos terão saído dos seus países de origem nos dias 8  e 12 e terão aterrado num dos aeroportos em Malawi e lá violaram as fronteiras”, disse  Francisco Chambal, porta-voz do serviço de Migração em Sofala.  

O motorista do camião foi detido indiciado de auxilio a imigração ilegal, que é um acto criminal, além de ser uma infracção migratória. O motorista afirmou que os migrantes clandestinos entraram no seu camião no distrito de Mocuba, província da Zambézia.  

“Apareceu alguém aliciando-me por valores, e eu acabei aceitando”, disse o motorista. 

Ao transportador foram prometidos 60 mil meticais que seriam pagos no destino. O indiciado disse que durante o percurso de Mocuba a Gorongosa, cerca de 600 quilómetros, ia falando telefonicamente com a pessoa que lhe contactou  para transportar os imigrantes clandestinos.

“Mantia [contacto] para me mandar alimentação, mas de lá para cá, o número já não chama”

A direcção  provincial de Migração de Sofala não tem dados em relação aos objectivos que moveu esses indivíduos a escalarem Moçambique. 

“De facto é complicado para nós trazer as actividades que eles vinham desencadear e porque houve essa vontade de conhecer Moçambique  usando esses mecanismos ilegais, pois nos seus passaportes não detêm nenhum visto que os habilita a entrar em território nacional. Daí que é difícil para as autoridades definir qual é o motivo da vinda deles”, explicou o porta-voz do Serviço de Migração. 

Os ilegais, que serão deportados neste domingo, não quiseram falar à imprensa. 

O presidente do Município de Maputo, Rasaque Manhique, fez a entrega de meios de recolha de lixo ao pelouro de salubridade, nomeadamente camiões e contentores. Rasaque pediu que os meios sejam bem usados e para benefício da população.

São, ao todo, 100 contentores de lixo e seis camiões que vão ajudar na recolha dos resíduos sólidos que foram entregues esta sexta-feira para limpeza na cidade de Maputo. Os contentores novos chegam para substituir os que existiam e que foram vandalizados no âmbito das manifestações pós-eleitorais.

Em relação aos camiões, quatro deles são compactadores e outros dois que servem para o transporte dos contentores de lixo. Quatro camiões são novos e dois são condicionados.

Rasaque Manhique apela aos munícipes para que usem os contentores para depósito de resíduos sólidos. No entanto, não revelou os valores envolvidos na aquisição dos meios entregues.

Acesso limitado à terra infra-estruturada, custo elevado dos materiais de construção são alguns dos desafios que barram o acesso à habitação condigna, no país, numa altura em que menos de cinco por cento dos jovens têm acesso ao crédito habitacional. O ministro das Obras Públicas sugere a revisão de mecanismos financeiros para acabar com este problema. 

Dados do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos apontam que mais de 80 por cento da população moçambicana continua a viver nos assentamentos informais. O facto deve-se ao acesso deficitário à habitação condigna.

Em parte, a dificuldade de acesso à habitação condigna é agravada pelos custos elevados dos materiais e falta de financiamento. Aliado ao problema da  falta de habitação condigna estão os impactos das mudanças climáticas. 

O Ministro das Obras Públicas defende adopção de medidas urgentes. Fernando Rafael falava, esta sexta-feira, na Cidade de Maputo, na abertura de uma reunião que visava discutir estratégias para garantir que a habitação seja acessível para todos. 

Ainda está em curso o trabalho de investigação para aferir os envolvidos e motivações do incêndio a sete viaturas num ataque ao longo da EN1 em Marínguè, província de Sofala, no dia 8 de Abril. A informação é do ministro do Interior, Paulo Chachine, que chama atenção para novos sinais do terrorismo no país.

O ataque e incêndio a sete viaturas em Marínguè, ao longo da Estrada Nacional Número 1, aconteceu a 8 de Abril e, quase um mês e meio depois, o Governo diz estar a trabalhar para aferir os reais motivos.

Sobre os recentes ataques à reserva do Niassa, Paulo Chachine afirma que a situação criou um clima de incertezas, mas garante que tudo está a ser feito para a devolução da ordem.

O ministro do Interior alerta, ainda, para o risco de nascimento de novos focos de terrorismo, ao avaliar pelas últimas incursões no norte do país.

Paulo Chachine falava na manhã desta sexta-feira à margem da cerimónia de passagem à reserva de 1.027 agentes da PRM, dentre Oficiais, Comissários, Superintendentes e Inspectores.

Na ocasião, o governo disse que a corporação é desafiada a adoptar novas medidas para o combate a crimes complexos.

O governador da Zambézia defende que o Malawi deve usar o porto de Quelimane para tirar vantagens comparativas. Pio Matos diz que  o Malawi utiliza portos da Beira e Nacala em detrimento de Quelimane que até está mais próximo daquele país. 

A vizinha República do Malawi acolhe de 22 a 29 deste mês a 35a Feira Internacional de Comércio sob o lema “Promovendo a Transformação Económica por meio de Industrialização Liderada pelo Sector Privado”.

O evento representa uma oportunidade ímpar para as empresas sediadas na Zambézia, estabelecerem conexões com o sector privado do Malawi.

Lazarus Chakwera visitou o pavilhão da Zambézia . Na ocasião, Pio Matos falou sobre o Porto de Quelimane, uma Infraestrutura muito pouco utilizada no manuseamento de cargas e que pode ser útil para o Malawi e a Zambézia. 

A participação da Zambézia na 35a feira Internacional do Malawi reforça a cooperação bilateral e regional, promovendo oportunidades de negócios, parcerias comerciais e investimento transfronteiriço

O ministro do interior diz que a polícia está a enfrentar novos desafios ligados a crimes complexos como corrupção, crime transnacional e contra Direitos Humanos e exorta adopção de novas medidas para o seu combate. Paulo Chachine dirigiu hoje a cerimónia  de passagem à reserva de 1027 agentes da PRM, dentre  Oficiais Comissários, Superintendentes e Inspectores.

Durante o seu discurso, Paulo Chachine, mencionou alguns desafios actuais que exigem inovação da PRM e mais proximidade ao cidadão. “Falo da criminalidade organizada e transnacional, do terrorismo, do cyber crime, da migrações desgovernadas, da corrupção e das crescentes diligências sociais de transparência, eficiência e respeito pelos direitos humanos”, disse o ministro. 

Chachine avançou ainda que a PRM tem-se modernizado para fazer frente aos desafios que lhe são impostos. “Temos vindo a reforçar a capacitação técnica e humana, a introduzir novas tecnologias e a promover uma cultura de integridade e legalidade”.

Lembrou ainda que a passagem a reserva não significava o fim, “mas o reconhecimento solene de um percurso de entrega total ao serviço público e as causas da nação”. 

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