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O País – A verdade como notícia

Na manhã desta quarta-feira, chegaram à Cidade de Maputo os restos mortais do co-fundador do Grupo SOICO, Francisco Carrilho. Familiares e amigos estiveram no Aeroporto Internacional de Maputo para receber a urna.

O velório do empresário está marcado para esta quinta-feira, na Igreja Santa Ana da Munhuana, às 9 horas. Depois, às 11h30, a cremação do corpo será no Cemitério de Lhanguene, na Cidade de Maputo. 

Francisco Carrilho perdeu a vida aos 78 anos de idade, na passada quarta-feira, vítima de doença, numa unidade hospitalar na África do Sul.

Dezenas de cabritos, bois e burros circulam diariamente pelas principais ruas e avenidas da cidade de Tete sem acompanhamento dos donos. A situação embaraça o fluxo normal de trânsito, sobretudo nas horas de maior movimentação populacional. 

Nas  primeiras horas e no fim do dia, é normal verem-se esses animais a circularem pelas estradas da cidade de Tete e outros locais públicos, muitas vezes em busca de pasto. Os bairros preferidos pelos animais são Samora Machel, Filipe Samuel Magaia, Mateus Sansão Muthemba e Josina Machel.

Também é possível ver, quase sempre, o uso de veículos de tracção animal transportando areia nas principais ruas e avenidas da cidade.

O edil de Tete, César de Carvalho, diz conhecer o problema e esclarece que a postura urbana proíbe a circulação de animais em espaços públicos. Ou seja, o trânsito de animais na via pública, quer em manada, quer em número reduzido, deve obedecer às regras, sendo igualmente obrigatório o seu acompanhamento pelos pastores.

De Carvalho determina o prazo de sete dias para que os donos desses animais possam velar pelos mesmos. Caso contrário, serão considerados vadios e assim apreendidos para o abate e distribuição.

César de Carvalho falava à margem de uma visita de trabalho ao bairro Matundo, cujo objectivo era divulgar o plano de desenvolvimento autárquico.

O Conselho Municipal de Maputo (CMM) reuniu-se, na manhã desta terça-feira, 19 de Agosto, com os vendedores informais da baixa da cidade, com o objectivo de garantir a organização dos espaços públicos e melhorar a mobilidade e segurança dos pedestres.

Na ocasião, o vereador das Actividades Económicas e Turismo, Alexandre Muianga, exortou os vendedores informais a não desenvolverem as suas actividades em locais impróprios, como nas bermas da estrada, pendurar artigos de venda nas árvores, nos sinais de trânsito, nos sombreiros, postes de iluminação e nos postos de transformação de energia.

Por outro lado, Alexandre Muianga pediu aos vendedores informais que sejam mais cautelosos e organizados na forma como realizam as suas actividades, para não criarem situações em que os munícipes, que também são seus clientes, sejam prejudicados ou estejam sujeitos a verem os seus pertences desaparecidos.

Os vendedores informais prometeram melhorar as actividades, respeitando as posturas municipais, mas também pediram respeito e alguma dignidade, realçando que realizam naquele local as suas actividades como forma de garantir sustento para as suas famílias.

A Empresa Municipal de Saneamento e Drenagem, EMSD, concluiu a obra de manutenção da rede de saneamento na Avenida Mártires de Mueda, na Cancela da Ponta Vermelha, que havia registado um desabamento.

Os trabalhos incluíram escavações no ponto crítico identificado, onde ocorreu assentamento, e resultaram na substituição de um troço degradado do colector, com quatro metros de extensão em PVC-M, interligado à infra-estrutura existente.

Após a intervenção, foram repostas as camadas da estrada, incluindo sub-base e base, estando pendente apenas a execução da resselagem asfáltica, que será realizada pela EMIM. Actualmente, o tráfego no local já se encontra transitável, garantindo a normalidade na circulação viária.

 

Moçambique regista actualmente um cumulativo de 16 casos activos de Mpox nas três regiões do país, nomeadamente nas províncias de Niassa, no Norte, Manica, no Centro, e Maputo, no Sul, com a recuperação de 22 pacientes.

A informação foi avançada nesta terça-feira, em Maputo, pelo Técnico da Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP), no Ministério da Saúde (MISAU), Gildo Nhangave, no programa “Café da Manhã” da Rádio Moçambique.

Gildo Nhangave assegurou que todas as províncias do país dispõem actualmente de capacidade laboratorial para o diagnóstico da Mpox.

De acordo com Gildo Nhangave, a recuperação dos pacientes resulta do diagnóstico precoce da doença, apontando o reforço da vigilância activa como forma de evitar novos casos de infecção.

“Entre os 38 casos que foram confirmados positivos pelo laboratório, 22 já estão recuperados, o que significa que a Mpox é uma doença igual às outras. Se nós seguirmos aquilo que são as orientações das autoridades de saúde, seguirmos as medidas de prevenção, podemos, sim, registar as melhorias, a vigilância não deve parar”, disse o Técnico da Direcção Nacional de Saúde Pública.

