Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Hospital Geral da Beira ainda não está a funcionar na sua plenitude, apesar de possuir equipamento médico cirúrgico de ponta. Construído há um ano, para descongestionar o Hospital Central, debate-se com ausência de acessórios fundamentais, impedindo a realização de cirurgias e internamento de doentes, apesar de possuir 300 camas. 

Apesar de estar apetrechado com material médico cirúrgico moderno, usado actualmente em países desenvolvidos, a  unidade sanitária ainda não começou a operar na totalidade. 

Aliás, os doentes com complicações de qualquer tipo de doença, incluindo Malária e as mulheres com serviços de partos difíceis têm sido transferidos para o Hospital Central da Beira.

Neste momento, o Hospital Geral limita-se a fazer o atendimento externo. “Os doentes que vêm de casa, aqui para o hospital, vêm para as consultas, para áreas dos dentes e outras especialidades, são atendidos e voltam para casa”, disse o Ministro da Saúde, Ussene Isse. 

O Ministro, que falava depois de  visitar  o Hospital Geral da Beira, reconheceu que a unidade sanitária não está a funcionar na sua plenitude, devido à falta de alguns acessórios importantes para a entrada em funcionamento das salas de operações e internamento.

Ussene Isse garantiu que está na fase conclusiva a montagem dos referidos equipamentos. “E com isto, os colegas garantiram-me que, dentro de um mês, o hospital vai iniciar com estas componentes que estão a faltar, que é o internamento e as cirurgias. Uma das cirurgias que vai entrar, que é urgente entrar, é a parte materna, porque há muitas mulheres que vêm aqui ao hospital com necessidade de fazer uma cesariana, para ter um bebé”, acrescentou o ministro. 

O Hospital Geral da Beira, além de ter tecnologias de ponta,  possui  300 camas e múltiplas especialidades.

O Ministro da Saúde terminou exortando na generalidade aos  funcionários do seu   sector a atenderem todos os doentes com humanidade, dignidade e respeito.

A Administração Nacional de Estradas (ANE) não tem fundos para conter a erosão que ameaça cortar a Estrada Nacional Número um (EN1), e deixar a cidade de Pemba parcialmente isolada do resto da província e do país por via terrestre.

A cratera que ameaça cortar a EN1 tem quase 50 metros de profundidade e mais de 500 metros de extensão.

A administração Nacional de Estradas já tem o projecto para a contenção da cratera, que está a menos de dois metros do asfalto da EN1, mas ainda não tem dinheiro para resolver o problema.

A cratera está a quase a dez quilómetros do fim da EN1  e além da própria via de acesso à erosão ameaça destruir um número indeterminado de casas.

O Governo vai comprar 100 tractores e respectivos atrelados modificados, para o transporte de passageiros, nas zonas rurais, especialmente onde as vias de acesso estão em péssimas condições de transitabilidade.

Os primeiros dois tratores e os respectivos atrelados foram entregues ao governo da província de Cabo Delgado pelo Fundo de Transportes e Comunicações.

Para resolver ou minimizar a crise de transporte de passageiros no país, o Governo  prevê aquisição de 390 autocarros para todo país até finais deste ano.

O Fundo de Transportes e Comunicações não revelou o custo total do plano que vai ser financiado, na sua totalidade, por fundos do Governo.

O transporte misto de passageiros que é composto por tractor e atrelado foi introduzido no ano passado no distrito de Lunga, na província de Nampula.

Há cada vez mais relatos de violência entre estudantes adolescentes organizados em grupos ou pequenas gangues nas escolas secundárias da cidade e província de Maputo. O Sociólogo José Bambo diz que a escola é um lugar inseguro que exige a presença constante policial. A Ministra da Educação diz conhecer o problema e promete endurecer as medidas escolares. 

Há sensivelmente uma semana dois adolescentes estudantes foram esfaqueados, durante uma briga entre grupos, próximo a escola básica de Matola Gare, tendo um deles perdido a vida. O outro está fora de perigo, mas há milhares de estudantes, na província e cidade de Maputo em constante perigo.

A nossa redacção visitou algumas escolas secundárias, que diferem dos nomes, mas partilham o mesmo problema, a violência, como disse o estudante Shelton João, estudante de uma escola secundária na cidade de Maputo. 

