Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A falta de uma Lei específica e de quadros qualificados colocam em causa a protecção dos dados pessoais nas plataformas digitais. O Ministério das Comunicações e Transformação Digital quer criar uma Política Nacional de Governação de Dados.

Com o avanço da tecnologia, a protecção de dados torna-se cada vez mais desafiante. Não poucas vezes,  assiste-se, por exemplo, a partilha indevida de informações e casos de burla por meio de mensagens de promoções e jogos.

Estas situações revelam que ainda há vulnerabilidade na protecção dos dados pessoais.

Segundo o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, a falta de quadros qualificados em gestão de dados é uma das razões da vulnerabilidade na protecção de dados.

Américo Muchanga considera, por isso, que é urgente a elaboração da Política e da Estratégia Nacional  de Governação de Dados para ultrapassar estes desafios.

Nesta sexta-feira, o ministro reuniu-se com o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação para colher subsídios sobre a matéria.

Após a Auscultação,  a proposta de Lei da Protecção dos Dados, a ser elaborada, será encaminhada ao Conselho de Ministros.

 

Uma quadrilha roubou uma viatura de alta cilindrada, pertencente a um supermercado, desmontou-a peça por peça e, de seguida, deitou a cabine numa mata, no Bairro Novo, na Cidade de Quelimane. Dos indiciados no caso, um é agente da polícia.

A quadrilha é composta por três indivíduos que, na passada noite de dia 28 de Julho, teria furtado uma viatura de alta cilindrada de caixa aberta, pertencente a um supermercado de Quelimane.

A viatura foi roubada na casa do respectivo gerente. Depois da denúncia, foi feita uma investigação, e, dias depois, a viatura foi localizada no interior de uma residência, mas desmontada peça por peça no bairro Manhaua, nas proximidades do mercado das bananeiras. Os indiciados negam o envolvimento no crime.

Entre os detidos encontra-se um agente da polícia, dois mecânicos, e o dono da casa onde foi encontrada a viatura está foragido.

 

Uma instituição de ensino técnico-profissional está a operar ilegalmente, desde Outubro de 2019, na cidade de Moatize, em Tete.

No caso, trata-se do Instituto Médio Politécnico Chonze, que, segundo apurou a nossa equipe de reportagem, não tem alvará nem autorização para funcionar. Os Serviços Provinciais de Assuntos Sociais, em Tete, afirmam que o instituto não reúne os requisitos legalmente exigidos para que seja autorizada a leccionar.

O Inspector Chefe dos Serviços de Assuntos Sociais, Horácio Moda, promete medidas duras ao Instituto de Formação Chonze, que funciona ilegalmente há quase seis anos.

Contactada a direcção do instituto, ninguém mostrou-se disponível para prestar declarações sobre o caso à imprensa. No entanto, uma fonte próxima e ligada à instituição, fez saber que cerca de quarenta estudantes estão inscritos para os cursos de Mecânica Geral, Electricidade, Binformática e Serralharia.

 

As longas distâncias continuam a ser um dos principais obstáculos ao acesso à educação na província de Gaza, especialmente nos distritos do norte e extremo sul. No norte destacam-se Chigubo, Massingir e Mabalane, onde as comunidades chegam a estar entre 10 e 16 quilómetros da escola mais próxima.

No distrito de Chongoene, a situação é igualmente crítica. Mais de 1.300 alunos são obrigados a percorrer cerca de 16 km por dia até à Escola Secundária de Bungane, devido à ausência de uma infraestrutura escolar na localidade de Nhacutse.

Hélio Carlos e Lina Manuel, alunos da comunidade, relatam o sacrifício diário. “Acordamos às 5h30 e chegamos à escola às 7h. Mesmo assim, às vezes ainda chegamos atrasados”, contam.

A situação preocupa os pais e encarregados de educação, muitos dos quais não têm condições financeiras para garantir transporte. A maioria dos alunos faz o trajeto a pé, o que resulta em atrasos frequentes e baixo rendimento escolar.

“Para um cidadão que não tem recursos, quando o filho começa a ter dificuldades, a única saída é abandonar os estudos. A maioria aqui vive apenas do trabalho na machamba”, lamenta Artur Pedro, representante dos pais em Nhacutse.

Segundo ele, a desmotivação e o abandono escolar aumentam a cada ano. “Até os que eram mineiros já não conseguem pagar as despesas escolares. Não sabemos até quando vamos esperar por uma escola secundária aqui”, questiona.

O setor da educação em Gaza reconhece o problema, mas justifica a ausência de investimentos com a baixa densidade populacional.

“Temos comunidades com cerca de 15 alunos, o que não justifica a construção de uma escola de raiz”, explicou Raquelija Da Glória, porta-voz da Direção Provincial de Educação em Gaza.

Como solução, o setor propõe a implementação do ensino à distância nessas comunidades. “Estamos a sensibilizar os alunos e as famílias para aderirem ao ensino secundário à distância, que pode ser uma alternativa viável nestas zonas remotas”, acrescentou.

