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O País – A verdade como notícia

Continuam três casos confirmados de Mpox, todos na província de Niassa, norte do país, mas subiu para 11 o total de suspeitos, segundo o boletim da evolução da doença divulgado hoje pelas autoridades de saúde.

De acordo com o boletim da Direcção Nacional de Saúde Pública, com dados de 11 a 13 de Julho, só nas últimas 24 horas foram contabilizados mais sete casos suspeitos, mantendo-se ainda 13 em seguimento, enquanto 14 estão em isolamento, mas sem registo de óbitos.

Os três casos da doença foram confirmados no dia 11 de Julho pelas autoridades sanitárias, que adiantaram, na altura, que os pacientes estavam estáveis e em isolamento.

Os três primeiros casos foram identificados no distrito de Lago, que faz fronteira com a Tanzânia.

Mais de 900 vendedores já saíram dos passeios, na  Praça dos Combatentes, e ocuparam os mercados indicados pelo Município de Maputo. A Edilidade decidiu dar mais uma semana para que os informais abandonem os locais impróprios. 

Os vendedores informais, que vendem nos passeios e nas bermas da estrada, na zona da Praça dos Combatentes, têm mais sete dias para abandonar os locais. 

A Polícia Municipal diz haver mais de 3 mil bancas desocupadas nos mercados da cidade de Maputo, que considera suficientes, para acolher todos os informais da zona da Praça dos Combatentes. 

“Há muito espaço nos mercados, com destaque para o mercado informal de Xipamanine, que neste momento tem 1400 bancas vazias, além de outros, como o Compone, Mazambane, 1 de Junho, e mais, tanto dentro quanto fora da periferia”, explicou Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal. 

Apesar da resistência de alguns, que preferem continuar nestes locais, a Polícia Municipal diz terem sido acolhidos mais de novecentos vendedores que oficializaram as suas bancas, em vários mercados, durante a primeira semana de sensibilização. 

“Do mapeamento que a direcção de Mercados e Feiras fez constatou-se que a nível de Xiquelene existem cerca de 3 mil vendedores e o Conselho Municipal tem acima de três mil espaços desocupados, para dizer que, o número de bancas cabe para os vendedores que exercem as suas actividades em locais impróprios, na Praça dos Combatentes”.

A edilidade reitera que esta é a última semana e apela para que os vendedores abandonem os locais impróprios,  antes da adopção de medidas proibitivas ou de coerção.  

Para que o processo ocorra de forma rápida,  a Polícia Municipal apela também aos utentes,  para que não comprem produtos nos passeios e nas bermas da estrada. 

Estudantes de medicina do país manifestam preocupação em relação ao corte de subsídio aos licenciados em medicina e aos estudantes finalistas do curso. A classe ameaça recorrer à Justiça caso a decisão não seja revogada. 

O Movimento Estudantil Moçambicano, através de uma carta dirigida ao Misau, solicitou a reconsideração da decisão de corte de subsídio aos estudantes de medicina e apelou à  abertura de um diálogo urgente. Segundo a classe, a medida põe em risco a saúde pública  nacional.

“Sem incentivos mínimos, corremos o risco de registar um aumento do abandono  académico, a desmotivação dos futuros profissionais e o agravamento da escassez de médicos no  país”, lê-se no documento. 

O movimento diz acreditar que “com vontade política, escuta activa e compromisso com a juventude  moçambicana, é possível encontrar alternativas que respeitem os direitos dos estudantes, valorizem  a formação médica e fortaleçam o Sistema Nacional de Saúde”.

Caso não obtenham uma resposta positiva ao seu documento, os estudantes de Medicina do país ameaçam recorrer à justiça. 

Um indivíduo de 30 anos de idade foi detido em Chókwè, na província de Gaza, acusado de liderar uma suposta rede criminosa de assaltantes à mão armada. Na sequência da operação, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apreendeu vários telemóveis e bens avaliados em mais de 200 mil meticais.

O Indiciado é confesso e explica com detalhes os bastidores da sua incursão, mas nega ser integrante e líder de uma quadrilha.

A resposta, no entanto, não convenceu as autoridades do SERNIC, que falam de suspeitas e diligências para a detenção de outros envolvidos neste e outros crimes, nos arredores dos bairros do centro comercial de Chókwè.

O último assalto supostamente protagonizado por este grupo foi numa das maiores farmácias do quinto bairro, onde assassinaram, com recurso a faca, um agente de segurança e apossaram-se de medicamentos e valores monetários não especificados.

O Presidente da República saudou com “orgulho e responsabilidade” a inscrição do Parque Nacional de Maputo na lista do Património Mundial da UNESCO, classificando o feito como um marco histórico para Moçambique.

