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O País – A verdade como notícia

Três pessoas morreram e 11 ficaram feridas, depois de um acidente de viação envolvendo duas viaturas, na rotunda da CMC, na cidade de Maputo. O excesso de velocidade é apontado como a causa do sinistro. 

Uma noite de sexta-feira sangrenta, na zona da Rotunda da CMC, na cidade de Maputo. 

O acidente de viação envolvendo duas viaturas ligeiras, uma das quais de transporte semicolectivo de passageiros, ocorreu por volta das 20 horas, e em resultado, três pessoas morreram no local. 

“Ali o que aconteceu é que duas (pessoas) estavam graves, que se tivessem encontrado ajuda rapidamente talvez tivessem conseguido sobreviver, porque a outra, dava para perceber que  não ia  suportar”. 

Quem viu de perto a ocorrência,  fala de excesso de velocidade, como a possível causa do acidente. 

As vítimas do sinistro foram todas levadas ao Hospital Central de Maputo, que confirmou a entrada dos pacientes. 

“O Serviço de Urgências do HCM recebeu na noite do dia 11 de Julho, onze pacientes vítimas de um acidente de viação do tipo choque entre viaturas, entre duas viaturas, sendo uma delas ligeira particular e outra de transporte semicolectivo de passageiros.  Sete pacietes sao do sexo masculino e quatro feminino, com idades compreendidas entre 18 e 59 anos”, explicou Amina Jemusse, Médica de Clínica Geral, do Hospital Central de Maputo.  

Até a manhã deste sábado,  ainda eram visíveis rastros do acidente no local. Quem sempre está nos arredores da rotunda da CMC, fala de excesso de velocidade por parte de vários automobilistas, sobretudo nas noites de fins-de-semana. 

“Principalmente às sextas feiras, tem andado a altas velocidades. Principalmente por volta das 0 ou 01 hora”.

As vítimas mortais do sinistro desta Sexta-feira,  têm idades entre 27 e 40 anos. 

Há três casos confirmados da varíola dos macacos na província do Niassa. O Ministério da Saúde diz que os pacientes estão clinicamente estáveis e em isolamento domiciliar. Equipas do INS e da Direcção Nacional de Saúde Pública a nível central estão naquele ponto do país para prestar assistência. 

Através de um documento, o Ministério da Saúde confirma a existência de casos que testaram positivo para a Mpox, ou simplesmente, varíola dos macacos, no distrito do Lago, província do Niassa. 

“(…) No dia 08 de Julho, foram identificados três casos suspeitos de de Mpox (varíola dos macacos) no distrito de Lago (Posto Administrativo de Metangula e Cobue), província do Niassa. No dia 10 de Julho, o laboratório de saúde pública na província do Niassa confirmou tratar-se casos positivos de Mpox”, lê-se no documento.

Neste momento, segundo o MISAU, estão a ser feitos testes laboratoriais adicionais para a genotipagem, mas garante que os pacientes encontram-se clinicamente estáveis e em isolamento domiciliar.  

Para controlar o surto, o Ministério da Saúde refere que: “uma equipa do nível central, composta por técnicos da Direcção Nacional de Saúde Pública e do Instituto Nacional de Saúde, foi destacada para prestar apoio técnico à província e o distrito, incluindo na monitoria do tratamento de casos positivos em isolamento, identificação dos contactos e mantê-los em quarentena, divulgação de mensagens de prevenção e reforço da vigilância epidemiológica”

No contexto da região africana, entre 01 de Janeiro e 08 de Julho de 2025, foram notificados em 22 países, mais de 77 mil casos da varíola dos macacos, dos quais quase 26 mil foram positivos, resultando em 501 mortes. 

A Mpox ou varíola dos macacos é uma doença viral, transmitida de animais para seres humanos, identificada, pela primeira vez, em 1970 na República Democrática de Congo.

A doença manifesta-se de forma inespecífica com febres, dores de cabeça, inchaço dos gânglios, dores nas costas e fraqueza e, posteriormente, surgem borbulhas. 

As autoridades de saúde apontam como medidas de prevenção: 

  1. Evitar contacto físico com pessoas infectadas ou animais contaminados;
  2. Evitar contacto com roupa, lençois e toalhas de pacientes infectados sem uso de material de protecção;
  3. Limpar e desinfectar superfícies possivelmente contaminadas;
  4. Vacinação do grupo de risco (contactos dos positivos, profissionais de saúde e da linha da frente) no entanto o acesso à vacina a nível global ainda é limitado. 

A varíola dos macacos foi declarada como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, pela segunda vez, em Agosto de 2024, devido ao número de casos positivos, óbitos e o alastramento da doença. 

