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O País – A verdade como notícia

O Município de Nampula foi condenado de forma solidária a pagar uma indemnização de 4 milhões e 800 mil meticais ao jovem universitário Edmundo e mais duas crianças, todos vítimas de um acidente de viação envolvendo uma máquina escavadora do município. Entretanto, Edmundo e seu advogado não estiveram presentes, alegadamente porque não foram notificados

A sentença foi lida na ausência do ofendido e do seu advogado que moviam o processo, sendo que o motorista da máquina escavadora foi condenado a 3 meses de prisão por ofensas corporais involuntárias e três meses de multa.

“A pena de prisão será substituída por multa à taxa diária de 200 mil meticais. Vai também culminar no pagamento de 400 mil meticais de imposto de justiça. Deverá o arbítrio pagar a título de indemnização a favor das vítimas solidariamente com o Conselho Municipal da Cidade de Nampula, ao abrigo dos fundamentos acima exposto por danos não patrimoniais, mostrando o número 1 do artigo 94 do Código de Processo Penal, conjugado com o artigo 483 e 496, todos do Código Civil, nos seguintes montantes: Edmundo Francisco José Maducai, no valor de 4 milhões, Anísia da Berta José Wascheck, no valor de 500 mil, e Fáusia da Berta José Wascheck, no valor de 300 mil meticais”, sentenciou o juíz da causa, Arnaldo de Deus Facitela.

Trata-se de um problema que a actual direcção do Município encontrou e o advogado da edilidade disse que houve tentativas fracassadas de um acordo extra-judicial com o ofendido. Sobre a sentença, Carlos Coelho disse que era prematuro fazer uma leitura.

“O ofendido Edmundo pedia 200 milhões de meticais, enquanto o Ministério Público, com relação aos menores, pedia 300 mil meticais para uma delas. Particularmente em relação ao pedido do ofendido Edmundo, com todo respeito e humildade, é um valor, quanto a nós, absurdo”, disse Carlos Coelho.

Em relação à sentença em si, Coelho disse que não pode afirmar estarem totalmente satisfeitos, mas “o Conselho municipal é um órgão colegial, e obviamente que, nós como advogados, vamos levar esta decisão ao Conselho Municipal”, que posteriormente poderá se pronunciar.

O advogado de Edmundo diz que tanto ele, como o ofendido não foram notificados da data de leitura da sentença, por isso não se fizeram presentes. Com relação à sentença, Edmane Adriano, advogado de Edmundo Muanamucane, disse que “é prematuro avançarmos com aquilo que, efectivamente, vamos levar a cabo, até porque temos 20 dias para podermos recorrer da decisão, tomando como base que trata-se de um processo comum”, disse.

O acidente, lembre-se, foi causado por deficiências mecânicas na máquina escavadora que fez uma descida desgovernada e colheu frontalmente Edmundo que estava numa motorizada e mais duas crianças que estavam na berma da estrada onde a máquina acabou imobilizada.

O Município da Vila Matola Rio dá ultimato de quatro dias para a retirada de xivotxongo, que está à venda nas ruas e mercados da autarquia. O edil orientou, também, à fábrica que funciona naquela urbe a interromper a produção de bebidas espirituosas de baixo custo. 

Depois do Município da Matola, esta quinta-feira, foi a vez da Vila da Matola Rio fiscalizar a venda e a produção de xivotxongo. O presidente da autarquia da Vila da Matola Rio saiu do gabinete e tinha como um dos destinos, alguns dos locais de maior venda de bebidas espirituosas de baixo custo. 

Abdul Gafur conversou com os que comercializam xivotxongo e orientou-os a parar de vender. “Há um produto que eu não gostaria que vendesse. Sabes qual é? É o xivotxongo. Esta bebida é perigosa para a saúde. Venda todos outros produtos. Menos essa bebida. Isto é uma droga. Faz muito mal à saúde”, apelou Abdul Gafur, edil da Vila da Matola Rio.  

Porque faz mal à saúde, o edil da Vila da Matola Rio não quer mais ver esta bebida no mercado e apresenta uma alternativa para quem sua sobrevivência depende disso. 

“Tens muitos produtos aqui. Investe mais nesses produtos que fazem bem à saúde e elimina a venda dessas bebidas. Nós temos um programa de apoio aos nossos jovens, ao empreendedor, nós vamos lançar esse programa para apoiar os nossos jovens, mas nunca vamos apoiar a venda dessas bebidas”, revelou Abdul Gafur em conversa com um dos vendedores de xivotxongo.  

