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O País – A verdade como notícia

Subiu para seis o número de vítimas mortais em consequência de ataques por animais bravios no distrito de Tambara, em Manica. O governo local diz que está a sensibilizar a população a não explorar a água do Rio Zambeze onde as vítimas foram atacadas. 

O problema de ataques por animais no distrito de Tambara é cíclico. O director do Serviço Distrital de Actividades Económicas, revelou que as vítimas são muitas vezes atacadas durante actividades pesqueiras.

A Associação Nacional para o Desenvolvimento Auto-Sustentado entende que para evitar recorrer constantemente ao Rio Zambeze e incorrer riscos, a população deve conservar o seu pescado e produtos hortícolas, por isso ofereceu equipamentos para secagem e conservação dos produtos, incluindo geleiras.

O programa está a ser implementado nos distritos de Macossa, Tambara, Guro e Barue, priorizando as zonas com potencial para hortas, como forma de mitigar os efeitos da seca até ao próximo ano.

 

Pelo menos 95% dos transportadores interprovinciais de passageiros não têm carta de condução de serviços públicos, que os habilita a exercer a actividade. A informação é avançada pela Polícia de Trânsito, que esteve, esta sexta-feira, numa operação conjunta de fiscalização com o INATRO.

A Polícia de Trânsito e o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) estiveram no terminal interprovincial da Junta, na Cidade de Maputo, e no Posto de Fiscalização de Nhongonhane, província de Maputo, para fiscalizar o transporte de passageiros.

Foi nesta ocasião que as autoridades constataram no terreno que a maioria dos condutores não têm habilitações para transportar passageiros.

Cassamo Ali, Chefe do Departamento da Polícia de Trânsito no Comando Geral da Polícia Da República de Moçambique, disse “fizemos algum trabalho, algumas actividades de fiscalização fomos constatar que dos que estão aqui a exerce a actividade de transporte de passageiros não tem carta compactível”.

A mensagem secundada pelo Presidente do Conselho de Administração do INATRO, Nelson Nunes, nos seguintes termos “nestas acções, pudemos constatar que, de facto, a nossa teoria inicial de que há deficiência de fiscalização nos postos, pudemos provar, portanto, que todas viaturas que mandamos interpelar parar para fiscalizar, nenhuma delas estava em condições para exercer actividade de transporte de passageiros”. O responsável apontou irregularidades como a falta de cartas compatíveis com a função, ausência de licença para o exercício da actividade, ausência de lista nominal de passageiros, seguros e inspecção.

O responsável chama atenção às estruturas municipais para levarem a sério o processo de emissão de licenças, após ter recebido reclamações de algumas associações de transportadores no tocante à obtenção de licenças nestas  estruturas. “É que enquanto os associados apostam naquilo que é o uso das terminais,  a estrutura local, portanto, falando concretamente dos municípios não acompanham este tipo de actividades, dificultando aquilo que é o controlo das terminais paralelas”. 

Diante das irregularidades, a Polícia e Trânsito e o INATRO sensibilizaram os condutores a regularizar as suas cartas de condução e as licenças para o transporte de passageiros. As autoridades apelaram também aos passageiros a fiscalizar a lotação das viaturas.

O trabalho feito esta sexta-feira pelas autoridades rodoviárias, acontece quatro dias depois do acidente fatal que matou 35 pessoas nas províncias de Maputo e Gaza.

Um grupo de estudantes da “Turma 2 DNA Empreendedor 4.0”, iniciativa do Projecto Makagui, visitou, este sábado, as instalações do Grupo Soico e interagiu com o respectivo mentor, Daniel David, numa aula focada no modelo mental de um empreendedor. 

A visita às instalações do Grupo Soico marca o fim de um ciclo de três meses, em que este grupo de estudantes da “Turma 2 DNA Empreendedor 4.0”, iniciativa do projecto Makagui, recebeu a mentoria sobre os elementos essenciais do empreendedorismo. 

Numa visita guiada pelo Administrador, Igor Frechaut, percorreram vários compartimentos desde a área técnica, produção de conteúdos e estúdios, onde receberam explicações sobre as dinâmicas do funcionamento da empresa. 

Após a visita às instalações, os estudantes tiveram a oportunidade de ter mais uma aula de mentoria. Durante mais de uma hora e meia, Daniel David, mentor do Makagui, partilhou a sua experiência no mundo do empreendedorismo focada no desejo de fazer mudanças.

Daniel David explicou aos estudantes que o modelo mental é um dos elementos fundamentais para um empreendedor.

A Turma 2 DNA Empreendedorismo foi composta por 100 estudantes de várias províncias do país.

Transportadores da rota Maputo-África do Sul estão preocupados com a falta de passageiros devido ao crescimento da Operação anti-imigrantes denominada Dudula.

