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O País – A verdade como notícia

Cerca de duzentos trabalhadores da Nuke Transportes, uma empresa subcontratada pela mineradora Vulcan, em Moatize, estão em greve desde esta quinta-feira, alegadamente por maus-tratos protagonizados pelos gestores da empresa.

Os trabalhadores amotinaram-se no parque de estacionamento da empresa, protestando contra más condições de trabalho. Segundo relataram, as refeições têm sido insuficientes e de baixa qualidade nutricional.

Um dos trabalhadores da empresa em causa conta que há mais de dois anos tem se alimentado mal.

“Quebrámos o silêncio por causa da má alimentação que nós temos tido há dois anos, e já vamos para o terceiro. É um assunto que já reportámos à direcção da empresa, e, até agora, ainda não trouxe nenhuma solução.”

A falta de um seguro de saúde também está a gerar preocupação no seio dos trabalhadores.

“Alguns  colegas que  tiveram acidentes de trabalho… houve demora por parte da empresa para prestar assistência. Temos colegas que já têm tuberculose e, quando recorrem à empresa, não têm respostas positivas”, disse um outro trabalhador.

Os trabalhadores exigem posicionamento dos gestores da empresa Nuke Transportes, caso contrário, ameaçam continuar com a greve por tempo indeterminado.

O “O País” contactou a empresa para se pronunciar sobre a acusação  dos trabalhadores, mas a secretaria alegou indisponibilidade por parte dos proprietários.

Duas pessoas morreram e nove ficaram feridas ontem, em Nampula, na sequência de um acidente de viação ocorrido no distrito de Monapo. O sinistro, do tipo despiste e capotamento, terá sido causado por excesso de velocidade.

O acidente aconteceu por volta das 14 horas desta quinta-feira, na Estrada Nacional Número 12, envolvendo um transporte semicolectivo de passageiros, que se despistou e capotou.

O sinistro foi confirmado pelo Comando Provincial da Polícia em Nampula, que avança que, além de matar duas pessoas, fez nove feridos graves e ligeiros.

De acordo com o chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, a viatura em causa fazia o trajecto Nacala–Ilha de Moçambique, e o excesso de velocidade pode ter sido a causa principal do acidente.

Este sinistro acontece numa altura em que o Conselho de Ministros avançou uma série de medidas visando reduzir casos de acidentes de viação.

Um suposto caçador furtivo foi detido na posse ilegal de duas armas no distrito de Chókwè, na província de Gaza. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) suspeita tratar-se de um  indivíduo que lidera quadrilhas que têm protagonizado vários crimes.

O indivíduo de 80 anos de idade foi detido após ter sido surpreendido na posse de duas armas de fogo e munições, na sua residência, em Matuba, no distrito de Chókwè, província de Gaza

O porta-voz do SERNIC, Zaqueu Mucambe, explica que a neutralização deste cidadão foi em flagrante delito, tendo sido apreendidas duas armas, uma AK-47, em estado operacional, e oito munições, além de uma arma de fogo do tipo Makarov, cujas condições técnicas ainda estão por se apurar.

Segundo o porta-voz, o cidadão em causa foi detido por posse de armas proibidas.

O SERNIC suspeita que as armas apreendidas, contendo oito munições, estivessem a ser usadas em incursões de caça furtiva no Norte da província de Gaza, bem como em diversos crimes, em Chókwè e nos distritos circunvizinhos.

“Segundo apurámos, ele adquiriu as armas há 43 anos. Ou seja, em 1983, e acredita-se que estas armas podem ter sido usadas para assaltos à mão armada, que se têm registado em alguns distritos, sobretudo na prática da caça furtiva.”

O indiciado assume estar na posse destas armas há 43 anos, mas nega qualquer envolvimento no mundo do crime. 

“Apanharam as armas debaixo da cama. São minhas e apanhei-as no mato, no tempo de guerra. Cometi o erro de não as apresentar às autoridades, no ano de 1983, durante a fuga da guerra. Nunca usei estas armas”, refutou.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal avançou que as armas serão submetidas à balística, para aferir a sua operacionalidade, na sequência das investigações que visam apurar se há envolvimento de outros indivíduos no caso.

“As armas serão submetidas à perícia, à balística, para aferir-se até que ponto as mesmas foram usadas ao então estado operacional”, concluiu Mucambe.

Com este caso, sobe para oito o número de armas recuperadas, incluindo 65 munições na província de Gaza, neste ano.

O Tribunal Administrativo negou dar visto ao polémico concurso público lançado pelo Instituto de Algodão e Oleaginosas por vícios, falta de observância às condições mais vantajosas para o Estado e ausência de critérios legalmente aceites. Os juízes decidiram ainda remeter o processo ao Ministério Público e mandar processar o Director-Geral do Instituto de Algodão por suspeitas de infracção financeira.

