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O País – A verdade como notícia

Um navio de grandes dimensões está ancorado há quatro dias na Praia de Xai-Xai, na província de Gaza, a cerca de oito quilómetros da costa. A presença da embarcação tem causado preocupação entre residentes, pescadores e turistas.

As autoridades marítimas locais suspeitam que se trate de uma embarcação ilegal, devido à ausência de qualquer comunicação oficial sobre a sua entrada nas águas moçambicanas.

O Instituto Nacional dos Transportes Marítimos (INTRASMAR) suspeitou inicialmente que o navio estivesse ligado às obras do Porto de Chongoene. No entanto, a empresa Dingsheng, responsável pelo projeto, afirma desconhecer a origem da embarcação.

Tentativas de contacto via rádio falharam, o que levou à comunicação do caso ao Posto Rádio Naval Central e ao consequente acionamento da Marinha de Guerra.

De salientar que, neste ano, três cidadãos sul-africanos perderam a vida por afogamento na mesma praia, aumentando o nível de preocupação em torno da segurança marítima na região.

Os estudantes finalistas do curso de Medicina continuam a manifestar-se contra a decisão do Governo de retirar os subsídios no último ano da formação. Em resposta à medida, que consideram injusta, submeteram pedidos de audiência ao Presidente da República, à Primeira-Ministra e à Ministra da Educação.

Os estudantes alertam que a retirada dos subsídios prejudica directamente a qualidade da formação médica, comprometendo a preparação dos futuros profissionais de saúde no país. Na sua perspectiva, esta decisão poderá ter repercussões negativas para o Sistema Nacional de Saúde e, por consequência, para toda a população moçambicana.

Face ao cenário actual, os finalistas afirmam que tomaram medidas que classificam como responsáveis e construtivas, procurando o diálogo e a sensibilização das autoridades e da sociedade civil.

O Movimento Estudantil apela à solidariedade dos utentes do Sistema Nacional de Saúde, dos deputados da Assembleia da República, dos sindicatos profissionais, da Ordem dos Médicos, da Associação Médica de Moçambique e de todas as organizações da sociedade para que se juntem à causa. 

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), ao nível da cidade da Beira, garante que o local onde supostamente Vitano Singano teria sido raptado não existe. O SERNIC revelou, por isso, que não consegue apurar em que circunstâncias Singano foi raptado há 16 dias.  

Duas semanas depois da família, o partido Revolução Democrática e algumas organizações da Sociedade Civil terem denunciado um suposto rapto de Vitano Singano, na cidade da Beira, as autoridades vieram a terreiro para clarificar o caso. 

É que, depois de ter estado detido numa das esquadras da capital do país, acusado de supostamente ter estado envolvido num plano engendrado para um golpe de Estado, Singano foi liberto. 

E, no regresso à Beira, capital de Sofala, terá sido raptado e, depois, a família denunciou o caso à Procuradoria Geral da República.  

Duas semanas depois da acção movida pela família de Vitano Singano, o Serviço Nacional de investigação Criminal diz não ter elementos consistentes para considerar que se trata de um caso de rapto.

“Estamos preocupados porque estas informações não são coerentes. Elas vêm de várias formas, mas também trazem alguma discrepância. Dizem que ele foi raptado ou sequestrado em Maquinino, mas do trabalho que foi feito não se conseguiu localizar este local”, disse o porta-voz do SERNIC em Sofala, Alfeu Sitoe.

Outrossim, as autoridades, em conferência de imprensa, manifestaram a sua preocupação em relação à forma como a família de Singano está a tratar o caso. 

“Outra informação indica que ele teria sido encontrado morto enforcado. A família teria aparecido a dizer que não é verdade. Como eles sabem ? Então, sabem onde ele está. É importante eles virem dizer onde está.”

O Partido Revolução Democrática emitiu, há dezasseis dias, um comunicado no qual afirmam que os supostos raptores terão usado, no acto, trajes que se assemelham aos que os agentes do SERNIC usam. 

