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O País – A verdade como notícia

O Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM)  mostrou-se preocupado com a onda de assassinatos de oficiais na corporação. O vice-comandante-geral da PRM, Aquilasse Manda, indicou que não há pistas, mas garantiu que decorrem investigações e há processos que já foram encaminhados ao Ministério Público. 

“É uma situação que preocupa a PRM e o Ministério do Interior”, foi com estas palavras que Aquilasse Manda, Comissário da Polícia e Vice comandante-geral da corporação começou a responder a jornalista, nesta sexta-feira, na cidade da Beira, quando foi solicitado para comentar sobre a onda de assassinatos de oficiais da Polícia, que tem ocorrido, de forma particular, na capital do país.

“Há acções que têm sido desencadeadas para neutralizar os malfeitores. Infelizmente ontem fomos surpreendidos com esta notícia do assassinato da Comandante, mas o que posso garantir é que se esta a trabalhar para o esclarecimento deste caso e de tantos outros que afectaram directamente os membros da PRM. Está-se a trabalhar para identificar os prevaricadores. E, neste caso, vão ser processados e levados a tribunal”, disse o comandante.  

Aquilasse Manda referiu que ainda não há pistas em relação ao assassinato da comandante de Marracuene e que o SERNIC está a investigar.

“Acho que, dentro em breve, havemos de ter alguma informação que possa nos dar o espelho do que terá acontecido e quem são os prevaricadores (…) Há investigação está a correr, há casos que já transitaram para outras fases e instâncias, estou a falar da procuradoria, dos tribunais, mas nós ainda não temos informação legal sobre os contornos de cada caso pou dos casos que já ocorreram, para dizer que estão dentro de investigação e a qualquer momento teremos conhecimento”, assegurou. 

Sobre o facto do assassinato da comandante distrital de Marracuene e de outros membros da Polícia estarem ligados a ajustes de conta, o vice-comandante-geral disse estarem ainda em curso investigações. “Para estes casos particulares não posso afirmar se é mesmo dentro da Polícia ou fora, mas, como disse, nós estamos a trabalhar para encontrar o que isso significa e quem são as pessoas que assim o fizeram”. 

O Vice-Comandante-Geral da Polícia falava a jornalista no final de uma cerimónia de apresentação da nova comandante provincial de Sofala tendo na altura reconhecido que há no seio da corporação agentes criminosos.

De seguida exortou a união entre a direcção do comando provincial e todos os departamentos, o que, sob seu ponto de vista,  vai trazer resultados visíveis em Sofala.

A nova comandante provincial de Sofala responde pelo nome de Beatriz Tichala e substitui Ernesto Madungue, que passa a ser Comandante adjunto da polícia costeira, Lacustre e Fluvial. 

Uma pessoa foi encontrada,hoje sem vida, no bairro Chingodzi em Tete. Moradores do bairro e familiares, desconhecem as  reais causas da morte, mas a vítima apresentava sinais de agressão.

A vitima tinha 25 anos de idade  e foi encontrada, na manhã desta sexta-feira, na rua e com sinais de tortura. A situação deixou aterrorizada os moradores do bairro Chingodzi, que, ao depararem-se com o corpo abandonado na via publica, se mostraram preocupados com o assassinato.

“Aqui, eu cheguei eram seis e tal e o corpo já estava coberto. É muito triste para nós que estamos aqui, talvez foi morto do outro lado e vieram deixar aqui”, lamentou uma moradora do bairro. 

Outro morador do mesmo bairro, entrevistado pelo “O País”, também disse estar preocupado com os assassinatos naquele local e disse ainda ser o segundo corpo encontrado no local. 

A esposa e irmã  da vítima também estiveram no local onde o corpo foi encontrado. Inconsoláveis, disseram  ter falado pela última vez com a vítima na madrugada de sexta-feira,  quando esta se despediu para o trabalho.

