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O País – A verdade como notícia

Dezenas de famílias vítimas do deslizamento de uma lixeira nos bairros 8 e 13 do município de Xai-Xai aguardam por reassentamento há um ano. Os residentes dizem expostos novos riscos e exigem resposta. Entretanto, o município diz que as famílias afectadas não aceitam abandonar as áreas em causa.

Já há um ano que várias famílias vivem em péssimas condições, após o deslizamento de uma lixeira. “Até hoje, que estamos em Julho, ainda não nos deram nada. Prometeram-nos terrenos e chapas, mas ainda não deram nada. Estamos na miséria mesmo”, disse Laura Cossa, uma das vítimas do deslizamento . 

O secretário do bairro comunal, Armando Nhabanga, diz que a promessa de reassentamento pela edilidade continua no papel. “Foram prometidos novos terrenos, naquela casa e outras casas (…) As pessoas estão a viver em zonas de risco. Já entregamos os documentos ao conselho municipal, mas ainda não foram indicados um sítio para viver”, afirmou Armando Nhabanga, secretário do Bairro Comunal. 

Félix Parruque, director de urbanização de Xai-Xai,  diz que o conselho municipal da cidade de Xai-Xai já identificou os espaços para reassentar as famílias. No entanto, elas recusam-se a abandonar a zona de risco. 

“Os espaços estão lá, na zona de Patrice Lumumba, mas as famílias não quiseram sair. Reconhecemos que, de facto, as famílias estão jusante da lixeira e correm algum risco, por conta da avalanche”, explicou Parruque. 

Enquanto persiste o debate entre as autoridades, há famílias que clamam por uma resposta. Angelina Fabião, de 65 anos de idade, é uma das vítimas e conta que ela e seu marido doente enfrentam as noites frias ao relento. “A sua recuperação é lenta porque pernoitamos ao relento e o sofrimento é maior devido ao frio”, lamentou.

Há 30 anos que Cristina Cossa vive a cinco metros da lixeira. Conta que viu parte da sua casa ser arrastada por resíduos e teme por um novo deslizamento. 

“A lixeira tem 10 metros de altura. Sofremos sempre que chove devido ao deslizamento de terra, que destrói casas. Pedimos que nos transfiram para um local seguro”, apelou. 

Após o deslizamento decidiu-se pelo encerramento da área, entretanto a colocação de um contentor pelo município preocupa residentes dos três bairros que falam em demora na remoção do lixo, facto que pode levar os problemas do passado.

O Director de urbanização assume o problema e diz que a edilidade debate com a falta de meios.

“Colocamos o contentor a pedido da comunidade. Também nos debatemos com alguns problemas de meios, o que criou esta ausência da retirada do contentor, com alguma regularidade (…) Então, pode ser por isso que a comunidade entendeu que foi reativada a lixeira, mas na verdade está encerrada por completo”, explicou  director de urbanização de Xai-Xai

Há pelo menos 40 famílias em zonas de risco, em particular nos bairros 8 e 13 que aguardam por reassentamento há cinco em Xai-Xai.

Um incêndio de grandes dimensões destruiu, esta terça-feira, um parque de armazenamento de materiais da empresa Electricidade de Moçambique, em Pemba, na província de Cabo Delgado. Ainda não se sabe a causa do incêndio.

Segundo testemunhas o incêndio terá começado por volta das 9 horas e até às 12 horas a situação não tinha sido controlada.

O incidente ocorreu há quase 100 metros do corpo de salvação pública, e os bombeiros da corporação foram os primeiros a chegar ao local. No entanto, não conseguiram controlar as chamas, solicitando, por isso, o reforço dos bombeiros do Aeroporto de Moçambique. No final foram chamados também os bombeiros dos Caminhos de Ferro de Moçambique. Mesmo assim, o fogo destruiu quase tudo que havia no local.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa hoje na cerimónia oficial de  celebração dos 130 anos da empresa pública Caminhos de Ferro  de Moçambique (CFM), a ter lugar, na Estação Central de  Maputo.

As comemorações assinalam mais de um século de contributo  dos CFM para a integração territorial, desenvolvimento  económico e promoção da coesão nacional, através do  transporte ferroviário e portuário.

O oficial de projectos do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) defende que a definição de políticas coercivas de fecundidade, orientadas a objectivos específicos, não é eficaz para alcançar a transição demográfica e é prejudicial para a sociedade. Eladio Maianga falava, esta terça-feira, durante o lançamento do Relatório Sobre a Situação da População Mundial 2025. 

O Relatório intitulado “A verdadeira crise da fecundidade: busca pela autonomia reprodutiva em um mundo em transformação” mostra que há um problema mundial de autonomia reprodutiva, propondo que a melhor forma de resolver o problema é a criação de uma sociedade mais justa e sustentável. 

“A defesa de abordagens baseadas  em direitos proporcionais em relação a cuidados de saúde acessíveis, a educação e a qualidade de emprego digno, que garante a igualdade de género, assim como sistemas de protecção podem ser abonos para o alcance desta transição demográfica tão desejada”, sublinhou 

Moçambique vai realizar, entre os dias 8 e 12 de Julho de 2025, a segunda ronda da Campanha Nacional de Vacinação contra a Variante da Pólio Tipo 2, que vai abranger todas as crianças menores de 10 anos em todos os distritos do país.

Segundo o comunicado do Ministério de Saúde, “apesar de ter sido encerrado o surto da poliovírus selvagem em Maio de 2024, prevalece ainda a preocupação com a variante da pólio do tipo 2. Por isso, o Ministério da Saúde (MISAU) está a implementar rondas nacionais de vacinação contra a variante do tipo 2, usando a vacina (nOPV), que é específica para o controlo desta doença”.