Um grupo de cidadãos sul-africanos estão a levar a cabo um movimento contra imigrantes naquele país, designado “Operação Dudula”, impedindo o acesso a serviços básicos como saúde, educação, habitação e até transportes.

Por medo de serem vítimas, muitos moçambicanos agora evitam viajar para a África do Sul, o que está a provocar prejuízos nos transportadores públicos transfronteiriços, que operam entre os dois países.

Refira-se que recentemente o Governo sul africano garantiu que vai proteger os moçambicanos contra a oposição dudula.

“Redes Femininas como Plataformas de Inclusão Económica e de Transformação Social” será o tema da Terceira Conferência Mulheres na Economia, promovida pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), no dia 28 de Agosto.

A iniciativa assume-se como uma plataforma estratégica que reúne empresárias, empreendedoras, líderes comunitárias, académicas, parceiros institucionais e agentes de mudança para um debate de alto nível sobre os caminhos da inclusão económica das mulheres em Moçambique.

O encontro pretende evidenciar o papel das redes femininas – enquanto espaços de identidade colectiva e de pertença – como motores fundamentais para a partilha de experiências, circulação de conhecimento, apoio mútuo e superação de barreiras estruturais.

Será igualmente demonstrado como as redes femininas fortalecem a auto-confiança das mulheres, permitem-lhes acreditar nas suas capacidades, agir com maior segurança e, de forma colectiva, identificar e remover os principais obstáculos à sua plena participação nos espaços públicos, económicos e de decisão.

A conferência, liderada pela activista social e Presidente da FDC, Graça Machel, será também um palco de visibilidade e reconhecimento para mulheres líderes em diferentes áreas – empresárias, empreendedoras, cientistas e profissionais – que estão a transformar comunidades, organizações e sectores produtivos.

Ao longo das suas edições, a Conferência Mulheres na Economia tem-se consolidado como um movimento nacional de debate, influência e reforma em prol da plena inserção da mulher na economia.

Entre os principais impactos já alcançados destacam-se: Colocar a participação económica das mulheres no centro da agenda nacional;
Inspirar o surgimento e a consolidação de movimentos e iniciativas que defendem os direitos económicos das mulheres; Propor soluções concretas e sustentáveis para remover barreiras que ainda limitam a inclusão feminina.

Iniciativa da FDC, a conferência assume-se como uma agenda transformadora para o desenvolvimento económico das mulheres em Moçambique, propondo caminhos inovadores e sustentáveis para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária.

O edifício onde funciona o hospital Rural de Chibuto, na província de Gaza, há mais de 100 anos, encontra-se em avançado estado de degradação, impedindo a prestação de um atendimento humanizado a mais de 250 mil pessoas. Os pacientes denunciam ainda falta de medicamentos e outros serviços há mais de um ano. 

Chama-se Juma Abdul de 32 anos de idade, trava uma dura batalha contra insuficiência renal que paralisou a sua vida há cinco anos. E, porque o seu estado de saúde tende a piorar a cada dia, queixa-se de privações diversas…

Juma fala em gastos mensais na ordem 15 mil meticais só em fármacos, viagens e consultas hospitalares em Xai-Xai e Maputo, o que em menos de dois anos esvaziou as poupança, e sem emprego tudo ficou ainda mais complicado. 

Nenhum dos serviços de que necessita para alimentar a esperança de reaver a sua saúde se encontra operacional há quase um ano, no hospital Rural de Chibuto em Gaza. E, a insatisfação sobe.

A degradação da infraestrutura impede a prestação de um atendimento humanizado a mais de 80 mil utentes que residem no na área municipal.

No “vasto rol de problemas” apontados ao edifício, destacam-se a crise de água, imundice nos sanitários, fissuras e infiltrações nas paredes e tecto e morgue a funcionar com deficiências profundas há mais de 20 anos. 

E mais, o atendimento e serviços prestados são descritos como péssimos, com destaque para falta medicamentos diversos.

Maulano Marcos admitiu os riscos que o edifício representa para os pacientes, mas diz estar de mão atadas para o problema, que, aliás, é do conhecimento do Ministério da Saúde.

A administradora de Chibuto já reagiu ao assunto, e diz ser um problema que não pode mais esperar.

Enquanto Governo busca 60 milhões de dólares para construção de um novo hospital, mais 250 mil pessoas estão privadas ter acesso a serviços de saúde condignos, no distrito de Chibuto, em Gaza

 

A província do Niassa registou mais 11  casos de pessoas com Mpox, nas últimas 24 horas. O total de pacientes com a doença subiu para 49 em todo país. A Saúde segue, neste momento, 124 pessoas suspeitas de estar infectadas.

O número de pessoas infectadas pela Mpox no país aumentou para 49, após o registo de 11 novos casos, nas últimas 24h, no distrito de Lago, em Niassa. 

