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O País – A verdade como notícia

Moradores do bairro Inhagoia “B”, na cidade de Maputo, temem inundações com a presente época chuvosa, porque a água do rio Mulauze é bloqueada, justamente na infra-estrutura que deveria garantir a sua passagem. Os munícipes temem perder as suas culturas e já pensam em abandonar as suas casas.

Moradores e agricultores, no bairro de Inhagoia,  queixam-se de falhas, nesta infra-estrutura, que devia permitir o livre fluxo de água, do rio Mulahuze e facilitar a navegação.

“Esse nosso rio recebe muita água, desde Intaka, Vila Olímpica, etc. Essa saída que temos aqui é de 2 metros e o caudal do rio corresponde a 6 metros. Quando chove a água só fica aqui, não corre”, disse Leonardo Inacio.

Segundo contam, a água está estagnada neste ponto, desde o ano passado e temem que o pior aconteça  com o início da época chuvosa. 

“Quando chove tudo isto fica inundado. Não estamos a fazer nada, e é muito triste porque a água destrói as nossas machambas e invade as nossas casas”.

A concentração das águas é também agravada pela acumulação de lixo e capim alto. 

“Ali está cheio de lixo, desde descartáveis, garrafas que fazem com que a água não passe”. 

Os camponeses falam de prejuízos à vista, devido à possível perda das suas culturas, enquanto o problema não é resolvido.

Usando meios próprios, os moradores até tentam, mas sem sucesso, fazer limpeza no local.  

“Quando chove a água do rio Mulauzi é empurrada para as nossas machambas. Estamos mal. O caniço sai da Vila Olímpica até aqui. Os camponeses querem trabalhar mas não conseguem porque não há condições. Fazemos limpeza, em grupos de associações, mas há locais onde não conseguimos entrar por causa da mata e de lama  ”

Esta infra-estrutura de Regularização de Água do rio Mulauze foi inaugurada em 2021.

Contactamos a Secretaria de Estado na Cidade de Maputo, que prometeu se pronunciar oportunamente.

Falta de pagamento de horas extraordinárias causa descontentamento de professores, que ameaçam paralisar as aulas caso o valor não seja pago. Até julho deste ano, pouco mais de 7 mil professores não tinham recebido o valor referente às horas extras.

Até julho deste ano mais de 7 mil professores aguardavam pelo pagamento de horas extras. Neste momento, não se sabe o número exacto que já recebeu os seus valores. Contudo, um grupo de professores no distrito de Milange diz que por falta de pagamento dos seus ordenados vai paralisar as aulas.

O governador da Zambézia, Pio Matos, está a fazer leque de inaugurações de salas de aula em Alto-Molocué, Milange e Quelimane. Sobre o pagamento de horas extras, indicou que tudo é feito ao nível central, por isso, a província não tem informações.

Pio Matos tem vindo a criticar o modelo de ensino bilíngue, um modelo educativo em que os alunos aprendem conteúdos (como Matemática, Ciências, etc usando duas línguas: a língua materna e a oficial português.

Três falsos institutos de formação técnico profissional foram encerrados neste ano na província de Tete, por não apresentarem nenhuma documentação, nem docentes qualificados para o seu funcionamento normal

Os referidos institutos de formação técnico profissional, funcionavam nos distritos de Tete e Macanga. De acordo com o diretor dos serviços províncias de assuntos sociais, Lourenço Bueno, os supostos estabelecimentos de ensino ministravam diversos cursos e sem docentes qualificados. No entanto, parte das irregularidades foram detectadas durante uma actividade de inspeção e denúncias de populares.

O director dos serviços províncias de assuntos sociais também fez saber que dois dos três institutos de formação, encerrados neste ano, leccionavam os cursos de saúde há quase dois anos.

Lourenço Buene falava nesta sexta-feira, após participar da primeira cerimónia de graduação de noventa e três novos técnicos da saúde pelo instituto médio e tecnologia de Tete.

Os graduados foram chamados pelo governo a pautar pelo atendimento humanizado nos hospitais.

A Primeira-Ministra, Benvida Levi, diz ser urgente adoptar medidas para que o país deixe de ser um dos principais corredores de droga. O país apreendeu, só no primeiro semestre deste ano, droga diversa avaliada em mais de 49 milhões de meticais.