Os comerciantes dizem que vão parar de vender as bebidas espirituosas de baixo custo e, para já, vão descartar as quantidades que ainda têm nas suas bancas.

“Eu vou parar de vender essas bebidas porque prejudicam à saúde. Se é prejudicial, temos que apoiar a ideia, deixando de vender. Assim que tenhouma parte dos produtos, vou tirar da banca e jogar fora. Não há outra saída”, consentiu Abel, um comerciante de xivotxongo. 

Entretanto, os comerciantes pedem que o mal seja cortado a partir da raiz. “Se vamos parar de vender, a fábrica vai fechar?”, perguntou um comerciante ao edil que, por sua vez, respondeu: “vai fechar, sim. Há um trabalho do Governo Central para que as fábricas que fazem esse tipo de bebida, com o teor de álcool muito elevado parem de fabricar isso”. 

E a dúvida de Ozias Beril tem a sua razão de ser. “É que se a fábrica não fechar, eu posso não vender, mas os outros vão”. 

Para a retirada dessas bebidas de circulação, o presidente da Vila da Matola Rio deu ultimato quatro dias. Depois disso, quem teimar em vender, a mercadoria será apreendida pela Polícia Municipal. 

“Nós já iniciamos há algumas semanas, mas nós vamos dar mais uma. Portanto, a partir de segunda-feira, nós não vamos querer ver nenhuma garrafa dessas bebidas pelas ruas da Matola Rio. Estão todos avisados e a nossa polícia está a fazer essa sensibilização e a partir de segunda-feira nós vamos fazer mão dura à venda dessa bebida”, avisou Abdul Gafur. 

Das ruas, Abdul Gafur foi visitar a única fábrica de xivotxongo localizada na Vila da Matola Rio. 

O edil soube que a forma de produção é, aparentemente, segura, mas ficou preocupado com a concentração de álcool nas garrafas de xivotxongo de 200 mililitros, que é de 42 por cento. Uma percentagem alcoólica muito alta. 

Aliás, a mesma fábrica produz uma bebida enchida numa garrafa de 750 mililitros, mas com o teor de álcool de 40 por cento. É por isso que recomenda a interrupção na produção de xivotxongo. 

“A recomendação que nós deixamos é que esta linha seja eliminada. Que fabriquem outras linhas, mas é preciso retirar esta linha, que é barata, todos os jovens têm acesso a esta bebida. Portanto, nós queremos que o munícipe não tenha acesso a esta bebida. Para isso, é preciso cortar pela raiz, da fronte que é esta fábrica. Portanto, nós estaremos a trabalhar com a fábrica para controlar a fabricação da bebida de todas outras linhas, eliminando, gradualmente, o “xivotxongo”, avançou o edil da Matola Rio. 

A empresa ouviu a recomendação do edil e diz que vai acatar. “A recomendação é bem-vinda e será seguida. Vamos parar de produzir esta linha de bebidas. Ainda vamos estudar o que fazer com o que já produzimos. Não posso adiantar agora. A visita foi repentina, ouvimos das televisões. Ainda estamos a estudar uma maneira de fazer com o stock existente. Nós paramos a produção porque houve recomendação do Governo”, disse Joaquim dos Santos, representante da APEX Beverages.  

Depois de parar a produção, a empresa vai sentar, colocar o dedo na máquina e calcular os prejuízos que poderá somar. Mas Dos Santos sublinha que xivotxongo não é o forte. 

“A linha das bebidas pequenas não é o nosso forte. O nosso forte são aquelas garrafas maiores. A tendência é expandir a linha maior é a que mais qualidade a gente acha que tem, comparando com as outras”, explicou Joaquim dos Santos. 

A fábrica, que opera há oito meses, diz que usa o álcool de origem agrícola importado de Eswatini para a produção das bebidas. 

Mais de dois milhões de moçambicanos poderão enfrentar insegurança alimentar severa até ao fim deste ano, devido à acentuada escassez de chuvas, sobretudo no Sul do país. A província de Inhambane, uma das mais afectadas pela estiagem prolongada, está a apostar num programa de acções antecipadas à seca, focado nas áreas de água, saneamento e segurança alimentar, com vista a fortalecer a resiliência das comunidades em zonas áridas.

