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O País – A verdade como notícia

A cadeia de distribuição de diversos produtos entre alimentares e de construção:  Kawena Distributors, muito usada por moçambicanos que trabalham na África do Sul, maioritariamente mineiros, vai encerrar as suas operações em Moçambique, a partir de hoje, dia 1 de Outubro de 2021.

O anúncio que marca o fim de 35 anos de operações em Moçambique tem como causa as perdas financeiras  apontada como causa as perdas financeiras advindas dos protestos pós-eleitorais havidas em finais do ano passado e início deste, mas também a falta de reembolso do IVA a vários anos. 

“Ao longo dos últimos onze meses, a gestão trabalhou incansavelmente para salvaguardar o futuro da empresa. Mantivemos contactos com todos os níveis do governo, incluindo a Presidência de Moçambique,” lé -se num comunicado a que tivemos acesso. 

O mesmo documento, assinado por Clem Dos Santos, CEO do grupo acrescenta que “Apesar de todos os nossos esforços, não conseguimos garantir o investimento necessário para recapitalizar a empresa. A actual Incerteza económica em Moçambique, agravada por uma das piores crises de liquidez da sua história recente, tornou impossível obter financiamento externo no tempo disponível.”

Ainda no documento em alusão destinado aos clientes e colaboradores a empresa garante que o processo de encerramento será ordenado, e que todas as questões pendentes serão tratadas de forma justa e transparente. 

“Este não é o desfecho que a gestão, os nossos colaboradores ou os nossos fiéis clientes desejavam. Agradecemos sinceramente a confiança, resiliência e apoio demonstrados ao longo desta difícil jornada”. 

Após o anúncio, esta terça-feira, alguns clientes dirigiram-se aos postos de distribuição para levantar os seus produtos, mas debalde. as portas estavam fechadas. 

Há quem pondera no lugar de ter os produtos pelos quais havia investido, ter o dinheiro de volta. 

O encerramento que está previsto para esta quarta-feira, irá acontecer após uma reunião com os credores

O Governo prevê encerrar a lixeira de Hulene, na Cidade de Maputo, em 2027, numa altura em que reconhece que não há soluções imediatas para fazer face à poluição dos rios em Manica. 

A informação foi partilhada pela Direcção Nacional do Ambiente, nesta terça-feira, tendo referido que o projecto de encerramento da lixeira de Hulene está na fase de aprovação e implementação para  2027, numa parceria com o governo coreano.

O governo tem mais 3 aterros previstos para os próximos anos, dos quais 2 em Nampula que terão um financiamento de mais de 18 milhões de dólares.  

Relativamente à poluição dos rios na província de Manica, ainda não há soluções imediatas, mas há um plano em andamento.Apesar de desconhecer o número de empresas envolvidas na má gestão da mineração, a Direcção do Ambiente  apontou que muitas das mesmas já paralisaram actividades e que a si, cabe a responsabilidade de fiscalizar a actividades.

Quatro chefs de churrasco brasileiro estão em Maputo para a realização da quarta edição do Mozambique Barbecue Festival. Os especialistas apontam que a qualidade da carne moçambicana tem evoluído bastante, daí que prometem gastronomia  inesquecível no sábado. 

Chegaram arrastando malas que não trazem apenas roupas, mas também temperos, facas afiadas, receitas guardadas com zelo e, sobretudo, histórias vividas em torno da brasa.

Quatro mestres do churrasco brasileiro já estão em Maputo para a quarta edição do Mozambique Barbecue Festival, que acontece neste sábado, no campus da Universidade Eduardo Mondlane. A promessa é simples, mas intensa: transformar a carne moçambicana em experiências inesquecíveis de sabor.

“Esperamos essa alegria, essa confraternização em volta da carne, do churrasco. Quando vimos para cá, trazemos a nossa experiência com o fogo, as nossas técnicas, os nossos temperos, para junto da carne moçambicana fazermos uma grande festa. É isso que a gente espera. Estamos muito felizes. Já fazem quatro anos que participamos do festival e, a cada edição, vemos um público maior e mais entusiasmado com as diferentes técnicas apresentadas”, disse Betones, chef churrasqueiro do Brasil.

