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O País – A verdade como notícia

A reconstrução das  infra-estruturas destruídas pelo ciclone Chido, no Distrito de Mecufi, Província de Cabo Delgado, vai custar cerca de 3 mil milhões de meticais. O valor foi anunciado pelo administrador do distrito, Fernando Neves. 

O ciclone Chido destruiu quase tudo que havia em Mecufi, e, hoje, cerca de seis meses depois, o distrito continua em ruínas.

De acordo com o Administrador de Mecufi, ao nível local, não há dinheiro para reconstruir nada, mas, com a ajuda de parceiros, conseguiu-se iniciar com as obras de reabilitação do centro de saúde e do edifício da administração do distrito.

O ciclone Chido passou de Mecufi no dia 15 de Dezembro de 2024. Além de matar quase cinquenta pessoas, destruiu cerca de 16 mil casas da população.

Três pessoas morreram e uma ficou gravemente ferida, durante um acidente de viação envolvendo um moto-taxista e uma viatura ligeira, ao longo da Estrada Nacional Número Sete, no bairro Chingodzi, na Cidade de Tete.

As vítimas seguiam numa motorizada em direção à  cidade de Moatize e colidiram com uma viatura de marca Toyota Ford Ranger, cuja chapa de matrícula não foi  identificada. Dois óbitos ocorreram no local do acidente e o terceiro ocupante da motorizada foi socorrido em estado considerado crítico para o Hospital Provincial de Tete, mas  não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida.

Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique, em Tete, Feliciano da Camara, o corte de prioridade, por parte do condutor da viatura, pode ter originado o acidente.

Refira-se que os acidentes de viação, envolvendo moto-táxis, tornaram-se frequentes na província de Tete e quase sempre são fatais.

 

Um homem está detido no Comando Distrital da PRM, em Gondola, Província de Manica, indiciado de tentar vender o seu próprio filho, menor de cinco anos. O indiciado é confesso e justifica que agiu na “emoção de bebedeira”.

O vendedor do menor de cinco anos de idade escapou a uma tentativa de venda, protagonizada pelo seu próprio pai, que há cerca de uma semana estava à procura de clientes. Só que, para o azar do homem, um dos que abordou sobre o negócio era um agente da Polícia, à paisana. Por isso, acabou detido.

O negócio foi tratado na ausência da esposa, que estava na vila de Gondola, a prestar assistência a um familiar doente.

A Polícia em Manica diz que, neste momento, concentra-se para descobrir e responsabilizar o mandante do crime.

 

 

Há greve no Conselho Municipal de Quelimane. Em causa está o não pagamento de quatro meses de salários, neste ano. Mensalmente o conselho municipal precisa de 12 milhões de meticais.

As portas do conselho municipal de Quelimane estão encerradas pelos funcionários. Estão desavindos com a edilidade por não pagamento de salários de quatro meses. Os funcionários dizem que a situação está a complicar a vida das suas famílias. 

O edil de Quelimane está ausente, mas a vereadora das Finanças explicou que o município tem parte do valor, mas a falta de canalização do fundo de compensação autárquica por parte do ministério das Finanças está a complicar as contas. 

Os funcionários dizem que não vão trabalhar até que o assunto seja resolvido. Esta não é a primeira vez que funcionários do conselho municipal andam desavindos com a edilidade por falta de pagamento de salários este ano.

A cidade de Chimoio vai contar com um centro agro-alimentar, um Projecto financiado pela Cooperação Italiana, orçado em 38 milhões de Euros. Espera-se que o mesmo entre em funcionamento em 2027.

O centro já tem um espaço definido para a sua implantação. A ideia é que sejam produzidos, transformados e comercializados produtos de origem agrícola e animal. O embaixador da Itália, que visitou o local, disse que além dos produtos serem comercializados no mercado local, espera-se que  sejam também exportados. 

O edil de Chimoio onde o centro agro alimentar será construído, explicou que o Projecto inclui o melhoramento do aeroporto local para permitir a exportação de produtos.

Espera-se que as obras do centro de agro-alimentar arranque dentro dos próximos dois meses.

Alguns cidadãos da cidade de Pemba estão agastados com a edilidade devido às sucessivas paralisações das obras da ANE-CHUIBA. A obra iniciou em 2021,  e estava previsto que terminasse em 2022.  

Quando o município de Pemba lançou a primeira  pedra para a construção da estrada ANE-CHUIBA, quase todos cidadãos estavam felizes, mas hoje, cerca de quatro anos depois, uma parte da população se sente triste e frustrada.

Alguns cidadãos estão conformados porque nunca acreditaram nas obras obras da estrada, mas uma boa parte da população ainda tem esperança de um dia circular numa via asfaltada tal como foi prometido pelo  município

As obras da estrada ANE-CHUIBA iniciaram em Junho de 2021 e compreendia a asfaltagem de cerca de cinco quilómetros de extensão, mas até hoje apenas 200 metros foram asfaltados.

O Governo não tem dúvidas de que há envolvimento de estrangeiros na invasão às minas, bem como no contrabando e venda de gemas e metais preciosos no mercado internacional. O caso dos 300 quilogramas de turmalinas roubados em Nampula ainda está em investigação.