É que mesmo perante a polémica, os resultados do concurso público que adjudicou a prestação de serviços ao IAOM à empresa Future Tecnologies of Mozambique deu entrada no Tribunal Administrativo para receber o visto. 

Antes de tomar a decisão, os juízes remeteram o processo para análise pelo Ministério Público e este concluiu, desde logo, existirem irregularidades, pelo que pediu que o Tribunal Administrativo invalidasse o concurso. 

A análise do próprio tribunal administrativo detectou irregularidades, a começar pela experiência da empresa seleccionada. 

“Considerando a data da constituição da empresa (8 de Abril de 2025), é claramente concludente que a Contratada não preencheu o requisito, não tendo demostrado, por si, experiência comprovada para garantir a execução do contrato celebrado, o que passou ao lado do júri que, na sua análise, não tomou em consideração tal facto, atestando inclusivamente que a contratada Future Technology of Mozambique, reuniu e apresentou todos os requisitos”, considerou o tribunal.

E por esse e demais argumentos analisados no processo, foram todas três decisões, nomeadamente:

Recusar o visto, por não terem sido acauteladas as condições mais vantajosas para o Estado e ainda, em decorrência dos vícios constatados (…) significando que o contrato em apreço não é exequível, sendo insusceptível de produzir qualquer efeito financeiro na esfera do Estado.

Remeter cópias do processo ao Ministério Público junto desta instância jurisdicional por existirem fortes indícios de que o processo pré-contratual, consubstanciado na adjudicação, possa estar pejado de vício passível de declaração de nulidade em decorrência das irregularidades identificadas.

Ordenar os serviços competentes deste tribunal a abertura imediata de um processo de multa contra o senhor Edson Herculano dos Anjos de Almeida, na qualidade de Director-Geral por haver indícios de cometimento de infração financeira.

As partes que não concordarem com a decisão do Tribunal Administrativo têm 10 dias para recorrer.

O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, diz que as pontes metálicas são a solução mais viável neste momento, face às recorrentes quedas de pontes convencionais na província de Nampula. O governante fez ontem a entrega da ponte sobre o rio Monapo, que tinha sido destruída pelo ciclone Jude.

O ciclone Jude passou pela província de Nampula, mas os estragos continuam visíveis em vários pontos da chamada capital do Norte. Muitas estradas ficaram danificadas. Em alguns distritos como Lalaua, Muecate e Ribáuè, na zona de Quichachi, a circulação de pessoas e bens decorre de forma condicionada, devido ao acentuado nível de degradação das vias, incluindo pontes que caíram.

Questionado pela imprensa sobre o problema, João Matlombe defende que, neste momento, a solução passa pela colocação de pontes metálicas.

João Matlombe garante que está em curso a movimentação de pontes metálicas para garantir a ligação entre os distritos que foram severamente afectados pelo ciclone e reconhece a demora na aquisição do material para repor a transitabilidade. Segundo disse, o Governo está a preparar-se para fazer face à época chuvosa que se aproxima.

Matlombe reconhece que esta medida não resolve o problema de intransitabilidade na província de Nampula. Porém, diz que o Governo não tem recursos financeiros para a construção de novas pontes neste ano.

“Se tivéssemos dinheiro, faríamos, até porque conhecemos as soluções necessárias para tal. O ponto tem a ver com a capacidade financeira para podermos realizar as intervenções”, explica.

O ministro dos Transportes e Logística diz que não se pode enganar a sociedade ou a população. Para ele, a população precisa de saber que o Governo tem estado a fazer obras pontuais para garantir que haja mobilidade de pessoas e bens.

João Matlombe falava nesta quarta-feira, no posto administrativo de Namialo, distrito de Meconta, durante a reabertura da ponte sobre o rio Monapo, que tinha sido destruída devido à passagem do ciclone Jude, limitando a transitabilidade por mais de cinco meses.

As obras de reconstrução desta ponte custaram aos cofres do Estado mais de 700 milhões de meticais.

O ministro da Defesa afirma que a modernização, a formação e a conservação dos equipamentos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique devem ser prioridade, para que estejam à altura de responder aos atuais desafios de defesa da soberania do país.

Cristóvão Chume falava  nesta  quinta-feira, em Maputo, durante o lançamento da semana de comemorações dos 61 anos do desencadeamento da Luta de Libertação de Moçambique, ocasião que serviu para reconhecer os oficiais generais e superiores das FADM pelo seu contributo na libertação da pátria moçambicana.

O ministro da Defesa afirmou que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique não são apenas um escudo da nação, mas têm prestado o seu apoio no contexto de outras missões de interesse público, ao serem  solidárias em momentos de dor e nas calamidades naturais.

Para Chime, as FADM estão sempre prontas para salvar vidas, apoiar as comunidades e levar esperança aos moçambicanos, facto que eleva a sua missão, não só no campo de batalha, mas também no contributo em acções de cidadania.