“Saiu as uma e tal, ia para o serviço, ia fazer biscato”, disse a esposa do finado, ainda aos prantos. 

O Serviço Nacional de Investigação Criminal em Tete só esteve no local quando eram precisamente 9 horas e 30 minutos para trabalhos de perícia e remoção do corpo.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa, S.A (HCB) vai proceder, amanhã, à abertura de um descarregador de meio  fundo à 80%, como medida hidrológica, visando  a minimização dos impactos ambientais e socioeconómicos a jusante, decorrentes da paragem total da estação electroprodutora. 

Segundo o comunicado da HCB, a acção implicará a  indisponibilidade do caudal turbinado, o único que tem mantido, no dia-a-dia, o  fluxo normal de água no vale do rio a jusante da barragem, no contexto actual de  seca, que se faz sentir sobre a bacia hidrográfica internacional do rio Zambeze.  

A paragem total da estação electroprodutora obrigará à abertura de um  descarregador, como resultado da implementação de um conjunto de normas e  princípios de gestão e operação de grandes barragens.

“Igualmente é realizada  em cumprimento das directrizes ambientais que recomendam a manutenção de  um caudal ecológico para a preservação dos ecossistemas fluviais, a  biodiversidade e continuidade das actividades socioeconómicas das populações  que se localizam no vale do rio Zambeze a jusante da barragem de Cahora  Bassa, nas províncias de Tete, Manica, Sofala e Zambézia”, lê-se no comunicado da HCB. 

Esta paragem programada é uma acção que será implementada em  coordenação com os principais clientes da HCB, nomeadamente a EDM (Moçambique), ESKOM (Africa do Sul) e ZESA (Zimbabwe) e outros operadores  da SAPP (Southern Africa Power Pool), com o objectivo de realizar intervenções de manutenção nos equipamentos principais de geração, transformação e  transporte de energia, medida importante para o reforço e estabilização da  capacidade de fornecimento de energia aos clientes. 

Segundo a HCB, a intervenção, por  motivos de segurança dos operadores e dos equipamentos, deverá ser feita com  o sistema totalmente desligado, isolado e aterrado, pelo que é importante  salientar que a hora de fecho do descarregador dependerá da efectiva entrada  em funcionamento das linhas de transporte de energia. 

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa, como empresa estratégica e estruturante, e um dos mais proeminentes empreendimentos de geração, transporte e  comercialização de energia hidroeléctrica de Moçambique e da África Austral, mantém o seu compromisso de garantir uma gestão eficiente, responsável e  criteriosa das operações do empreendimento de Cahora Bassa, baseada em  princípios técnico-científicos, de engenharia e no respeito dos requisitos sócio ambientais aplicáveis. 

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas e o Centro de Monitoria Controlo e Fiscalização da Pesca na SADC assinaram um acordo de acolhimento do Centro Regional de Coordenação de Monitoria, Controlo e Fiscalização da Pesca na região, que visa combater a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada. Roberto Mito Albino espera que o centro melhore o sistema de vigilância e fiscalização marítima na região.

Trata-se da implementação do Protocolo das Pescas da SADC, e da Carta do Conselho de M inistros da SADC que Estabelece o Centro Regional de Coordenação da Monitoria Controlo e Fiscalização na componente de pescas, uma acção de combate à pesca ilegal, não reportada e não regulamentada na região.

Moçambique foi escolhido para a projecção do centro, a ser erguido na Catembe, que visa combater a pesca ilegal e suas consequências nocivas, segundo disse o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pesca, Roberto Albino.

“O Acordo de Acolhimento que hoje celebramos constitui uma etapa fundamental para a operacionalização plena do Centro de Coordenação de MCSCC-SADC. Este instrumento visa estabelecer as regras de funcionamento do Centro, clarificar as responsabilidades das Partes — nomeadamente o Governo da República de Moçambique e o Secretariado da SADC — e oficializar, de forma clara e institucional, a colaboração entre Moçambique e o Secretariado da SADC para erradicar a pesca ilegal e reforçar a gestão sustentável dos recursos pesqueiros na nossa região da SADC”, disse.

