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O País – A verdade como notícia

Subiu de duas para 7 estâncias hoteleiras e uma bomba de combustível que encerraram as portas na vila turística de Bilene, em Gaza. Na sequência, mais de 127 pessoas ficaram sem emprego. A crise pós eleitoral é apontada  como causa principal.

Mais 5 estâncias turísticas e uma bomba de combustível fecham as portas e levaram mais cem pessoas ao desemprego na praia de Bilene, na província de Gaza. 

A situação abala a arrecadação de receitas na vila municipal. O Vereador Actividades Económicas de Bilene, Enoque Dava, revela que a receita gerada pelo turismo caiu drasticamente de 13 para três milhões meticais em resultados.

De Outubro do ano passado até Julho corrente, mais de 1127 pessoas perderam o emprego na praia de Bilene, e mais  da metade de 94 operadores turísticos consideram fechar as portas devido a insustentabilidade do negócio pós-protestos eleitorais.

 

O país ainda não tem vacina para responder ao surto de Mpox. O director do Instituto Nacional de Saúde fala de custos elevados para a aquisição, mas garante que é possível conter a propagação do vírus sem recorrer à vacinação.

 

A província de Niassa é, até ao momento, a única com casos positivos de Mpox,  totalizando 13 desde a eclosão do surto.

Trata-se de uma doença que pode ser fatal e cuja confirmação obriga ao isolamento domiciliar.

Há três formas de transmissão da doença. “A primeira forma de contaminação é por meio do contacto físico directo. A evidência científica mostra que a mais eficiente é o contacto sexual e o contacto pele a pele, desde o aperto de mão, um abraço. A indirecta, que é o contacto com objectos ou superfícies contaminadas, e a terceira, que é menos comum em Moçambique. Em termos de sintomas, o indivíduo sente febres, dor de cabeça, dores musculares, dores na garganta e as lesões ou borbulhas em todo o corpo, incluindo na cara.”

Em entrevista, o director do Instituto Nacional de Saúde garantiu que o país tem capacidade de testagem, uma das formas de responder à doença.

“Todas as províncias possuem capacidade de testagem de saúde pública, porque construímos em todo o país. Os 13 casos de Mpox confirmados em Niassa foram lá testados.”

A vacinação é um dos mecanismos de resposta e está a ser implantada em nove países. Entretanto, Moçambique ainda não dispõe das vacinas, e o director do INS explicou as razões.

“A questão das vacinas é, primeiro, a disponibilidade, segundo, são vacinas caras, cuja tecnologia para produção é antiga. Entretanto, uma das nossas intervenções é mobilizar vacinas para o país, e, neste momento, estão a ser feitas negociações, principalmente com a África CDC, que mobiliza toda a vacina para o continente. Temos países com casos muito mais severos que até hoje não tiveram vacina.”

Apesar do aumento de casos, Samo Gudo descarta a possibilidade de adopção de medidas de restrição.

“Nenhuma entidade recomenda restrições de actividades económicas. Se alguém vai fazer eventos, tem de avaliar o risco, mitigá-lo e definir as medidas para conter a infecção.”

De Janeiro a esta parte, pelo menos 170 pessoas morreram vítimas de Mpox em África.

O projecto de aquisição de tractores para o transporte de passageiros no campo foi introduzido como um projecto piloto,  ano passado, e foi  decidido e desenhado com objectivo de facilitar o escoamento da produção das zonas agrícolas para os mercados, segundo afirmou  o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe. Matlombe diz que,  primeiro,  é preciso dar mérito à equipa que pensou nos tractores como solução de transporte de pessoas e bens no campo, isto  do ponto de vista de inclusão.

 

O Ministro dos Transportes e Logística esclareceu   que o objectivo central é garantir o escoamento da produção das zonas agrícolas para os mercados.

“Podemos discutir o meio, mas nós, ao nível do Governo, apreciamos, obviamente, a proposta.  Se olharmos esse como pressuposto da concepção da solução, achamos que este meio,  para as zonas de produção e  para os mercados,  atende às necessidades  tendo em conta as características  das  zonas onde se faz a produção, que é para facilitar que os camponeses, as pessoas que praticam a agricultura, que precisam escoar a produção para fazer chegar aos mercados,  para alimentar os nossos mercados e reduzir a nossa dependência”, argumentou João Matlombe.