E técnicas não vão faltar. Dos cortes clássicos às combinações inesperadas, o festival promete surpreender. “Este ano vou preparar um peito bovino defumado, o famoso brisket, acompanhado de mac and cheese, muito consumido nos Estados Unidos. Trazemos essa mistura dos temperos brasileiros, a carne moçambicana e a técnica americana. Também vou arriscar algo mais ousado: uma picanha defumada com arroz de ambalaia, prato típico do sul dos EUA que leva várias proteínas e frutos do mar. É para impressionar o público”, adiantaram Rodrigo Bueno e Léo Dom Pimenta, outros mestres brasileiros da carne.

Se há alguns anos a carne vinha da vizinha África do Sul, hoje os churrasqueiros reconhecem que Moçambique está a dar cartas. “A carne evoluiu muito. O trabalho dos talhos locais está a crescer e a qualidade surpreende. Desde o segundo festival usamos apenas carne moçambicana. A genética, o manejo, tudo está a melhorar. A carne está espetacular”, sublinhou Bethoven Picuí, outro dos convidados.

Mas nem só de carne vive o festival. Trata-se de um encontro de famílias, onde a música se mistura com o cheiro da brasa e as crianças correm entre mesas e gargalhadas. “Vamos ter bandas e DJs, nacionais e internacionais, mais de 20 estações de comida, desde carnes tradicionais até opções mais exóticas. Também teremos uma área infantil, com parque, pula-pula, jogos e cuidadores, para que os pais aproveitem tranquilos e as crianças também se divirtam”, assegurou Carolina Albazine, gestora do evento.

No fim, o Mozambique Barbecue Festival é mais do que um evento gastronómico: é um espaço de partilha. Onde as culturas se cruzam, os ritmos se encontram e os sabores ficam gravados na memória como uma festa que aquece a alma.

Quatro supostos caçadores furtivos foram detidos, quando tentavam vender um pangolim vivo, garras e dentes de leões em Massangena. No distrito de Bilene, dois pescadores foram flagrados na posse de cinco quilos de cavalo-marinho, já no Limpopo, dois jovem foram detidos acusados de assassinato.

Além de um pangolim vivo, os quatro supostos caçadores furtivos foram detidos na posse de dentes, 18 ossos e 16 garras extraídas de um leão, cujo local de abatimento continua sob investigação pelo Serviço Nacional de investigação Criminal, na província de Gaza 

A detenção ocorreu no interior da zona Mapanhe, no distrito de Massangena, quando os indiciados tentavam vender o pangolim a um curandeiro da Suazilândia. Um deles é confesso e diz que pela venda do animal teria alguma recompensa.

O outro integrante do grupo distancia-se das acusações e diz que o animal foi encontrado nas matas.

“Eu apanhei o pangolim na machamba e o trouxe à casa para ser consumido no dia 25 (de Setembro)”, disse um dos indiciados.

No distrito de Bilene mais dois indivíduos são indiciados por captura e porte ilegal de espécies protegidas. A dupla assume a autoria do crime e disse que pela venda do cavalo-marinho encaixaria 35 mil meticais  

Ainda em Gaza, no distrito de Limpopo, dois amigos são acusados de agredir até a morte um indivíduo por suposto roubo de um aparelho de som, avaliado em 1800 meticais, na zona de 3 de Fevereiro. Os indiciados negam as acusações e dizem que o malgrado foi linchado pela população.

O SERNIC em Gaza desencorajam o recurso à justiça privada para resolução de conflitos nas comunidades.

Moradores da Unidade Alberto Vaquina, no bairro Matundo em Tete, queixam-se da falta de um centro de saúde mais próximo. Entretanto, a população percorre cerca de 8 quilómetros para ter acesso a serviços primários de saúde e não há transporte disponível.

A ausência de um centro de saúde mais próximo na Unidade Alberto Vaquina, bairro Matundo, obriga os moradores, na sua maioria mães e crianças, a percorrerem longas distâncias a pé para ter acesso aos cuidados primários de saúde. A população manifesta preocupação e pede a criação de um centro de saúde local para minimizar o drama.

Aliado a isso, os moradores também queixam-se da falta de transporte no bairro Matundo. Os residentes na Unidade Alberto Vaquina, dizem que nas noites são obrigados a baterem à porta dos vizinhos para ver se podem reunir condições junto com a comunidade para carregar um doente.

A edilidade reconhece que o problema é grave e merece uma resposta prática e urgente. No entanto, o edil, Cesar de Carvalho, procedeu nesta segunda-feira ao lançamento da primeira pedra para construção de um centro de saúde local, cuja as obras estão orçadas em 4.4 milhões de meticais.