“Não somos nós que temos a missão de cometer algum crime, mas sim de esclarecer esta situação. Do trabalho feito desde o início desta situação, constatou-se que um cidadão foi encontrado com documentos do Vitano. Quando questionado, disse que teria recebido de um motorista”, explicou Sitoe. 

O mesmo indivíduo viria a ser libertado pelas autoridade.

 A esposa de Vitano Singano foi ouvida, nesta sexta-feira, em torno deste caso. 

A mesma disse ao “O País” que as informações que são veiculadas nas redes sociais não constituem a verdade.

Após o ultimato de sete dias seguido de um período de prorrogação para que os vendedores informais abandonassem os passeios na Praça dos Combatentes, a edilidade de Maputo vai avançar, a partir de segunda-feira, com a segunda fase do processo, que consiste na retirada dos vendedores dos locais considerados impróprios para o exercício da actividade.

A informação foi avançada, nesta sexta-feira, em conferência de imprensa, pelo porta-voz do município, Naftal Lay, que, apesar de reiterar que a autarquia não pretende agir de forma coerciva, deixou claro que os prazos de sensibilização chegaram ao fim.

No local, a mesma fonte referiu que, nos últimos dias, a Administração de Mercados e Feiras procedeu à entrega de 1 743 guias de ocupação em 18 dos 64 mercados existentes na capital do país. No total, são mais de 3 mil vendedores informais que deverão ser removidos dos locais considerados inadequados.

Os sistemas de abastecimento de água, que estão sob gestão de comissões locais, na vila de Boane, Província de Maputo, serão revertidos a favor do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água, devido à incapacidade de satisfazer a demanda, escreve a Rádio Moçambique no seu site. 

A presidente do Conselho Municipal de Boane, Geraldina Bonifácio, disse, numa entrevista à Rádio Moçambique, não se justificar que, mesmo com o pagamento pelo consumo de água, muitas das comissões não consigam garantir a manutenção das infra-estruturas. A água chega a ser fornecida uma vez por semana em alguns bairros.

São, no total, seis comissões que poderão perder a gestão dos sistemas de abastecimento de água, por incapacidade operacional, adianta a Rádio Moçambique.

No distrito de Bilene, província de Gaza, 44 famílias em situação de extrema pobreza receberam novas casas no bairro de Nwachihisa. A entrega foi feita esta quinta-feira por Margarida Mapandzene, que também inaugurou outras infraestruturas sociais integradas no mesmo projecto.

O projecto, implantado numa área de 3 hectares, inclui um sistema de abastecimento de água potável, salas de aula e um centro de formação profissional. As novas salas de aula beneficiarão cerca de 400 crianças, que anteriormente percorriam mais de seis quilómetros para ter acesso à educação.

Além disso, foi inaugurado um centro de corte e costura, que na sua primeira fase vai beneficiar 90 mulheres e adolescentes, oferecendo-lhes uma oportunidade de capacitação e geração de renda.

Durante o evento, Margarida Mapandzene destacou que o acesso à habitação continua a ser um dos maiores desafios da província, mas sublinhou que iniciativas como esta contribuem significativamente para a melhoria das condições de vida das comunidades vulneráveis.

O projecto está orçado em 24 milhões de meticais, financiados pela Organização Africana de Educação e Desenvolvimento, que tem vindo a implementar ações de impacto social em várias regiões do país.

Está detido, em Tete, um indivíduo acusado de roubo e venda de diversos medicamentos, supostamente desviados do Sistema Nacional de Saúde.

O indiciado foi detido pela Polícia quando estava a vender os medicamentos no interior do mercado Kwachena, na cidade de Tete. Na sua posse, foram encontrados diversos frascos de Amoxicilina, Paracetamol, Azitromicina, seringas, testes rápidos, reagentes e outros, todos do Sistema Nacional de Saúde. O indiciado é confesso e alega ter adquirido os fármacos através de fornecedores particulares, cuja identidade não quis revelar.