O Ministro dos Transportes de Logística justificou que  o objetivo passa por, “obviamente, na importação de produtos de primeira necessidade, passarmos a ter produtos mais ou menos nacionais. Achamos que elas,  se calhar, ajustam-se. Agora, se o meio tem que ser tractor, tem que ser 4×4, essa é uma questão, obviamente, que cada um tem que emitir a sua opinião.

O governo lembrou que,  nos mercados grossistas,  os “chapas-100” não aceitam transportar passageiros com grandes cargas agrícolas.

“Aquelas nossas mães são obrigadas a andar com as carinhas de caixa aberta. Então, como  é que se atende, porque os mercados precisam daquilo, precisam daqueles produtos para comercializar. Qual é o meio mais ajustado, se é este ou aquele, portanto, penso que esse é um debate que se coloca, mas o mais importante é vermos a finalidade e qual é a solução que pode ser colocada.”

Matlombe disse, ainda,  que o Governo está aberto a críticas sobre esta questão,  e que  todas as opiniões que têm sido emitidas pela sociedade são válidas e que tem sido objecto de análise no Governo.

“Nós estamos abertos, estamos a ouvir, estamos a acompanhar todo o debate que está a acontecer.  Mas mais do que o debate, o mais importante é avaliar, mais ou menos, o local onde vai ser implementado, as condições em que vai ser implementado, a população que precisa  desse meio.”

Frisou, por outro lado, que ” as opiniões têm que, também, ir de encontro com a capacidade, com a realidade  que nós temos e com a condição que o país tem, neste momento. Todos gostaríamos, obviamente, de ter uma solução melhor que esta, não há dúvidas. Nós, também, gostaríamos de ter isso, mas o que é possível neste momento é o que  está  a ser feito.  Nós não queremos, obviamente,  que se pense que  o governo em exercício decidiu  matar a iniciativa que já tinha sido  iniciada. O que fizemos foi tentar consolidar a iniciativa e vamos tentando aprimorar. Se nós acharmos que a medida não se ajusta em algum canto, obviamente, vamos ajustar”, justificou Matlombe.

Em relação aos elevados custos dos referidos tractores,  o titular da pasta dos Transportes e Logística  explicou que não encontra razões para críticas, pois, frisou, os mesmos incluem a manutenção por cinco anos.

Em relação aos elevados custos dos referidos tractores,   o Ministro dos Transportes e Logística explicou que não encontra razões para críticas pois  os mesmos incluem a manutenção por cinco anos.

 

 

A Procuradoria Provincial de Maputo diz que é urgente a criação de um centro de reeducação juvenil para os menores inimputáveis, para melhor atendimento de casos criminais envolvendo menores de 16 anos. O órgão apela aos pais e encarregados de Educação para terem mais atenção na educação dos menores.

Depois de a polícia ter libertado, tanto os dois adolescentes indiciados pelo esfaqueamento  e assassinato de seu colega na Escola Básica de Matola-Gare, assim como os quatro estudantes que violaram a sua colega de 15 anos, nas proximidades da Escola Básica da Machava Km 15, por estes não poderem responder criminalmente, por serem menores de idade, a Procuradoria Provincial de Maputo revelou à imprensa, nesta quarta-feira, que os adolescentes ainda não beneficiam de qualquer medida para recuperação.

O porta-voz da instituição explica que o processo está, agora, dependente do Tribunal de Menores, instituição responsável por tramitar casos que envolvem menores de idade, para a decisão final sobre que medidas podem ser aplicadas aos adolescentes.

“Neste momento, os menores em causa, envolvidos no caso em tela, encontram-se junto das suas famílias, portanto, o que estamos a fazer, o processo está em curso a nível do tribunal, com a assistência, como foi dito aqui, nós é que representamos os menores nos termos da Constituição e de Lei aplicável. O processo vai prosseguir e há uma série de  actividades que poderão ser arbitradas por promoção do Ministério Público, primeiro a questão da assistência médico-psicológica a estes meninos, a possibilidade da prestação   de actividades de natureza comunitária, a possibilidade do seu internamento num centro de formação vocacional, porque a ideia que se pretende, efectivamente, é recuperarmos  estes meninos”, explicou José Manuel.

