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O País – A verdade como notícia

O governo garantiu, nesta segunda-feira, que está a implementar uma estrategia nacional para acabar com o aumento de casos de assédio sexual nas universidades do país. A informação surge dias após a UEM ter partilhado um relatório sobre o fenómeno na instituição. 

A garantia foi dada pelo Secretário do Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuacua, nesta segunda-feira, durante a 54ª reunião do Conselho Africano para a Educação à Distância, em Maputo. Segundo Macuacua, a estategia nacional para o combate ao assédio sexual visa proporcionar um ambiente de dignidade no ensino superior.

Na ocasião, o governo, que reconheceu os desafios do ensino à distância, exigiu mais qualidade e expansão desta modalidade na formação dos estudantes em prol do desenvolvimento africano.

A exigência surge numa altura em que o país regista o aumento de estudantes do ensino a distância, de mais de 52 mil em 2013, para mais de  76 mil formandos neste ano.

Também, está em andamento a preparação da segunda fase do programa um computador, um universitário, que poderá abranger 15 mil estudantes, contra 5 mil da fase anterior.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de calor intenso, com temperaturas que variam de 38 a 42 graus celsius, nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, esta terça-feira. No mesmo dia, espera-se ainda uma mudança do estado do tempo, caracterizada por ventos com rajadas fortes, em Maputo e Gaza.

Os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Marracuene e cidades de Maputo e Matola serão as zonas afectadas pela onda de calor prevista para o dia de amanhã. Ainda na zona sul, serão igualmente afectados os distritos de Massingir, Chokwe, Chongoene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Macia e cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, e  Zavala, Inharrime, Jangamo, Panda e Homoíne, em Inhambane. 

O INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança, face ao desconforto causado pelo tempo muito quente.

A cidade da Maxixe foi, neste final de semana, palco de uma das mais marcantes manifestações de fé e reflexão dos últimos tempos: a Peregrinação da Esperança, organizada pela Igreja Católica, no âmbito do Jubileu das Famílias. O evento, que reuniu centenas de fiéis, contou com momentos de oração, cânticos e forte simbolismo religioso, mas ganhou também um peso social e político com a presença de autoridades, incluindo o governador da província, Francisco Pagula, e o Bispo de Inhambane, Dom Ernesto Maguengue.

O encontro, marcado por um ambiente de devoção e emoção, teve como fio condutor a celebração da família como pilar da sociedade. Mas, para além do ambiente espiritual, as intervenções revelaram preocupações profundas sobre os desafios sociais que afetam a província. A começar pelo próprio governador, Francisco Pagula, que aproveitou a ocasião para chamar a atenção para um dos maiores dramas que atingem Inhambane: os elevados índices de suicídio.

“Quando temos uma família com fome, significa que temos uma sociedade doente. Quando temos famílias sem paz, temos também uma sociedade sem paz”, afirmou o governante, realçando que o diálogo dentro dos lares deve ser visto como uma arma fundamental para enfrentar problemas sociais que vão desde o mau atendimento nos serviços públicos até ao flagelo do suicídio, que todos os anos tira a vida, em média, a 80 pessoas na província. “Nos últimos dez anos, perdemos cerca de 800 irmãos em Inhambane por suicídio. É um dado que deve preocupar-nos profundamente e que deve levar cada família a refletir sobre o seu papel no cuidado e na prevenção”, acrescentou Pagula, num discurso carregado de apelo à consciência coletiva.

O governador sublinhou ainda que, para além da ação governamental, a resolução dos problemas sociais só será possível com a participação das famílias. “Estes servidores que muitas vezes falham no seu trabalho, nos hospitais, nas escolas, nas instituições públicas, fazem parte de famílias. Por isso, acreditamos que é nas famílias que deve começar a mudança”, reforçou, convidando os presentes a fazer da oração e do diálogo familiar instrumentos para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.