A Polícia não descarta a possibilidade de o indiciado pertencer a uma rede de roubo e comercialização de medicamentos.

Este é o sétimo caso de apreensão e detenção de indivíduos por  roubo e venda ilegal de medicamentos, neste ano, na provincia de Tete. No entanto, em conexão com os casos, 18 pessoas ficaram detidas, duas das quais são funcionários afectos aos depósitos de medicamentos.

 

Transportadores de algumas rotas da cidade de Maputo retomaram, hoje, às actividades, depois de três dias de greve contra alegada má actuação da Polícia municipal. Sobre a greve, o partido PODEMOS considera um problema possível de resolver desde que haja boa comunicação.

Depois de 3 dias sem quase nenhum movimento por conta da greve dos transportadores, esta quinta-feira, as actividades tendiam ao normal em algumas rotas da cidade de Maputo.

O movimento de passageiros estava, entretanto, tímido, esta quinta-feira, especialmente nas rotas Albazine/P.Competentes, Xipamanine/A.voador e P.Combatentes/A. voador.

Há quem só saiu para o trabalho, esta quinta-feira, porque temia ter dificuldades no regresso durante os dias de greve.

Os transportadores paralisaram a actividade entre segunda e quarta-feira em protesto contra as alegadas multas “exageradas” da Polícia Municipal.

Esta quinta-feira, a Bancada Parlamentar do partido Podemos conversou com alguns transportadores no terminal da Praça dos Combatentes que diziam precisar de tempo para regularizar sua situação.

Para o Podemos, “o problema maior é a comunicação” , por isso entende que esta é uma questão  possível de resolver desde que “haja comunicação”.

O Edil de Maputo, Rasaque Manhique, diz que os transportadores devem entender que tudo o que a edilidade quer é “organizar o sector dos transportes, mas é importante que haja disciplina na via pública”, declarou.

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo promete que a felicidade vai continuar a sensibilizar e a dialogar com as Associações dos transportadores para melhor resolução da questão.

 

O Hospital Geral da Beira ainda não está a funcionar na sua plenitude, apesar de possuir equipamento médico cirúrgico de ponta. Construído há um ano, para descongestionar o Hospital Central, debate-se com ausência de acessórios fundamentais, impedindo a realização de cirurgias e internamento de doentes, apesar de possuir 300 camas. 

Apesar de estar apetrechado com material médico cirúrgico moderno, usado actualmente em países desenvolvidos, a  unidade sanitária ainda não começou a operar na totalidade. 

Aliás, os doentes com complicações de qualquer tipo de doença, incluindo Malária e as mulheres com serviços de partos difíceis têm sido transferidos para o Hospital Central da Beira.

Neste momento, o Hospital Geral limita-se a fazer o atendimento externo. “Os doentes que vêm de casa, aqui para o hospital, vêm para as consultas, para áreas dos dentes e outras especialidades, são atendidos e voltam para casa”, disse o Ministro da Saúde, Ussene Isse. 

O Ministro, que falava depois de  visitar  o Hospital Geral da Beira, reconheceu que a unidade sanitária não está a funcionar na sua plenitude, devido à falta de alguns acessórios importantes para a entrada em funcionamento das salas de operações e internamento.

Ussene Isse garantiu que está na fase conclusiva a montagem dos referidos equipamentos. “E com isto, os colegas garantiram-me que, dentro de um mês, o hospital vai iniciar com estas componentes que estão a faltar, que é o internamento e as cirurgias. Uma das cirurgias que vai entrar, que é urgente entrar, é a parte materna, porque há muitas mulheres que vêm aqui ao hospital com necessidade de fazer uma cesariana, para ter um bebé”, acrescentou o ministro. 

O Hospital Geral da Beira, além de ter tecnologias de ponta,  possui  300 camas e múltiplas especialidades.

O Ministro da Saúde terminou exortando na generalidade aos  funcionários do seu   sector a atenderem todos os doentes com humanidade, dignidade e respeito.

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