Já que o país apenas possui um centro de reabilitação para adolescentes maiores de 16 anos, localizado em Boane, que há quatro meses contava com 42 pessoas, José Manuel diz que é urgente a criação de um centro para os menores inimputáveis.

“Temos aqui uma situação que é da inexistência de uma instituição de recuperação de adolescentes inimputáveis, portanto, ainda o país não dispõe, pelo menos na nossa província, não temos um estabelecimento para o acolhimento dos inimputáveis em absoluto, que já foi dito, são aqueles que são menores de 16 anos. Temos em Boane um centro de recuperação juvenil, mas que é exclusivamente destinado a menores de idade, em relação a 21 anos, neste caso, são todos menores, mas que são inimputáveis, que são maiores de 16 anos, portanto, para a recuperação juvenil, o centro de recuperação não acolhe estes menores de 16 anos. Este é um desafio que se coloca a todos nós, ao Estado em especial, para, de forma urgente, repensar esta situação, criar centros para que possamos trabalhar da melhor forma”, reiterou.

Sobre a possibilidade de revisão legal, para baixar a idade de imputabilidade, Manuel tem reservas na sua opinião, por considerar um tema que merece uma reflexão profunda da sociedade.

“A transformação dos menores é responsabilidade de todos nós, não apenas do Ministério  Público, ou até mesmo de uma lei alguma em especial, portanto, a responsabilidade de transformação dos menores não pode apenas ser circunscrita a uma lei, é uma responsabilidade de todos nós, todos nós somos chamados a intervir, e é urgente cada um, a seu nível, como pai, como mãe, encarregado de educação, possa intervir da melhor forma, fazer uma introspecção, uma análise dentro da sua família, se está a cumprir devidamente o seu papel ou não, e corrigir aquilo que são as falhas. É óbvio que precisamos de uma legislação actuante, uma legislação dinâmica, uma legislação que possa liderar os acontecimentos e não ser arrastada pelos mesmos. Eu tenho a certeza de que esta matéria que é colocada relativamente à redução da idade pode ser estudada, pode ser analisada”, concluiu.

A procuradoria provincial diz que regista com preocupação maior a incidência de crimes envolvendo adolescentes nos bairros Matola, Machava e Infulene, apesar dos esforços na sensibilização em curso.

É que, há pouco mais de seis meses que, de acordo com a fonte, a procuradoria tem montados núcleos de prevenção e combate ao tráfico e consumo de drogas e álcool em sete escolas secundárias e primárias da Província de Maputo. A iniciativa envolve estudantes, professores, pais e encarregados de educação.

Agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) balearam  mortalmente um indivíduo e feriram outros cinco, durante protestos populares contra a detenção de um médico tradicional, no distrito de Guijá, em Gaza. 

A tarde e noite desta terça-feira foram trágicas na província de Gaza. Uma  pessoa morreu e outras cinco ficaram gravemente feridas, depois de terem sido baleadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Pelane e Chinhacanine, em Guijá. Júlio Nhamussua, diz que a população tentava assaltar o comando distrital.

Os incidentes aconteceram quando os agentes da Polícia  tentavam  conter  uma revolta popular contra a detenção de um líder religioso, supostamente envolvido em polémicas mais a norte da província.

A esposa do indiciado confirma a detenção, mas desconhece as causas por trás da acção policial. Testemunhas no local dizem que os tumultos iniciaram pela manhã e prolongaram-se até  por volta das 18 horas.

O administrador de Guijá, Jaime Mugabe, confirma uma morte e cinco feridos que seguem sob cuidados médicos no centro de saúde local. 

Refira-se que três dos cinco pacientes internados estão em estado crítico no Centro de Saúde de Guijá. 

A Direcção provincial de Educação em Nampula confirma a existência de cerca de 290 mil alunos que estudam ao relento, e diz estar a mobilizar recursos para minimizar o problema. A exposição ao frio e ao sol causam problemas de saúde, alerta um médico.

Mesmo no frio, os alunos da escola primária de Saua-Saua fazem-se a escola, nas salas improvisadas, sem carteiras. Para sentar ao chão, os pequenos usam a criatividade. 

À busca de aquecimento, as crianças juntam-se na parede para apreciarem os raios solares. O director provincial da Educação visitou a  escola para ver de perto o que passam alunos e professores e confirmou o que já havia sido noticiado.

