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O País – A verdade como notícia

Há mais de 20 mil reclusos nas cadeias do país. O número representa o dobro da capacidade dos estabelecimentos. Dentro de cinco anos, o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) prevê a construção de 13 cadeias para reduzir a superlotação.

Continua crítica a situação da lotação das cadeias do país. 

O director do Serviço Nacional Penitenciário fala de mais de 20 mil reclusos, que se encontram a cumprir penas nos estabelecimentos prisionais, cuja capacidade é de apenas 10 mil reclusos. 

“O nosso desafio é mesmo, perante a situação da superlotação, apostar num tratamento humanizado, atender à questão da alimentação e da saúde”, explicou Ilídio Miguel, director do Serviço Nacional Penitenciário, que afirmou que a situação é preocupante e a alternativa é a construção de novos estabelecimentos, para descongestionar as prisões.

“O Governo, no seu Programa Quinquenal, desafiou-se a construir 13 estabelecimentos penitenciários, dos quais 10 distritais e três regionais, para fazer face à superlotação.”

Outra medida é a implementação de penas alternativas à prisão. “Se efectivamente aplicarmos, poderemos reduzir a questão da superlotação”, repisou. 

Ilídio Miguel falava à margem do lançamento da semana comemorativa dos 50 anos do SERNAP, onde desafiou os funcionários a manterem a integridade. 

“Há necessidade de sermos mais coesos, mais empenhados no cumprimento da nossa missão e com mais disciplina.”

Sobre os reclusos que fugiram dos estabelecimentos penitenciários durante as manifestações, Ilídio Miguel garante que mais de 800 foram capturados e encarcerados até neste domingo.

A taxa de mortalidade infantil reduziu, de 201 para 60 crianças, em cada mil nados vivos, durante as últimas duas décadas. Entretanto, os números ainda preocupam o Instituto Nacional de Saúde que explica que Doença é a maior causa das mortes.  

A malária, a cólera e as doenças diarreicas estão entre as maiores causas da mortalidade infantil no país, que fazem com que as crianças não sobrevivam até aos cinco anos de idade. 

Dados do Instituto Nacional de Saúde apontam que pelo menos 60, em cada mil crianças, morrem antes de completar 5 anos de idade.

“As crianças morrem por causas evitáveis, como as doenças diarreicas, a pneumonia, as sépsis e vários factores obstétricos. O mundo dispõe de vários equipamentos, desde vacinas, equipamentos para prevenir ”, explicou Eduardo Samo Gudo, Director-Geral do INS. 

Para reduzir a taxa de mortalidade, Eduardo Samo Gudo disse haver necessidade de reforçar o diagnóstico das doenças de infância. 

“A chance de uma criança sobreviver melhorou tanto, mas não estamos satisfeitos. Entre as acções a implementar inclui-se o reforço no diagnóstico de doenças de infância, do nosso programa alargado de vacinação entre outras”.

A província de Cabo Delgado é a que apresenta a maior taxa de mortalidade infantil. 

Para delimitar estratégias de redução, o país realiza nesta terça e quarta-feira, na cidade de Maputo, o Fórum Global de Inovação e Ação para Imunização e Sobrevivência Infantil. 

Apesar da disponibilidade de vacinas, diagnósticos e tratamentos que salvam vidas, muitos países estão longe de atingir as metas globais. Este fórum visa mobilizar a vontade política, compartilhar inovações e impulsionar ações para reverter essa tendência”.

O Fórum Global para Imunização e Sobrevivência Infantil conta com mais de 300 participantes, entre líderes de setores da saúde, cientistas e acadêmicos.  

Decore  campanha de sensibilização e controle para reduzir e evitar o aumento de casos de Mpox  no País.

O sector da saúde está a fazer rastreio  de contactos,  e campanhas para sensibilizar  e evitar a propagação de mais  casos da doença  nas províncias. 