Adolescentes e jovens, entre 15 e 30 anos de idade, são os grupos mais vulneráveis ao consumo de drogas, que em alguns casos, é vendida até nas escolas disfarçada de várias formas.

“As drogas muitas vezes chegam de forma dissimulada, em formas de rebuçados, pipocas ou qualquer outro lanche, as vezes em bebidas, como refrigerantes ou sumos”, explicou José Bambo, representante do Gabinete de Prevenção do Tráfico de Drogas, que disse ser uma preocupação, tendo em conta que  só nos primeiros seis meses deste ano, foi apreendida uma quantidade avaliada em mais 49 milhões de meticais, que foi apreendida

A cannabis sativa é a droga de maior circulação. 

“É uma das drogas que tem maior circulação no país, por um lado, porque temos a produção local de cannabis sativa , por outro lado, por conta da acessibilidade em termos de preços, diferentemente de outros tipos e drogas como a cocaína, haxixe e as demais substâncias com efeitos psicoativos ”

Neste contexto, a Primeira-Ministra, Benvida Levi, diz ser urgente adoptar medidas para que o país deixe de ser um dos principais corredores de droga. 

“Há uma tendência crescente, temos visto as operações da polícia e outras autoridades, sempre que é apreendida uma quantidade de drogas. Moçambique infelizmente continua a ser um corredor no tráfico de drogas, mas também no âmbito da prevenção secundária, uma informação relevante é que os serviços de psiquiatria e de saúde mental estão a receber um número cada vez maior de pacientes por conta do consumo excessivo de álcool e outras drogas  ”, disse Levy. A governante falava no lançamento da Estratégia Nacional sobre Drogas-2026, que projecta acções para o tráfico e consumo de drogas no país. 

“Na verdade, a ideia é que todos os intervenientes devem garantir que todas as suas intervenções tenham impacto, seja no âmbito de prevenção ou de combate”

A implementação da Estratégia Nacional sobre Drogas está avaliada em cerca de 114 milhões de meticais.

Inhambane vai ser oficialmente atribuído o mascote da capital de turismo de Moçambique, durante a conferência internacional de turismo 2025. O evento terá lugar entre três e quatro de Novembro, em Vilanculos e prevê receber mais de 300 convidados estrangeiros. 

Entre os dias 3 e 4 de Novembro, a cidade de Vilanculos será a capital internacional de turismo, com a realização da Mozambique Tourism Summit 2025. 

Numa conferência de imprensa convocada pela organização do evento, o seu porta-voz oficial explicou que o evento tem como objectivo principal “vender” a boa imagem de Moçambique no mundo, como um local bonito, acolhedor e fértil para investir. 

“É um evento que se propõe a posicionar o turismo como um catalisador de prosperidade partilhada. E este evento vai contar com a presença de sua Excelência o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, para a sessão inaugural. Será nesta conferência que o Mozambique Tourism Summit 2025, (0:38) onde poderá ser confirmada a província de Inhambane como a capital nacional do turismo, isto é, a capital da hospitalidade moçambicana”, explicou Danilo Nhantumbo. 

A cerca de 300 quilômetros da capital Inhambane, Vilanculos espera acolher mais de 300 convidados estrangeiros. 

“Pelo que, a partir de Inhambane, todas as outras províncias vão se beneficiar. Sofala vai beneficiar, Gaza vai beneficiar, Maputo província, Tete, Manica, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa. Significa que é um trabalho contínuo, esta é apenas uma estratégia para o reposicionamento da imagem internacional de Moçambique”, acrescentou, chamando a todos, independentemente do sector, a dar o seu contributo na promoção da boa imagem do país. 

“E o processo de rebranding da imagem ou da marca país é um processo contínuo. E cada cidadão tem uma responsabilidade. Primeiro, de construir narrativas positivas sobre Moçambique, porque ninguém vai promover melhor o nosso país que nós próprios moçambicanos. Isto porque o processo de construção da imagem internacional de Moçambique, ou o processo de rebranding ou de reposicionamento da imagem internacional de Moçambique, depende da ação ou das ações de todos nós. Precisamos de continuar a criar narrativas corretas sobre Moçambique e fazer também as coisas certas.  Nós, enquanto cidadãos, não é só apenas o papel do Estado ou do governo ou dos embaixadores oficiais. Cada um de nós é parte daquilo que nós designamos por diplomacia pública”, defendeu.

