Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A Associação Provincial de Sofala e a Cornelder de Moçambique voltam a juntar-se pelo sétimo ano consecutivo, na cidade da Beira, numa légua que contará com 3750 atletas, entre eles nacionais e estrangeiros. A iniciativa que já é uma marca, terá um percurso de aproximadamente sete quilómetros e tem como lema correr pela saúde.

A Cornelder de Moçambique, patrocinadora do evento, diz que pretende com a légua contribuir para aprimorar a relação entre a instuição, os colaboradores e as comunidades que vivem nos arredores do Porto da Beira e não só.

A légua da Beira tem proporcionado prémios aliciantes aos participantes, aliás é a competição com os melhores prémios no país e na região Austral de África.

Os  atletas que pretendem participar na 7ª edição da légua da Beira poderão fazer as inscrições a partir da próxima segunda-feira, até ao dia 12 de Julho, numa  plataforma electrónica, no Pavilhão de Desporto da Beira. 

A légua terá lugar no dia 19 de Julho, e os participantes estarão divididos em seis categorias, nomeadamente, populares, estudantes veteranos, federados, trabalhadores da Cornelder de Moçambique e comunidade portuária. 

 

As Forças de Defesa e Segurança continuam empenhadas em recuperar o controlo total de Quiterajo, o único posto administrativo do distrito de Macomia que ainda permanece parcialmente ocupado pelo grupo armado que actua em Cabo Delgado desde 2017.

Quiterajo foi ocupado há cerca de cinco anos e, até hoje, continua fora da administração do Estado. Em contraste, os postos administrativos de Mucojo e Chai, que também estiveram abandonados durante vários meses devido ao terrorismo, já registam melhorias na situação de segurança.

Macomia, localizado a cerca de 200 quilómetros da cidade de Pemba, capital provincial, é actualmente considerado o epicentro da insurgência armada que vem assolando Cabo Delgado há quase oito anos.

Recentemente, as Forças de Defesa e Segurança anunciaram a recuperação da base de Katupa, que havia sido retomada pelos terroristas, num sinal de progresso na ofensiva militar na região.

O Governo promete para breve a aprovação da política de seguro agrário para a regulamentação e coordenação de actores ligados ao sector agrário, bem como permitir que os pacotes de seguros existentes no mercado possam beneficiar os pequenos agricultores.

O instrumento já havia sido montado no Governo passado e precisou de voltar a ser mexido para acomodar a nova reorganização dos ministérios. 

Em mesa redonda, vários actores ligados ao sector agrário discutem saídas para melhores mecanismos de gestão da crise em tempos de seca e ciclônicas. Muitas vezes, a recuperação da produção assolada é assegurada por empresas de seguro, e o Governo promete que vai arcar com o instrumento para regulamentar o sector. 

Apesar de reconhecer haver menos pessoas envolvidas no seguro agrário, o centro de excelência de sistemas agroalimentares na Universidade Eduardo Mondlane, afirma ser necessária a aprovação do instrumento.

Estima-se que cerca de 4 milhões de agricultores no país já acionaram os serviços de seguros agrários e destes 40 mil são pequenos agricultores. 

O Pavilhão de Moçambique na Expo Osaka 2025 em Osaka, no Japão, atingiu o marco de um milhão de visitantes desde a sua abertura a 13 de Abril. 

Quando Yoshimi Shibayama, natural de Quioto, Japão, foi visitar a exposição moçambicana, não esperava sair com o título de visitante número um milhão.

“Quando decidi vir à Expo hoje, não sabia que iria visitar o Pavilhão de Moçambique mas fiquei curiosa e decidi entrar. Estou satisfeita por ser uma visitante especial. Estou surpreendida”, disse Yoshimi Shibayama, um dos visitantes.

Yoshimi recebeu um prémio simbólico pelo marco.Para os organizadores, receber um milhão de visitas em dois meses mostra que o Pavilhão eleva a responsabilidade de toda a sua equipa na promoção da imagem do País.