Na sua mensagem, o Chefe do Estado destacou que esta distinção internacional reconhece o esforço colectivo dos profissionais da conservação, comunidades locais, sociedade civil e parceiros internacionais na protecção de um ecossistema único, que agora se afirma como símbolo de esperança ambiental e motor do ecoturismo, desenvolvimento comunitário e conservação da biodiversidade.

“Celebramos esta conquista como uma vitória colectiva. É o reconhecimento do trabalho árduo, da resiliência e da visão estratégica dos nossos profissionais da conservação, das nossas comunidades locais, da sociedade civil, dos nossos parceiros internacionais e de todos quantos se empenharam na restauração, protecção e valorização deste ecossistema único”, afirmou o Presidente.

Daniel Chapo reafirmou ainda o compromisso de Moçambique com o desenvolvimento sustentável, agradecendo à ANAC, à Peace Parks Foundation e aos doadores pelo apoio contínuo à preservação do parque.

“Reafirmamos o nosso empenho em continuar a trabalhar com responsabilidade e com ambição, assegurando que esta classificação não seja apenas um título honorífico, mas sim uma alavanca para um futuro ainda mais próspero, inclusivo e sustentável para Moçambique”, concluiu.

O reconhecimento do Parque Nacional de Maputo como Património Mundial foi oficializado durante a 47.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, realizada em Paris, França.

Está a gerar tensão a construção de um novo aterro sanitário em Matlemele, no Município da Matola, província de Maputo. Moradores contestam o projecto, alegando falta de consulta pública e receios quanto aos impactos ambientais e sociais. A edilidade promete reunir-se com a comunidade nos próximos dias para esclarecer dúvidas e evitar confrontos.

As obras de construção de um novo aterro sanitário em Matlemele, na cidade da Matola, já são visíveis. De acordo com a placa da empreitada, os trabalhos tiveram início no mês passado.

No mesmo local, também se podem observar dísticos de protesto contra a instalação do aterro sanitário neste bairro.

Foi precisamente essa contestação que levou a Comissão dos Moradores a reunir-se, na manhã deste domingo, para manifestar o seu repúdio face ao projecto. Segundo o chefe da Comissão dos Moradores, a implantação do aterro sanitário nesta zona levanta sérias dúvidas quanto à sua viabilidade e impacto na comunidade.

O projecto, liderado pelo Município da Matola e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável, tem como objectivo aliviar a pressão sobre o actual aterro de Hulene, que se encontra sobrelotado. A edilidade garante que o novo aterro será moderno e que não acarretará riscos para os residentes.

De acordo com o vereador para o Planeamento Territorial, Aurélio Salomão, o município irá promover uma sessão de esclarecimento, onde técnicos, autoridades e moradores poderão discutir o futuro do projecto.

O ambiente em Matlemele mantém-se tenso, com a população a exigir que a sua voz seja ouvida antes de serem tomadas decisões definitivas.

O Governo de Moçambique considerou um “momento histórico e de orgulho nacional” a inscrição do Parque Nacional de Maputo na lista do Património Mundial da UNESCO, decisão tornada pública este sábado, durante a 47.ª sessão da organização,  em Paris.

A distinção reconhece a importância ecológica do parque, que abrange ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos, albergando cerca de 5.000 espécies, e reforça os esforços de conservação transfronteiriça com o parque iSimangaliso, na África do Sul.

“Ser reconhecido pela UNESCO é um poderoso endosso ao trabalho que está a ser realizado aqui. Honra a dedicação do nosso Governo, comunidades e parceiros na restauração desta paisagem única”, afirmou o Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Dgedge, citado em comunicado.

O Parque Nacional de Maputo é resultado da fusão, em 2021, da Reserva Especial de Maputo e da Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro, totalizando 1.718 km² de áreas protegidas. A zona já vinha beneficiando de investimentos em conservação e reintrodução de espécies, no âmbito de um acordo com a Peace Parks Foundation.

Com habitats que incluem lagos, mangais, recifes de corais, praias e dunas, o parque acolhe espécies emblemáticas como elefantes e girafas, que convivem em zonas próximas da estrada nacional número um (N1).

A nova classificação abre caminho para uma coordenação de gestão com as autoridades sul-africanas, tendo em vista a criação de um comité conjunto que garanta a protecção integrada das espécies e do ecossistema partilhado.

Num terreno de 32 hectares, no distrito de Vilankulo em Inhambane, começa a desenhar-se uma nova esperança para centenas de jovens moçambicanos: uma centralidade urbana moderna, inclusiva e com condições reais para se construir um futuro com dignidade. Estão a ser demarcados parte dos 1.200 talhões, cada um destinado a um jovem, com acesso garantido a serviços básicos como água canalizada, energia elétrica e vias de acesso em fase final de abertura.

