O País – A verdade como notícia

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Gaza refuta a versão da família de que o empresário encontrado morto nas matas de Mazivila, em Bilene, foi raptado. Segundo o SERNIC, tratava-se, na verdade, de um ajuste de contas, relacionado a uma suposta dívida. 

“Não se tratou de um crime de rapto, mas de um homicídio agravado”, declarou o porta-voz do SERNIC em Gaza, avançando que a vítima era um cidadão de 40 anos,  natural e residente da Macie, em Gaza, que se dedicava a venda de peças e acessórios de segunda mão de viaturas”, disse o porta-voz do SERNIC em Gaza, Zaqueu Mucambe,  que vincou que os produtos vendidos pela vítima eram de proveniência duvidosa. 

Mucambe diz ainda que o assassinato do empresário teria sido, na verdade, um ajuste de contas, devido a uma suposta dívida. 

“A vítima foi assassinada depois de fracassada a cobrança coerciva para o pagamento total da dívida para os infratores. A família canalizou uma parcela de 200 mil meticais, por intermédio próximo as partes desavindas”, avançou. 

O SERNIC disse ter na sua posse  informações relevantes para o esclarecimento do caso.

A Governadora de Gaza, Margarida Mapadzene, reagiu ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias na Província. A Governante diz que ainda é preciso esperar pelo veredicto das autoridades competentes para o esclarecimento do caso. 

“Essas pessoas ainda estão no interrogatório e gozam de presunção de inocência. Aguardemos os órgãos de administração da justiça para julgar e decidir aquilo que terão acareado como a verdade”, disse Margarida Mapadzene, quando questionada sobre o desvio de donativos protagonizado por membros do governo provincial. 

A Governante apelou à calma e tranquilidade de todos, enquanto se aguarda pela acareação da justiça. 

 

Filipe Nyusi considera o antigo chefe do Estado-Maior das FADM, Lázaro Menete, uma referência para as Forças de Defesa e Segurança do país. Já Armando Guebuza enaltece a capacidade de liderança e disciplina de Menete.  

“Um oficial aprumado e organizado. Por isso, esta enchente toda de colegas é mesmo para poder justificar a sua função, pois ele comandou as Forças Armadas de Defesa de Moçambique num momento muito difícil”, disse Filipe Nyusi, durante a cerimónia de velório de Lázaro Menete. 

O ex-Presidente enalteceu também o trabalho de zelo e profissionalismo do antigo Chefe do Estado Maior das FADM na garantia da segurança do país. 

Por sua vez, o antigo Presidente da República, Emílio Guebuza, enalteceu a capacidade de disciplina e patriotismo de Lázaro Menete. “Mesmo em áreas diferentes, esteve na Marinha, esteve no exército, mas sempre distinguiu-se”, sublinhou. 

 

Moçambique registou 18 novos casos de sarampo no início de Março, elevando a 697 doentes, além de um morto, o total do actual surto, em cerca de sete meses, segundo dados oficiais. 

Segundo o Resumo Epidemiológico do Sarampo, elaborado pela Direção Nacional de Saúde Pública (DNSP) e que compila dados de 29 de Julho de 2025, início do presente surto, até 08 de Março, citado por LusA, os casos da doença estão concentrados no centro e norte do país, com um morto, em Nampula.

 No balanço anterior da DNSP estavam contabilizados até 25 de Fevereiro um total de 679 doentes.

As províncias mais afectadas são Sofala, no centro do país, que conta actualmente com um acumulado de 238 casos, Nampula (195), Niassa (115) e Zambézia (102), sendo que continuam a registar novos doentes todas as semanas.

“O sarampo é uma doença infecciosa viral aguda, geralmente grave em menores de 05 anos”, alerta a Direção Nacional de Saúde Pública, pedindo a todos os pacientes com sintomas para se dirigirem às unidades de saúde.

Refira-se que a campanha de vacinação contra o sarampo e rubéola de todas as crianças dos 09 aos 59 meses decorreu de 31 de Julho a 04 de Agosto de 2023, em todos os distritos das províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, bem como em nove distritos da província de Niassa.