A cada ano que passa, chove menos — e a zona Sul de Moçambique está no centro da crise. A prolongada estiagem já comprometeu as colheitas em vastas áreas rurais, e, segundo previsões oficiais, mais de dois milhões de moçambicanos poderão enfrentar insegurança alimentar severa até ao fim deste ano.

“Em Moçambique, em particular, estima-se que cerca de 2,3 milhões de pessoas possam enfrentar insegurança alimentar aguda até o final da época de 2024/2025. E também os estudos feitos pelo INGD confirmam esta tendência associada ao fenómeno El Niño com impacto significativo na agricultura e consequentemente na insegurança alimentar”, explicou Cândido Mapute, director do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) na região Sul do país.

Com a seca a agravar-se e a ameaça de fome a crescer, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres está a pôr em marcha, na província de Inhambane, programas de acções antecipadas para mitigar os efeitos da estiagem. As intervenções focam-se nas áreas críticas de água, saneamento e segurança alimentar, segundo deu a conhecer o delegado da instituição na província de Inhambane, Gilberto Miguel.

Miguel disse que, neste momento, estão em prática algumas acções, dentre elas “a reabilitação das fontes de água, a transformação de furos de água para os sistemas multifuncionais, a componente de segurança alimentar, que é o aprovisionamento de sementes tolerantes à seca para os estritos, motobombas, dentre outros insumos”.

O delegado do INGD em Inhambane disse ainda que estão em curso acções ligadas ao sistema de aviso prévio.

O programa de acções antecipadas contra a seca está já em implementação nos distritos de Mabote e Funhalouro, dois dos mais vulneráveis à escassez de água em Inhambane.

Com esta intervenção, segundo Gilberto Miguel, o INGD pretende fortalecer a resiliência das comunidades locais aos choques climáticos. “Nós tivemos populações que tiveram a oportunidade de suprir todas as componentes, para não dizer também que tivemos populações que provavelmente poderiam estar numa situação de insegurança alimentar, mas porque houve aprovisionamento de sementes, aprovisionamento de outros insumos de produção, a tempo e hora, tivemos que reduzir aquilo que poderia ser o número da população a precisar de uma assistência alimentar”, garantiu Gilberto Miguel.

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) revela que cada dólar investido em acções antecipadas contra a seca permite poupar até 23 dólares em assistência alimentar de emergência.

Os refugiados que estão no Centro de Maratane vivem situações de crise devido à falta de alimentação e outras necessidades básicas para sobrevivência. Os mesmos relatam situações preocupantes, mas que foram minimizadas com a alocação de um serviço especializado de reabilitação para portadores de deficiência ou pacientes que necessitem de consultas desta natureza, no Centro de Saúde de Maratane

A crise humanitária provocada pelas guerras em muitos países africanos empurrou milhares de pessoas para a situação de refugiados. No centro de refugiados em Nampula não só cruzam-se pessoas, como também encontramos histórias de drama, superação e indefinição.

É o caso de Kilamwina Ngombe, de 64 anos, que deixou a sua terra natal, Congo, em 2013, depois de perder o marido e o filho de 28 anos, vítimas do conflito armado entre Ruanda e Congo.

Conta que quando perdeu o marido, estava um pouco abalado, contando que o filho a pudesse ajudar, mas agora perdeu mais um filho.

Agora deixou três filhos para trás e conseguiu fugir apenas com a mais nova, que na altura tinha 13 anos. Hoje, com 25 anos, essa filha tem 4 crianças, sendo que uma delas sofreu danos há cinco anos, depois de ter apanhado meningite e malária cerebral.

Com o corte de apoios por parte da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, ACNUR, a vida no centro de refugiados de Maratane, em Nampula, tornou-se muito complicada para muitos. 

É por isso que aqui a prostituição é elevada, porque os refugiados estão a sofrer, uma vez que nesse tempo não tem comida, não capinam e não tem o que comer. Por isso, uma mãe que se respeita, vai procurar um marido para poder ter comida, é uma vergonha o que está a acontecer”, contou, Kilamwina Ngombe.

Mwamini Ataya é outra congolesa que carrega traumas do conflito armado, mas o maior drama é de ver o neto de 8 anos a perder a visão progressivamente a cada dia. O diagnóstico feito no Hospital Central de Nampula diz que o problema só pode ser solucionado fora do país.