“Nas sextas-feiras aqui, de vez em quando, acontecem lutas, né? Devido aos alunos que saem, vão consumir bebidas alcoólicas e voltam aqui com confusão, começam a criar conflitos e começam a lutar”, disse.  

As lutas ou agressões são todas premeditadas, cada um com o seu grupo. 

“Alguns se aleijam, se furam, combinam para que noutra sexta-feira haja luta, é assim como funciona aqui”, disse o estudante, acrescendo que durante a luta “Qualquer instrumento que encontram, pegam. Outros lutam com as mãos, outros também já vêm armados, porque não são só alunos que vêm aqui para lutar, também há pessoas de fora que vêm aqui,  se aglomeram com esses alunos, formam uma gangue pra lutar”.

E são essas gangues que aterrorizam as escolas dos bairros Malhazine, Estrela Vermelha, Zona verde, Machava socimol e tantos outros, que Marcos Agostinho, também, estudante, já viu actuar.  

“Nem entram na escola, ficam cá fora, e esperam pessoas que realmente vieram pra estudar. E quando essas pessoas saem da escola, cometem esses actos, começam a provocar, começam a atacar. Infelizmente, isso acontece em quase todas as escolas.  Isso é verdade, não é só na escola, nem no próprio bairro Zona Verde, isso acontece em todas as escolas, em todos os bairros. Um exemplo é que eu sair mesmo desuniformizado e bater alguém,  a pessoa não vem sozinha, vem com mais de algumas pessoas”.

Os alunos relatam roubo de pertences e agressões em público durante o dia.

“Todo mundo consegue vir, todo mundo consegue assistir, muitas das vezes até as pessoas têm medo de ajudar, por medo de, no dia seguinte, procurarem na escola,  porque são pessoas que vivem perto, podem procurar no dia seguinte e voltarem a lhe agredir. Então, todo mundo, às vezes, só assiste”, disse Keny Mussumbi, também.

E o medo tem razão de ser. Temem retaliação.

“Lutam, se esfaqueiam, faltam com respeito, insultam pessoas, mesmo no meio das estradas, inclusive os próprios professores. São agredidos com os próprios alunos. O professor dentro da escola, às vezes, tem medo de educar o aluno, porque é o trabalho dele, porque no fim das aulas vão cercar o professor. Acontece muito, principalmente na escola secundária da Machava-Sede, revelou uma encarregada, que por temer represálias, falou em anonimato.

A encarregada disse ainda que a ausência da Polícia ao redor das escolas dá mais espaço ao crime.

“A polícia raramente passa daqui, nem sextas-feiras, não. Por isso que há lutas sempre. Eles fazem patrulha. Quando fazem patrulha, encontram alguma coisa,  estou falando de faca ou bebidas mesmo, e a criança tem um uniforme de escola X. Levam para a esquadra, ou, às vezes, o aluno nem chega na esquadra. No fim, vão escolher o que a criança tem: é telefone, 20 meticais eles levam.  Já acompanhei várias vezes, várias vezes já acompanhei isso”.

O Sociólogo José Bambo diz que o ambiente escolar é inseguro para os estudantes.

“Muitas vezes, as crianças, quando denunciam casos de violência, ao nível da escola, não encontram resposta. Então, pelo facto de não encontrar resposta ao nível da escola, recorrem, porque os seus irmãos mais velhos não estão disponíveis. Então recorrem àquelas gangues que existem ao nível da comunidade. Eles recorrem a amigos paralelos, vamos assim dizer,  que vão fora da escola para poderem fazer a tal de justiça, a responder àquelas ansiedades,  aquilo que eles não conseguem responder por si só”, disse Bambo.

Na recente visita do Presidente da República à província de Maputo, a ausência da polícia nas escolas foi uma das preocupações apresentadas.

“Várias vezes nós pedimos a presença da polícia pelas escolas. A polícia, simplesmente, diz que não tem efectivo. Mas, também, várias vezes assistimos à presença de polícias em lugares privados. Falo, concretamente, de bombas, de combustíveis. Onde eles têm oportunidade, porque geram dinheiro, de contratar uma empresa de segurança. Entretanto, a polícia está lá.  E nas escolas, onde nós não podemos cobrar o valor de guarda?”, questionou, mas saiu sem resposta.

Ciente do problema, a ministra da Educação diz que é preciso rever os regulamentos escolares.