Anteriormente, de Janeiro de 2020 até Junho de 2023, Moçambique registou 2 565 casos de sarampo, 80% dos quais notificados nas províncias de Niassa (norte) e Zambézia, Tete, Manica e Sofala (centro), afectando sobretudo menores de 05 anos.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, participa, hoje, nas  cerimónias fúnebres do General de Exército, na reserva, Lázaro  Henriques Lopes Menete, que se realizam no  Quartel-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique  (FADM), na Cidade de Maputo. 

A cerimónia constitui uma homenagem das Forças de Defesa e  Segurança e da nação moçambicana à memória do General  Lázaro Menete, reconhecido pelo seu contributo na luta e no  processo de consolidação das instituições de defesa e segurança  do país. 

“A presença do Chefe do Estado nas exéquias enquadra-se na  homenagem e no reconhecimento do Estado moçambicano  pelo percurso e contributo do General de Exército na reserva  Lázaro Henriques Lopes Menete, associando-se o Presidente da  República, em nome da nação, às manifestações de pesar  dirigidas à família enlutada e às Forças de Defesa e Segurança”, lê-se no comunicado da Presidência da República.   

O reforço da escolta de viaturas na estrada número 380, que liga cinco distritos do Norte de Cabo Delgado, foi confirmado pelo representante dos empresários da região de Mueda, um dos distritos afectados pela insegurança.

Segundo Lucas Manuel, representante da CTA em Mueda, a operação desta vez ocorreu com condições mais favoráveis do que no passado, com o aumento do número de viaturas militares e membros de segurança, permitindo que os empresários chegassem aos seus destinos com maior segurança.

“A retoma da escolta desta vez foi mais ou menos com condições melhores que no passado, porque o número de viaturas militares aumentou, o número de membros de segurança também aumentou, então conseguiram sair naquele dia e chegaram aos seus destinos”, afirmou.

O representante acrescentou que o tráfego na rodovia voltou a circular normalmente, como vinha acontecendo antes deste semestre, e que os empresários se mostraram satisfeitos com o reforço.

O pedido pelo reforço da escolta vinha sendo feito há muito tempo pelos empresários, mas só após vários ataques armados o Governo reconheceu a necessidade de reforço da segurança ao longo desta principal via.

O modelo de escolta de viaturas na estrada N380 foi introduzido em 2021, depois de a via ter ficado praticamente intransitável por quase um ano, quando um grupo armado ocupou a vila de Mocímboa da Praia.

O reforço actual demonstra a continuidade dos esforços do Governo para garantir a circulação segura de pessoas e mercadorias nos distritos do Norte de Cabo Delgado, região que tem enfrentado desafios significativos de segurança nos últimos anos.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) procederam à assinatura do acordo de cedência dos direitos de organização do Campeonato Nacional da I Divisão – Moçambola – válido para as épocas desportivas 2025/26 e 2026/27.

O acordo foi rubricado pelo presidente da FMF, Feizal Ismael Sidat, e pelo presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, reforçando o compromisso institucional entre as duas entidades para o fortalecimento do futebol profissional em Moçambique.

Nos termos do acordo, a FMF cede à LMF os direitos de organização do Moçambola, cabendo à Liga assegurar a gestão operacional da competição, incluindo a sua planificação, organização, coordenação logística e promoção, em estrita observância dos regulamentos, estatutos e orientações da Federação Moçambicana de Futebol.

Por sua vez, a FMF mantém o papel de entidade reguladora do futebol nacional, garantindo a supervisão institucional da competição e assegurando que o campeonato decorra em conformidade com as normas nacionais e internacionais que regem a modalidade.

A renovação deste acordo enquadra-se na estratégia de consolidação do modelo de gestão do futebol profissional no País, promovendo maior organização, sustentabilidade e valorização do principal campeonato nacional.

Com esta parceria renovada, FMF e LMF reiteram o compromisso de continuar a trabalhar de forma articulada para elevar a qualidade competitiva do Moçambola, reforçar a sua visibilidade e criar melhores condições para clubes, atletas, parceiros e adeptos.

