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O País – A verdade como notícia

O funcionário da Direcção Provincial de Plano e Finanças, de 54 anos de idade, foi encontrado morto na noite desta terça-feira no interior da sua residência, em Chinunguine B, na praia de Xai-Xai, em Gaza.

O guarda e autoridades do bairro suspeitam que seja uma morte por envenenamento, uma hipótese levantada na sequência da presença de uma mulher desconhecida, na tarde de domingo, último dia em que o malogrado foi visto com vida.

“Encontrei uma moça dentro desse carro aqui ao lado, depois de 30 minutos perguntou-me, afinal o seu patrão ainda não voltou. O patrão não atendeu, acabei dispensando aquela moça, naquela hora das 18h10” explicou o guarda.

Familiares dizem que estado em que se encontrava o corpo, com sinais de agressão nos órgãos genitais, sugere envolvimento de terceiros.

“Está muito dilatado, então já arrebentou uma parte ali assim, na parte do anus, arrebentou e está a sangrar, escorreu um bocadinho de sangue”, disse um membro da família. 

Outra testemunha disse que a morte abalou o bairro e causou estranheza. “É muito estranho, uma morte estranha mesmo, não sei explicar. Talvez a equipa de saúde poderá, a partir dessa prestações feita aqui, conclusões, no entanto, como pessoa não estamos a conseguir. Estamos muito abalados com este acontecimento. A única comunicação que eu tive com ele foi exatamente na quinta-feira que trocamos mensagem. Precisamos mesmo de saber as razões da morte dele. Nós até então achamos que a morte é muito estranha e dói muito isso”.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal e a Medicina Legal estiveram no local para a averiguação, tendo de imediato autorizado a sepultura.

Autoridades locais dizem ser esta a terceira morte na zona de Chinunguine em menos de dois meses. Entretanto, autoridades da polícia prometem reagir nos próximos dias. 

Os antigos presidentes da República, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi, descrevem John Kachamila como um exemplo de patriotismo e que, com o seu conhecimento, deu uma enorme contribuição para o desenvolvimento do país. 

“Podia se dizer muita coisa sobre John Kachamila, mas o mais seguro é patriotismo, exemplo, educar por exemplo (…) ouvimos muitas pessoas que viram e o seguiram. Então, sem ele falar, educava pelo exemplo”, disse Joaquim Chissano, hoje, à margem da cerimónia fúnebre do antigo governante. 

Filipe Nyusi, por sua vez, define o finado como um exemplo de humildade. “Quando quisermos ver se temos um problema, a gente vai para o espelho. Assim também, se quisermos medir o nosso grau de humildade, Kachamila é um deles. Era também um homem respeitoso, por isso granjeou essa boa relação com os colegas”, lembrou Filipe Nyusi, acrescentando que John Kachamila foi um político “inteligente e silencioso”. 

 Armando Guebuza reconheceu a resiliência de Kachamila, lembrando que em meios as dificuldades, o finado soube vencer.

O Director adjunto do Gabinete Central de Combate a Corrupção defende que o  fim da corrupção no país depende da mudança de mentalidade e envolvimento de todos, e não na aprovação de leis que, apesar de necessárias, são insuficientes para resolver o problema. Nazimo Mussá fez o apelo à mudança durante a sua visita a Cabo Delgado. 

Para o Director adjunto do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), as leis aprovadas pelo Estado são necessárias para controlar a corrupção no país, mas a solução do problema está na própria sociedade. Nazimo Mussá diz que é preciso resgatar a ética. 

O diretor adjunto do Gabinete Central de Combate a Corrupção defende ainda  mudanças na administração da justiça.

Nazimo Mussá está de visita a Cabo Delgado, uma província que se prepara para acolher as cerimónias centrais do dia africano de combate à corrupção que se assinala no próximo dia 11 de Julho.

O incêndio ocorrido, ontem, nas instalações da Electricidade de Moçambique em Pemba destruiu 1.146 postes de madeira, mais de cinco mil metros de cabo eléctrico, 10 transformadores de tensão e quatro transformadores de corrente.

Num comunicado, a empresa refere que apesar dos estragos registados e do alvoroço das pessoas, causados pelo incêndio, não há vítimas humanas, nem houve corte no fornecimento de energia aos clientes na cidade de Pemba.

Até a altura da publicação da  nota, a EDM desconhecia a origem do incêndio, estando o caso sob alçada das autoridades competentes para o esclarecimento. Enquanto isso, as chamas estão controladas e a área afectada está interditada.

Decorre, esta quarta-feira, na cidade de Maputo, o velório de John Kachamila, antigo ministro dos Recursos Minerais, Energia e da Coordenação da Acção Ambiental. 

