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O País – A verdade como notícia

Dois Agentes de segurança privada foram detidos pela Polícia, na província de Tete, por suposto envolvimento no roubo de um armazém. Os indiciados são confessos e apontam para atraso no pagamento de  salários como a principal motivação.

Os dois indivíduos são agentes de  uma empresa de segurança privada e foram detidos há dias, acusados no roubo de diversos produtos  no  estabelecimento comercial onde faziam a segurança. 

Os produtos roubados estão avaliados em cerca de 1 200 000 meticais. Ainda nesta sexta-feira a Polícia também apresentou quatro jovens indiciados de matar duas pessoas, uma das quais  uma jovem de aparentemente 25 anos, assassinada na madrugada desta quinta-feira. O corpo da jovem foi encontrado numa machamba. Um dos suspeitos aceitou seu envolvimento no crime. 

A Polícia fala dos dois casos e diz ter aberto  processos crime contra os implicados. De acordo com as autoridades policiais em Tete, este é o vigésimo caso de assassinato registado neste ano.

O município de Chibuto nega prover água e energia a mais de 40 famílias que invadiram, parcelaram e ergueram casas na reserva de aeródromo e da empresa chinesa Dingsheng minerais há 7 meses. Enquanto isso, em Bilene mais de 300 vendedores contestam a ordem de embargo das obras numa propriedade supostamente pertencente à sociedade moçambicana de turismo.

São infraestruturas que ganham forma à luz do dia e roubam espaço da reserva do aeródromo de Chibuto e da Dingsheng minerais, empresa que explora as areias pesadas, na província de Gaza.

As 40 famílias, que se recusam a deixar o bairro Canhanda, são obrigadas a viver na escuridão, bem como, a percorrer mais de 10 quilómetros em busca de água, há  7 meses.

Alfredo Adriano, de 35 anos de idade, reconhece a ilegalidade do seu espaço, mas afasta a possibilidade de sair, aliás, admite que pode abandonar mas mediante condições.

O município de Chibuto diz que estas construções são um peso não programado nos planos de urbanização e, por isso, vai manter a decisão de, entre outros, não prover água e energia.

E, porque mais pessoas chegam para ocupar a área, Jacinto Ernesto alerta  para medidas mais duras a partir de Setembro próximo.

Enquanto isso, na vila turística de Bilene, a invasão de um espaço de mais de 100 hectares para construção de um mercado continua a gerar confusão, deixando mais de 300 vendedores na mira da justiça. 

O facto é volvido 7 meses após invadirem uma propriedade, supostamente pertencente à Sociedade Moçambicana de Turismo, SOTUR, um grupo de munícipes avançou com a construção de barracas no local. 

O tribunal judicial de Bilene decidiu embargar as obras para a revolta do grupo que se diz injustiçado. As autoridades municipais de Bilene, entretanto, repudiam a ocorrência e apelam ao respeito da lei.

Apesar da ordem de embargo e apelos do Município de Bilene, a comissão dos vendedores decidiu manter o decurso das obras e a tensão segue instalada.

O Governador de Tete quer que a província se torne o polo energético de Moçambique. Domingos Viola quer avanços na produção de energia fotovoltaica, por isso, esteve na EXPO 2025 no Japão, para buscar parcerias para se efectivar esta meta.

A província de Tete esteve também representada na Expo-Osaka 2025 no Japão, onde, durante uma semana, divulgou as suas potencialidades em diversas áreas, com destaque para o sector energético, que o governador, Domingos Viola, defende que deve ser mais explorado.  

Viola destaca a necessidade de se apostar mais na produção de energia fotovoltaica e de tornar Tete o pólo energético do país. Para o alcance dos objetivos, a delegação de Tete firmou parcerias com várias empresas ligadas ao sector energético. 

A província de Tete foi sucedida pela província da Zambézia, que também expõe as suas potencialidades e a delegação é chefiada pelo governador, Pio Matos.

O Ministro dos Transportes e Logística reagiu, esta sexta-feira, à notícia sobre a saída do Presidente da Comissão de Gestão da LAM, Dane Kondic, assegurando que o executivo não possui informações oficiais sobre a matéria.

“A primeira é dizer que não é verdade, nós não temos informação nenhuma. É normal, estamos num contexto de muita informação a circular, mas a nossa informação é que o Presidente da Comissão Executiva continua a trabalhar normalmente, tem um compromisso connosco com o Governo e está no exercício das funções”, afirmou o Ministro, em declarações aos jornalistas.

A reação surge após a notícia de que Dane Kondic, de dupla nacionalidade australiana e sérvia, teria pedido demissão da companhia aérea de bandeira, LAM, na sequência do término do seu contrato de três meses, no dia 14 de Agosto corrente. Segundo fontes da empresa, Kondic terá comunicado sua saída por volta das 10h00 durante uma reunião do Conselho de Direcção, levantando-se e afirmando que iria deixar o país.

O Ministro enfatizou que, até ao momento, não há confirmação oficial sobre a saída do executivo da LAM.

O Procurador-Geral da República, Américo Letela, alertou para a corrupção dentro da Polícia, classificando-a como uma prática que coloca inúmeras vidas em risco e compromete a segurança pública.

Durante uma visita à província de Inhambane, Letela reuniu-se com diversas entidades, incluindo a Polícia, e manifestou preocupação com a facilidade com que cidadãos estrangeiros obtêm documentos moçambicanos, como bilhetes de identidade e passaportes — uma vulnerabilidade que ameaça a integridade do sistema e a soberania nacional.