Na conferência internacional de turismo estão previstas as assinaturas de acordos e contratos financeiros, em vários sectores económicos. 

 

Moçambique necessita de cerca de 7,6 mil milhões de dólares para enfrentar desafios ligados a mudanças climáticas, mas vai para a COP 30 no próximo mês com um nível de despreparo elevado. O país não tem sequer um pavilhão para expor suas preocupações.

Moçambique foi o país do mundo mais afectado por choques climáticos em 2019. Nos últimos anos, a situação tende a piorar, alertou na última terça-feira o porta-voz do Governo.

“Sob ponto de vista de desastres, o nosso país hoje regista 10 vezes mais ocorrência de ciclones, chuvas, etc, do que o que acontecia na década 80 e 90. Na última década, fizemos referência que tivemos seis ciclones. Nesta última década e estamos a metade já tivemos 12 ciclones. Significa que se continuarmos neste ritmo, só nesta década, poderemos ter 24 ciclones, que é quatro vezes do que aconteceu na última década. Então, significa que a questão ambiental é uma urgência. A agenda ambiental é uma urgência”, afirmou Inocêncio Impissa, Ministro da Administração Estatal e Função Pública. 

Diante desta dura realidade, o país vai, na próxima semana ao Brasil, para o maior evento mundial que procura soluções para a crise climática com um elevado nível de despreparo. 

“Diferentemente dos outros anos, estamos muito limitados em termo de eventos a apresentar na COP, porque foi nossa intenção, logo no início, ter um pavilhão como Moçambique, tal como tivemos na COP 28, mas não tivemos o sucesso de ter um pavilhão e o resultado é que nós vamos limitando em termos de exemplos paralelos que vamos apresentar como Moçambique, na COP. Falamos de apresentar o processo de elaboração da NDC, vamos apresentar a nossa estratégia de financiamento climático, são os dois eventos que até agora temos a certeza da sua realização na COP”, avançou Francisco Sambo,  Director nacional do Ambiente, acrescentando que as apresentações serão feitas em pavilhões de parceiros ou de países amigos, que cederem espaço.

O acesso ao financiamento é o maior desafio que o país enfrenta. Precisa de cerca de 7,6 mil milhões para enfrentar problemas ligados ao clima. Porém, há um fundo disponível de 1,3 trilhões de dólares até 2035, que o país tem dificuldades para aceder por desorganização.

“O acesso ao financiamento, supostamente o valor está lá, mas, porque não estamos organizados, não criamos estruturas suficientes que nos permitam ir buscar o tal financiamento. Mas, devo confessar que o nível de dificuldade que é apresentado para acedermos a este fundo é maior e isso traz-nos as tais barreiras que temos para aceder ao tal financiamento”, disse Sambo. 

Há dois anos que Moçambique sabe que Belém, cidade do Brasil, vai acolher a COP 30 e no balanço da COP 29, as expectativas eram grandes. Agora, diante da desorganização já anunciada, uma questão do representante da Oxfam neste evento não quer calar.

“Tinha ficado provavelmente acordado que, olhando para o facto de Brasil, que vai hospedar esta COP, ser um país que fala  português, ser um país com relações muito profundas com Moçambique e ter um presidente que, em termos de clima, é progressista, estavam criadas condições para Moçambique ter uma participação muito mais activa (…) E a pergunta que me faço agora é se teremos feito o suficiente para traduzir esse desejo de mais ou menos dez anos atrás, será que estamos de facto a aproveitar este contexto muito positivo para Moçambique nesta COP 30, para ter uma participação mais profunda”, questionou Romão Xavier  da Oxfam

De Cabo Delgado, mais questões surgem da sociedade civil sobre como são gastos os recursos que por vezes o país consegue obter através desses mecanismos internacionais.