As obras de construção do novo centro de saúde na Unidade Alberto Vaquina, terá duração de três meses.

O progresso da economia nacional esta refém do despertar intelectual dos moçambicanos, através da capacidade empreendedora que deve ser aprimorada pelas universidades, defende o antigo Ministro do Ensino Superior e Tecnologia, Daniel Nivagara, que falava durante a 1ª Conferência Internacional da Universidade São Tomás de Moçambique.

Numa ocasião que juntou universitários, docentes e directores para um debate sobre “Aprender para Lidar. Inovar para Transformar: caso do Ensino Superior de Moçambique’’, Daniel Nivagara, professor universitário e antigo ministro do Ensino Superior, falou do contributo das universidades nacionais na economia do país.

Para Nivagara, este sub-sector de educação é responsável por capacitar  estudantes para combater o desemprego no país. “Nós reconhecemos que o ensino superior tem um grande potencial para liderar o desenvolvimento de um determinado país, incluindo Moçambique. Refiro-me ao desenvolvimento econômico, político, cultural, tudo que leva ao desenvolvimento de um determinado país. Se nós olharmos para a estrutura da educação em qualquer país que seja, quando se chega ao ensino superior ele se demarca”, referiu.

Segundo Daniel Nivagara, o  ensino superior deve trazer abordagens mais profundas para além do que já se sabe. “Deve-se compreender que o ensino superior, naturalmente, deve ir para além da transmissão do conhecimento, aquilo que já existe como no conhecimento existente pré-definido ou que já existe nós sabemos, a questão fundamental é o que nós agora podemos fazer”, salientou.

Por sua vez, o Vice-Reitor para Desenvolvimento Institucional da USTM, Faizal Carsane, apontou a pesquisa científica como ferramenta fundamental para o desenvolvimento estudantil. “A pesquisa científica é fundamental para revolução  social e tecnológica, pois fornece conhecimento fundamentado, inovações e soluções para problemas sociais permitindo a criação de uma sociedade mais crítica e informada. A pesquisa científica contribui para o desenvolvimento de produtos e serviços e para o  preparo  de profissionais qualificados”, destacou.

A 1ª Conferência Internacional realizada pela Universidade São Tomás de Moçambique realiza-se sob o lema: “Significado da bondade do acto moral na sociedade”. 

O secretário de Estado da Terra e Ambiente de Moçambique, Gustavo Dgedge, alertou, esta segunda-feira, para o “risco alarmante” do desmatamento e degradação acelerada dos solos na África Austral. Dgedge falava em Maputo durante a abertura do workshop regional do Programa de Impacto em Paisagens Sustentáveis de Terras Áridas.

O desmatamento e degradação acelerada dos solos na África Austral provocou, pelo menos, 800 mil quilómetros quadrados de Miombo perdidos desde 2000, o que leva as autoridades a pedirem esforços colectivos para travar o desflorestamento.

“O desmatamento e a degradação dos solos estão a acelerar a um ritmo alarmante. Desde o ano 2000, o ecossistema de Miombo perdeu cerca de 800 mil quilómetros quadrados, uma área superior à superfície total de Moçambique. Esta não é apenas uma estatística ambiental, é sim uma ameaça direta à prosperidade, à saúde e futuras gerações da região”, disse o secretário de Estado da Terra e Ambiente de Moçambique, Gustavo Dgedge, citado pelo Noticias ao Minuto.

O governante, que falava esta segunda-feira, em Maputo, durante a abertura do workshop regional do Programa de Impacto em Paisagens Sustentáveis de Terras Áridas, um mecanismo de intercâmbio regional da África Austral sobre esta matéria, admitiu existirem muitos desafios na preservação dos ecossistemas na região austral de África.

“Os ecossistemas de Miombo e Mopane representam uma força vital para a África Austral. São uma herança comum que alberga biodiversidade extraordinária, regula o clima e os recursos hídricos, e sustenta a subsistência de mais de 300 milhões de cidadãos. No entanto, esta base vital está sob grande pressão”, disse Gustavo Dgedge.

O secretário de Estado da Terra e Ambiente de Moçambique acrescentou que a região enfrenta uma crescente desertificação e degradação da terra, enquanto crescem as zonas áridas, com consequências “gravíssimas” que incluem a perda de solos produtivos, com salinização e desestruturação física que os tornam impróprios para agricultura, impactos ambientais severos, incluindo desequilíbrio ecológico e perda de biodiversidade.