Por outro lado, Nhangave acrescentou que “uma das formas de prevenção da doença é buscar pacientes que apresentem sintomatologia similar e o laboratório vai nos dizer se estamos perante a circulação deste agente, deste vírus da Mpox”.

Para já, e no âmbito da vigilância, as autoridades de saúde estão a reforçar a prevenção da doença, sobretudo na província de Niassa, que regista o maior número de casos activos.

“Temos estado a fazer encontros transfronteiriços com a nossa contraparte do Malawi, mas também da Tanzânia, estes primeiros casos foram notificados no mês de Julho corrente. A razão principal foi o esforço conjunto entre os países da região”, disse Gildo Nhangave, acrescentando ainda que “ao nível do sector de saúde, temos comités de vigilância transfronteiriça”, sendo esses comités os que permitem informar sobre a ocorrência de qualquer situação anormal em relação à saúde na linha de fronteira.

“Foi a partir destes comités que tomamos conhecimento da entrada de pacientes com características clínicas sugestivas à Mpox”, realçou o técnico da Direcção Nacional de Saúde Pública.

Gildo Nhangave disse ainda, no programa a que foi convidado, que Moçambique aguarda a resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao pedido formulado em relação à disponibilidade de vacinas contra a Mpox.

“Temos fortes garantias de que o país irá beneficiar-se daquilo que são as vacinas, estamos a fazer de tudo para que a vacina chegue no país, dependendo de evoluir da situação epidemiológica, ela pode chegar mais cedo ao país”, afirmou.

Nas últimas 24 horas, houve registo de um novo caso suspeito, da província do Niassa. Uma amostra foi processada e testou negativo para Mpox. Os dois pacientes da província de Manica tiveram alta.

A fronteira de Machipanda voltou a registar enchentes de camiões fora do comum nos últimos dias. As filas chegam até a cidade de Manica, a quase 16 quilómetros de distância. Sobre o assunto, as autoridades alfandegárias fecham-se em silêncio enquanto os utentes pedem solução imediata.

É caso para dizer que uma viagem pela Estrada Nacional nº 6, que liga a cidade da Beira a fronteira de Machipanda, só se torna confortante devido às boas condições da via. No entanto, o stress começa a partir do distrito de Manica, com enchentes de camiões que pretendem atravessar para o vizinho Zimbabwe. Automobilistas são obrigados a seguir viagem em contra-mão.

Os utentes, sobretudo camionistas que atravessam para o Zimbabwe e os países do hinterland, pedem solução para o problema.

“Estamos cansados de filas, cansados mesmo. Não sabemos o que está a acontecer, se é problema do Zimbabwe ou das Alfândegas, mas as filas inquietam-nos”, disse um dos utentes.

Outro utente referiu que a situação é derivada da demora no processamento da documentação no lado moçambicano da fronteira de Machipanda, até mesmo porque “no vizinho não temos documentos que nos fazem demorar, porque nós só passamos o TIP, carimbamos o nosso passaporte e atravessamos”, disse.

A situação das enormes filas de camiões complicam a vida de muitos automobilistas, que chegam a ficar dias para atravessar a fronteira. “São dois dias na bicha, e para além disso chega aqui também, você apanha multa atrás de documentos e não sei o quê outras coisas. Você tem que ficar dois dias no porto da Beira”, reclamou um dos automobilistas.

O assunto de enchentes na fronteira de Machipanda, segundo os automobilistas, está a ser levado de ânimo leve, até porque tem estado a contribuir, nos últimos dias, para a ocorrência de acidentes de viação, segundo revelam os utentes.

“Eu, de noite, quase entrei na vala, mas tenho que continuar a esperar para poder viajar e chegar na fronteira para ir a Harare. O cliente, basta dizer que tem que sair, eu tenho que sair. E porque há muita pressa, isso acaba provocando acidentes. Mas é preciso evitarmos isso”, disse. 

Recentemente, o presidente zimbabweano passou pela fronteira de Machipanda e viu enchentes de camiões do lado moçambicano, que perfaziam cerca de 13 quilómetros. Emmerson Mnangagwa interagiu, por causa desse mesmo assunto, com as autoridades alfandegárias dos dois lados, mas volvidos cerca de 10 dias, nada mudou no terreno.

A FEMATRO diz que a corrupção nas estradas, para acobertar infracções dos transportadores, é a maior causa dos acidentes de viação ao longo da Estrada Nacional Número 1. Já os passageiros interprovinciais exigem mais responsabilidade por parte dos transportadores.

Bernardo Wache aguardava pela partida do autocarro do terminal Interprovincial e Internacional da Junta, para mais uma viagem de rotina, à província de Inhambane. 

Contrariamente aos anos passados,  contou  a nossa equipa de reportagem, que ultimamente tem viajado com o coração na mão, devido a onda de acidentes de viação. 