De acordo com a médica e Especialista em saúde pública Catrina Mavimbe, o Sector da Saúde está a fazer campanhas de sensibilização e rastreio  de contactos dos  casos suspeitos.

Para casos positivos da doença , os pacientes estão a ser internados a nível hospitalar e a nível domiciliar, com assistência médica, e as autoridades alertam  a população para a prevenção de Mpox.

Até o momento Moçambique conta com 13 casos confirmados e 31 casos suspeitos nas províncias do Niassa, Tete, Zambézia e Cabo Delgado.

Boa parte dos bairros Mussumbuluco e Liberdade, no município da Matola, enfrenta problemas de água há nove meses. Os moradores recorrem a poços, muitas vezes salobre, para ter o líquido precioso.

Balde na mão, passos firmes e certeiros. É o cumprimento de mais uma jornada diária, que na verdade dura há nove meses. As torneiras fechadas servem de testemunho para uma população sem água em boa parte do bairro Mussumbuluco, no município da Matola.

Na busca de soluções para a crise, Alberto Muchanga foi obrigado a abrir um poço no seu quintal. Mas, como não há bela sem senão, a água é salobre. 

Enquanto isso não acontece, este menino caminha na sua maior inocência à busca de mais dois baldes para minimizar a carência em sua casa. 

Não têm nem esperança, mas com contas por pagar. É que, segundo os moradores deste bairro, as facturas com valores elevados não páram de chegar.

O bairro Mussumbuluco não é o único que enfrenta o problema de água. Ainda no município da Matola, boa parte do bairro da Liberdade está sem água potável, também há nove meses.

Por aqui, a solução também é a mesma: recorrer à água dos poços, contra todos os riscos possíveis.

Sobre a crise de água em Mussumbuluco, a gestora do FIPAG, responsável pela área, prometeu pronunciar-se esta segunda-feira.

Terminou ontem   o prazo dado pelo Município da Beira aos 300 vendedores do mercado de Inhamízua, que tinham as suas bancas nas bermas da Estrada Nacional Número Seis, para voluntariamente se movimentarem para o novo mercado. O vendedor que não o fizer, terá  a sua banca demolida esta semana, e não haverá indemnização.

O processo de retirada dos vendedores das bermas da estrada, no mercado de inhamízua chegou ao fim, quase cinco anos depois de ter iniciado. 

Os vendedores recusavam abandonar o local para um outro mercado, construído pelo município, há menos de 1KM do local, mais para o interior, alegando que não havia clientes.

Os informais chegaram a recorrer   ao Tribunal Administrativo para impedir que o município da Beira demolisse as suas bancas, algumas delas móveis, que,  todos os dias, no princípio da noite, eram movimentadas para a estrada,  ocupando parte da faixa de rodagem.

Há cerca de um mês, o tribunal deu razão ao município, que deu um prazo de 10 dias para os vendedores abandonarem voluntariamente o antigo mercado, e ocuparem o novo, construído há cerca de 5 anos. 

O prazo terminou neste domingo e praticamente todos os vendedores já estão no novo mercado. 

O Município da Beira recordou que no novo mercado de Inhamizua já tinham sido criadas todas as condições básicas para o seu funcionamento, nomeadamente água, balneários, energia e vias de acesso. 

O município garantiu que desta vez nenhum vendedor vai permanecer no antigo mercado, tal como aconteceu há cerca de 4 anos, um facto que mais tarde culminou com o regresso de todos os vendedores para este lugar.

Findo o prazo de sensibilização para a retirada dos informais dos passeios da  Praça dos Combatentes, a Polícia encontra-se no local para garantir que os vendedores não voltem ao local. O Porta-voz da Polícia Municipal avançou que os vendedores já estão a ser recebidos nos mercados indicados. 

“Neste momento, a Polícia está a garantir aquilo que já havíamos prometido, que é proibir a venda neste local. Em simultâneo, os vendedores vão sendo recebidos nos mercados indicados. Temos técnicos  da direcção municipal dos mercados a trabalhar no mercado vizinho”, avançou o porta-voz. 