No encontro com os agentes da Polícia, o Procurador-Geral afirmou que a corrupção dentro da corporação fragiliza a confiança pública e mina a missão de garantir segurança e justiça.

Outra questão levantada foi a facilidade com que estrangeiros conseguem aceder a documentos essenciais, revelando falhas graves nos mecanismos de controlo e abrindo espaço para esquemas que comprometem a segurança nacional e a credibilidade das instituições.

Américo Letela estendeu a sua missão às penitenciárias, tribunais e procuradorias da província, com o objetivo de avaliar de perto as fragilidades do sistema de justiça e assegurar que as instituições funcionem com rigor e transparência.

O presidente da Comissão de Gestão da LAM,  Dane Kondic, pediu demissão  a companhia aérea na sequência do fim do seu contrato de três meses, no dia 14 de Agosto corrente. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, durante uma reunião do Conselho de Direcção da empresa.

Há três meses no cargo, o homem de dupla nacionalidade – australiana e sérvia – pediu demissão por volta das 10h00. “Levantou-se e disse que ia embora do país”, porque o seu contrato de gestão da LAM era de três meses e expirou no dia 14 de Agosto corrente, confirmou ao “O País” uma fonte da própria companhia aérea de bandeira.

Refira-se que na altura em que Dane Kondic foi anunciado para a gestão da LAM, tinha a responsabilidade de, em 12 meses, reestruturar a companhia aérea de bandeira e garantir o seu crescimento sustentável.

Com uma experiência de 35 anos na aviação, Kondic anunciou, na última terça-feira, a compra de uma aeronave para responder à demanda do mercado, com previsão de chegada ao país até esta quarta-feira.

No entanto, na quinta-feira, o Gabinete de Comunicação e Imagem da da LAM confirmou à STV que o avião ainda não tinha chegado.

O relatório das Nações Unidas publicado esta quinta-feira refere que 4,6 mil pessoas foram vítimas de violência sexual em seis países africanos em conflito ano passado. Moçambique é o único país lusófono.

Trata-se do 16º Relatório Anual do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Violência Sexual Relacionada a Conflitos, apresentado esta quinta-feira. 

Entre os países com o maior número de casos estão República Democrática do Congo, Haiti, República Centro-Africana, Somália e Sudão do Sul.

Moçambique é a única nação de língua portuguesa citada no estudo que regista casos de mulheres e meninas deslocadas, refugiadas e migrantes que enfrentaram padrões generalizados de violência sexual relacionada a conflitos.

Só em Kivu, no Congo, foram tratados mais de 17 mil vítimas de violência sexual em apenas cinco meses, em 2024, segundo o relatório, à medida que os combates entre as forças congolesas e os rebeldes do M23 se intensificavam.

O estudo revela também que há cerca de 63 instituições públicas e privadas listadas no anexo do relatório, suspeitas de serem responsáveis por padrões de violação e outras formas de violência sexual em conflitos armados.

O processo de verificação externa de evidência nos institutos técnicos-profissionais para a emissão de certificados passa a ser digital,  garante o Secretário do Estado do Ensino Técnico Profissional. A medida anunciada, hoje, visa acelerar a certificação dos estudantes. 

o Ensino Técnico Profissional está implementar  reformas, para acelerar a emissão de certificados de conclusão de curso. A intervenção acontece em três níveis estratégicos, tendo como foco principal a melhoria do Sistema de Gestão de Informação da Educação Profissional.

Além da digitalização do processo de certificação, o Ministério avança que está também a trabalhar numa estratégia de descentralização parcial, que permitirá às instituições de ensino técnico-profissional imprimirem certificados. 

Sobre a fiscalização das instituições de ensino técnico, o sector diz não conhecer nenhuma instituição que opera fora das normas.

A implementação das melhorias está prevista para iniciar ainda este ano, com a expectativa de que, até 2026, esteja completamente operacional em todo o país.

A União Europeia disponibiliza 3 milhões de euros para financiar o reforço da capacidade de resposta a desastres na África Austral. O projecto vai beneficiar directamente cinco países, incluindo Moçambique.

Num contexto em que mudanças climáticas tendem a agravar-se e desafiar alguns países, a União Europeia, através da ONU e do Centro de Operações de Emergência da SADC, financia  alguns países da África Austral.

De acordo com  um comunicado da PMA, o projecto poderá beneficiar  a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, em Moçambique, Malawi, Madagáscar, Zâmbia e Zimbabwe na preparação para os desastres naturais.  

“Esta parceria com o PMA e outros parceiros implementadores, e o apoio da União Europeia, reforça o nosso compromisso colectivo de proteger vidas e meios de subsistência na região da SADC, através do reforço da preparação e da resposta”, disse Anderson Kamdambo Banda do Centro de Operações de Emergência/SADC.

As actividades incluem políticas para melhorar o movimento nas fronteiras de suprimentos humanitários, pré-posicionamento de ajuda em locais estratégicos, busca, salvamento e formação de equipes regionais de resposta às emergências.

Refira-se que o projecto designa-se “Reforçando a Preparação da SADC: Apoio ao SHOC para uma Resposta Eficaz a Desastres” e foi lançado esta quinta-feira, em Nacala, província de Nampula.

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