Mais do que uma simples distribuição de terra, o projecto — liderado pelo Fundo de Fomento à Habitação e tutelado pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos — visa criar verdadeiras comunidades planeadas. O investimento do Estado ultrapassa os 40 milhões de meticais, refletindo a aposta firme em soluções de habitação sustentável, acessível e digna.

Segundo o ministro Fernando Rafael, trata-se de um esforço que vai muito além de responder à escassez de terrenos. O objectivo é acompanhar o ritmo de crescimento populacional, o êxodo rural e, em particular, potenciar zonas com valor económico e turístico, como é o caso deste bairro em Inhambane.

“Prevê-se a demarcação de talhões, a colocação de energia e água, a abertura de vias de acesso. Garante-se, com isso, o desenvolvimento de novas centralidades urbanas. Este bairro tem uma perspetiva de crescimento populacional significativa e este projeto tem de acompanhar esse nível de desenvolvimento”, sublinhou o ministro em entrevista ao O País.

Contudo, o entusiasmo à volta do projecto tem sido ensombrado por um rumor que ganhou força localmente: a suposta cobrança de 200 mil meticais por talhão, algo que, segundo alguns residentes, poderia tornar inviável o acesso aos terrenos por parte dos jovens. Questionado sobre o assunto, o ministro foi taxativo:

“Ainda não foi decidido qual é o valor efetivamente que vai ser pago por estes espaços. O compromisso do Governo é garantir o acesso a uma terra infra-estruturada, e queremos assegurar que este acesso será feito de forma justa e acessível. Não podemos olhar para estes terrenos como um negócio — eles existem para promover a autoconstrução e responder à necessidade habitacional da juventude.”

A clareza do ministro visa travar especulações e reforçar a confiança de quem há muito espera por uma oportunidade concreta de ter um pedaço de terra para chamar de seu. Segundo Fernando Rafael, este é apenas o início de uma iniciativa de alcance nacional: ao todo, serão 49 mil talhões distribuídos em novos centros urbanos por todo o país, cada um destinado a uma família.

O planeamento prevê espaços urbanos com serviços básicos assegurados, para garantir que os beneficiários não apenas tenham acesso à terra, mas possam construir em condições de segurança, salubridade e acesso a oportunidades económicas.

Este projecto surge numa altura em que a juventude moçambicana enfrenta desafios crescentes no acesso à habitação, muitos dos quais associados ao aumento da urbanização desordenada, à especulação imobiliária e à ausência de políticas habitacionais estruturadas que olhem para o jovem como prioridade. O esforço do Governo, segundo o ministro, é justamente inverter esse quadro e apostar em soluções que devolvam esperança e dignidade a quem quer — e merece — construir um futuro melhor.

A nova centralidade de Vilankulo, em Inhambane é, por isso, mais do que um aglomerado de talhões. É um símbolo de um novo começo. Um espaço onde o planeamento urbano dialoga com a justiça social. Onde a juventude pode, finalmente, plantar raízes com a certeza de que está a nascer num território feito também a pensar nos seus sonhos.

No distrito de Limpopo, em Gaza, há famílias que conservam os corpos de entes queridos em casa, ou têm de percorrer quase 25 quilómetros para o efeito, na sequência da inoperância da morgue do Hospital Rural distrital. Segundo a população a morgue está inativa há quatro anos. A Direcção provincial de Saúde já reagiu ao assunto.

A morgue do hospital Rural de Chicumbane, no distrito de Limpopo, na província de Gaza, está inoperacional devido à avaria do sistema de refrigeração. Neste momento, a população é forçada a percorrer quase 25 quilómetros, para o Hospital Provincial de Xai-Xai para conservar os corpos dos seus entes queridos. 

A população queixa-se de intimidações sempre que tentam expressar o seu desagrado

Sandra Mucache recorda com angústia o drama atravessado pela sua família aquando da perda do seu pai.

“O meu pai perdeu a vida neste hospital, mas fomos solicitados a levantar o seu o seu corpo de noite”, reclama. 

Confrontada com a situação, a Direcção Provincial da Saúde tratou de atirar todas culpas ao empreiteiro. Sem avançar os valores envolvidos, Sérgio João alegou que o responsável recebeu o dinheiro e desapareceu.

Sobre as  saídas para aliviar o sofrimento de pouco mais de 100 mil habitantes, o sector garantiu estar em curso  trabalho para instalação de uma morgue no centro de saúde de Mauawasse, em duas semanas.

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