Começou com as manifestações pós-eleitorais, em Dezembro, e evoluiu para uma acção direccionada de invasão e roubo nas minas de pedras preciosas e semi-preciosas, na província de Nampula.

Nas minas situadas em Mogovolas e Moma extrai-se turmalinas, águas-marinhas e outras gemas com valor comercial considerável. Talvez seja por isso que é um grande foco de garimpo, com histórico de roubos e assassinatos à mistura.

O Estado moçambicano tem sido lesado com o contrabando e não sabe calcular quanto perde, exactamente, explicou Castro Elias, Secretário-Executivo da UGPK.

Tanto no país, como fora, há indícios de existência de uma rede muito forte de contrabando de recursos minerais de grande valor no mercado internacional. O caso dos 300 quilogramas de turmalinas roubados em Dezembro numa das minas em Nampula pode ser uma das evidências.

Ainda há dúvidas neste caso, mas gemas como rubis, turmalinas e águas-marinhas já foram identificadas em Bangkok, na Tailândia, sem registo de saída legal de Moçambique.

Um edifício inaugurado esta segunda-feira, na cidade de Nampula, é o entreposto comercial de diamantes, metais preciosos e gemas e tem a missão de controlar e gerir todo o processo de comercialização desses recursos minerais.

O Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto registou perdas de receitas superiores a 12 milhões de meticais, como resultado das tensões pós-eleitorais que abalaram o país. 

A insegurança afastou os turistas, comprometendo uma das principais fontes de financiamento da conservação marinha e as  comunidades locais também sentiram o impacto.

A maior área de conservação marinha de Moçambique foi profundamente abalada pelos efeitos das manifestações pós-eleitorais. No final do ano passado e início deste ano, a insegurança afastou os turistas de Bazaruto.

Depois da tempestade, agora, o foco está na recuperação. As autoridades do parque intensificam esforços junto das comunidades locais e visitantes para restaurar a confiança e devolver ao arquipélago o prestígio de um dos destinos turísticos mais procurados de África.

Apesar dos inúmeros desafios, desde as tensões políticas às consequências da pandemia de COVID-19, o Governo de Inhambane destaca que, nos últimos 10 anos, as comunidades de Bazaruto foram contempladas com mais de 30 milhões de meticais, provenientes das receitas do turismo sustentável.

Nesta segunda-feira, as comunidades das três ilhas habitadas receberam 5 milhões de meticais, uma parte das receitas arrecadadas no último ano. Este montante representa não apenas um alívio económico, mas também um incentivo para reforçar a ligação entre conservação ambiental e desenvolvimento comunitário.

A empresa de Aeroportos de Moçambique anunciou, também, a retoma do pagamento de estacionamento para 1 de Junho.

Há alguns meses que o acesso é livre. Quando ainda era pago, os automobilistas que fossem só para deixar passageiros no aeroporto podiam ficar até 10 minutos sem pagar.

Alguns meses depois de um estacionamento gratuito, os Aeroportos de Moçambique voltam a cobrar. A  partir do dia 1 de Junho, os utentes terão só 3 minutos de acesso grátis ao recinto do Aeroporto Internacional de Maputo, ou seja, para entrar, deixar e/ou levar passageiros.

A informação consta de um comunicado de 20 de Maio dos Aeroportos de Moçambique.

O documento determina que “Para o utente que queira deixar passageiros, será permitido o uso do drop off por um período de até 3 minutos”.

Para os utentes, a medida é “ complicada” e “sufocante”, e pedem que a empresa reconsidere.

“Eles já davam 10 minutos e não era suficiente para nós. Com a redução para os 3… pior com 3 minutos”, diz Samuel Nunes, um motorista ouvido pelo “O País” no recinto do aeroporto.

“É muito apertado. Como viram, estava a retirar a bagagem do carro. Nesse processo, o tempo que levei já ultrapassa os 3 minutos”, declarou um passageiro.

A Associação para Estudo e Defesa do Consumidor diz que a medida não é razoável e denuncia que não se auscultaram os consumidores.

“A própria Lei de Defesa do Consumidor prorroga que o consumidor deva ser consultado quando se pretende tomar uma medida que mexe com o seu bolso. Não fomos consultados, os consumidores não foram auscultados”, afirmou Alexandre Bacião da ProConsumer.

Contactada, a direcção da empresa Aeroportos de Moçambique diz que três minutos são mais que suficientes para entrar, deixar e ou levar passageiros no aeroporto.

“Em condições normais, não haverá necessidade de levar três minutos para fazer o drop off. Recomenda-se, apenas, que as pessoas sejam expedidas no processo de desembarque de passageiros”, explicou Helder Sarmento.

O processo será gratuito, sendo o pagamento apenas para os passageiros que “têm que estacionar, parar e sair das viaturas, essas sim, devem ir para uma zona para estacionar porque vão ficar um período superior a 3 minutos, por tanto, para quem vai viajar ou tratar um assunto ao aeroporto e tem necessidade de abandonar a sua viatura, tem que se dirigir ao parque de estacionamento”.

A empresa Aeroportos de Moçambique anunciou também a retoma de pagamento de estacionamento no aeroporto. A partir de domingo, será preciso pagar 25 meticais por hora e 600 meticais por dia.

Outra novidade é que quem perder o cartão de acesso ao estacionamento poderá pagar uma multa de 500 meticais.

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