Moçambique expõe iniciativas tecnológicas e espera atingir até ao fim da Expo, 3 milhões de visitantes.

O ex -candidato a Presidente da República, Venâncio Mondlane, foi chamado hoje pela Procuradoria Geral da República, para prestar esclarecimentos  sobre um áudio que circula nas redes sociais. Venâncio Mondlane diz não saber ainda de que crime é acusado. 

Venâncio Mondlane foi ouvido, nesta sexta-feira, na PGR para, alegadamente, prestar esclarecimentos sobre um áudio em que abordava a segurança da sua família.

“Foi uma diligência. Colocaram um áudio e eu devia responder se  conhecia o áudio e se era a minha voz (…) No áudio eu falava da insegurança da minha família, que eu sentia insegurança da minha família em Moçambique, e que eu queria tirar a minha família de Moçambique”, explicou. 

Respondendo aos repórteres sobre as conversações com o Presidente da República, Mondlane disse  que a postura do Chefe do Estado é contraditória. 

“Por exemplo, nós tínhamos alcançado um consenso relativamente às pessoas que estavam detidas, associadas com as manifestações. Que havia necessidade de esses jovens serem libertos e irem às suas famílias, ficando a discussão técnica de como isso se faz (…) É paradoxal que o mesmo Chefe de Governo apareça em público a dizer que rejeita a proposta de Venâncio porque não tem base legal”, reclamou. 

O ex-candidato  disse ainda que fará parte do conselho do Estado. 

Quatro pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas na sequência de um violento acidente de viação, envolvendo um transporte semi-colectivo, no distrito de Nhamatanda, na EN6. Excesso de velocidade e problemas mecânicos são apontados como  causas do acidente.

A imprudência de alguns automobilistas de transporte semi-colectivo de passageiros, vulgo chapa 100, continua a ceifar vidas e a provocar elevados danos materiais, tal como aconteceu nesta quinta-feira no distrito de Nhamatanda, em Sofala.

Uma viatura, que fazia o trajeto Chimoio – Beira e que circulava a uma velocidade excessiva, segundo a polícia, estourou um dos pneus, quando chegou à localidade de  Tica, distrito de Nhamatanda,  próximo a ponte sobre o rio Pungue.

O   motorista, segundo o cobrador, não conseguiu controlar o veículo imediatamente. Aliás, ao travar a viatura derrapou cerca de 44 metros e foi tombar na faixa contraria, A viatura capotou e foi arrastada por mais 24 metros. 

Foram depois transferidos no total seis doentes para o Hospital Central da Beira, tendo um deles perdido a vida. 

José Luís, um dos sobreviventes, indicou que a viatura estava a circular a uma velocidade excessiva. Houve três sobreviventes que saíram ilesos do acidente.   

Cinco vítimas do acidente continuam internadas no hospital central da Beira, com fracturas nas pernas e braços, contudo estão fora de perigo. 

A escassez das vacinas BCG e VAP em hospitais das cidades de Xai-Xai e Chimoio, nas províncias de Gaza e Manica, respectivamente, está a criar preocupação entre as parturientes e profissionais de saúde.

Consideradas essenciais nos primeiros dias de vida para prevenir doenças como tuberculose, poliomielite e sarampo, as vacinas estão em falta há semanas em algumas unidades sanitárias.

No Hospital Provincial de Xai-Xai, a maior referência na província de Gaza, mães relatam que os recém-nascidos estão a deixar a maternidade sem receber a vacina BCG, aplicada normalmente nas primeiras 24 horas de vida.

Márcia Changule deu à luz no dia 21 de Junho e, uma semana depois,  relata que sua filha ainda não foi vacinada.

“A minha filha ainda não apanhou a vacina BCG e ainda não recebi nenhuma recomendação dos médicos. A vacina é tão importante para o crescimento e prevenção de doenças nas crianças”, lamentou.

Por sua vez, Joice Matavel está há três dias no hospital à espera da vacina para o seu bebé e receia que o mesmo possa contrair doenças por conta da não administração do imunizante.