Segundo o dirigente, estes desafios surgem numa altura em que 75% das terras africanas já são classificadas como áridas ou semiáridas, com previsões de expansão entre 5% a 8% até 2080.

Para o caso específico de Moçambique, Gustavo Dgedge admitiu existirem desafios urgentes na gestão sustentável de terras áridas perante uma realidade que “assume contornos dramáticos”.

“As províncias do sul, como Gaza e Inhambane, registaram reduções de 20% a 30% na precipitação anual nas últimas décadas, acompanhadas pelo aumento de temperaturas e prolongados períodos de seca que afectam cerca de 2,3 milhões de pessoas apenas nesta região”, alertou o dirigente citado pela mesma fonte.

Moçambique pediu ainda uma aposta na conservação e uso racional dos recursos florestais para manter os benefícios económicos, sociais e ambientais, adaptando técnicas de maneio a ambientes secos que possuem ecossistemas frágeis, incluindo plantio de espécies resistentes à seca, a conservação da água, combate à erosão e envolvimento das comunidades locais.

“Esta crença na acção integrada e transfronteiriça é a razão pela qual defendemos a Declaração de Maputo sobre a Gestão Sustentável das Florestas de Miombo”, disse, acrescentando ainda que a visão é que o futuro destas paisagens não pode ser assegurado por nenhuma nação isoladamente, por isso a pedir acções conjuntas para proteger as florestas.

A Floresta de Miombo cobre dois milhões de quilómetros quadrados e garante a subsistência de mais de 300 milhões de habitantes de 11 países da África Austral, incluindo pastagens tropicais e subtropicais, moitas e savanas. Constitui o maior ecossistema de florestas tropicais secas do mundo e enfrenta actualmente, entre outros, problemas de desflorestação, sendo o processo de recuperação liderado por Moçambique.

O Governo moçambicano esperava mobilizar investimentos para proteger a Floresta do Miombo, que cobre ainda parte do território de Angola, estimados no plano de acção em 550 milhões de dólares (pouco mais de 35.1 mil milhões de meticais), dos quais 153 milhões de dólares (acima de 9 mil milhões de meticais) foram garantidos desde 2022.

A Comissão Europeia vai dar 545 milhões de euros para acelerar a transição para a energia limpa em África, dos quais 13 milhões de euros (pouco mais de 174 milhões de meticais) irão para Moçambique incentivar a participação do setor privado e reduzir as emissões.

“As escolhas que África faz hoje estão a moldar o futuro do mundo inteiro; a transição para as energias limpas no continente criará empregos, estabilidade, crescimento e a concretização dos nossos objectivos climáticos globais”, disse a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, ao anunciar o financiamento feito pela Team Europe, citado pelo Noticias ao Minuto.

Moçambique é o único país lusófono africano contemplado, e vai receber 13 milhões de euros para “apoiar a transição para uma energia com baixas emissões e incentivar a participação do setor privado”.

Na visão de Bruxelas, o potencial de energia renovável de África “é enorme, mas quase 600 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à eletricidade”, pelo que “a forma como esta transição para a energia limpa vai desenrolar-se terá um papel importante na definição do desenvolvimento futuro, da estabilidade regional e dos progressos em matéria de alterações climáticas”.

O apoio da União Europeia à transição energética em África “não é apenas um imperativo moral e de desenvolvimento, é também uma escolha estratégica que reforça as cadeias de abastecimento, cria até 38 milhões de empregos verdes até 2030 e torna os sistemas energéticos mais resilientes”, aponta-se no documento.

A Costa do Marfim vai receber a maior parte do financiamento, quase 360 milhões de euros, para uma linha de transmissão de alta tensão para impulsionar a distribuição regional de energia, e 59,1 milhões de euros vão para os Camarões conseguirem eletrificar 687 comunidades, onde vivem mais de 2,5 milhões de pessoas. Entre outros financiamentos para estudos técnicos e de viabilidade, a República do Congo recebe 3,5 milhões de euros, o Lesoto vai ter 25,9 milhões de euros, o Gana dois milhões e Madagáscar 33,2 milhões de euros, a que se juntam mais 45,5 milhões de euros para a Somália aumentar o acesso à energia renovável a preços acessíveis, promover práticas de economia circular e criar sistemas agroalimentares resistentes às alterações climáticas.