“As maternidades, que são um sítio muito crucial, também precisam de sistema solar independentes, porque o orçamento geral não consegue comprar energia e os partos são à noite e feitos com lanterna na boca. Isto é um sofrimento, está ver pessoas a nascer com lanterna na boca, com risco de infecção, mortes, fora a partos não institucionais. Este financiamento que vamos buscar, porque não estamos a financiar estas coisas (…) Vou guardar uma árvore para ter benefício, eu vou fazer queimadas”, reclamou Roberto Correia da Plataforma de Mudanças Climáticas, questionando onde que se aplica o dinheiro que se vai buscar na COP. 

Na qualidade de parceiro de cooperação, a União Europeia mostra-se disponível para continuar a apoiar Moçambique, porém quer mais compromisso do país com o clima.

Para melhorar o acesso ao financiamento disponível, Moçambique sugeriu neste encontro com parceiros de cooperação, a redução do respectivo custo.

“Ressaltamos a necessidade do acesso a financiamento climático ser ainda um dos maiores desafios por este ser concedido em forma de empréstimos, maioritariamente, não concessionais. Destacamos a importância do financiamento climático para sistemas de aviso prévio, conducentes a uma acção antecipada, que se complementam mutuamente com criação da resiliência climática nas comunidades”, disse Rosália Pedro da Direcção Nacional de Mudanças Climáticas

Na COP 30, que inicia a 6 de Novembro, espera-se que a delegação do país seja chefiada pelo Presidente da República, acompanhado pelos ministros do Ambiente, Finanças e Recursos Minerais. Farão ainda parte outras entidades públicas e privadas do país interessadas.

 

Num mundo em rápida transformação digital, em que a Inteligência Artificial (IA) se tornou o motor de mudança em praticamente todos os sectores, um nome moçambicano começa a destacar-se no panorama internacional. James Kachamila, um jovem  natural de Moçambique apaixonado pela tecnologia, está a ser apontado como uma das novas vozes africanas na área da inovação. A sua mais recente criação, uma plataforma de Inteligência Artificial desenvolvida nos Estados Unidos, promete revolucionar a forma como empresas, governos e instituições enfrentam desafios operacionais e estratégicos, tanto em África como fora dela.

A génese do projecto nasceu da experiência pessoal de Kachamila, que, ao longo do seu percurso académico e profissional, constatou a falta de soluções tecnológicas adaptadas à realidade africana. “A maior parte das ferramentas digitais disponíveis no mercado são desenhadas com base em contextos e necessidades de países desenvolvidos. Muitas vezes, quando chegam a África ou Moçambique, não funcionam como deviam, porque não respondem às nossas especificidades”, explica o jovem inovador.

Foi com este pensamento que, durante os seus estudos nos Estados Unidos, James decidiu criar o Agente IA Nelima, uma plataforma de Inteligência Artificial concebida para interpretar e processar dados locais, automatizar tarefas e apoiar decisões estratégicas em áreas cruciais como a agricultura, a educação, a saúde e a administração pública.

“Acredito que a tecnologia deve servir as pessoas, não o contrário. O meu objectivo é tornar a IA acessível e útil para resolver problemas concretos das nossas comunidades”, afirma Kachamila.

O percurso até ao desenvolvimento da plataforma foi marcado por desafios financeiros, técnicos e logísticos, mas também por uma determinação inabalável. James começou o projecto com poucos recursos, trabalhando em bibliotecas e laboratórios universitários, juntamente com os seus colegas. 

Hoje, o Agente IA Nelima está em fase avançada de testes e já desperta o interesse de instituições académicas e startups tecnológicas que procuram integrar soluções inteligentes nos seus sistemas. A plataforma combina aprendizagem automática, processamento de linguagem natural e análise de dados preditiva, oferecendo respostas em tempo real a problemas de gestão e planeamento.

“Estamos a desenvolver algoritmos capazes de compreender o contexto linguístico e cultural. Queremos que as pessoas possam interagir com a plataforma em português, inglês ou mesmo em línguas locais, o que permitirá uma maior inclusão digital, sobretudo em nações pouco digitalizadas”, destaca Kachamila.

Mais do que uma conquista pessoal, James Kachamila vê o seu projecto como um contributo para o fortalecimento da soberania tecnológica africana. Em sua visão, África deve deixar de ser apenas consumidora de tecnologias estrangeiras e passar a produzir conhecimento e inovação.