Já o Bispo de Inhambane, Dom Ernesto Maguengue, deu à celebração uma dimensão ainda mais simbólica, ao vincar a ligação direta entre o fortalecimento das famílias e a reconciliação nacional. Para o prelado, não haverá paz nem progresso em Moçambique enquanto os lares permanecerem fragilizados. “A vida de cada homem e de cada mulher começa na família e termina acompanhada pela família. Cuidar da família é cuidar da sociedade, é cuidar do país, é cuidar do futuro. Não haverá reconciliação nacional se faltar reconciliação no seio da família”, afirmou perante uma multidão atenta e emocionada.

Dom Ernesto destacou que o Jubileu das Famílias deve ser visto não apenas como uma data religiosa, mas como uma oportunidade para mobilizar toda a sociedade a valorizar o papel central da família. “Muitas vezes damos prioridade à economia, ao trabalho, mas esquecemo-nos do essencial. Não haverá desenvolvimento económico, não haverá futuro, se faltar o cuidado do amor na família. Marido e mulher precisam de cuidar um do outro, precisam de cuidar dos filhos. Só assim poderemos ter famílias de paz e, consequentemente, uma sociedade reconciliada e harmoniosa”, frisou o líder religioso, numa fala marcada por emoção e forte carga pastoral.

O Bispo não deixou de relacionar os altos índices de suicídio na província à fragilidade dos lares. “Quando temos, em dez anos, cerca de 800 pessoas a perderem a vida por suicídio, isso é um sinal de que falta cuidado nas famílias. Falta o cuidado das emoções, dos pensamentos, do corpo e da alma. É nas famílias que devemos encontrar esse cuidado e esse amor”, afirmou.

A peregrinação, que percorreu algumas artérias da cidade, foi marcada por cânticos e rezas dedicadas às famílias moçambicanas. Os fiéis, vestidos de branco e com símbolos alusivos à esperança, pediam por lares mais unidos, mais dialogantes e capazes de enfrentar as dificuldades da vida. Ao longo do percurso, as mensagens repetiam-se: “A família é o coração da sociedade”, “Sem família não há reconciliação”, “Família forte, sociedade forte”.

Na sua intervenção final, Dom Ernesto convidou os fiéis a voltarem para casa como instrumentos de renovação. “Abram os braços, abram os corações, olhem para o céu e recebam a força do alto. Renovem o amor, renovem a esperança e levem essa renovação para dentro dos vossos lares. Só assim construiremos uma sociedade reconciliada e em paz”, apelou o Bispo, sob aplausos da multidão.

A Peregrinação da Esperança, que este ano se centrou na família, tem-se tornado um marco anual em Inhambane. Mais do que um ato de fé, é hoje um espaço de encontro entre a Igreja, as autoridades e a comunidade, onde se cruzam preocupações espirituais e sociais. Este ano, o evento deixou claro que a luta contra o suicídio e a construção da reconciliação nacional passam, inevitavelmente, pelo fortalecimento dos lares.

No final, o governador Francisco Pagula reforçou a mensagem de unidade e deixou um apelo: “Queremos famílias tranquilas, porque famílias tranquilas significam uma sociedade tranquila. Queremos famílias em paz, porque isso significa uma sociedade em paz. E queremos famílias dialogantes, porque é no diálogo que nasce a solução para os maiores desafios que enfrentamos”.

Com discursos convergentes e uma mensagem comum, a Igreja e o Governo em Inhambane mostraram que, mais do que nunca, é preciso recentrar as atenções na família como alicerce de toda a sociedade. O desafio agora é transformar estas palavras em ações concretas, capazes de reduzir os números alarmantes de suicídio e abrir caminho para uma reconciliação nacional tão desejada, mas ainda por alcançar.

A província de Maputo registou redução de casos de sarna, nas últimas três semanas, após cumulativo de 11 400 casos, no mês passado. Uma subida de 5% em comparação ao igual período do ano passado.