O Ministério da Saúde apela à população em geral a evitar pânico, manter a calma, evitar desinformação e a recorrer a fontes oficiais de comunicação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou, hoje, a Escola de Secundária de Zintava, no distrito de Marracuene, no prosseguimento da visita de trabalho que efectua à província de Maputo. O estabelecimento de ensino conta com dez salas de aula e um pavilhão gimnodesportivo.

É o último dia da visita de trabalho de três dias do Chefe do Estado à província de Maputo. Daniel Chapo trabalha em Marracuene, onde, entre várias actividades, inaugurou uma escola secundária. Chapo destacou o compromisso do Governo em melhorar a qualidade de ensino no país. 

O Presidente do Município de Marracuene, Shafee Sidat, avançou que o empreendimento teve um custo de 35 milhões de meticais e foi construído em três meses.

A Raff Military Textile, uma empresa turca de fabrico de material militar, continua com atenções viradas para Moçambique, que vê como um “centro de oportunidades” para se formar na África Austral.

Os turcos, que recentemente estiveram em Moçambique e reuniram com autoridades nacionais de defesa e segurança, encontram-se agora nos Camarões, onde também se reúnem com líderes do sector de defesa nos Camarões, também com intenção de se fazer conhecer e vender os seus produtos de defesa e segurança militar.

Apesar da sua digressão por alguns países do continente africano, com destaque para África Austral, onde também visitaram, para além de Moçambique, a Zâmbia, o CEO da empresa turca, Eray Yükseloğlu, continua cativado pelo potencial que viu em Moçambique.

A empresa turca expressou que o seu foco principal está firmemente em estabelecer uma presença forte e duradoura no mercado moçambicano, até porque a recente visita revelou que o país é muito mais do que apenas uma paragem na digressão, mas como um portal vital para a região austral no seu todo.

A equipa da Raff Military Textile ficou bastante impressionada com a posição de Moçambique, e o CEO da empresa, Eray Yükseloğlu, destacou a sua importância como um centro vital para os países de língua portuguesa em África.

“Não estamos apenas à procura de clientes. Estamos à procura de parceiros”, afirmou Yükseloğlu, que acrescentou ainda que “o nosso objectivo é construir algo sustentável em Moçambique”. 

Para o alcance dos objectivos, os turcos dizem acreditar no poder da colaboração local. “Estamos a estender oficialmente um convite aberto a potenciais parceiros locais que partilhem a nossa visão e ambição. Queremos combinar a nossa experiência internacional com o seu inestimável conhecimento local para criar uma operação verdadeiramente central e bem-sucedida”, disse Eray Yükseloğlu.

O ambiente económico estável do país e o claro potencial de crescimento foram citados como principais factores de atracção.

Numa declaração feita sobre Moçambique, o CEO da empresa diz que “os nossos pensamentos e as nossas mentes ainda estão em Moçambique”, augurando por respostas positivas por parte das autoridades nacionais.

“A estabilidade do mercado e as oportunidades profissionais que apresentam e o Espírito acolhedor da sua comunidade empresarial são inesquecíveis. É um país comercialmente fértil que parece perfeitamente preparado para um desenvolvimento significativo. Vimos, não apenas o mercado, mas um futuro dinâmico e promissor do qual estamos extremamente ansiosos por fazer parte”, disse.

Este sentimento mostra o forte impacto que a visita teve no país.

O distrito de Mogovolas, na província de Nampula, voltou a ser palco de um assalto a mão armada com contornos dignos de um filme de acção. Desta vez, 56 quilogramas de ouro que estavam na posse de um estrangeiro foram roubados, num caso que mobilizou as autoridades locais.

Segundo Víctor Vilanculo, porta-voz do Tribunal Judicial da Província de Nampula, oito indivíduos protagonizaram o assalto, entre os quais cinco agentes da Polícia e um elemento do SERNIC. Inicialmente, o tribunal não quis revelar as profissões dos envolvidos, mas após insistência, confirmou-se que entre os quatro agentes da Polícia envolvidos está o comandante distrital da PRM em Mogovolas.

O estrangeiro assaltado transportava, além do ouro, 1 kg de uma gema conhecida por paraíba. Uma mensagem circulou num grupo de WhatsApp que reúne jornalistas e porta-vozes do comando provincial da PRM em Nampula, revelando ainda que a porta-voz da Polícia terá prestado informações incorrectas sobre o caso.

Os suspeitos foram detidos no dia 9 de Julho e interrogados na Primeira Esquadra da cidade de Nampula no dia seguinte, mas surpreendentemente acabaram por ser libertados enquanto a investigação corre.