Amigos e familiares prestam hoje a última homenagem ao antigo ministro os Recursos Minerais, Energia e da Coordenação da Acção Ambiental, John Kachamila. O evento, que decorre no paços do Conselho Municipal de Maputo, conta também com a presença do Presidente da República. 

John Kachamila nasceu em Janeiro de 1946, em Lunguawa, no distrito do Lago, na província de Niassa. Juntou-se à Frente de Libertação de Moçambique em 1963. Viveu 10 anos na Jugoslávia, onde fez estudos superiores em geologia e minas. No governo de Moçambique, Kachamila, entre outros cargos, foi ministro para a Coordenação da Acção Ambiental e dos Recursos Minerais e Energia.

O Governo do Distrito de Quissanga desmente a informação que dá conta da obrigação da presença de professores nas zonas consideradas inseguras, devido aos ataques terroristas.

O administrador de Quissanga, Sidónio José, convocou uma conferência de imprensa para desmentir o suposto regresso de professores às zonas consideradas de alto risco de ataques terroristas.

Além de desmentir o suposto regresso forçado dos professores às zonas consideradas inseguras, o Governo do Distrito de Quissanga acusa a classe de propagar ondas de desinformação.

Para demonstrar a normalização da segurança e incentivar o regresso voluntário dos professores às zonas de origem, o Governo de Quissanga vai, brevemente, deixar a cidade de Pemba, onde esteve a funcionar desde o último ataque terrorista registado em Março de 2024.

Quissanga fica a cerca de 100 quilómetros da Cidade de Pemba e, actualmente, está na lista dos distritos vulneráveis aos ataques terroristas em Cabo Delgado.

A Cidade de Maputo foi palco da Conferência Internacional sobre Digitalização para Comunidades Inclusivas, evento que reuniu representantes do Governo, sector privado, Nações Unidas, academia e parceiros internacionais de desenvolvimento, sob o lema “Conectando Comunidades”.

Organizada em parceria com o Governo de Moçambique e as Nações Unidas, a conferência teve como objectivo discutir soluções tecnológicas que respondam aos desafios das comunidades rurais e marginalizadas, promovendo inclusão digital, literacia tecnológica e acesso equitativo aos serviços públicos.

Durante a conferência, foram apresentadas experiências e propostas concretas para acelerar a transformação digital em Moçambique, com enfoque na interoperabilidade de plataformas, financiamento inclusivo, investimento em infraestruturas digitais e capacitação de grupos vulneráveis.

A Vodacom Moçambique destacou-se como um dos principais intervenientes do evento. A operadora reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento digital inclusivo, destacou os seus investimentos contínuos em conectividade rural, alfabetização digital e parcerias inovadoras. A empresa defendeu ainda a importância da criação de quadros regulatórios favoráveis e modelos de financiamento misto que permitam reduzir o risco de investimento em zonas desfavorecidas.

Num dos momentos centrais do evento, Simon Karikari, Director Executivo da Vodacom Moçambique, participou no painel sobre o papel do sector privado na transformação digital. O gestor apelou à criação de Roteiros Conjuntos de Transformação Digital, que envolvam os sectores público e privado na definição de estratégias digitais com metas partilhadas, investimentos coordenados e foco na inclusão.

Karikari defendeu ainda os Modelos de Financiamento Inclusivo, baseados em mecanismos de financiamento combinados, como forma de promover o acesso a dispositivos acessíveis, formação em competências digitais e garantir que mulheres, jovens e comunidades de baixos rendimentos não sejam deixadas para trás.

A conferência sublinhou o papel da tecnologia como catalisador do desenvolvimento sustentável e destacou a importância de colocar as comunidades no centro da agenda digital. Ao alinhar a ambição do sector público com a experiência do sector privado, Moçambique posiciona-se para explorar novas vias de crescimento, resiliência e inclusão.

O Município de Maputo dá um ultimato de sete dias para que os vendedores informais abandonem os passeios na Praça dos Combatentes. Se não o fizerem de forma voluntária, a edilidade diz que vai procurar formas de proibir a venda. Os comerciantes pedem que lhes seja indicado um espaço para exercerem a sua actividade.

Da Praça dos Combatentes à praça dos que estão no combate diário para ganhar dinheiro e sobreviver a todo o custo, onde quer que seja. E no meio disto, a postura municipal da Cidade de Maputo não é respeitada. 

O comércio informal voltou aos passeios da Praça dos Combatentes, depois de terem sido quase desactivado entre 2020 e 2021. E o número de comerciantes que cá está cresce à velocidade da luz…tudo está abarrotado. 

E as razões que os levam a vender nos passeios são as de costume. “Não tenho condições para continuar os meus estudos. Não tenho casa própria. Minha mãe criou-me com base nesse negócio. Cresci nisto. Gostaríamos de sair para o mercado, mas não existe outro mercado. Por isso, estamos nos passeios”, refere Maida António, comerciante nos passeios da Praça dos Combatentes, secundada por Emília, que afirma que: “se nós estamos aqui (nos passeios), não é por falta de algo a fazer lá em casa, mas é porque precisamos de dinheiro para sustentar os nossos filhos”.  