“Estamos a rever, aquilo são os regulamentos internos, acima de tudo, para nos integrarmos.  Temos que integrar uma norma. Vamos ter que expulsar alguns alunos, isso é verdade. Mas a questão de expulsar-se, do ponto de vista do comportamento, o que nós queremos introduzir é uma medida que os pais possam acompanhar. Porque nenhum pai vai querer que os filhos sejam expulsos. O que queremos é chamar a atenção dos pais  em relação ao comportamento das crianças a nível da escola. As crianças, quando chegam, algumas são mais violentas que as outras”, declarou Samaria Tovela, Ministra da Educação e Cultura

Para controlar os comportamentos, todos são chamados a agir.

“Nós vamos trabalhar a nível de todos os grupos, principalmente, que actuam, dos nossos intervenientes a nível da escola, pelos pais encarar a educação aos nossos professores.  E mesmo em relação aos nossos alunos. É algo que, efectivamente, nós não queremos. Não a violência na escola é o nosso lema”, declarou. 

Refira-se que em muitos casos, são os guardas das escolas, alguns idosos, que tentam acudir às lutas, mas sem sucesso por se tratar de adolescentes embriagados ou drogados, na maioria dos meses.

Há mais um caso confirmado da Varíola dos Macacos, na província de Niassa. Assim, o número de casos da doença no país subiu para quatro. 

Os casos positivos da MPOx, ou simplesmente Varíola dos Macacos, começam a subir, na província de Niassa. 

Dados do Ministério da Saúde apontam que, nas últimas 24 horas, foram testadas 11 amostras, onde foi detectado mais um um novo caso positivo da doença, no distrito do Lago. 

Assim, passou para quatro, o número de casos cumulativos confirmados. 

10 amostras foram negativas e os pacientes tiveram alta do isolamento domiciliar. 

No mesmo período, o sector da saúde diz ter identificado cinco novos casos suspeitos da Varíola dos Macacos, que, entretanto, ainda não foram testados. 

Ainda não há registo de óbitos.

Desde a eclosão da doença, foram rastreados 27 contactos que se encontram em seguimento.   

O Ministério da Saúde reitera que a Mpox é perigosa e alerta sobre a necessidade de reforçar as medidas de combate, tais como, lavar as mãos com frequência, evitar o contacto físico com pessoas doentes ou suspeitas e a partilha de roupas, toalhas com pessoas infectadas.

Três adolescentes, de 13 anos, estudantes da 7ª classe e jogadores de basquetebol do clube Ferroviário da Beira morreram de forma trágica, no passado domingo, quando um chapa-100 embateu violentamente na barbearia, onde eles estavam a cortar cabelos. 

De acordo com dados da Polícia, o automobilista da viatura desobedeceu uma ordem para parar, de modo que fosse fiscalizado. Durante a fuga, em alta velocidade,  o automobilista perdeu o controlo do carro na rua 33 e bateu com violência numa barbearia, cerca das 19 horas do passado domingo.

No interior, estavam quatro adolescentes e três  deles morreram no local do sinistro. Guilherme Francisco é o único sobrevivente, que saiu lesionado na perna esquerda e uma das vítimas era seu irmão. 

O proprietário do estabelecimento disse que o motorista do  chapa-100, depois de destruir a barbearia tentou fugir e provocou outros danos humanos.  

As três vítimas eram atletas da equipa sub-14 de basquetebol, que, um dia antes da morte, contribuíram para que a sua equipa fosse apurada para a final do torneio de basquetebol, promovido pela Cornelder de Moçambique.

De acordo os moradores do bairro, os acidentes são frequentes naquela rua, por isso, exortaram o município  da Beira a colocar lombas nesta rodovia, pois existem nas proximidades três escolas.

As três vítimas mortais do acidente em referência foram sepultadas, nesta terça-feira.  

É mais  um suposto triângulo amoroso que  termina em morte, na província de Gaza. Mário Moiane de 54 anos de idade perdeu a vida, na tarde de segunda-feira, após consumir uma refeição supostamente envenenada, na sua residência em Chongoene. 

Há suspeitas do envolvimento de uma das duas esposas, aliás, a segunda, com quem mantinha relações há três anos.