“Estamos a falar, na província de Nampula, em toda ela, cerca de 290 mil crianças que estudam embaixo das árvores”, avançou o Director Provincial de Educação em Nampula, William Tuzine. 

Conhecido o problema, que acções para reverter o cenário? “Estamos a trabalhar com os nossos parceiros estratégicos, para ver se conseguimos minimizar este assunto, esta problemática  dos nossos alunos estudarem debaixo das árvores. Portanto, precisaríamos de mais de mil salas em toda a província de Nampula”, disse o responsável. 

Para a Escola Primária de Saua Saua, Williamo Tuzine prometeu alguma intervenção a curto e médio prazo. “Vamos mobilizar parceiros, para ver se conseguimos minimizar esta situação de turmas ao relento, crianças no chão, mas também temos um grande problema que é a água. Não temos água nesta escola. Portanto, vamos mobilizar parceiros para ver se conseguimos minimizar esse problema de água e de casas de banho nesta escola”, garantiu o responsável.  

A exposição ao frio, sol e poeira pode criar várias doenças, tal como alerta este médico de clínica geral, Dalito Cândido Agostinho.  

A vida destes alunos exige muito equilíbrio porque os desafios não são para fracos…

Um jovem de 23 anos de idade morreu, após cair de um prédio durante um trabalho de limpeza, numa empresa onde foi subcontratado, na cidade de Maputo. A família queixa-se de dificuldades para falar com o empregador .

Tinha apenas um mês de trabalho, numa empresa de construção civil. No sábado passado, o jovem Eugénio Maungue lutava para concluir sua tarefa de limpeza numa obra, no fim da tarde, mas tal nunca aconteceu. 

Segundo familiares, a vítima terá caído do sétimo para o quarto andar, num momento em que o seu único colega em serviço não estava presente. Quando regressou, Felisberto Armando encontrou Eugénio estatelado e a sangrar. 

Diz ter procurado por ajuda na companhia do guarda da empresa onde estava a realizar o trabalho e a primeira que chegou foi da Polícia, mas já era tarde.

Inconsolável, a família do malogrado clama pela responsabilização da empresa. O irmão da vítima diz que a empresa ainda não se pronunciou sobre o incidente.

Para ter o posicionamento da empresa,  o “O País” dirigiu-se ao local do sucedido, tendo encontrado as portas fechadas e ninguém disponível para se explicar.

Caso a empresa não assuma a responsabilidade,  o jurista Custódio Pedro sugere que a família do malogrado denuncie-o à Inspecção Geral de Trabalho. 

Até aqui, a Inspecção Geral do Trabalho desconhece o caso, mas, depois da abordagem do “O País”, destacou uma equipa para investigar o sucedido.

Enquanto isso, aguarda-se pelos resultados das investigações.

«Uma pessoa perdeu a vida, na manhã de hoje, na sequência de um acidente de viação na Estrada Nacional Número Quatro (EN4), no Município da Matola, que envolveu camião e motorizada. O condutor da motorizada foi a vítima. 

No local do sinistro, testemunhas contam que o motociclista conduzia numa velocidade  normal, mas não terá prestado a devida atenção ao contornar para a estrada, foi atropelado pelo motorista do camião e não resistiu  aos ferimentos. 

Nossa reportagem ouviu alguns residentes do local onde ocorreu o acidente de viação, que disseram que os acidentes no local são frequentes por ali, pois não são respeitadas as regras de trânsito, quando a Polícia de Trânsito está ausente. 

A Polícia da República de Moçambique confirma a morte e avança que o motociclista tinha 60 anos de idade.

Um grupo armado assaltou uma ambulância e sequestrou os passageiros, que só foram libertos mediante o pagamento de resgate. O facto foi confirmado pelo director Provincial de Saúde de Cabo Delgado.

O assalto a ambulância ocorreu no dia 12 do mês na estrada N380. Apesar da insegurança, as autoridades de saúde vão continuar a trabalhar normalmente, até que haja ordens contrárias por parte das Forças de Defesa e Segurança.

Recordar que em Março de 2024, duas ambulâncias foram roubadas supostamente pelo grupo armado durante um ataque à vila de Quissanga, e até hoje as viaturas ainda não foram recuperadas.

 

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