Recorde-se que, em Novembro do ano passado, Mogovolas foi igualmente palco de um grande roubo: 300 kg de turmalinas foram subtraídos de uma mina local durante manifestações populares, num dos maiores furtos de gemas do mundo.

O Município de Maputo diz ter certeza de que a lixeira de Hulene será encerrada definitivamente em 2028. Sobre o bombeamento de água da chuva em zonas inundadas da cidade, a edilidade diz ser um método definitivo, que só falha por falta de recursos como combustível.

A última informação sobre a lixeira de Hulene era a de que ia continuar operacional até 2026. Nesta sexta-feira, a edilidade explicou que o seu encerramento é um processo que se inicia com o fim da construção do aterro de KaTembe, em 2027.

“Antes de encerrar a lixeira de Hulene, temos de ter um novo sítio onde a colocar, e, de acordo com o programado, até 2027, teremos o aterro (em KaTembe) concluído e em funcionamento”, explicou o vereador de Infra-Estruturas e Salubridade, João Munguambe.

Segundo o vereador, depois disso, uma série de processos devem ser realizados para se considerar que a lixeira está encerrada. Todavia, João Munguambe garante o encerramento “até finais de 2028, mas isso pode acontecer antes”.

Em 2022, o Conselho Municipal de Maputo disse estar em pouco mais de 62% o nível de execução dos processos para o encerramento da lixeira, que agora diz ser não passar de 2028.

“É uma questão de certeza, e nós temos certeza que, no decurso de 2028, estaremos a trabalhar nisso, e até ao final nós termos concluído esta actividade”, declarou.

No segundo dia da reunião da Assembleia Municipal, dedicada à sessão de perguntas e respostas da edilidade, a questão das inundações urbanas também foi assunto.

Actualmente, o Município de Maputo diz ter cinco sistemas de bombeamento de águas da chuva e esclarece que os sistemas não são soluções provisórias ou paliativas, mas definitivas.

“Construiu-se uma narrativa segundo a qual o sistema de bombeamento de águas, que o município, até ao momento, colocou em cinco bairros, é um uma solução paliativa, mas é uma solução definitiva”, revelou o presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Saneamento e Drenagens, Borges Silva, que a seguir exemplificou: “Enquanto a chuva decorre, accionamos as bombas e vamos retirando as águas, impedindo-as de entrar nas zonas e afectar famílias.”

O presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Saneamento e Drenagens admite, entretanto, que o sistema de bombeamento de águas falha e justifica com a falta de recursos.

“O que acontece é que o Conselho Municipal não tem recursos para assegurar que em cada tempo possamos pôr dois ou três sistemas para resolver, em curto espaço de tempo, o problema de água. Neste momento, temos desafios de combustível para operacionalizar as bombas, o que nós podemos melhorar no futuro e provavelmente meter uma electrobomba”, disse Borges.

Questionada sobre o estágio actual do Cine-Teatro Gil Vicente, a edilidade disse que está à procura de um parceiro privado para o reabilitar e que pretende lançar um concurso público ainda neste semestre para o efeito.

O edil de Maputo preferiu esclarecer sobre o sistema de drenagem da baixa da cidade. “Nos meses que passaram, houve trabalhos em pontos altos da cidade, que vão culminar com aquele ponto baixo da cidade”, disse esclarecendo que o foco do município é tornar o sistema de drenagem eficiente.

Transporte público, saúde e habitação formam, também, assuntos no último dia da Assembleia Municipal.

As empresas municipais de saneamento das cidades da Beira, Nampula, Tete e Quelimane sentem-se excluídas da lei de abastecimento de água e saneamento no país, apesar de serem as primeiras a lidar com esta questão. Por isso, as empresas sugerem que sejam envolvidas, urgentemente, em todo processo de abastecimento de água e saneamento.

Os directores dos municípios de Quelimane, Nampula e Tete estão reunidos em Chiveve,  para mostrar a sua preocupação em relação à nova lei de abastecimento de água e saneamento. 

Os directores acusam o  Governo central de não os envolver, de forma directa, na dinâmica de abastecimento de água e saneamento, o que impacta negativamente nas suas actividades.

No encontro, as empresas municipais da Beira, Nampula, Quelimane e Tete procuraram plataformas para junto de outras entidades encontrarem respostas às suas preocupações. Vão ainda discutir os desafios do dia-a-dia, para melhor enfrentar e prestar um serviço de qualidade aos munícipes, principalmente com o galopante crescimento populacional e as mudanças climáticas, dois factores que impactam bastante nos processos de saneamento e abastecimento de água.