Muitas vezes é na companhia de filhos menores que homens e mulheres buscam sustento nos passeios da Cidade de Maputo. “Estou aqui na Praça desde 2021 a vender porque não trabalho, não tenho marido. Vivo com base no comércio. Tenho dois filhos. O mais novo tem dois anos e o pai faleceu enquanto ele tinha quatro meses na gravidez. De lá a esta parte, estou aqui na Praça”, contou Lurdes Bié, comerciante nos passeios de Xiquelene, Praça dos Combatentes.  

Aqui na Praça há, também, comerciantes que se formaram em algumas áreas, mas, por falta de oportunidades de emprego, argumentam eles, se refugiaram no comércio. “Sou formada em electricidade e gestão de recursos humanos, mas estou em casa sentada. No ano passado, eu tentei submeter documentos na contratação de agentes sazonais, mas disseram que este ano não vão contratar ninguém. Estou aqui (nos passeios) a vender para poder dar de comer ao meu filho e pai”, justificou Sónia Pedro, comerciante.  

Mas isto, entende o Município de Maputo, não deve colocar em causa a postura municipal. É, por isso, que nesta segunda-feira entrou para a última fase de sensibilização para a retirada dos vendedores que estão nos passeios. 

“A Praça dos Combatentes, vulgo Xiquelene, está ocupada até aos passeios e uma parte da faixa de rodagem e na prossecução do objectivo de devolver a Praça dos Combatentes em condição de circulação livre de pessoas e, por isso, estamos a fazer a última fase de sensibilização”, revelou Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal da Cidade de Maputo. 

E esta última fase de sensibilização terá a duração de sete dias. Depois disso, revela o porta-voz da Polícia Municipal na Cidade de Maputo, serão tomadas outras medidas. 

“Haverá uma segunda fase e, nela, a Polícia vai proibir a venda neste local. A sensibilização nunca vai faltar e a atribuição de espaços nos mercados, também não vai faltar, mas a Polícia não vai permitir que as condições de venda sejam as que se vivem neste momento”, sentenciou Naftal Lay. 

Para que os comerciantes abandonem os passeios, Natfal Lay garante que o Município de Maputo já identificou alguns mercados para albergar os vendedores. “O mercado Mo Coreano não é o único. Mesmo a 100 metros da Praça dos Combatentes, temos o mercado 01 de Junho que, também tem lá condições para os vendedores exercerem a sua actividade. Temos o mercado compone e outros que dispõem de espaços”, garantiu o Polícia Municipal da Cidade de Maputo.

Entretanto, os comerciantes não têm o mesmo entendimento. Dizem que os referidos mercados não estão em condições.  “Não é só dizerem saiam e contactem o mercado mais próximo. Os mercados estão cheios. Se é para nós sairmos dos passeios, que nos levem onde há condições e  que permita que nós trabalhemos”, rebateu Emília, com um argumento reforçado por Sónia Pedro: “Vai ser difícil para a gente sair dos passeios. No mercado mocoreano não vamos caber todos. Esse mercado é longe da paragem. Os nossos clientes são passageiros. Não há clientes que irão até lá”. 

“O País” esteve nos dois mercados mais próximos da Praça dos Combatentes. O primeiro, mais conhecido por senta-baixo, já não tem espaço para acolher comerciantes. 

“O mercado está cheio, mas também passamos mal quando chove. Os que vivem nos arredores, abrem a água das suas casas de banho”, confirma Glória Castigo, comerciante que está no mercado senta-baixo. 

O outro mercado, o Coreano, está sem comerciantes….Tudo porque dizem que preferem correr riscos na estrada, que é onde conseguem vender.

Lembre-se, a edilidade de Maputo tinha dito que não ia retirar os informais das ruas, enquanto as condições não estivessem criadas para o efeito.

Os ataques terroristas e a falta de meios de transporte para a deslocação dos técnicos está a condicionar a extensão agrária em Cabo Delgado, uma província com extensas áreas agrícolas abandonadas devido à insegurança.

Alguns extensionistas agrários de Cabo Delgado trabalham a pé devido a falta de meio de transporte para deslocação aos campos de produção.

Outro problema que está a afectar a extensão agrária em Cabo Delgado  é o terrorismo, uma situação que também condiciona a mobilidade dos extensionistas.

Para minimizar os problemas que afectam a extensão agrícola em Cabo Delgado e garantir assistência aos camponeses, o Governo, através do Fundo do Fomento Agrário e Extensão Rural,  adquiriu mais 88 motorizadas para os extensionistas.

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