No início de outubro, o Global Gateway Forum em Bruxelas vai reunir governos, instituições financeiras e líderes do setor privado para fornecer apoio adicional à transição para a energia limpa em África.

Este impulso será levado para a Cimeira do G20 em Joanesburgo, que decorre entre 22 e 23 de Novembro, na qual líderes mundiais e investidores vão reunir-se para vincar parcerias e o financiamento necessários para impulsionar o futuro renovável de África.

Mais de 18 mil funcionários públicos inexistentes, na sua maioria falecidos e desvinculados, recebiam salários em esquemas fraudulentos e corruptos que geridos por alguns gestores de recursos humanos na função pública. A informação foi avançada pelo ministro da Administração Estatal e Função Publica, Inocêncio Impissa, esta segunda-feira, em Xai-Xai, durante as cerimónias centrais do dia internacional de acesso universal à informação.

O Estado moçambicano continua a pagar salários a funcionários que na verdade não existem. Só este ano foram detetados no pais mais de 18 mil funcionários fantasma ou com duplo salário na função pública.

“Em base no exercício do trabalho que temos estado a fazer e em sistemas que temos estado a introduzir, tem-nos permitido detectar situações de descaminho de salários. Desativados no Global durante este período, são cerca de 18 mil funcionários, para nós, fantasmas.

Questionado sobre prejuízo acumulado na sequência destes destes esquemas,o titular da Administração Estatal e Função Publica, Inocêncio Impissa, disse não ter dados concretos e explicou-se.

“É que cada um dos funcionários tem um salário diferente do outro em função da categoria que se dizia que tinha, e neste caso, quando é assim, não é possível saber a princípio, mas temos uma equipa conjunta que está a fazer agora o apuramento, que é para saber qual era a carreira do funcionário, ou o que se dizia que o funcionário tinha, qual é o nível que tinha, a partir de quando é que ele é considerado funcionário, que é para depois dizermos quanto é que representa, portanto, o custo dos 18 mil que foram desativados aqui. Mas é um dado, certamente, que vamos ter que é para permitir-nos dizer quantos funcionários podíamos ter admitidos se os 18 mil funcionários não fossem fantasmas” , explicou.

De acordo com Inocêncio Impissa, engrossam a lista, desvinculados do aparelho do Estado ou funcionários que já tenham perdido a vida, mas que continuam a receber, valores que param em esquemas corruptos controlados por gestores que manipulam o sistema.

“Temos estado a trabalhar para purificar as fileiras, como se diz, dos funcionários e agentes do Estado.Havia funcionários já falecidos, funcionários já aposentados, ainda numa folha de funcionário ativo. E que, nesse período, os gestores, ou alguns gestores, não inscreveram essa indicação de falecimento no sistema.A falta dessa atualização no sistema, permite que o sistema também continue a pensar que essa pessoa está viva. E o que é que vai acontecendo.Vai entrando salário”.

Devido a gravidade da situação, Impissa revelou que seguem investigações que visam, entre outros, expurgar mais funcionários fantasma, bem como responsabilizar todos envolvidos.

“Quatro ou cinco meses que nenhum dos funcionários desativados aparece, para nós é um indício de existência de casos difíceis de funcionários fantasmas e até casos de corrupção. E é nosso trabalho detectar os problemas, os riscos e, naturalmente, responsabilizar quem estiver por detrás disso”.

Inocêncio Impissa fez estes pronunciamentos, esta segunda-feira, em Xai-Xai, durante a cerimónia central do dia internacional de acesso Universal à informação, que decorre sobre o lema lema, garantindo o acesso a informação ambiental na era digital”, onde admitiu que o acesso a informação de interesse público no pais continua um grande desafio.

“Urge investir em plataformas digitais abertas, i acessíveis e atualizadas, abrindo espaço para a facilidade de acesso à informação, mas também para que a sociedade acompanhe, critique, contribua e proponha soluções necessárias. A título experimental, lançamos há sensivelmente três meses o portal do funcionário e agente do Estado, mas cuja aderência situa-se em cerca de 25 mil funcionários, do universo de aproximadamente 400 mil. A nossa expectativa é que todos os funcionários e agentes do Estado acedam o portal e interajam conosco através deste canal”, concluiu o ministro da Administração Estatal e Função Publica, Inocêncio Impissa.

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