Roberto Albino assegura que o centro vai ser um ponto de coordenação para harmonização dos padrões para troca de informação e partilha de meios que permitam detetar e intervir de forma rápida para deter a pesca ilegal nas águas da região.

Roberto Albino diz acreditar que o Centro, em articulação com outras iniciativas globais, poderá melhorar, substancialmente, o sistema de vigilância e fiscalização marítima ao nível da região, para além de “desempenhar um papel fundamental nos esforços de preservação dos ecossistemas aquáticos e melhoria da segurança alimentar na região, contribuindo deste modo para o desenvolvimento social, económico e ambiental dos nossos países”.

Para o Presidente do Conselho de Administração do Centro de Monitoria, Controlo e Fiscalização da Pesca na SADC, Stanley Ndara, o acordo assinado tem como principal objectivo facilitar o cumprimento pleno e eficiente do mandato e das funções do centro.

“Consequentemente, o Governo da República de Moçambique deverá, na medida razoavelmente necessária, estender ao MCSCC e aos seus funcionários todas as imunidades, isenções e privilégios que concede, ou pode conceder, a outras Organizações Internacionais e seus Funcionários, conforme estipulado neste Acordo”, disse.

Para Stanley Ndara, “este centro regional serve como um farol de esperança para o povo, para a República de Moçambique e para os Estados-Membros da SADC em conjunto”.

Moçambique apelou os países da região e parceiros para que continuem engajados no combate à pesca ilegal, não reportada e não regulamentada como forma de contribuir poara o desenvolvimento da economia azul.

A primeira-ministra, Benvinda Levi, quer profissionais qualificados, capazes de conter o tráfico transnacional de drogas e de seres humanos e de responder aos desafios impostos pela inteligência artificial. Levi falava nesta sexta-feira aos cerca de 300 graduados pela Universidade Joaquim Chissano.  

São 286 graduados, nos níveis de licenciatura e de mestrado, graduados pela Universidade Joaquim Chissano, nesta sexta-feira. 

O momento marcou o fim de um ciclo de formação e início de outro, que é no mercado de emprego. 

Aos graduados, que agora sorriem para o mercado de emprego, a primeira-ministra, Benvinda Levi, que dirigiu a cerimónia, lembrou que o país espera que de si venham soluções para os diversos problemas que o país enfrenta, e, para tal, devem usar os conhecimentos adquiridos na academia. 

“De entre várias ameaças que pairam sobre o nosso território, e não só, destaque vai para o terrorismo, que assola alguns distritos de Cabo Delgado. O mundo enfrenta outros fenómenos, como a pirataria marítima, o tráfico transnacional de drogas e de seres humanos, crimes para os quais se requer uma formação de quadros altamente qualificados em assuntos como a protecção eficiente de fronteiras terrestres, aéreas, lacustres e marítimas, desafios cujo enfrentamento a UJC contribui através das suas áreas de formação”. 

O reitor da Universidade Joaquim Chissano apela aos recém-formados que actuem com ética e longe da corrupção. 

“Este marco traz consigo as suas responsabilidades, pois, a partir de agora, tendes o dever de contribuir e construir de forma científica, para o desenvolvimento do país”, disse João de Barros. 

Entre os graduados, nesta sexta cerimónia, 249 são do nível de licenciatura e 37 de mestrado.

 

A primeira-ministra, Benvinda Levi, pede “paciência” e afirma que o Ministério do Interior está a trabalhar para responder à onda de assassinatos de polícias e de civis no país.

“Relativamente a esta questão, o melhor é trabalhar com o Ministério do Interior, que está atento à situação, tem mais equipas a trabalharem no assunto e que pode prestar informações que são possíveis a esta altura. Tenham alguma paciência, está-se a trabalhar”, apelou Levi.