Além da distância, os mais de 800 alunos que ainda estudam em Nhacutse enfrentam há mais de dez anos condições extremamente precárias, com salas de aula degradadas. O Conselho da Escola denuncia que a situação se deve ao desvio de contribuições feitas pela própria comunidade.

A população exige medidas urgentes por parte das autoridades para garantir o direito básico à educação.

Os braços juvenis dos partidos políticos defendem que a participação da juventude no Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo é fundamental para o alcance dos consensos necessários para a pacificação do país

As organizações da sociedade civil, partidos e os seus respectivos braços juvenis juntaram-se, nesta quinta-feira, para discutir sobre o papel da juventude no Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo.

Organizada pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), a mesa redonda serviu como uma plataforma de comunicação entre os jovens e a Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), num contexto em que a estrutura deste órgão ainda está a ser formada, processo que irá culminar com a criação dos grupos de trabalho.

Mais do que exigirem a sua participação no processo do diálogo, o director-executivo do IMD, Hermenegildo Mundlovo, entende que os jovens devem desenhar os seus próprios planos de acção, que vão servir como uma luz sobre como é que nos próximos dois anos poderão contribuir para o alcance dos consensos para a pacificação do país.

Falando em representação da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo, Albino Manguene alertou que, mais do que procurar caminhos para o diálogo, é preciso corrigir os erros cometidos num passado recente. Manguene considera que este processo representa um marco histórico para o país, tendo em conta que o diálogo envolve vários actores nacionais.

“O diálogo nacional inclusivo sai de uma sala fechada para uma esfera pública, até porque antes as negociações e as conversações eram feitas aconteciam numa sala fechada e como poucos actores. Agora as coisas mudaram, pois todos poderão contribuir nesse processo, incluindo os jovens”, disse Albino Manguene.

Os braços juvenis dos partidos políticos entendem que a participação da juventude neste processo é fundamental, pois têm ideias inovadoras. Para os jovens, a mesa redonda serviu como um momento de reflexão sobre a sua inclusão em todos os poderes decisórios do país e em todos os tipos de diálogos que levem a consensos para a busca de soluções para a paz.

O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, desafiou os jovens a fazerem parte das soluções dos vários problemas que o país enfrenta, sobretudo a paz.

O governante adverte que, ao promover-se o diálogo incluindo a juventude nas decisões e ao reconhecer-se o seu valor, cria-se um ambiente onde a destruição de bens públicos e privados deixa de ser vista como uma forma de protesto, “dando lugar a atitudes construtivas, participativas e responsáveis e que coloquem o bem comum acima dos interesses momentâneos”, explica.

A mesa redonda decorreu sob o lema “Unindo vozes de jovens para renovar compromissos nacionais”.

Um grupo de populares invadiu uma vasta área pertencente às irmãs católicas no bairro de Namicopo, província de Nampula, alegando que o local serve de refúgio dos malfeitores. As irmãs recorreram ao tribunal para pedir, através de uma providência cautelar, o abandono da área por parte dos invasores, e o tribunal aceitou o pedido.

A informação foi avançada por Nassir Mussa, oficial de diligências no Tribunal Judicial da Província de Nampula, que disse que o tribunal deu, nos termos legais, o procedente a providência requerida pelas irmãs, ou seja, “ficam intimados os requeridos a suspender imediatamente qualquer actividade ou construção dentro da propriedade da requerente”.

Por outro lado, segundo disse Nassir Mussa, ficam intimados também os secretários, chefes de bairro e da zona a não emitirem declarações pareceres, compra, venda e não autorizar invasão dentro da propriedade da requerente.

Esta é a segunda vez que o Tribunal Judicial da Província de Nampula intima os invasores a abandonarem a área. A primeira previa 30 dias, e estes não obedeceram.

Um dos invasores ameaça não abandonar o local, ameaçando ainda quem se aproximar para fazer a sua retirada. “Eu estou a informar, dizer que se aquele senhor continuar a vir aqui, não vamos nos entender. Não vamos abandonar, porque primeiro nós nunca fizemos mal a ninguém”, disse.

Outro dos invasores diz que o povo tem um governo e “o governo somos nós”. Ademais, apela à clemência e ao bom senso. “Quando o tribunal vier demolir, peço para vir com piedade. Não negamos para ele fazer esse trabalho, mas dar piedade a esse povo, saber aonde que vai colocar”, pede.

O terceiro dos invasores fala em concessão arbitrária. “Ninguém comprou e ninguém ofereceu. Só entramos aqui por causa dessas matanças que estão a existir aqui”, afirmou.

A polícia esteve a fazer a cobertura da entrega da notificação e apela à colaboração dos invasores. Rodolfo Araújo, chefe das operações no distrito de Nampula, pediu para os invasores suspenderem as actividades até que o tribunal tome uma outra posição.

“Esta é a posição da polícia, o conselho da polícia. E menos agitação. Não queremos aqui agressões. Nós viemos em paz”, frisa o chefe das operações no distrito de Nampula.

