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O País – A verdade como notícia

Mais de doze terroristas foram mortos pelas Forças de Defesa e Segurança durante uma emboscada no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado. 

Segundo as FDS, os insurgentes estavam de regresso da província do Niassa, onde haviam tentado provocar instabilidade, quando foram surpreendidos pelas forças moçambicanas.

Segundo o mais recente relatório do projecto Cabo Ligado, da ACLED, publicado a 15 de junho, a eliminação dos terroristas ocorreu no passado dia 3, entre as aldeias de Nairoto e Ntele. De acordo com o documento, citado no site da Defesa de Moçambique, os insurgentes foram atingidos enquanto tentavam atravessar a estrada R698.

“O grupo parou para comprar comida perto do rio Messalo, quando foi atacado pelas FADM. A emboscada ocorreu nas proximidades do projecto de extração de ouro da Gemfields, em Nairoto”, refere o relatório.

“As FADM têm intensificado as operações no norte do país, e continuarão empenhadas na perseguição e neutralização dos grupos terroristas que assolam a província de Cabo Delgado”, garantem.

O Sistema Nacional de Saúde enfrenta uma ruptura no stock de medicamentos, incluindo a vacina BCG, administrada a recém-nascidos para prevenir as formas mais graves e raras de tuberculose. Em Maputo, há bebés que aguardam pela primeira dose há quase dois meses.

O Hospital Geral José Macamo, uma das principais unidades sanitárias da capital, confirma que não está a vacinar recém-nascidos há cerca de um mês, devido à escassez da vacina. Actualmente, a unidade conta com mais de cinquenta crianças por vacinar.

Para tentar minimizar o impacto, o hospital tem estado a encaminhar os utentes a outras unidades sanitárias onde ainda restam algumas doses da vacina. No entanto, o problema não se restringe a José Macamo. Outras unidades hospitalares de referência em Maputo também enfrentam dificuldades no fornecimento do imunizante.

Famílias continuam a percorrer diversos centros de saúde à procura da vacina para os seus filhos. Há casos de crianças nascidas no início de Maio que ainda não receberam a BCG.

Segundo as autoridades, o país aguarda a chegada de quantidades não especificadas de medicamentos diversos, incluindo vacinas, para reforçar os armazéns nacionais.

Além da BCG, os hospitais têm registado escassez de vários medicamentos e material cirúrgico, o que pressiona ainda mais o Sistema de Saúde pública.

A vila de Chitima, na província de Tete, foi palco esta segunda-feira, das comemorações dos 50 anos da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), um marco na história de Moçambique. A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República, que destacou com entusiasmo e profundo patriotismo o papel estratégico da HCB no desenvolvimento do país e na integração.

No seu discurso, o Chefe de Estado sublinhou que a HCB “é o orgulho de Moçambique”, não apenas pela sua dimensão como geradora de energia limpa, mas também por representar a capacidade do povo moçambicano de gerir, com competência e autonomia, um dos maiores empreendimentos de África. “O que há algumas décadas parecia impossível, uma infra-estrutura desta dimensão gerida exclusivamente por quadros nacionais, é hoje uma realidade viva”, afirmou.

O Presidente lembrou momentos históricos marcantes, como a criação da empresa em 1975, a reversão do controle maioritário para o Estado em 2007, e a entrada da HCB na Bolsa de Valores de Moçambique em 2019. Em 2024, a empresa registou um lucro recorde de 14,1 mil milhões de meticais, um feito que fortalece as finanças públicas e gera dividendos para os accionistas, maioritariamente moçambicanos.

Além da sua função energética, a HCB foi elogiada pelo seu compromisso social. Durante a cerimónia, o Presidente anunciou novos projectos sociais a serem implementados ainda este ano, incluindo a construção de um hospital em Chitima e o fim do problema de abastecimento de água na vila. “Também garantimos que nenhuma criança do distrito de Cahora Bassa voltará a estudar sentada no chão, graças ao investimento da HCB em carteiras escolares”, disse.

O Chefe de Estado desafiou outras grandes empresas públicas e privadas a seguirem o exemplo da HCB na responsabilidade social, alinhando o sucesso empresarial com o progresso das comunidades locais. “O desenvolvimento só é completo quando é partilhado”, frisou, encorajando a construção conjunta de um Moçambique mais justo, resiliente e sustentável.

CHAPO LANÇOU PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM TETE

É  um projecto que visa, essencialmente, impulsionar o desenvolvimento da vila de Chitima, no distrito de Cahora Bassa, na província de Tete.  

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, procedeu, esta segunda-feira, 23 de Junho, no distrito de Cahora Bassa, na província de Tete, ao lançamento do projecto integrado de desenvolvimento sustentável.