A Vodacom anunciou a entrega de mil kits de dignidade para mulheres e raparigas, além da mobilização de cerca de 20 toneladas de bens essenciais, enquanto o Moza Banco disponibilizou um apoio financeiro simbólico para apoiar as acções sociais do Gabinete da Primeira-Dama. As partes manifestaram ainda interesse em fortalecer parcerias institucionais, incluindo a possibilidade de assinatura de um memorando de entendimento para aprofundar a cooperação em iniciativas de carácter social.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, recebeu em audiência esta segunda-feira, no seu gabinete, a directora da Fundação Vodacom, Cristina Azevedo, e o membro da Comissão Executiva do Moza Banco, Jaime Joaquim, encontros durante os quais foram anunciados apoios destinados a reforçar a assistência às populações afectadas pelas recentes cheias e a fortalecer futuras parcerias de carácter social.

Em declarações à imprensa no final da audiência, Cristina Azevedo explicou que a visita teve como objectivo a entrega de mil kits de dignidade destinados a mulheres e raparigas afectadas pelas cheias, no quadro da resposta de emergência promovida pela Fundação Vodacom.

“Foi uma boa oportunidade para a Fundação, de poder canalizar ajudar que é especificamente para mulheres e meninas, porque nós sabemos que, normalmente, é este grupo que fica mais vulnerável quando se trata de situações de emergência. Então, o que o Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama nos permitiu foi, no fundo, contribuir desta forma”, afirmou.

A responsável acrescentou que a Fundação Vodacom mobilizou cerca de 20 toneladas de bens essenciais para apoiar as populações afectadas, com particular atenção às necessidades das mulheres e raparigas atingidas pelas inundações.

“Neste caso foi especificamente para acautelar as necessidades das meninas e das mulheres que foram, infelizmente, afectadas pelas cheias”, declarou.

Durante o encontro, as duas instituições analisaram igualmente a possibilidade de formalizar a cooperação através de um instrumento de parceria institucional. “No âmbito desta colaboração, percebemos que poderia ser uma boa oportunidade, como nós Vodacom, formalizar esta relação com o Gabinete da Primeira-Dama. Todos nós temos visto quão preocupada, quão activa Sua Excelência Primeira-Dama, Gueta Chapo, tem sido. E isso ajuda-nos a colaborar, a aprofundar aqueles que são os nossos ideais, aquilo que é o nosso objectivo”, disse.

Segundo Cristina Azevedo, as partes discutem actualmente um memorando de entendimento que deverá ser assinado em breve. “Então, hoje conversámos também sobre a possibilidade de assinarmos um memorando de entendimento entre ambas as instituições. E é com muito prazer que eu digo que será feito em breve.

Neste momento temos um texto a ser discutido. Portanto, muito em breve estaremos aqui de novo para formalizarmos, então, esta parceria entre a Fundação Vodacom e o Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama”.

Num encontro realizado separadamente, o membro da Comissão Executiva do Moza Banco, Jaime Joaquim, explicou que a instituição solicitou a audiência para manifestar o seu apoio às iniciativas sociais promovidas pelo Gabinete da Primeira-Dama.

“Pedimos este encontro porque reconhecemos que o Gabinete da Primeira-Dama tem um papel muito importante a desempenhar na economia de Moçambique, e o país enfrenta, neste momento, vários desafios. E nós quisemos juntar-nos ao Gabinete da Primeira-Dama no apoio que pode ser dado à sociedade”, afirmou.

Na ocasião, o Moza Banco anunciou a entrega de um apoio financeiro simbólico destinado a reforçar as acções sociais do Gabinete da Primeira-Dama, sobretudo no actual contexto de calamidades naturais.

“Portanto, viemos hoje oferecer um apoio simbólico, monetário, para que junto de outros apoios que o Gabinete da Primeira-Dama tem recebido se possa fazer face aos desafios que os moçambicanos enfrentam neste momento, particularmente num período em que se registam calamidades naturais no país. Julgamos que este apoio é muito importante para a Primeira-Dama poder levar a cabo aquilo que são os seus programas, e nós estamos muito gratos, em nome da Comissão Executiva do Moza Banco”.

Jaime Joaquim acrescentou que o Moza Banco está aberto a continuar a desenvolver parcerias que possam ajudar o Gabinete da Primeira-Dama a levar a cabo os seus programas, sobretudo no apoio às comunidades carenciadas e às populações afectadas pelas diversas calamidades naturais que se registam no país.