O Conselho Municipal avançou que decorre um trabalho de limpeza dos locais que, outrora, foram ocupados por vendedores informais.

A Administração Regional das Águas do Sul (ARA-SUL) divulga,  nesta segunda-feira, os resultados das análises laboratoriais da água do rio Limpopo.

A ARA-SUL colectou amostras de água devido a suspeitas de contaminação daquele curso de água que apresenta tons esverdeados, na sequência da floração de algas que iniciou no dia 14 deste mês.

 O Director de Gestão da bacia hidrográfica do Limpopo, citado pela Rádio Moçambique,  disse que os resultados das análises laboratoriais vão determinar se será interdito o consumo da água pelas pessoas e o abeberamento de animais e outras actividades.

Ivan Cuna explicou que a floração de algas decorre do excesso de nutrientes, como fósforo e nitrogénio, como resultado de actividades mineiras nos países a montante.

A fonte afirmou que o nível de coloração e o cheiro da água, por si só, são elementos que criam retracção para o consumo na bacia do Limpopo. 

 

Subiu de  sete para 13 o número de casos confirmados de Mpox na província do Niassa. De acordo com o ministério da saúde, há 39  casos suspeitos nas províncias de Niassa, Tete, Zambézia e Cabo Delgado.  

O Ministério da Saúde confirmou recentemente a existência de três casos positivos de Mpox no distrito do Lago, província do Niassa. De acordo com o boletim diário divulgado pelo MISAU, foram identificados mais sete casos positivos na mesma província, elevando para 13 o total de infecções confirmadas naquela região. 

Além dos casos confirmados, de acordo com o MISAU, nas últimas 24 horas, não há casos suspeitos da doença, mas foram testados 11 casos no distrito de Lago, dos quais sete testaram positivo . 

Até ao momento, foram notificados 39 casos suspeitos, incluindo as províncias de Tete, Zambézia e Cabo Delgado, dois estão em processo de testagem no distrito de Palma. Existem também 19 pessoas em isolamento por precaução, e já foram rastreados 36 contactos próximos dos casos positivos. 

As autoridades continuam a monitorar a situação de perto e apelam à população para manter a vigilância e cumprir com as medidas de prevenção recomendadas, como evitar o contato directo com pessoas com lesões suspeitas, manter uma boa higiene e procurar assistência médica ao primeiro sinal de sintomas.

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) lançou um alerta à população sobre uma possível contaminação da água do rio Limpopo, que atravessa a província de Gaza. A instituição recomenda que, por precaução, a água do rio não seja usada para consumo humano, uso doméstico, irrigação agrícola ou abeberamento de animais até que os resultados laboratoriais estejam disponíveis.

Nos últimos dias, a água do Limpopo tem apresentado uma coloração esverdeada, fenómeno igualmente observado na África do Sul, Botswana e Zimbabwe, países que partilham a gestão da bacia hidrográfica do rio com Moçambique.

Segundo a ARA-Sul, foi identificada uma floração de algas na Estação Betty Bridge, localizada na África do Sul, no dia 14 do corrente mês. Como resposta, equipas técnicas dos quatro países envolvidos iniciaram a colecta de amostras em pontos estratégicos da bacia, para posterior análise em laboratórios credenciados, com o intuito de determinar a origem da contaminação e o tipo de poluente envolvido.

Do lado moçambicano, as amostras começaram a ser recolhidas no dia 18 de Julho. As autoridades estão agora a acompanhar de perto a evolução do fenómeno, que já se verifica na região de Mapai, e continuam a realizar análises para avaliar o nível de toxicidade da água.

A ARA-Sul apela ainda à população e a todos os utentes do rio Limpopo para reportarem de imediato qualquer anormalidade observada no curso de água às autoridades competentes.

Enquanto se aguarda pelos resultados laboratoriais, a instituição assegura que continuará a divulgar informações actualizadas à medida que os dados forem sendo disponibilizados.

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