Recentemente, o presidente do Município apelou aos titulares de DUAT de áreas invadidas a recorrerem ao tribunal, por entender serem matérias para decisão judicial, e não administrativa.

“Nós aconselhamos todo aquele que tiver DUAT, numa situação igual à invasão de terra e tenha documento, que faça uma apelação ao Tribunal Judicial. Só o tribunal tem competências para resolver a questão do derrame de ocupação ilegal de espaços”, sugeriu na ocasião Luís Giquira, edil de Nampula.

Caso não haja abandono voluntário, o tribunal poderá ordenar a retirada compulsiva.

A primeira-dama da República, Gueta Chapo, exorta a mulher africana a incrementar o seu contributo em prol do empoderamento da rapariga, na perspectiva de torná-la instrumento catalisador para o desenvolvimento do continente africano.

Numa mensagem endereçada à mulher africana por ocasião do seu dia, que se assinalou ontem, 31 de Julho, Gueta Chapo refere que a data foi consagrada pela União Africana para reflexão sobre o papel da mulher no desenvolvimento social, económico e cultural do continente africano.

“Em Moçambique, é notório o número crescente de mulheres em posições de liderança e governação que, orientadas pelas políticas do Governo, dão o seu contributo assinalável para o desenvolvimento e bem-estar das comunidades”, lê-se na mensagem da esposa do Presidente da República.

A primeira-dama sustenta que é por isso que o nosso país acolheu, em 2003, a reunião que adoptou o Protocolo da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os Direitos das Mulheres em África, conhecido como Protocolo de Maputo, um instrumento internacional de direitos humanos estabelecido pela União Africana, em vigor em 2005.

O Protocolo de Maputo assegura os direitos à mulher na sua participação em processos políticos, igualdade do género, saúde reprodutiva, combate à mutilação genital feminina, inclusão financeira e económica, posicionando a mulher no centro do desenvolvimento.

As violência doméstica e sexual continuam a ser uma das maiores preocupações das mulheres. O secretário de Estado do Género e Acção Social defende que se devem divulgar mais leis que promovam a protecção das mulheres, como forma de reduzir os casos. Abdul Razaque falava por ocasião do Dia da Mulher Pan-Africana.

É o Dia da Mulher Africana, e, na Cidade de Maputo, a celebração começou na Praça dos Heróis, onde mulheres, todas vestidas a rigor, mas com culturas e pertencentes a diferentes países africanos, se juntaram para reflectir sobre os seus desafios.

Ao som da banda militar, o secretário de Estado do Género e Acção Social, Abdul Razaque, foi quem dirigiu a celebração, depois de depositar uma coroa de flores, por ocasião da efeméride.

Mesmo sem avançar números, Razaque explicou que os casos de violência contra a mulher e a rapariga, no país continuam preocupantes.

“Infelizmente, há muitos casos que morrem no silêncio, não sei se é por causa da educação da própria mulher, que acabam não denunciando. O Governo já criou instituições vocacionadas na responsabilização de pessoas que praticam actos de violência contra a mulher.”

Outra preocupação é com os casos de feminicídio, que Razaque explica que “há necessidade de continuarmos a divulgar as leis que protegem as mulheres”.

Porque é dia de celebração, as mulheres decidiram exaltar a cultura africana por meio de demonstrações.

A secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana, Cidália Chauque, disse que, apesar das fragilidades, houve avanços para o empoderamento da mulher.

“Comemoramos os efeitos da mulher nas diversas áreas de desenvolvimento social, económico e político dos nossos países. Os avanços não foram só em Moçambique, mas em cada país africano.”

O Dia da Mulher Pan-Africana foi estabelecido para comemorar a primeira Conferência Pan-Africana da Mulher, realizada em Dar es Salam, na Tanzânia, em 1962.

Os distritos de Molumbo, Morrumbala, Milange, Gurué e cidade de Quelimane estão  na dianteira de casos de tráfico de pessoas. A procuradoria provincial da Zambézia fala de casos já instruídos que estão a correr nos seus termos. Há pelo menos 5 casos registados de 2023 a esta parte.

O tráfico de pessoas continua a preocupar as autoridades de justiça e a sociedade civil ao nível da província da Zambézia. Cidade de Quelimane, distrito de Gurué e todos os que fazem fronteira com o Malawi, Molumbo, Morrumbala e Milange. As autoridades de justiça dizem-se preocupadas com a situação. De 2023 há registo de cinco casos em toda a província e esforços estão a ser feitos para redução dos casos. 

Procurador chefe provincial fala de um caso registado este ano no distrito de Molumbo. Diversos actores estão no combate dos casos de tráfico de pessoas na Zambézia. 

Sobre o assassinato do vice-presidente da comissão distrital de eleições de Inhassunge no ano passado, a procuradoria diz que já há detido e o caso está em seguimento. 

 

+ LIDAS

Siga nos