“As condições na estrada não estão boas,  só me sentirei aliviado depois de ter chegado, essa é uma das minhas maiores preocupações”, contou. 

Carros superlotados e até mesmo com passageiros em pé e excesso de velocidade nas viagens interprovinciais, é o que os passageiros denunciam. 

“Se utilizassem somente as cadeiras dos semi-colectivos seria muito bom, mas algumas pessoas devem viajar paradas. Os transportadores não obedecem  as regras, eles correm sem ter em conta que as estradas são movimentadas e não estão nas melhores condições. Quando reclamamos dizem que querem chegar cedo”, relatou Teresa Joaquim.

Por sua vez, os transportadores reconhecem que o excesso de velocidade faz parte da sua rotina, muitas vezes, para obter as receitas a tempo. 

“Os semi colectivos têm excedido as velocidades e não sabem que deve haver equilíbrio na estrada. Os transportadores por vezes nem sequer sabem onde devem reduzir”, explicou Raul Estevão, que revelou que alguns transportadores fazem-se à estrada sem licenças para exercer a actividade e com as viaturas em condições precárias. 

Jordão Matsinhe, transportador há mais de 20 anos, explicou que as deficiências mecânicas propiciam a maioria dos acidentes de viação. 

“Um carro consegue sair de Maputo para Gaza com somente três pernos no pneu, mas leva seis e somente três estão apertados. A primeira coisa que a polícia faz é verificar estas condições, mas quando é aliciado, deixa a viatura passar  ” 

Associado a isso, os transportadores voltam a queixar-se de estradas esburacadas, o que compromete as viagens. 

“Na verdade a estrada está péssima, principalmente naquela zona de 3 de Fevereiro na Manhiça. O transportador deve sempre ter em sua mente que deve ter muito cuidado, porque ali a situação é péssima”.

Com estrada esburacada ou não, a Fematro diz que o maior problema é mesmo  o comportamento humano. 

“O que está a acontecer é o suborno, esta é a conclusão que nós tiramos. Os policias estão sempre lá, mas mesmo assim, os carros sempre passam. A polícia entra no esquema com os motoristas e deixa os carros andarem. Como é que se explica que um carro de 15 lugares tenha o dobro dos passageiros”, explicou Castigo Nhamane, Presidente da FEMATRO. 

De acordo com a agremiação, em quase todos os postos, a fiscalização é acompanhada de subornos, para acobertar deficiências mecânicas, superlotação e falta de documentos. 

“A hora que um dos carros envolvidos em um dos acidentes ontem, apareceu na Manhiça, demonstra que partiu muito antes da hora indicada para circulação. Passou por vários postos de fiscalização, mas nada foi feito. O motorista não tinha carta compatível para o serviço de transporte de passageiros”. 

Como resposta, FEMATRO exige que as equipas de fiscalização sejam mais abrangentes e rigorosas e apela aos  passageiros que sejam vigilantes.

O Secretário de Estado de Transportes e Logística, Chinguane Mabote, diz que o governo vai investigar as causas e responsabilizar os envolvidos no acidente que matou 11 pessoas e feriu 8 na província de Gaza. Chinguane Mabote falava, esta manhã, na sequência da visita às vítimas do acidente no Hospital Provincial de Xai-Xai.

A Presidente da Assembleia da República reagiu sobre os acidentes que mataram, ontem, 35 pessoas, nas províncias de Maputo e Gaza, apelando à maior responsabilidade dos condutores. Margarida Talapa prometeu levar o tema da segurança rodoviária à reflexão no parlamento na próxima sessão.

Numa segunda-feira sangrenta, Maputo registou 24 óbitos e Gaza registou 11, além de vários feridos que ainda recebem cuidados nas unidades sanitárias. 

O presidente da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), Castigo Nhamane, aponta fragilidades das autoridades no processo de fiscalização nas estradas, facto que para esta agremiação propicia os acidentes de viação. 

Nhamane entende que os recentes acidentes que ocorreram nos distritos de Chongone, em Gaza e Manhiça, na província de Maputo, que causaram a morte de 35 pessoas, devem despertar as autoridades para a necessidade do endurecimento das medidas de controlo do transporte das pessoas.  

Para mitigar a componente da fiscalização, o presidente da FEMATRO esclarece que a agremiação já solicitou várias vezes a sua integração no processo, mas sem sucesso. 

Segundo Castigo Nhamane, ao ser integrado na fiscalização, FEMATRO pretende certificar o que está a acontecer nos mini-bus e nos autocarros, de modo a tomar medidas severas para os prevaricadores. 

Esclarece ainda que a agremiação tem estado a fazer o seu trabalhos nos terminais rodoviários, ainda que admita que no meio de tudo isso há condutores ilegais que se infiltram e praticam indisciplina nas estradas. 

Sobre os recentes acidentes de Chongoene e Manhiça, o dirigente exige uma penalização exemplar aos motoristas como forma de evitar desmandos nas estradas nacionais e, acima de tudo, acidentes de viação que muitas vezes terminam em mortes. 

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