“Até ela costuma pedir para eu orar e pedir a Deus para dar a benção dele abrir o olho, para poder ver. Isso me doi na alma e no coração”, conta Mwamini Ataya, congolesa que está a requerer asilo no país.

A ACNUR tem conhecimento das dificuldades por que passam muitos refugiados e dá a entender que a conjuntura política global não é favorável neste momento.

José Catunda, chefe do escritório da ACNUR no Norte de Moçambique, diz que há uma tentativa de ajudar os refugiados e todas as comunidades. “Passou o desafio do ACNUR, o desafio também que a comunidade humanitária também está confrontada. E nós achamos que estamos a tentar contribuir para ver que nós avançamos, que nós continuamos também a apoiar, não só apoiar os refugiados, mas também apoiar a comunidade”, disse.

No Centro de Saúde de Maratane há muito que se clamava por um serviço especializado de reabilitação para portadores de deficiência ou pacientes que necessitem de consultas desta natureza. Esta terça-feira, finalmente, foi inaugurado um centro para esse propósito.

“Em 2024, até agora, assistimos mais ou menos 180 pessoas que estão a seguir serviços de fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional, ortoprotesia, que estão sendo assistidos aqui. Antes, eles era assistidos em Nampula”, revelou Eduardo Machava, da “Humanity & Inclusion”.

O Centro de Refugiados de Maratane conta, neste momento, com 7.839 pessoas provenientes, na sua maioria, do Congo, Burundi, Ruanda e Somália.

A Polícia deteve hoje, na cidade de Xai-Xai, um indivíduo de 45 anos de idade, indiciado por violar a filha, desde 2022 . A vítima, agora com 16 anos de idade, cansada dos abusos sexuais do pai, decidiu denunciar  o caso  à Polícia.

Em  lágrimas a uma menor de 16 anos de idade, que contou que tem sofrido, com frequência, violações  sexuais por parte do pai, desde os 12 anos  de idade. A vítima contou ainda que o pai ameaçava matá-la, caso contasse o que acontecia.

“Quando eu tinha 12 anos. Ele dormia comigo, ele me encontrava no quarto. Se eu falasse, ele disse que ia me matar, eu e a minha mãe. Foram muitas vezes”, contou.

A menor revela ainda que o último caso foi consumado, por volta das 16 horas, desta segunda-feira, quando se encontravam a sós com o pai,  em casa, visto que a mãe e outros membros  da família estavam na igreja e no mercado.

O indiciado de 45 anos,  entretanto, refuta os actos que lhe são imputados, alegando que se trata de um menor que não lhe reserva respeito.

A Polícia assegura  que as investigações preliminares indicam que houve contacto sexual, na sua residência do indiciado, em Fenicelene.

“Um trabalho foi feito, não foi coisa de um dia. Foi um trabalho multissetorial, envolvendo toda a Saúde, Educação, Polícia e Acção Social. Fomos lá, tentamos entender e vimos que havia fortes indícios da prática deste crime.  Ele violou a sua filha, e foi uma violação sistemática, desde os 12 anos até agora que a menor tem 16 anos. Então, foi uma violação dolorosa, que levou muito tempo”, esclareceu a  Chefe de departamento de atendimento à família e menores vítimas de violência da PRM, Noémia Dinis.

Nesta terça-feira,  desesperada, a menor decidiu contar os abusos de que era vítima por parte do pai aos professores e estes denunciaram o caso às autoridades policiais.

A governadora de Manica diz que a província está em alerta máximo para evitar o alastramento de casos de Mpox, doença que já tem dois casos confirmados naquela província e 11 suspeitos. Francisca Tomás pede à população para a observância rigorosa das medidas de prevenção da doença.

Manica passou, esta quarta-feira, a constar da lista de províncias com casos de Mpox, em número de dois, nos distritos de Chimoio e Machaze. A governadora Francisca Tomás alerta para o perigo da doença que leva à morte, daí que a prevenção deve ser a palavra de ordem.

“Tal como prevenimos a Covid-19, é a mesma maneira que devemos prevenir esta doença, Mpox. Lavando as mãos, não encostando nas mãos uns dos outros e, principalmente, isolando os doentes. Usar a máscara quando temos um doente em  casa, fazer a higiene pessoal e a higiene colectiva que é para evitarmos     que essa doença se possa alastrar cada vez mais na nossa província”, apelou a governadora.  

Francisca Tomás diz haver, neste momento, 11 casos suspeitos da doença e avança que podem haver mais doentes que ainda não se dirigiram às unidades sanitárias.