A província é, desde o surto do vírus em Julho passado, epicentro da doença e tem um total de 44 infecções confirmadas. 

A província de Maputo regista três casos de Mpox e Manica com dois. 

O cumulativo de pessoas suspeitas aumentou para 680 em Niassa, Nampula, Cabo Delgado, Manica, Sofala e Maputo, dos quais 124 em seguimento.

De acordo com a Direção Nacional de Saúde Pública, 32 pessoas já recuperaram da doença e não há registo de óbitos. 

As autoridades apelam para a observância das medidas de prevenção da Mpox, tais como evitar contacto directo com indivíduos infectados e não partilhar roupas toalhas.

Não foi encontrada nenhuma madeira em toro nos 111 contentores  que saiam do Porto da Beira para China, após fiscalização. A verificação foi feita após denúncia de exportação ilegal. Os prejuízos da reverificação estão acima de sete milhões de meticais e há danos de reputação que recaem sobre o porto da Beira.

O processo de verificação de madeira em toro da empresa de importação e  exportação Safetimba terminou na noite desta sexta-feira, no Porto da Beira, 24 horas depois de ter iniciado. A acção deveu-se a uma denúncia de que, no interior dos contentores, havia   madeira em toro, prestes a ser exportada, facto que é proibido pela  lei. No entanto, após a verificação, tudo indica que foi um falso alarme. 

“A questão da possibilidade de existência de toros dentro dos contentores, como podemos ver, está, a priori, descartada. Vamos continuar com o nosso trabalho, que vai incidir agora com outra etapa, sobre a questão de análise do processo de exportação e sobre a sua legalidade. Até que ponto o processo de exportação em si foi levado a cabo legalmente  e também aquilo que é a confrontação da documentação que está em nossa posse”, avançou o Chefe do Departamento Nacional de Florestas, Arsénio Chelengo. 

Em processos desta natureza há sempre elevados custos inerentes ao manuseio dos contentores que  já estavam no navio prestes a serem exportados.

De acordo com dados a que o “O País” teve acesso,  as  estimativas preliminares apontam para cerca de 100 mil dólares  acrescidos de danos reputacionais, pois a reverificação dos contentores que já estavam no interior do navio descredibiliza a Cornelder de Moçambique e o porto no seu todo.

“Não é uma questão de dizer quem vai custear (…) isso está dependente do que se vai encontrar no fim do trabalho”, explicou Chelengo. 

Ainda não há datas para a madeira serrada em peças seguir o seu destino, que é a República da China.

 A comunidade da Escola Primária de Mulovote, na Matola, está em estado de choque, após a notícia de que um dos seus alunos está envolvido no homicídio do próprio pai, ocorrido nesta semana. A direcção da escola, profundamente consternada com o sucedido, apela à reabilitação do menor e ao resgate urgente dos valores morais na sociedade moçambicana.

Orlando Sabonete, director pedagógico da escola, afirma que o adolescente nunca apresentou sinais de comportamento desviante durante o tempo em que frequentou a instituição.

“É um aluno que sempre se mostrou tranquilo e respeitoso. No próprio dia do crime, esteve aqui com o pai para saber dos seus resultados escolares. Ninguém esperava uma tragédia deste tipo”, relatou Sabonete.

O professor Paulino Mucavel, que deu aulas ao adolescente durante dois anos, também destaca a postura calma do menor e defende apoio psicológico imediato.

“Trata-se de um jovem que precisa urgentemente de acompanhamento psicológico. É um caso delicado que exige atenção especializada também para a família”, afirmou.

O Provedor de Justiça, Isaque Chande, reagiu ao caso nesta sexta-feira, classificando o episódio como um sinal preocupante do retrocesso moral e social no país. Chande defende uma reflexão nacional profunda e medidas preventivas concretas para evitar novos episódios de violência envolvendo menores.

“O que aconteceu na Matola deve servir de alerta. Estamos a perder os nossos valores. É necessária uma acção conjunta da família, da escola e do Estado para recuperar o tecido moral da sociedade moçambicana”, afirmou.

O Provedor de Justiça propõe ainda a criação de centros específicos de acolhimento para menores em conflito com a lei, com enfoque na reabilitação e reintegração social.

“Precisamos de espaços que cuidem destes jovens, com educação, apoio psicológico e disciplina adequada, longe do sistema prisional comum”, defendeu Chande. 

Para o advogado Impasse Camblege, o caso deve seguir os procedimentos legais próprios para menores, mas com atenção redobrada à prevenção da reincidência criminal. “É importante garantir que o menor receba acompanhamento adequado, para que este episódio não se repita, seja com ele ou com outros jovens em situação semelhante”, alertou o advogado. 

O caso do adolescente da Matola segue nas autoridades competentes para procedimentos legais subsequentes.

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