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O País – A verdade como notícia

A Electricidade de Moçambique (EDM) esclarece que não haverá corte geral no fornecimento de energia, neste domingo. Porém, há zonas que poderão sofrer cortes em todo o país.

Na semana passada, a Electricidade de Moçambique emitiu um comunicado  a informar sobre o corte do fornecimento de energia eléctrica, neste domingo. Nas redes sociais, o anúncio foi percebido como geral, o que  causou desconforto.

Este sábado, a empresa reagiu através de um comunicado, onde esclarece que os cortes a nível nacional, neste domingo, não serão para todos.

A EDM esclarece que o ofício em circulação é destinado a um dos Grandes Clientes que será afectado pelo Plano de Cortes já anunciado desde a passada quinta-feira, 07 de Agosto de 2025. 

De acordo com a EDM, este tipo de comunicação aos grandes clientes industriais tem como objectivo minimizar os impactos do corte de energia.  Na mesma nota, a  empresa pública acrescenta que:  A interrupção de fornecimento de energia eléctrica para dar lugar a trabalhos técnicos não implica um corte em geral, senão nos locais previamente indicados, conforme o Plano de Cortes já em Circulação. 

De acordo com o plano de cortes da Electricidade de Moçambique, neste domingo, somente algumas zonas do Sul e Norte do país serão afectadas. No Centro, os cortes serão registados nalgumas regiões de Sofala e Zambézia.

Trabalhadores de uma empresa de produção de betão denunciam maus tratos e salários precários.  A inspecção do trabalho foi ao local, confirmou as denúncias e suspendeu imediatamente a empresa até regularizar as violações de trabalho

Trabalhadores da empresa  Fefani international Limitada, sediada na Beira, e que teem como actividade a transformação de detritos de areia e pedra em betão, denunciaram, na passada sexta-feira, a existência de maus tratos, protagonizados pelo patronato que é estrangeiro. 

De entre as denúncias avançadas pelos trabalhadores, está a inexistência de traje e  botas adequadas para o tipo de actividade que exercem, sem luvas de protecção, sem óculos para protegerem a vista e sem auriculares para a protegerem os ouvidos.

Os trabalhadores afirmaram ainda que para além da violação destes direitos, os salários são irrisórios.

Quando há um acidente de trabalho, a empresa não assume nenhuma responsabilidade.

Os trabalhadores afirmaram, por outro lado, que já submeteram várias queixas ao sector de trabalho que não resultaram em nenhuma acção, por parte das autoridades.

O inspector chefe da inspeção geral do trabalho em  Sofala, quando foi  contactado pelo jornal, para se pronunciar sobre o caso, afirmou que desconhecia  as denúncias e deslocou-se imediatamente a esta empresa, onde, em contacto com os trabalhadores, ficou a saber dos atropelos da lei por parte da entidade empregadora e no fim anunciou as medidas. 

A inspeção de trabalho descobriu outros problemas na empresa. Os contratos de trabalho são precários e não aparece inscrita no INSS.

E em relação aos trabalhadores que sofreram acidentes de trabalho e que foram abandonados pela empresa, a inspecção do trabalho garantiu que os casos serão todos analisados e, através de outras entidades, a empresa será responsabilizada  a indemnizar os danos. 

A Associação de Produtores da Capenta, em Tete, queixam-se de fragilidade na fiscalização da actividade na Albufeira de Cahora Bassa e  denunciam concorrência desleal com operadores ilegais.

A pesca da capenta é bastante lucrativa e com isso atrai muitos operadores ilegais na Província de Tete. No entanto, por ser uma espécie apenas predominante na Albufeira de Cahora Bassa, muitos são os que, à revelia, procuram capturar a espécie ilegalmente.

O fenómeno está deixar a Associação dos Produtores da Capenta preocupada com a sofisticação dos modus operandi dos ilegais e pedem maior controlo dos recursos da biodiversidade. 

Segundo a Associação de Produtores da Capenta em Tete, o baixo nível  e a turbidez das águas provocada pelo fenómeno el nino e artes nocivas, dificultam a navegabilidade e produtividade.