De acordo com autoridades locais e vizinhos,  a mulher  de 40 anos de idade, ora detida,  teria descoberto na semana passada   que  o malogrado  pretendia terminar a relação, para reatar com a primeira esposa, com quem esteve casado por oito anos. O fato gerou revolta, discussões e ameaças por alguns dias antes da tragédia.

A primeira esposa confirma que o finado manifestava interesse em encerrar a nova relação, e mantém suspeita de que  tenha sido envenenado pela sua rival.

As autoridades da polícia confirmaram a morte e detenção da segunda esposa do malogrado, mas ainda aguarda-se os resultados de medicina legal para que se saibam as causas da morte. 

 

Cerca de 4,3 milhões de pessoas vão precisar de assistência humanitária urgente e proteção, este ano, em Moçambique, segundo o relatório do Grupo de Segurança Alimentar das Nações Unidas, que alerta para o défice no financiamento.

De acordo com o relatório do Grupo de Segurança Alimentar, criado em 2011 e liderado conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM), a crise humanitária é resultado dos ataques terroristas no norte de Moçambique, com cerca de 763 324 afectados, e os eventos climáticos extremos como a seca e os ciclones, que já afectaram mais de 3,5 milhões pessoas.

“Em Abril, estima-se que mais de 461 745 pessoas foram deslocadas internamente em Moçambique devido ao conflito, nas três províncias do norte, e 701 462 teriam retornado de áreas de deslocamento”, explica.

Odocumento aponta ainda que a insegurança alimentar no país deverá piorar devido à combinação de choques climáticos, conflitos e esgotamento das reservas alimentares.

Citando a última análise da Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC), divulgada em Janeiro, o relatório do Grupo de Segurança Alimentar avança que quase cinco milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda grave (IPC Fase 3 ou superior) entre Outubro de 2024 e Março de 2025.

De acordo com o grupo, até agora, foram desembolsados apenas 11% do total de 392 milhões de dólares necessários para assistir cerca de 2,16 milhões de pessoas.

A Agência COTUR alcançou um feito inédito no setor de transportes e turismo em Moçambique. A empresa tornou-se a primeira do ramo a receber o Certificado Internacional de Qualidade ISO 9001 atribuído pela entidade Bureau Veritas.

Num marco histórico para o setor dos transportes e turismo em Moçambique, a agência COTUR recebeu esta terça-feira o Certificado Internacional de Qualidade ISO 9001, emitido pela conceituada entidade certificadora Bureau Veritas.

Para a instituição não é apenas o reconhecimento da excelência dos serviços prestados pela COTUR, mas também uma elevação do padrão de qualidade. 

“Este reconhecimento internacional com a certificação ISO 9001 não é apenas uma meta interna alcançada, mas uma ferramenta do nosso setor para servir o futuro do turismo moçambicano. Mais do que um diploma na parede, esta certificação é um compromisso com aquilo que mais nos importa, os nossos clientes e o nosso país. É a garantia de processos sólidos, de qualidade consistente, de um serviço fiável e à altura das expectativas”, disse Muhammad Abdullah, CEO da Agência COTUR. 

Com esta certificação, Segundo Guilherme Drehmer, representante da Bureau Veritas, a COTUR torna-se a primeira empresa moçambicana do setor de transportes e turismo a obter o ISO 9001 uma norma reconhecida internacionalmente pela gestão da qualidade, emitida por uma entidade de referência global.

“Esta certificação não é só um certificado que vai ser entregue, vai ficar estampado dentro da COTUR, mas sim é uma ótima ferramenta de gestão, onde vai permitir que a COTUR dê continuidade à evolução contínua de procedimentos”, avançou.  

Apesar deste momento de celebração, o setor manifesta crescente preocupação com a escassez de divisas no mercado nacional.

“Temos estado a alertar a quem de direito que é preciso tomar uma ação concreta para a resolução ou a amenização, pelo menos, desta situação. Devo também dizer que alguma melhoria ainda não muito significativa já fez-se sentir, mas infelizmente temos várias companhias aéreas com os seus acessos cortados para o nosso mercado. Há muita limitação. Temos recebido avisos todos os dias de possíveis novos cortes, o que faz com que o mercado das viagens ressinta-se diretamente”, revelou.

A COTUR reforça o seu compromisso com a qualidade, inovação e resiliência, apelando à continuação de esforços conjuntos entre o setor público e privado para assegurar um ambiente econômico mais estável e favorável ao investimento.

+ LIDAS

Siga nos