“Sabemos que há algumas pessoas que podem ter [a doença], mas ainda não sabem, porque não foram ao centro de saúde. Por isso, queremos apelar a nossa população a ser mais prudente no combate desta doença”, acrescentou.   

Dos dois casos existentes em Manica, o da cidade de Chimoio já está em recuperação enquanto que o de Machaze ainda está sob cuidados médicos.

Cerca de oito pessoas, incluindo os ministros da Defesa e do Ambiente do Gana morreram, esta quarta-feira, após a queda de um helicóptero.  A informação foi confirmada pela presidência daquele país. 

A Força Aérea de Gana informou na manhã da última quarta-feira, que um helicóptero militar desapareceu do radar logo após a decolagem de Acra, com destino a Obuasi, a noroeste da capital. 

Na tarde do mesmo dia, a presidência do Gana  tornou pública a ocorrência da queda do helicóptero que ceifou as vidas dos ministros da Defesa, Edward Omane Boamah e do Ambiente do Gana, Ibrahim Murtala Muhammed. 

A bordo estavam mais 3 tripulantes e 3 passageiros, nomeadamente o coordenador adjunto da segurança nacional e antigo ministro da Agricultura, Alhaji Muniru Muhammad, vice-presidente do partido Congresso Nacional Democrático, John Mahama e Samuel Sarpong, que também não sobreviveram.

O chefe de gabinete da presidência, Julius Debrah,  em nome do governo que considerou o acidente uma tragédia nacional, expressou condolências e solidariedade às famílias das vítimas.

O acidente ocorreu no distrito de Adansi Akrofuom, onde a aeronave, um helicóptero militar chinês modelo Z-9, caiu por causas ainda desconhecidas.

Na sequência do acidente de aviação, as autoridades de Gana abriram investigações para esclarecer o caso e declararam três dias de luto nacional a partir de quinta-feira, no qual todas as bandeiras devem estar a meia haste.

 

Uma mulher foi detida pela Polícia no distrito de Changara, em Tete, acusada de encomendar a morte da rival, alegadamente por ciúmes.  A vítima sobreviveu e diz estar a ser alvo de perseguição.

O crime ocorreu na semana passada, quando esta mulher, cujo nome e a idade não quis revelar, decidiu solicitar um indivíduo para  matar a rival, alegadamente porque o marido deixou de a amar e passou a ser mais prestativo na segunda esposa. 

A indiciada está detida nas celas do Comando Distrital de Changara e explica que vivia em constantes brigas com a vitima, mas nega ter sido ela quem programou o assassinato.

“O Nosso relacionamento nunca esteve saudavel, mas não fui eu quem encomendou o assassinato da minha minha rival”, disse a acusada. 

Além da suposta mandante do crime, também está detido um jovem de 22 anos de idade suspeito de ser o executor. O mesmo confessa o crime e alega ter aceito a proposta em troca de 14 mil meticais.

A vítima diz que o executor usou catana e machado para desferir golpes contra si quando se encontrava a dormir e explica  que sobreviveu graças à pronta intervenção do irmão mais velho.

“Faz muito tempo que não nos entendemos. Por isso, tenho a máxima certeza que foi ela quem programou a minha morte, uma vez que não foi a primeira vez”, acusou a vítima.

A Polícia diz que a acção dos indiciados foi planejada e tinham intenção de matar.

O Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, apelou a racionalização de serviços e instituições da Administração Pública, com vista à eliminação de duplicações desnecessárias, redução de custos e introdução de melhorias no atendimento às necessidades dos cidadãos. Impissa falava, hoje, durante a abertura do XI Conselho Coordenador do Ministério da Administração Estatal e Função Pública, na cidade de Maputo.

O  Ministério da Administração Estatal e Função Pública realizou, nesta quinta-feira, o XI Conselho Coordenador. Durante o discurso de abertura, o Ministro da Administração Estatal e Função Pública vincou a necessidade de serviços públicos de qualidade e do combate à corrupção. 

“Somos chamados a nos posicionarmos na linha da frente no combate, sem tréguas, contra a corrupção, a rotina, o desinteresse, a indiferença, a falta de preocupação e empatia com o nosso povo”, lembrou.  

Inocêncio Impissa apelou ainda à utilização massiva das tecnologias de informação e comunicação, de forma a aproximar a Administração Pública do cidadão.

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