Financiado pela Hidroeléctrica de  Cahora Bassa (HCB), o  projecto tem como objectivo a melhoria das condições das populações locais, tendo como foco a potenciação de infra-estruturas agro-pecuárias.

“Tomámos conhecimento que na vila de Chitima temos problemas sérios de água e, por isso, este projeto prevê furos de água e um centro de tratamento para resolver de uma vez por todas os problemas de água em Chitima”, disse, à margem do evento, o Presidente da República, Daniel Chapo.

Com uma zona residencial, que contempla 40 casas, o projecto apresenta ainda uma central fotovoltaica (com capacidade para 600 Kw/h, equivalente a 4.8Mw/diária)   e de abastecimento de água  (sistema tem capacidade para armazenamento de 60000000 litros).

Os painéis solares  têm capacidade de 2,4 MW, sendo que o projecto prevê beneficiar cerca de 1000 famílias.

Outrossim, foram construídos aviários e unidades de processamento de frangos, com capacidade para 25 mil pintos, poedeiras e incubadoras com capacidade para 16 mil pintos, e uma unidade de processamento e conservação equipada com câmaras de frio, estufas e áreas de cultivo de hortícolas, currais de gado bovino e caprino.

Pretende-se, com esta  iniciativa,  que as comunidades tenham maior acesso à energia e água, desenvolvimento  de técnicas modernas de produção agrícola e pecuária.

Foram, ainda, abertos campos de produção agrícola e instalados os respectivos sistemas de irrigação do tipo central pivô, num total de 250.

A cerimónia surge no âmbito da celebração do  50.º aniversário  da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, instituição que premiou, ainda, os vencedores do concurso de jornalismo.

Ainda nesta segunda-feira, o Chefe de Estado inaugurou a estrada Chitima-Maroera, num percurso de 40 km.

Com a criação de melhores  condições para esta  via, as comunidades locais deixarão de percorrer 40 km  numa estrada alternativa.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa anunciou, por outro lado,  a adoção de 3000 carteiras escolares para as escolas do distrito de Cahora Bassa, bem como  a construção de um hospital em Chitima.

A HCB tem estado, no quadro da celebração dos 50 anos de existência, a promover   debates sobre o papel das grandes infra-estruturas no desenvolvimento sustentável do País e das suas comunidades.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, apelou, hoje, a um aprofundamento da democracia e à  consolidação do Estado de Direito em Moçambique, por ocasião da  abertura do Seminário Comemorativo dos 50 Anos do  Constitucionalismo Moçambicano, promovido pelo Conselho  Constitucional. 

Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou a importância da  Constituição como pilar da soberania nacional e apelou ao debate aberto e inclusivo sobre o futuro do sistema constitucional  moçambicano. 

O Presidente da República recordou que a primeira Constituição do país foi  aprovada a 20 de Junho de 1975, na Praia do Tofo, em Inhambane,  representando o Poder Constituinte do povo moçambicano. O  documento entrou em vigor cinco dias depois, com a proclamação  da Independência, pelo Presidente Samora Machel.

O estadista moçambicano destacou ainda as três fases marcantes do  constitucionalismo nacional: a Constituição de 1975, aprovada num  contexto de partido único; a de 1990, que introduziu o pluralismo  político; e a de 2004, consolidada em ambiente multipartidário.  “Promover o estudo do constitucionalismo moçambicano, nos seus 50  anos, é imortalizar a vitória dos moçambicanos sobre a opressão  colonial”, sublinhou. 

O Chefe do Estado enalteceu o papel do Conselho Constitucional,  criado formalmente na Constituição de 1990 e operacionalizado em 

2003, como garante da supremacia da Constituição e da legalidade  democrática. “Tornou-se numa instituição incontornável na regulação  do sistema de separação de poderes […] e tem clarificado,  delimitado e regulado as relações entre os cidadãos e os poderes  públicos”. 

Daniel Chapo destacou os esforços do Conselho na  investigação científica, no intercâmbio com outras cortes  constitucionais e na divulgação de conteúdos jurídicos, com especial  ênfase à colectânea “O Guardião” e à Revista do Conselho  Constitucional. Louvou também as iniciativas para traduzir a  Constituição em línguas locais, como Changana, Emakhuwa, Cisena e  Cinyanja, para uma maior inclusão cívica. 

No plano das reformas, o estadista reafirmou o compromisso do  Governo com a revisão constitucional, assente na reforma do Estado,  do sistema de justiça e do modelo eleitoral. 

O Presidente da República anunciou ainda que o Governo pretende  implementar medidas no quadro do Programa de Governação  “Unidade Nacional, Paz, Segurança e Governação”, com destaque  para a criação de novos órgãos judiciais, como o Tribunal  Constitucional, o Tribunal de Contas e o Supremo Tribunal  Administrativo. “Vamos apostar, entre outros, no programa  „Democracia e Participação‟, com vista a reforçar a separação de  poderes do Estado”, referiu.