“Facilmente ela pode ter tuberculose. É muito importante que o Ministério da Saúde nos forneça essas vacinas.”

Apesar dos relatos de várias mães, a direcção do Hospital Provincial de Xai-Xai nega haver ruptura.

“Penso que não temos ruptura do ‘stock’ de vacinas”, afirmou Stélio Tamele, responsável da unidade, reforçando que “os técnicos de medicina preventiva deviam explicar o tipo de vacinas que estão sendo administradas. Nunca recebi informação de que há escassez da BCG”.

Já em Chimoio, capital da província de Manica, o cenário é ainda mais preocupante. Segundo o director do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Ação Social, o distrito enfrenta uma escassez prolongada, que já dura cerca de oito meses.

“Estamos com escassez desta vacina, e o esforço para conseguirmos aplicar as doses às crianças tem sido contínuo. Temos recebido pequenas quantidades, que não cobrem toda a demanda”, declarou o director, Alberto Diomba.

Ele confirmou que as vacinas BCG e VAP — fundamentais para a imunização dos bebés — são as mais afectadas. Contudo, garantiu que há previsão de normalização da situação já no próximo mês.

A vacina BCG é a primeira a ser administrada aos recém-nascidos e tem como principal objectivo prevenir formas graves de tuberculose. A VAP, por sua vez, protege contra a poliomielite, uma doença viral que pode causar paralisia permanente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ambas sejam aplicadas nas primeiras semanas de vida. A ausência delas pode aumentar consideravelmente os riscos de surtos de doenças.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, encaminhou, hoje, ao Ministério da Saúde e  ao Ministério da Educação e Cultura um total de 140 bolsas de estudo,  atribuídas ao Gabinete da Primeira-Dama na sequência da sua  recente participação na VII Edição da Iniciativa das Primeiras-Damas,  realizada no Dubai, sob a égide da Fundação Merck. 

O gesto insere-se num memorando de entendimento assinado entre a  Primeira-Dama e a CEO da fundação, Rasha Kelej, visando o reforço 

da formação médica e a promoção da educação inclusiva para  raparigas em situação de vulnerabilidade. 

Durante uma audiência concedida aos dois ministérios, Gueta Chapo  anunciou que das 140 bolsas, 100 são destinadas à formação de  médicos e enfermeiros moçambicanos, em áreas consideradas críticas  para o sistema nacional de saúde, enquanto as restantes 40 visam  apoiar raparigas de comunidades vulneráveis no prosseguimento dos  seus estudos. 

O ministro da Saúde, Ussene Isse, saudou a iniciativa como “uma boa  nova para o sector da saúde” e afirmou que as bolsas irão contribuir  para a formação acelerada de especialistas em áreas prioritárias.  “Temos área de cancro, área médica, área cirúrgica para adultos e  crianças […], cuidados paliativos, hipertensão, diabetes, neurocirurgia,  cuidados intensivos, tratamento da coluna. São valências que o nosso  país precisa”, explicou. 

Para o governante, a formação dos quadros nacionais é uma resposta  directa ao Programa Quinquenal do Governo, nomeadamente no  eixo da transformação social e demográfica, e representa um avanço  importante na redução da dependência externa em matéria de  cuidados especializados. “Com esta oportunidade iremos reduzir  gradualmente esta dependência e vamos tornar o sector de saúde  cada vez mais forte, mais robusto e mais equitativo para o povo  moçambicano”, garantiu. 

Isse assegurou ainda que o processo de selecção será rigoroso e  transparente. “Estes critérios de selecção serão critérios muito  objectivos e transparentes, e serão publicados para todos tomarem 

conhecimento como é que as pessoas serão elegíveis. Teremos que  obedecer e seguir os critérios para haver justiça social”, declarou. 

Já a ministra da Educação e Cultura, Samaria dos Anjos Tovela,  agradeceu as bolsas dirigidas às raparigas carenciadas e destacou o  seu impacto transformador na permanência e sucesso escolar de  estudantes provenientes de contextos desfavorecidos. “Recebemos  informação de bolsas de estudo para as nossas crianças […], principalmente para os nossos alunos mais carenciados”, referiu. 