A explicação dada pelas autoridades locais é que por ter muitas ilhas, a albufeira acaba sendo um terreno fértil para a acção dos criminosos

A queixa sobre alegada fragilidade na fiscalização marítima na Albufeira de Cahora Bassa, foi apresentada esta sexta-feira, durante a abertura oficial do I Fórum Provincial do sector de Pescas, dirigido pela Secretária de Estado em Tete, Cristina Mafumo. Na ocasião, a governante exigiu adopção de medidas rígidas no combate ao fenómeno.

 

Na Província de Niassa, mais um paciente testou positivo para a Mpox. O número de pessoas infectadas subiu de 33 para 34, no país.

A Mpox é uma doença contagiosa e que está a alastrar-se pelo país. 

Nas últimas 24 horas, o sector da saúde testou 16 pessoas suspeitas e uma delas teve resultado positivo, no distrito de Lago, Província de Niassa. 

O país conta com um total de 34 pessoas com a doença, nas províncias do Niassa, Manica e Maputo. 

Dos pacientes com resultado positivo, 18 já estão recuperados e 16 estão em seguimento. 

O Ministério da Saúde refere que houve registo de 53 casos suspeitos da Mpox identificados esta sexta-feira e que ainda não foram testados, dos quais 15 na Cidade de Maputo, dois na Zambézia, um em Nampula e outro em Gaza. 

De acordo com as autoridades sanitárias, não há registo de mortes devido à doença. 

O Ministério da Saúde alerta que a Mpox é perigosa e reitera que se deve reforçar as medidas de combate, tais como lavar as mãos com frequência, evitar o contacto físico com pessoas infectadas ou suspeitas, assim como não partilhar roupas ou toalhas com pessoas já com a doença.

 

A tempestade tropical AWO não constitui perigo para Moçambique, segundo explicou o INAM esta sexta-feira. O fenómeno ocorre fora da época ciclónica devido a mudanças climáticas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia

Um sistema de baixa pressão formou-se a nordeste da Ilha de Madagascar, no último dia cinco, e que evoluiu ao estágio tempestade tropical moderada. Chama-se AWO e de acordo com as projecções do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), está a mover-se para a região equatorial. No entanto, esta sexta-feira, o INAM esclareceu que o fenómeno tende a enfraquecer. “Neste momento, continua como tempestade moderada, mas as projecções indicam que vai enfraquecendo, vai perdendo a sua energia“, explicou o meteorologista Pedro Mutumane.

O fenónomo ocorre numa época atípica e o climatologista Luís Chone explicou que tal deve-se às mudanças climáticas. “Não é comum que sistemas ciclónicas se desenvolvam a esta época do ano“, disse, explicando que climatologicamente, as águas do mar apresentam temperaturas muito baixas que não favorecem a formação deste tipo de fenómenos. Como possíveis razões, apontou as mudanças climáticas.

O INAM refere que devido às mudanças climáticas, as águas do mar terão atingido temperaturas relativamente altas, o que abriu espaço ao fenómeno.

Moçambique já tem um laboratório ADN forense que vai permitir a análise de material biológico para o esclarecimento de vários tipos de crime, assim como confirmar a paternidade e ou maternidade. O mesmo tem capacidade de processar 200 amostras por dia, tendo custado 150 milhões de meticais aos cofres do Estado.

Terminou esta sexta-feira a dependência externa para análises laboratoriais de ADN Forense, com a inauguração do primeiro laboratório desta magnitude no país, concretamente no Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC. O país nunca teve um empreendimento desta magnitude, por isso dependia da África do Sul, segundo explicou o Director Geral da instituição, Nelson Rego. 

O responsável destacou que o laboratório vai ajudar no esclarecimento de vários crimes e deu exemplos.  “Por exemplo, no crime de raptos, sabemos que há contactos e nessas situações, às vezes são deixados, no local do facto, vestígios, evidências,  evidências que portam consigo determinados vestígios e que lavados à análise, é possível identificarmos os indivíduos que tenham praticado“, explicou. 

Para além de ajudar a travar o crime, o titular da pasta do SERNIC falou da capacidade que este tem na identificação da paternidade. “Moçambique, ao nível da região, passa a ser um dos países com capacidade de poder fazer análises, de poder ajudar no esclarecimento, nas investigações, na identificação de indivíduos e nas relações com enfoque para aquilo que nos apoquenta ao nível dos tribunais menores, a paternidade“.  