Uma doença aparentemente insignificante, porém seus impactos criam desconforto.

Melita António, que lida com a sarna, após um dos seus filhos ser infectado, tendo contaminado toda a família, referiu que além da dificuldade diária em lidar com a doença, há um outro desafio reside no alto custo da medicação.

De acordo com o chefe do departamento da saúde pública na província de Maputo, Filimone Zibia, após números elevados de casos da doença no semestre passado, nas últimas três semanas regista -se uma redução.

A Sarna é uma doença transmissível, porém segundo Zibia  a higiene devida pode minimizar as chances de maior alastramento.

A nossa fonte referiu igualmente que existem equipes que vão de porta a porta para garantir informação às comunidades sobre a doença, com vista a evitar possíveis subidas.

A província de Maputo registou redução de casos de sarna, nas últimas três semanas, após cumulativo de 11 400 casos, no mês passado. Uma subida de 5% em comparação ao igual período do ano passado. 

Uma doença aparentemente insignificante, porém seus impactos criam desconforto.

Melita António, que lida com a sarna, após um dos seus filhos ser infectado, tendo contaminado toda a família, referiu que além da dificuldade diária em lidar com a doença, há um outro desafio reside no alto custo da medicação. 

De acordo com o chefe do departamento da saúde pública na província de Maputo, Filimone Zibia, após números elevados de casos da doença no semestre passado, nas últimas três semanas regista -se uma redução.

A Sarna é uma doença transmissível, porém segundo Zibia  a higiene devida pode minimizar as chances de maior alastramento. 

A nossa fonte referiu igualmente que existem equipes que vão de porta a porta para garantir informação às comunidades sobre a doença, com vista a evitar possíveis subidas. 

Mais de 12 mil pessoas realizaram uma manifestação em Berlim no último sábado para protestar contra o fornecimento de armas pelo governo alemão a Israel e para se opor às acções militares israelenses na Faixa de Gaza.

Reunidos no emblemático Portão de Brandemburgo, os manifestantes pediram ao governo alemão que suspendesse completamente as exportações de armas para Israel e aumentasse a pressão sobre o governo israelense para que interrompesse as operações militares na Faixa de Gaza.

Segundo a CCTV, a manifestação foi iniciada pela líder do partido político alemão Aliança Sahra Wagenknecht, músicos e figuras públicas renomadas.

Durante o protesto, Wagenknecht afirmou que a Alemanha deveria suspender completamente todas as entregas de armas a Israel, em vez de apenas restringir as supostamente usadas em Gaza, enfatizando que isso reflete a forte demanda da maioria do povo alemão.

“A Alemanha deve salientar que o genocídio deve parar. A Alemanha deve interromper claramente todo o fornecimento de armas. Os políticos devem se posicionar e garantir que o conflito termine o mais rápido possível. A Palestina deve ser reconhecida como um Estado”, disse um manifestante.

Alguns manifestantes expressaram preocupação pelo facto de a escalada das operações militares de Israel na Faixa de Gaza estar a ser apoiada pelos Estados Unidos da América.

 

Um morto e três cidadãos gravemente feridos, num tumulto de tentativa de invasão da Quintos Mineradora, por garimpeiros ilegais, no distrito de Mogovolas, província de Nampula. A tragédia culminou com incêndio de dois veículos da mineradora. 

Um dia atípico no Posto Administrativo de Iuluti, em Mogovolas, na província de Nampula. 

Numa entrevista telefónica, Felisberta Joaquim, Administradora deste distrito, disse que por volta das 5 horas do dia 12, a  segurança instalada na Quintos Mineração, no posto administrativo de Iuluti, interpelou no seu processo de rotina um grupo de garimpeiros ilegais.

Este grupo estava a invadir a área mineira, e, no intuito de dispersá-los, os seguranças acabaram por balear mortalmente um cidadão.  