Segundo Tovela, as bolsas irão abranger estudantes do ensino  primário, secundário e superior, sendo a selecção orientada pelo  mérito académico e vulnerabilidade social. “Estamos a falar de todas  as províncias, vermos quem são as meninas que têm as melhores notas  e que efectivamente também enfrentam dificuldades para a  continuação dos estudos”, adiantou. 

A governante enfatizou que o apoio da Primeira-Dama tem sido  fundamental na inclusão educativa. “Só com a formação é que as  nossas crianças, os nossos jovens, os nossos adultos, podem contribuir  para o seu desenvolvimento pessoal e para o desenvolvimento das  suas famílias […]. A educação é a chave do desenvolvimento do  capital humano”, concluiu. 

Além das bolsas hoje anunciadas, a ministra sabe que o Gabinete da  Primeira-Dama está a mobilizar mais apoios para beneficiar um  universo mais amplo de estudantes. “Há bolsas também ao nível do  Gabinete […], 450 bolsas. É um processo que está a sendo  efectivamente recorrente de mobilização de recursos”, indicou.

O Ministério da Saúde confirma a ruptura do stock da vacina BCG no sistema nacional de Saúde. De acordo com um comunicado enviado à nossa redação no princípio da noite de hoje, a falta resulta da desistência do fornecedor, por incapacidade da fábrica produtora. O mesmo documento garante a chegada de dois milhões de doses da vacina na próxima segunda-feira, 30 de Junho.

A nossa equipa contactou, na manhã desta quinta-feira, o Ministério da Saúde que, no início, se prontificou a dar esclarecimentos acerca da falta da vacina BCG no sistema Nacional, mas depois recuou e optou por emitir um comunicado.

O comunicado, emitido pelo gabinete de comunicação imagem do ministério, não aborda o facto de haver recém-nascidos, um pouco por todo o país, com cerca de um mês de vida que não tenham tomado a primeira vacina, conhecida por BCG, administrada para prevenir as formas mais graves e raras de tuberculose, nem da provável ruptura de stock. 

Ao invés disso, o Misau convidou a imprensa para acompanhar a chegada das vacinas, confirmando assim a escassez.

O Ministério da Saúde convida os órgãos de comunicação social para a cobertura do acto de chegada da vacina BCG à Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM), a ter lugar na próxima segunda-feira, 30 de Junho de 2025, às 11h30, nas instalações do CMAM, no Bairro do Zimpeto, Cidade de Maputo  

Em comunicado separado, enviado na noite de quinta-feira, o Misau decidiu esclarecer as causas da ruptura do stock.

“A interrupção na distribuição da vacina BCG resultou da desistência do fornecedor inicialmente contratado. A decisão do fornecedor foi motivada pela incapacidade da fábrica produtora – ainda que pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – de assegurar as quantidades estipuladas no contrato.”

O Misau explica ainda que, enquanto busca outros fornecedores, conta com a doação do Governo Barsileiro, no âmbito do Programa Alargado de Vacinação.

“O abastecimento da vacina BCG será assegurado por uma doação do Governo da

República Federativa do Brasil, correspondente a dois milhões de doses (que são suficientes para vários meses de consumo), cuja chegada ao país está prevista para o dia 30 de Junho de 2025”.

Sobre as consequências da administração tardia da vacina aos recém nascidos, o Misau desdramatiza.

“Importa referir que a vacina BCG, embora seja recomendada administrar à nascença, pode ser administrada até aos 23 meses de idade no máximo. Por esta razão, as mães cujas crianças não foram vacinadas estão a ser orientadas a retornarem às unidades sanitárias nos próximos dias, onde a administração da vacina será retomada logo após a recepção do novo lote.”

O comunicado não revela o período em que o país ficou sem Stock da vacina , contudo “O País” sabe que há crianças nascidas há cerca de dois meses, que ainda não tomaram a vacina.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE