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O País – A verdade como notícia

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) lançou um alerta à população sobre uma possível contaminação da água do rio Limpopo, que atravessa a província de Gaza. A instituição recomenda que, por precaução, a água do rio não seja usada para consumo humano, uso doméstico, irrigação agrícola ou abeberamento de animais até que os resultados laboratoriais estejam disponíveis.

Nos últimos dias, a água do Limpopo tem apresentado uma coloração esverdeada, fenómeno igualmente observado na África do Sul, Botswana e Zimbabwe, países que partilham a gestão da bacia hidrográfica do rio com Moçambique.

Segundo a ARA-Sul, foi identificada uma floração de algas na Estação Betty Bridge, localizada na África do Sul, no dia 14 do corrente mês. Como resposta, equipas técnicas dos quatro países envolvidos iniciaram a colecta de amostras em pontos estratégicos da bacia, para posterior análise em laboratórios credenciados, com o intuito de determinar a origem da contaminação e o tipo de poluente envolvido.

Do lado moçambicano, as amostras começaram a ser recolhidas no dia 18 de Julho. As autoridades estão agora a acompanhar de perto a evolução do fenómeno, que já se verifica na região de Mapai, e continuam a realizar análises para avaliar o nível de toxicidade da água.

A ARA-Sul apela ainda à população e a todos os utentes do rio Limpopo para reportarem de imediato qualquer anormalidade observada no curso de água às autoridades competentes.

Enquanto se aguarda pelos resultados laboratoriais, a instituição assegura que continuará a divulgar informações actualizadas à medida que os dados forem sendo disponibilizados.

As obras de reabilitação da estrada ANE-CHUIBA, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, estão paralisadas há vários meses, devido a um alegado conflito entre o Município local e o primeiro empreiteiro envolvido no projecto.

A suspensão dos trabalhos remonta à fase inicial da empreitada, quando apenas 200 metros da via foram asfaltados. Segundo informações apuradas, o empreiteiro responsável por esta fase foi dispensado por motivos ainda desconhecidos e, até ao momento, não recebeu qualquer pagamento por parte do município de Pemba, entidade dona da obra.

A situação levou o empreiteiro a apresentar uma queixa ao Tribunal Administrativo, que agora deve decidir sobre a legalidade do seu afastamento e as obrigações financeiras pendentes.

O edil de Pemba, Satar Abdulgani, reconhece o impasse com o primeiro empreiteiro, mas acrescenta que, para além do litígio, a falta de fundos constitui outro entrave à conclusão da estrada. Ainda assim, Abdulgani garante que o município continua comprometido em concluir a pavimentação da ANE-CHUIBA até ao final do atual mandato, que termina em 2028.

Iniciadas em 2021, as obras da estrada ANE-CHUIBA deveriam ter sido concluídas em cerca de um ano. No entanto, até à data, apenas 400 metros dos aproximadamente cinco quilómetros previstos foram asfaltados.

O navio de grandes dimensões ancorado há vários dias na praia de Xai-Xai, na província de Gaza, está nas águas moçambicanas por motivos de segurança, devido às más condições meteorológicas. A informação foi confirmada pelo delegado do Instituto Nacional de Transportes Marítimos (INTRASMAR) em Gaza, Pelágio Duvane, após quatro horas de diligências no alto-mar.

Para a operação de verificação foram mobilizadas duas embarcações, que chegaram até ao navio e esclareceram a situação.

De acordo com as autoridades, a embarcação é proveniente de Singapura e tem como destino o porto de Malta. O navio transporta turbinas eólicas, uma carga considerada sensível e que não pode ser exposta à agitação marítima.

A Marinha de Guerra também esteve envolvida nas diligências e garantiu que o navio não representa qualquer ameaça à segurança nacional. Após uma inspecção, foi confirmado que está legalmente autorizado e não transporta materiais perigosos.

As autoridades continuam no local a monitorar a situação, uma vez que houve dificuldades de comunicação com a tripulação. Os tripulantes chegaram a enviar um e-mail ao Porto de Maputo a solicitar autorização para atracar, mas não obtiveram resposta, o que levou à intervenção das forças navais.

A embarcação conta com 21 tripulantes a bordo e, segundo informações disponíveis, deverá deixar as águas de Xai-Xai entre a noite deste sábado e a manhã de domingo.

A partir desta segunda-feira, entra em vigor a proibição da venda informal nos passeios e bermas da estrada, na zona da Praça dos Combatentes, na Cidade de Maputo.

No entanto, a poucas horas do início da operação de retirada, o cenário permanece o mesmo: os vendedores informais continuam a ocupar os passeios, as bermas e até partes da estrada. A venda de produtos acontece de forma intensa, como tem sido habitual todos os dias.

Durante as duas semanas de sensibilização conduzidas pela Polícia Municipal, foi solicitado que os vendedores abandonassem voluntariamente os locais impróprios. Ainda assim, muitos dizem não ter para onde ir e garantem que preferem continuar nos mesmos locais.

Os vendedores afirmam que não conseguiram encontrar espaço nos mercados durante o período de sensibilização e que todas as bancas disponíveis já estão ocupadas.

Apesar de reconhecerem os perigos de vender nas bermas e passeios, dizem não ter outra alternativa.

A Polícia Municipal afirma que a fase de sensibilização já foi concluída e que, a partir desta segunda-feira, dará início à remoção dos vendedores informais da zona.

Moçambique já é membro do grupo global das unidades de informação financeira Egmont. Trata-se de uma unidade de cooperação, coordenação e capacitação aos Estados no combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e crimes conexos.

A admissão do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM),  ao Grupo Egmont (Grupo das Unidades de Informação Financeira à  escala global), aconteceu durante a reunião Plenária da organização, em  Luxemburgo, há dias.

Uma nota do GIFiM refere que o exito está enquadrado nos esforços do Governo para tornar o sistema de prevenção e combate  ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e crimes conexos mais  robusto e eficaz.

O Grupo Egmont é actualmente constituído por 170 Países, criado em Junho de 1995, para promover a  cooperação, troca de informações e coordenar a capacitação entre às Unidades de Informação Financeira, com o fim último de melhorar a intervenção dos países na prevenção e  combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e outros  crimes conexos.

O Especialista em Políticas Públicas, Nelson Mabucanhane, diz que a introdução de tractores para o transporte de passageiros não vai conferir dignidade às pessoas e que os tractores são ideais para o transporte de carga.

Especialista em Políticas Públicas, Nelson Mabucanhane, entende  que com a iniciativa de introduzir tratores para transportar pessoas em zonas rurais, o Governo está a mostrar sinais de consciência sobre a problemática da mobilidade. 

No entanto, no seu entender, este pode não ser o prenúncio de evolução, até porque várias outras iniciativas foram tomadas para reduzir o drama do transporte, mas são abandonadas a meio.

Mabucanhane  admite que os meios em questão são ideais para o transporte de cargas, mas não para o propósito que o Governo os concede: transportar pessoas. 

Por não ser a solução mais viável, o especialista em Políticas Públicas defende que o Governo deve continuar focado em melhorar as condições das vias de acesso para a alocação de viaturas que possam transportar pessoas com dignidade.

 

O governador de Cabo Delgado, Valige TAUABO, apela aos empresários a não ceder às ameaças terroristas, e garante uma solução para o problema que afecta a província há quase oito anos.

O apelo do governador de Cabo Delgado aos empresários da província foi lançado na cidade de Pemba, durante uma reunião de Diálogo Público Privado 2025.

“A nossa população regressou para a sua origem, onde tinha abandonado, para desafiar  os extremistas. Extremistas violentos não podem ter lugar aqui”, disse Valige Taubo, Governador de Cabo Delgado.  

Para evitar que a insegurança comprometa o futuro da província e das próximas gerações, o governador de Cabo Delgado pediu o envolvimento dos empresários no combate ao terrorismo.

O apelo do governador de Cabo Delgado surge na sequência de frequentes ataques terroristas na estrada N380, onde grupos armados têm supostamente emboscado algumas viaturas e  raptado algumas pessoas, para depois pedir o resgate, uma condição para evitar mortes.

O algodão, a maior cultura agrícola de rendimento dos camponeses de Cabo Delgado, desapareceu do mercado devido ao encerramento da única empresa fomentadora e compradora do chamado ouro branco.

Pela primeira vez na história, o algodão não fez parte dos produtos em exposição na Feira Económica de Cabo Delgado, que está a ser realizado na cidade de Pemba, a capital da província.

“Desta vez não há algodão, porque, como já é sabido na província de Cabo Delgado, nós tínhamos uma fomentadora da produção do algodão, que teve os problemas que teve e, nesta campanha, nós não produzimos algodão, mas esperamos que nos próximos anos, com as novas políticas e dinâmicas, possamos continuar a produzir a cultura de algodão, porque traz algum rendimento ao nível dos nossos produtores”, disse Arsénio Maliambulo, expositor de Montepuez. 

O governo também está preocupado com a situação e compromete-se a reactivar a produção de algodão em Cabo Delgado num futuro próximo.

“O Ministério da Agricultura lançou um concurso e está no processo de selecção de uma nova empresa, que vai trabalhar no fomento desta cultura, mas a cultura não está morta em Cabo Delgado. Nós temos um grande activo que é a população de Cabo Delgado, que tem conhecimento e tem solo fértil para a produção de algodão”, assegurou Alson Banze, Director da Indústria e Comércio de Cabo Delgado. 

Cabo Delgado era um dos maiores produtores de algodão ao nível do país, e já chegou a produzir cerca de 100 mil toneladas por ano.

 

A província da Zambézia registou bons resultados na produção de arroz. Só em Nicoadala, os números saíram de 132 mil toneladas, no ano passado, para 153 mil até ao momento. O número superou a expectativa de 145 mil toneladas para 2025. 

Nicoadala tem cerca de 41 mil hectares para a produção cultural de arroz. As machambas estão vazias, os camponeses já colheram tudo que havia nos campos de produção de arroz. Este ano, a primeira época foi satisfatória, diga-se houve super produção da cultura, o que anima os camponeses. A chuva caiu a um nível animador. 

No entanto, os camponeses clamam por financiamentos para incrementar as áreas de cultivo e a produção e escoamento do arroz. As vias de acesso para o mercado não animam os produtores. 

Izelia Sabão é Directora Distrital das Actividades Económicas, é responsável pela monitoria aos camponeses e a produção. Diz que estava planificado para este ano 145 mil toneladas, mas os números chegaram a mais 153 mil toneladas, uma percentagem de 103%. Comparativamente ao ano passado, o arroz em Nicoadala chegou aos 132 mil toneladas. 

A produção ocorre mas há falta de fábrica para processamento. Neste momento, os produtores estão a trabalhar no carregamento de produção através de carrinhas de caixa aberta para a cidade de Quelimane, para o armazenamento de produção. 

Para toda a província da Zambézia, a campanha 2024/2025 foi planificada uma área de perto de 3 milhões de hectares.

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