“Temos jovens talentosos, com ideias brilhantes, mas faltam recursos e oportunidades. Se conseguirmos criar ecossistemas de inovação no continente, poderemos usar a tecnologia para resolver os nossos próprios desafios, desde a gestão de recursos naturais até à melhoria dos serviços públicos”, defende o engenheiro.

Neste sentido, Kachamila planeia expandir o projecto para Moçambique e outros países africanos, através de parcerias, mais investigação e governos locais. O objectivo é criar laboratórios de IA e hubs de inovação tecnológica que permitam formar jovens e fomentar o empreendedorismo digital.

De Maputo para o mundo, o jovem engenheiro prova que a inovação não tem nacionalidade e que a Inteligência Artificial pode, sim, ter sotaque moçambicano.

As autoridades nacionais de saúde admitem que continuam a surgir infecções pontuais de Mpox na província de Niassa, epicentro da doença, impedindo a declaração do fim do surto no país, apesar do número significativo de recuperados.

A informação foi confirmada pela directora nacional adjunta de Saúde Pública, Aleny Couto, que diz ainda existirem casos da doença naquela província do Norte do país.

“Para declararmos o fim do surto, temos de ter 60 dias sem um caso que seja positivo. Tendo em conta que na província de Niassa ainda estamos a ter casos positivos, não podemos, neste momento, declarar o fim do surto de Mpox no país”, explicou Aleny Couto, citado pela Lusa. 

“No país ainda temos casos ativos de Mpox, principalmente na província de Niassa, no distrito de Lago”, acrescentou.

Segundo a directora nacional adjunta de Saúde Pública, na terça-feira, a província de Niassa registou mais um caso da doença, elevando o acumulativo de casos para 80, seguindo-se as províncias de Maputo (quatro), Manica (três) e Tete (dois).

Aleny Couto alerta ainda que as pessoas infectadas não têm cumprido com a necessidade de isolamento. “O que nós temos observado, principalmente nas minas de Lupilichi, no distrito de Lago, é que as pessoas não cumprem [com o isolamento], elas continuam com a sua mobilidade”, disse.

De acordo com o mais recente boletim da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 11 de Julho a 25 de Outubro, do total de 89 casos positivos, apenas 19 estão ainda em seguimento, nas províncias de Tete e Niassa, com 70 dados como recuperados.

Desde Julho foram registados um total de 1753 casos suspeitos e realizados 1713 testes laboratoriais.

As autoridades sanitárias garantiram que Moçambique está preparado para lidar com o Mpox, com capacidade para 4000 testes, feitos localmente, em todas as capitais de província, através dos laboratórios de Saúde Pública.

O primeiro caso de Mpox em Moçambique aconteceu em Outubro de 2022, com um doente em Maputo, no surto anterior.

Os transportadores da rota Retiro-Novo Mercado, na cidade de Tete, paralisaram actividades na manhã desta quinta-feira, por alegada má actuação da Polícia Municipal.

Foi uma agitação que tomou conta da cidade de Tete nesta quinta-feira, onde o terminal de chapas na urbe ficou paralisado, com alguns automobilistas ameaçados e impedidos de circular na Avenida 25 de Junho, tudo por conta de uma greve levada a cabo por operadores de transporte semicolectivo de passageiros.

Para além da má actuação da Polícia Municipal, os transportadores reclamam de agressões físicas e detenções perpetradas por alguns agentes.

No meio de cânticos e obstrução da via, a Polícia Municipal, em colaboração com a PRM, fez-se ao local, e o comandante até tentou sensibilizar os transportadores para uma conversa, facto que não surtiu efeito.

Alguns munícipes mostraram-se agastados com a situação, pois chegaram a permanecer por várias horas à espera de transporte nas paragens.

O comandante da Polícia Municipal disse que a atitude dos automobilistas surge em protesto contra uma operação efectuada na última quarta-feira, pela corporação, que culminou com a apreensão de quatro viaturas, e nega qualquer tipo de agressão ou detenção de “chapeiros”.

As quatro viaturas foram apreendidas por embarque e desembarque de passageiros em local impróprio.

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