“As FADM estão em prontidão na defesa da soberania e na unidade da pátria e combate cerrado ao terrorismo na província de Cabo Delgado. Esta acção tem sido prioridade, de modo a garantir que Moçambique seja exemplo de resiliência”, explicou Cristóvão Chume.

A celebração  do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique será marcada pela deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade da Matola, estando agendados também desfiles militares.

O comandante do Instituto Superior de Estudos de Defesa nega que haja preferência pelos militares ruandeses, em detrimento das tropas moçambicanas em Mocímboa da Praia. O major-general tenente Freitas Norte diz que o vídeo que circula é falso, com intenção de descredibilizar as Forças de Defesa e Segurança em Cabo Delgado.

Há dois dias, esteve a circular nos media um vídeo amador, supostamente capturado em Mocímboa da Praia, dando conta de que a população daquela vila de Cabo Delgado, bastante afectada por incursões terroristas, tem preferência pelos militares ruandeses, em detrimento das tropas moçambicanas.

Nesta quinta-feira, a nossa reportagem confrontou o Estado-Maior General com o facto, tendo este negado a veracidade das imagens.

“Nós estávamos lá, em Mocímboa da Praia, conhecemos como é que é o cenário. Eu vi as imagens. Aquelas imagens, para quem esteve no Teatro Operacional Norte e conhece, em particular, Mocímboa da Praia, há algumas perguntas que deve colocar. Porque, em termos do cenário, o espaço onde aquela actividade é difundida, não é, nem tem nenhuma relação com o espaço que é Mocímboa da Praia”, disse o comandante do Instituto Superior de Estudos de Defesa.

O reitor afirma que a vila de Mocímboa da Praia não tem aquelas imagens em termos de vegetação e de infra-estruturas, e conclui tratar-se de imagens manipuladas, porque, no terreno, a realidade mostra-se contrária.

“Há ali uma sugestão de serem imagens trabalhadas para se atingir um objectivo que eu não sei qual é. No Teatro Operacional Norte, as Forças Armadas são acarinhadas pelo povo, as Forças Armadas trabalham com o povo. O povo nos ajuda, até certo ponto, a indicar quais são as manifestações com alguma tendência que ponha em causa a segurança e estabilidade da região e do povo, em particular. Portanto, há uma análise pormenorizada. Consegue-se identificar que aquilo é um exercício manipulado. E, num processo como este, de conflito, onde há muitas hostilidades, onde há muitos interesses em torno desse conflito, a probabilidade de manipular a informação é maior.”

Em relação ao combate ao terrorismo, Norte fala de controlo da situação.

“A situação actual, posso dizer que as Forças Armadas, sobretudo a partir de Março, Abril, Maio, para cá, nós tivemos uma tendência de ascendência das actividades dos terroristas. Como devem ter tomado conhecimento, chegaram a ir à ameaça na zona de Mecula, mas hoje a nossa actividade cinge-se na perseguição, porque o inimigo já não tem aquele modus operandis anterior, de agir em grupo, adquirir um determinado espaço, onde formam ou criam a sua base permanente. Eles agora estão em movimento, estão dispersos por causa da pressão das Forças Armadas. E nós, como Forças Armadas, como Forças de Defesa e Segurança, no geral, a nossa missão é andar sempre em perseguição para neutralizar e limitar essa mobilidade deles.”

Este comportamento, entende o major-general, onde procuram atingir algumas aldeias isoladamente, fazendo sequestros, para depois pedirem resgates, significa que há um certo desespero no seio dos terroristas, relativamente ao seu asseguramento logístico.

Sobre as mortes de civis nas zonas de combate, Norte lamenta e diz ser resultado de os terroristas, às vezes, se infiltrarem na população, sendo difícil distingui-los.

Acidente de viação do tipo despiste e capotamento provocou a morte de duas pessoas e nove feridos no Distrito de Monapo na província de Nampula. Excesso de velocidade é apontada como a principal causa.

Segundo a Polícia, o acidente ocorreu na tarde de ontem, na zona de Maziotela, quando um veículo pesado de marca Toyota, que saía de Nacala e seguia em direcção à Ilha de Moçambique, despistou-se. 

A PRM aponta para velocidade excessiva, o que causou a morte de duas pessoas e nove feridos. Quatro pessoas estão em estado grave, no Hospital Central de Nampula.

Morreu Amade Chemane Camal Júnior, aos 71 anos, vítima de doença, em Portugal. O político e empresário moçambicano foi comentador na STV Notícias.

Amade Camal foi PCA da Sir Comércio Internacional (Sir Motors) e fez parte de importantes empresas de transporte em Moçambique. Foi deputado da Assembleia da República pela província de Nampula de 1994 a 1999. 

Em 2023, em protesto contra a ocupação da Palestina por Israel, diversas organizações moçambicanas estabeleceram uma “zona livre de apartheid israelense” não oficial. A empresa de Camal, Sir International, juntou-se ao protesto, declarando que se recusaria a vender quaisquer produtos israelenses. 

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