Segundo o responsável, o laboratório tem a capacidade de processar 200 amostras por dia e custou 150 milhões de meticais dos cofres do Estado.  

A inauguração do laboratório foi dirigida pelo Procurador Geral da República, Américo Latela, e contou com representantes dos sectores da Justiça, Segurança, Defesa e parceiros de cooperação.

O Banco de Moçambique procedeu, esta sexta-feira, à entrega oficial da Praça do Metical, localizada na cidade de Quelimane. A cerimónia de inauguração foi presidida pelo edil da autarquia, Manuel de Araújo.

Erguida entre a Avenida 1 de Julho e a Travessia 1 de Julho, nas imediações da filial do Banco de Moçambique, a Praça do Metical torna-se a oitava do género construída no país. Esta iniciativa visa preservar locais de relevância histórica e valorizar a moeda nacional, promovendo também espaços de lazer, bem-estar e educação financeira para os cidadãos.

Na ocasião, Manuel de Araújo destacou que a praça representa mais do que um espaço físico: é um tributo à soberania nacional e um presente simbólico aos munícipes, num mês em que a cidade de Quelimane celebra 83 anos da sua elevação à categoria de cidade. O edil apelou ainda ao bom uso e conservação do espaço.

Por sua vez, o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, explicou que a criação destas praças tem como objetivo enaltecer o metical como pilar da autonomia financeira e económica do país, além de simbolizar a identidade moçambicana.

Zandamela acrescentou que a Praça do Metical será também um espaço de convivência, lazer e oportunidades para a realização de ações de educação financeira, promovendo o bem-estar dos munícipes e visitantes.

Com esta iniciativa, o Banco de Moçambique reafirma o seu compromisso com a valorização da moeda nacional e com a promoção de um sistema financeiro sólido e inclusivo.

O Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água, FIPAG, nega que haja crise de água em Mueda, na província de Cabo Delgado. No entanto, os moradores da vila reclamam de falta de água há décadas.  

A população de Mueda vem reclamando da crise de água há várias décadas e quase todas as fontenarias públicas estão parcialmente secas, mas o FIPAG, gestora do sistema, nega que haja crise do precioso líquido.

Devido à gravidade da crise de água em Mueda, em 2021, o Governo concebeu um plano que era considerado solução para o crónico problema do precioso líquido, mas, até hoje, esse plano continua longe de ser concretizado e nem há previsão para o seu início.

Actualmente, o planalto de Mueda tem dois sistemas de abastecimento de água construídos na época colonial, um em CHUDI e outro em Chomba, mas nem um, nem outro conseguem resolver a crise do precioso líquido.

Catadores de lixo vandalizaram e queimaram camião de recolha de resíduos sólidos e uma pá escavadora, esta quinta-feira, na lixeira de Hulene. Face ao sucedido o Município de Maputo diz estar em curso uma operação de busca e captura dos presumíveis autores do crime.

Os referidos malfeitores já vêm praticando vários actos criminais que deixam as pessoas com medo de passar por aquele local.

O Conselho Municipal da cidade de Maputo reagiu ao sucedido, através de um comunicado, no qual informa que ocorrem procedimentos para a responsabilização dos praticantes do acto.

“Cerca das 13h20, quando se presumia que a situação estava sob controlo a Força Conjunta  recebeu informações dando conta que alguns catadores haviam cercado um camião de recolha de resíduos sólidos, bem como uma pá escavadeira, retirando a força os respectivos operadores e, em seguida, incendiado os referidos  veículos. Neste momento está em curso uma operação de busca e captura dos presumíveis autores desse acto criminoso, com vista à sua responsabilizacao”, le-se no comunicado.

Refira-se que este acto foi antecedido por uma operação conjunta entre a Polícia da República de Moçambique PRM e a Polícia Municipal na área da lixeira de Hulene, por volta das 10 horas.

Esta operação culminou com a detenção de alguns indivíduos identificados como chefes de grupos de catadores, que desde o período das manifestações pós-eleitorais, têm protagonizado actos de desordem e vandalismo naquela zona.

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