A vacinação será realizada porta a porta, nas escolas, unidades sanitárias e em outros locais de maior concentração populacional. “No fim da segunda ronda da campanha, o país continuará a oferecer os serviços de vacinação de rotina e realizar vigilância comunitária e busca activa dos casos suspeitos de Paralisia Flácida Aguda”, lê-se no comunicado. 

Todas as crianças elegíveis deverão tomar a vacina, independentemente de terem sido vacinadas na primeira ronda ou na rotina.

Mais de sete mil professores aguardam o pagamento de horas extras, neste ano, na província da Zambézia. Alguns deles chegam a paralisar aulas em jeito de reivindicação de pagamento.

O director provincial da Educação, Casal Oficial, fez saber que o sector está a acompanhar o assunto.

Já, segundo o director provincial dos Serviços de Economia e Finanças, as horas extras inicialmente eram pagas ao nível central, mas, a partir de Dezembro passado, uma parte da dotação estimada em 100 milhões de meticais foi descentralizada para ser paga na província.

A expectativa de quando termina o processo depende da situação económica do país, de acordo com o director dos Serviços de Economia e Finanças. No entanto, há o compromisso do Governo em liquidar toda a dívida com os funcionários públicos.

Os serviços de abastecimento de água poderão melhorar na Cidade de Maputo, com a construção da Estação de Bombagem da Missão Roque, avaliada em mais de 3. 84 milhões de meticais. 

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos visitou a infra-estrutura, esta segunda-feira, para se inteirar do nível de execução das obras. 

É uma infra-estrutura tida como estratégica e que se vai juntar às outras duas, a de Intaka e Laulane. A Estação de Bombagem da Missão Roque vem responder aos desafios da melhoria dos serviços de abastecimento de água na maioria dos bairros da capital do país. 

O titular da pasta das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos efectuou esta segunda-feira, Fernando Rafael, considera que a infra-estrutura, que vai beneficiar cerca de 72 mil pessoas, vai minimizar o sofrimento da população. 

Segundo o governante, a Estação de Bombagem da Missão Roque vai aumentar a capacidade de produção da água em cerca de 30 mil metros cúbicos por dia, respondendo à situação de emergência em termos de disponibilidade. 

A Estação de Bombagem da Missão Roque, que já está na fase experimental, não só irá reforçar a disponibilidade de água na capital do país, como poderá trazer outros benefícios. Por exemplo, a estação vai poupar a água que vem do centro de tratamento de Umbeluzi. 

Algumas capitais provinciais, como é o caso de Nampula, enfrentam o problema de abastecimento da água. Fernando Rafael diz que há um trabalho que está a ser feito para minimizar a situação.

“Estamos conscientes de que a cobertura de abastecimento de água no país ainda é um desafio, por isso temos no nosso plano a construção de mais barragens na zona norte, sobretudo na província de Nampula. O nosso foco é melhorar as condições no que diz respeito ao fornecimento de água”.

Com a entrada em funcionamento da Estação de Bombagem da Missão Roque vai incrementar as horas de distribuição, passando das actuais 14 para 18. As obras da infra-estrutura terminam a 31 de Julho

Seis meses depois de deixar o cargo de Comandante-Geral da Polícia,  Bernardino Rafael foi ouvido na manhã desta segunda-feira na Procurador-geral da República, no âmbito da actuação da Polícia durante os protestos pós-eleitorais.

Discreto, Bernardino Rafael chegou três minutos antes da hora 9 a PGR, mas optou por usar o elevador traseiro e assim evitar as câmeras da imprensa que aguardavam a sua chegada. 

A intimação de Rafael surge na sequência de uma denúncia submetida à PGR por um conjunto de organizações da sociedade civil, que deu origem a um processo de averiguações, visando apurar a responsabilidade do Comando da PRM na actuação na repreensão aos protestos ocorridos no último trimestre do ano passado, tidos como violação dos direitos humanos.

A queixa foi também contra a liderança do Serviço Nacional de Investigação Criminal e a sociedade civil espera que “seja o início da responsabilização de todos que violaram os direitos civis, como o de manifestação”, disse André Mulungo. 

Bernardino Rafael entrou e saiu da PGR pela porta traseira, sem se deixar captar pelas lentes da imprensa, com isso permitir a captação da sua imagem. 

Rafael foi exonerado em Janeiro deste ano e no seu lugar foi nomeado Joaquim Sive.

Durante os protestos pós-eleitorais houve actuação considerada muito agressiva por parte da Unidade de Intervenção Rápida para conter os ânimos, com destaque para o uso de balas verdadeiras, gás lacrimogênio e prisões arbitrária.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) confirmou, esta segunda-feira, que já foram identificadas três, dos quatro indivíduos mortos na Matola, na última sexta-feira. Sem gravar entrevista, o SERNIC confirma que se trata de Amade António Mabunda, Rachid Amade Khan e  Constantino José Cossa, fugitivos da Cadeia de Máxima Segurança. 

Os idiv]iduos foram condenados por diferentes crimes. Amade António Mabunda é o primeiro da lista, acusado de homicídio qualificado e condenado a 24 anos de prisão, Rachid Amade Khan, respondia pelo crime de porte e uso de armas proibidas e homicídio qualificado e Rachid Amade Khan, que respondia por armas proibidas e associação para delinquir. 

Segundo o SERNIC, os três indivíduos fugiram da Cadeia de Máxima Segurança, B.O, em Dezembro do ano passado, durante a última evasão dos reclusos. 

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