Sobre os casos de desaparecimento de jovens, que muitas vezes são encontrados mortos, a primeira-ministra referiu que, “sempre que há um crime, este deve ser comunicado às autoridades. Certamente, estas farão as investigações para identificar os responsáveis, mas para tal as pessoas devem participar os casos”.

Quatro mortos e dez feridos é o balanço preliminar de uma explosão de um camião cisterna transportando combustível no distrito de Vanduzi, província de Manica.  As vítimas encontraram a morte quando tentavam invadir o camião para se apoderarem de gasolina.

Entre as vítimas mortais estão um homem e duas mulheres, uma das quais que trazia o seu bebé ao colo. O incidente aconteceu quando um grupo de pessoas acorreu ao local para retirar combustível no camião cisterna, que despistou e capotou por volta das 4 horas desta sexta-feira.

Em Tete, duas pessoas morreram e outras oito contraíram ferimentos graves e ligeiros na sequência de um acidente de viação ocorrido ontem na cidade de Tete.

O sinistro ocorreu por volta das 18 horas no bairro Mpadue e envolveu quatro viaturas, das quais um camião de carga. As vítimas mortais saíam de um cortejo fúnebre. 

Após o acidente, as vítimas foram socorridas para o Hospital Provincial de Tete onde continuam a receber tratamento. O excesso de velocidade por parte do condutor do camião que transportava carvão mineral é apontado como causa do sinistro.

 

O criminalista, Paulo de Sousa, considera “anormal” e “preocupante” o assassinato de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), crimes que têm acontecido com muita frequência nos últimos dias. 

Reagindo ao recente caso ocorrido ao início da noite de ontem na Estrada Circular de Maputo, em que desconhecidos balearam mortalmente a comandante distrital de Marracuene, Leonor Célia Inguane, o criminalista entende que esses casos devem ser analisados em vários campos de reflexão. 

Paulo de Sousa não descarta a possibilidade de os mesmos estarem ligados ao crime organizado e a possíveis ajustes de contas, justificando que nos dias que correm há relatos de agentes inseridos em sindicatos criminais. 

Para o criminalista, os casos de assassinatos de agentes acontecem num contexto em que há mudanças constantes ao nível da liderança da Polícia, destacando o facto de haver, por exemplo, um novo comandante-geral, novos comandantes provinciais e distritais. 

“Isso também leva a um campo de uma eventual tentativa de eliminar todas as pessoas que queiram acabar com os sindicatos de crime organizado”, explica.

De Sousa alerta que, perante a luta titânica de acabar com o crime organizado instalado na corporação, há grupos que no meio desses obsctáculos procuram impor-se. 

O criminalista não tem dúvidas de que o país atravessa um momento de “epidemia criminal”, e alerta para que a PRM redobre esforços não só para evitar o assassinato aos agentes, mas também para garantir a protecção de todos os cidadãos. 

“A forma como os crimes têm acontecido têm requintes cinematográficos. Penso que com a nova dinâmica que está a ser introduzida na PRM a quem, eventualmente, não esteja feliz com isso. É preciso haver mudanças”, alerta o criminalista.

O crime ocorreu ao início da noite desta quinta-feira, ao longo da Estrada Circular de Maputo, quando desconhecidos balearam a vítima no interior da sua viatura. A vítima, que respondia pelo nome de Leonor Célia Inguane, era a comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Marracuene.

A informação foi confirmada ao “O País” pelo presidente do Município de Marracuene, Shafee Sidat, que lamentou o sucedido. “Infelizmente, é verdade. O crime aconteceu nas proximidades da Matola-Gare”, reagiu o edil.

O corpo foi removido por volta das 21 horas, e a operação policial no local obrigou ao encerramento de uma das faixas de rodagem no troço entre a terceira rotunda e o nó de Tchumene para a realização de perícia.

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