Representantes dos governos de Moçambique, Eswatini, África do Sul, operadores turísticos e média juntaram-se, na província de Mpumalanga, para a última fase da segunda edição do Triland 2025, uma iniciativa regional que visa promover o turismo transfronteiriço e reforçar a integração económica e cultural entre os três países. Em Moçambique, o projecto está sob alçada do Instituto Nacional do Turismo – INATUR.

A tour por Mpumalanga, durante três dias de imersão, foi mais do que um momento de encontro entre países, foi um convite à descoberta mútua através de experiências turísticas e práticas simbólicas representativas do turismo regional. 

Uma nota de imprensa adianta que o primeiro dia foi marcado por uma calorosa recepção da qual se pode destacar a intervenção do CEO de Mpumalanga Tourism and Parks Agency, Ntwanano Mtungwa, que, logo de início, enfatizou o papel do Triland na promoção de práticas turísticas comuns que vão contribuir na atractividade dos destinos turísticos dos três países. ʺQue nestes três dias explorem o máximo a nossa província e a programação que foi organizada cuidadosamente para tornar o Triland um projecto de verdadeira integração turística regionalʺ. 

Além dos operadores turísticos, que são o maior investimento desta iniciativa  trilateral, representantes governamentais e jornalistas dos três países acompanharam de perto cada uma das actividades como forma de demonstração do comprometimento existente entre os três governos para garantir o sucesso desta iniciativa, bem como uma constante interacção de maneira que haja continuidade na implementação do Triland. 

Intervindo por ocasião do evento, a Directora Nacional-Adjunta do Turismo de Moçambique, Gisela Malauene, disse que a iniciativa Triland não só constitui um mecanismo de exposição do que de mais belo cada um dos países tem, mas é importante para doptar os operadores turísticos de conhecimentos sobre o potencial turístico que os possibilitará criar pacotes integrados e sustentáveis. Esta ideia foi secundada por Vusi Dlamini, CEO da Autoridade do Turismo de eSwatini ao referir que, ʺa iniciativa Triland tem aperfeiçoado o trabalho dos operadores turísticos do nosso país, pois agora eles criam pacotes com conhecimento profundo dos locais e atracções que vão apresentar aos turistasʺ.

As experiências turísticas de Mpumalanga compreenderam, passeio a cavalo, tiro ao

alvo, safari de moto e prova de vinhos, actividades que selaram o segundo dia da edição do Triland 2025. Nisso, o cenário ao ar livre de execução de cada uma das actividades e a interacção entre os operadores turísticos dos três países funcionou como metáfora viva da jornada conjunta entre Moçambique, eSwatini e África do Sul(Mpumalanga).

Entre montanhas frias, trilhas serenas, treino de precisão, foco, controlo, dinamismo,

envolvimento, início de parcerias, conversas sobre integração de produtos culturais no turismo de base comunitária bem como fortalecimento da rede de contactos, é o que operadores turísticos dos três países relatam como ganhos de forma unânime para resumir a expedição turística que encerra a jornada do Triland que já cobriu os três Países nesta segunda edição. 

Ao longo de três dias, ficou evidente que esta iniciativa é apenas o começo, na verdade, a acção é um exercício de diplomacia económica, identidade partilhada e visão regional.

A colaboração visa criar um corredor turístico que integre os destinos naturais, culturais e históricos das três nações, promovendo o turismo transfronteiriço e fomentando o desenvolvimento sustentável da indústria turística. A iniciativa pretende fortalecer a cooperação regional e consolidar a imagem da África Austral como um destino turístico diversificado e competitivo no cenário internacional.

Os jovens empresários de Cabo Delgado receiam que o combate contra a corrupção termine em fracasso devido a forma como o Governo e a sociedade continuam a encarar o problema.

Para os jovens empresários de Cabo Delgado, o Governo e a  sociedade civil perderam o controle no combate à corrupção, e propõem algumas soluções para resolver o problema que poderá passar para as próximas gerações.

“Aqui o assunto de corrupção não está a ser levado a sério, mesmo nesta formação, nem todos os dados  nos fazem saber. Há muitas denúncias que já foram feitas para o Gabinete Central de Combate a Corrupção, que  as pessoas carecem de esclarecimento, o que deixa a desejar”, disse Miguel Selemane. 

O alerta sobre os riscos do fracasso no combate à corrupção foi lançado durante uma formação realizado pelo Gabinete Central de Combate a corrupção.

O envolvimento de jovens no combate a corrupção é uma das várias estratégias do governo na luta contra  um problema antigo e que já é considerado como fazendo parte da cultura do povo moçambicano.

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