Naquele processo todo tomamos conhecimento que houve um incidente, no qual foi baleado mortalmente um cidadão. Neste processo, foram gravemente feridos três seguranças da mineradora e estão agora sob cuidados medicos”,  referiu a administradora.

Dentre os feridos, encontra-se um adoleste de 14 anos de idade. No mesmo processo foi incendiada uma pá escavadora e uma camioneta da mineradora.

Felisberta Joaquim referiu que a situação está a ser monitorada, e, neste momento, regista-se um cenário calmo.

Refira-se que esta mineradora vem sendo vandalizada com frequência.

Graça Machel fez um apelo à paz nos países em conflito, incluindo Moçambique, durante o seu discurso no III  encontro mundial sobre fraternidade humana. A activista social apelou ainda que a justiça seja a força vital para a reconciliação. 

A activista social, Graça Machel, fez parte do II Encontro Mundial Sobre Fraternidade Humana. Durante o seu discurso, Graça Machel fez uma reflexão sobre “o que é ser humano hoje”, apelando à empatia e à solidariedade. 

Graça Machel fez ainda um forte apelo à paz mundial, lembrando algumas nações, que se encontram em conflitos. “Testemunhei a coragem de pessoas que se recusaram a ficar aprisionadas pelas feridas da história e comunidades que encontram forças para perdoar e reconstruir: Palestina, Sudão, Ucrânia, República Democrática do Congo, Mianmar, Moçambique (…) Devemos comprometer-nos a trazer uma paz justa, onde quer que a violência tenha despojado”, disse.

A Central Hidroelétrica de Chicamba, em Manica, reduziu a sua capacidade de produção de energia de 44 para 20 Megawatts devido à poluição da sua barragem. O sector agrícola está também a ser afectado. 

Operacional desde a década de 1960, a Barragem de Chicamba foi construída com o objectivo de produzir energia eléctrica. Nela, está uma das principais centrais hidroeléctricas, que abastece parte das províncias de Manica e Sofala.

O empreendimento não escapou da onda de poluição de rios, que se tem assistido nos últimos tempos, na província de Manica. Devido à situação, a capacidade de produção de energia da hidroeléctrica reduziu drasticamente.

A situação já está a afectar negativamente o fornecimento de energia eléctrica. Diante do problema, a Eletricidade de Moçambique vê-se obrigada a fazer manutenção das turbinas semanalmente, o que tem culminado com restrições no fornecimento de energia.

Na lista dos afectados não está apenas a Electricidade de Moçambique e seus clientes. O fornecimento de água está também condicionado. A Administração de Águas da Região Centro revela que a oferta reduziu pela metade.

Essa redução começou quando os mineradores decidiram ser mais ousados: recorreram ao uso de dragas para a lavagem de ouro extraído das minas.

De acordo com a Ara Centro, a saída é mesmo suspender a actividade mineira. Mesmo estando aparentemente suja, o FIPAG diz que a água ainda serve para o consumo, pois é purificada com produtos químicos. 

A entidade que gere o património de abastecimento de água nega ainda que o consumo da água por si fornecida não seja recomendado por conter mercúrio.

Os estragos ambientais provocados pela extração de ouro tiveram também impactos negativos em empresas que usam a água dos rios para rega das suas plantações. 

Os crimes ambientais são cometidos tanto por empresas como por operadores artesanais. Enquanto as  firmas recorrem até às dragas nas suas plantas de processamento, os artesanais têm pequenas indústrias.

O Secretário de Estado de Manica visitou algumas empresas mineiras, mas não conseguiu colher informação devido à barreira linguística com os chineses.

Lourenço Lindonde, orientou neste sábado uma reunião com representantes de empresas mineradoras, na qual todas elas negaram estar a poluir o ambiente. Lindonde disse que é tempo de o Estado agir pois, os danos causados pela mineração são maiores.

Por isso, a decisão foi mesmo de paralisar as actividades mineiras.

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