Resgatadas quatro crianças supostamente vítimas de tráfico em quatro distritos da província de Gaza, para fins de exploração de mão de obra infantil na África do Sul. Segundo a Direcção de Género e Acção Social, de Janeiro a esta parte, foram registados mais de 250 casos de violência contra mulheres, idosos e crianças.

Os dados foram partilhados pela Direcção de Género, Criança e Acção Social e, embora haja indícios, ainda não é certo que se trata de crime de tráfico de menores. “A Polícia também está a trabalhar com essa pessoa para recolher mais informações, mas há indicações que pode mesmo ter haver com tráfico de crianças”, explicou Jorge Dgedge, Director Provincial de Género e Acção Social de Gaza. 

Dgedge partilhou ainda que já há detidos e os casos estão sob investigação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reage às críticas em torno do DDR. Daniel Chapo diz ser o único modelo no mundo onde um ex-guerrilheiro recebe uma pensão por toda vida.

Reagindo às vozes críticas ao projecto DDR, o presidente da República, Daniel Chapo, diz que não há no mundo um modelo igual em que antigos guerrilheiros beneficiam de uma pensão do Orçamento do Estado.

“Podem investigar, a nível do mundo, para ver se vão encontrar um modelo igual, não há. Nós somos os únicos a nível do mundo, em que vemos guerrilheiros de um movimento  de guerra, que terminada a guerra «, houve um processo de desmobilização, desarmamento, redirecção e recebem pensões pelo orçamento do Estado”, disse Daniel Chapo. 

Segundo o presidente da República, é natural que nem todos estejam satisfeitos com o DDR. Aliás, reitera que o país precisa de uma reconciliação no geral e diz que esta pode acontecer à luz do actual diálogo nacional inclusivo.

“Queria deixar de forma clara, e tenho deixado isso em todos os lugares onde temos passado, não há nenhum desenvolvimento sem paz e segurança. Daí que a paz e segurança são a nossa prioridade neste momento”, acrescentou. 

O chefe de Estado falava à imprensa, na Presidência da República, à luz dos 50 anos de independência. 

Dois indivíduos foram detidos por terem sido flagrados a tentar aceder à sala de exames da Delegação do Instituto Nacional dos  Transportes Rodoviários da Cidade de Maputo (INATRO, I.P.), para realizarem exames teóricos no lugar dos formandos, em troca de valores monetários. 

Segundo o comunicado do INATRO, os cidadãos, detidos na sexta-feira, não actuavam  pela primeira vez, no dia da sua detenção, dedicando-se a angariação de candidatos  inseguros para, no seu lugar, realizar exames teóricos de condução, na Delegação da  Cidade de Maputo, em troca de valores monetários. 

As medidas de combate à corrupção, segundo o INATRO, prosseguem e o INATRO reitera que “continuará implacável na responsabilização dos  envolvidos, apelando para maior controlo de todos e denuncia através das plataformas  estabelecidas na instituição”.

A Presidente do Conselho Constitucional defende que não se pode apenas priorizar as vitórias e as conquistas dos moçambicanos, mas é  olhar também para os fracassos e desafios persistentes. Lúcia Ribeiro falava, hoje, durante o seminário de celebração dos 50 anos do constitucionalismo moçambicano.

Celebra-se, hoje, nesta segunda-feira, na cidade de Maputo, os 50 anos do constitucionalismo moçambicano. Durante o seu discurso de ocasião, a Presidente do CC reiterou a necessidade de olhar para as fraquezas e os fracassos da nação. 

“Existe a tendência de, em momentos comemorativos, priorizarmos as vitórias e as conquistas do povo moçambicano, porém isso não pode implicar a marginalização dos nossos fracassos  e dos desafios persistentes. Estamos marcados por feridas históricas, desigualdade persistentes  e tensões latentes”, disse a Juíza. 

Lúcia Ribeiro disse ainda que não bastam os apelos à unidade nacional, mas apela à consciência de que a unidade é um processo, do qual a constituição faz parte. 

Para Ribeiro, os 50 anos da Constituição da República deve constituir uma oportunidade para reafirmar os propósitos iniciais de unidade e princípios firmados com  a  primeira Constituição fundacional.  

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, lança hoje a primeira pedra para a construção de um Centro de Saúde na localidade de Ngénia, no distrito de Buzi, em  Sofala. 

Segundo o comunicado da Primeira-Dama, o acto “marca o início de um projecto de infraestrutura essencial, destinado a ampliar o acesso aos cuidados básicos de saúde numa região onde as populações percorrem longas distâncias até ao posto administrativo mais próximo para receber assistência médica”.

 

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