Daniel Chapo destaca a importância dos laços históricos, culturais e linguísticos entre os dois países e manifestou interesse em reforçar a cooperação política, económica e social, incluindo a dinamização do investimento e das parcerias empresariais, sublinhando que o objectivo comum é fortalecer a cooperação e promover melhores condições de vida para os povos moçambicano e português.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou a solidez das relações bilaterais com Portugal e anunciou o interesse de visitas oficiais ao mais alto nível para breve, durante o balanço da sua deslocação a Lisboa. 

Ao participar na investidura do novo homólogo português, António José Seguro, o estadista moçambicano assinalou uma nova etapa de dinamismo na cooperação política, comercial e social, destacando a importância da presença mútua para o fortalecimento do bem-estar dos dois povos irmãos.

A participação moçambicana no evento foi classificada pelo Chefe do Estado como um passo fundamental na diplomacia entre as duas nações, sublinhando que esta “reveste-se de extrema importância a avaliar as relações históricas de amizade e cooperação”.

Durante o encontro com o governante português, o Presidente Daniel Chapo endereçou felicitações direcTas, expressando optimismo quanto ao futuro do relacionamento institucional. 

O estadista manifestou a sua “convicção de que o seu mandato contribuirá para o contínuo fortalecimento das relações de cooperação, amizade, solidariedade e fraternidade entre Moçambique e Portugal, em benefício do bem-estar dos respectivos povos”, enfatizando os laços que unem moçambicanos e portugueses.

No decurso das conversações, foram passados em revista os actuais mecanismos de cooperação, com especial foco na herança comum. O Presidente moçambicano destacou a solidez dos laços históricos que, segundo as suas palavras, “são laços históricos de irmandade, com base na língua, na cultura, na familiaridade entre os povos moçambicano e português”, servindo de base para o aprofundamento da colaboração nos domínios político, social e comercial.

Outrossim, sublinhou o desejo de Moçambique em atrair mais investimento, incentivando parcerias que transcendam a esfera governamental. O Presidente da República de Moçambique reforçou a importância de “dinamizar cada vez mais as relações económicas, sociais, políticas, comerciais e o investimento, sobretudo, e as parcerias empresariais entre os dois países, entre os nossos sectores públicos, mas também entre os nossos sectores privados”.

Para o Chefe do Governo moçambicano, Portugal mantém-se como um dos principais investidores externos, papel que o país pretende ver reforçado através de instrumentos financeiros já conhecidos. 

É o caso da linha de crédito de 500 milhões de euros aberta em Dezembro último, sobre a qual o afirmou que “as duas equipas, portanto, por parte de Portugal e de Moçambique, trabalham para a materialização e viabilização desta linha e por aquilo que nós estamos a acompanhar, até agora estamos num bom caminho”.

O estadista acredita que, se o nível de execução e pagamento deste mecanismo for positivo nos próximos anos, existem “possibilidades de esta linha continuar a crescer no que toca ao valor”, servindo de motor tanto para o setor público como para o privado. 

“Estamos convictos de que no reforço destas parcerias constou um instrumento fundamental para impulsionar o crescimento económico e social de Moçambique”, explicou o Presidente Chapo, reiterando o objectivo de estreitar as relações empresariais.

Um dos pontos altos do balanço foi o anúncio do interesse mútuo de visitas a Moçambique por parte da liderança portuguesa. O Chefe do Estado moçambicano revelou que “tivemos manifestação de interesse de visitar Moçambique não só por parte do Presidente Seguro, recentemente eleito, mas também por parte de Senhor Primeiro-Ministro Montenegro”, estando as datas concretas dependentes de acertos por via diplomática.

O Presidente Daniel Chapo concluiu a sua intervenção reforçando que o objectivo final desta cooperação excelente é único: “continuar a trabalhar juntos para fazer crescer os nossos dois países e criar melhores condições de vida, tanto para o povo moçambicano como para o povo português, que é o objetivo principal dos dois Governos”.

Esta visão de futuro aponta para uma consolidação definitiva dos laços que definem a parceria estratégica entre Maputo e Lisboa.

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