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O País – A verdade como notícia

O Ministro do Interior, Paulo Chachine, encoraja o envolvimento de todos os moçambicanos na luta pela defesa da soberania e  pelo desenvolvimento económico do país. Chachine falava, esta quinta-feira, à margem da cerimónia de celebração dos 61 das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. 

“A mensagem é de encorajamento para todos, para continuarmos firmes nas defesa pela nossa soberania, na luta pelo desenvolvimento económico do país (…) Para isso, temos que estar todos envolvidos: jovens, mais velhos,  porque a meta é única, levar o país a um desenvolvimento económico”, destacou. 

O Ministro de Transporte e Logística, João Matlombe, por sua vez, deixou uma mensagem de encorajamento para os jovens que estão  no teatro operacional norte.  “O trabalho que fazem pela defesa da soberania  é importante. É importante, é  valorizado. Sabemos as condições em que trabalham, e reconhecemos isso. Isso é fundamental para aumentar o encorajamento e o apoio pelo trabalho que estão a realizar”, explicou.

Já o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, sublinha que as forças de defesa e segurança são uma fonte de inspiração para os jovens, independentemente da sua área de trabalho. 

“Primeiro na defesa e soberania, os jovens estão a inscrever-se massivamente para os serviços militares, o que é muito bom, e agora tem de também se inscrever na luta pela nossa independência económica”, exortou o ministro. 

O ex Presidenta da República, Filipe Nyusi, enalteceu o trabalho das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) em Cabo Delgado e em todo o país. O ex governante falava, hoje, à margem da cerimónia de comemoração do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, na Matola. 

“Honrar e felicitar os jovens de 25 de Setembro que nos trouxeram este dia e este momento de festa e, em segundo lugar, honrar e felicitar jovens no activo, esses jovens que estão agora, com alguma bravura, a proteger a nossa independência, o nosso país e a nossa soberania. Portanto, existem jovens que estão em frente no teatro, jovens que estão a proteger, porque já sabem que num jogo há sempre contra-ataque”, disse Filipe Nyusi. 

Nyusi também condenou os actos de vandalização que culminaram com a destruição de infra-estruturas. “Vandalização de escola em Xai-Xai, não faz sentido. Água e energia, custou muito dinheiro ao Estado para ter aquela energia (…) Temos que criticar isso, condenar mesmo, não podemos deixar”, condenou. 

Dirigentes e antigos dirigentes marcaram presença  na cerimónia de celebração do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, esta quinta-feira, na Praça dos Heróis, na Matola, onde apelaram à paz e à união de todos os moçambicanos. As cerimónias centrais serão dirigidas pelo Presidente da República. 

Reagindo à celebração dos 61 anos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, o ex-ministro do Interior, Pascoal Ronda, destacou que as celebrações desta efeméride representam um marco histórico para o país, e destacou a necessidade de pensar nos próximos passos para melhor as Forças Armadas de Moçambique. 

O Secretário-Geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, por sua vez, apelou a geração actual, que busque nos inspiração nos mais velhos para desenvolver o país. o número dois da Frelimo apelou ainda à união dos moçambicanos para manter a paz, através da participação no diálogo nacional inclusivo.

Eduardo Mulembwe, ex-presidente da Assembleia da República, também marcou presença na cerimónia de celebração do Dia das Forças Armadas, apelando também a união, e aos investimento na unidade nacional, para que “o país mantenha-se indivisível e manter o sonho dos moçambicanos para lançar os alicerces para a independência económica”. Mulembwe apelou ainda a produção da riqueza para o desenvolvimento do país.

 

Moçambique vai passar a receber dos Estados Unidos da América uma vacina de HIV injectável de seis em seis meses, garantiu o Presidente da República. Daniel Chapo falava no balanço da sua visita de trabalho àquele país.

No fecho da sua visita aos Estados Unidos da América, Daniel Chapo era um homem feliz. Disse ter fechado três compromissos importantes, um deles que permite a Moçambique receber as mais recentes vacinas para tratar o HIV.

“O governo americano aprovou dez países no mundo, que possam se beneficiar do último medicamento para o tratamento de HIV. Este medicamento, que o Governo americano aprovou para dez países no mundo, dos quais Moçambique faz parte,  é um grande avanço, porque os nossos irmãos que vivem com HIV tem que tomar comprimidos todos os dias, mas este medicamento é uma vacina, ou seja, é injectável e apenas pode ser aplicada de seis em seis meses”,  explicou o Presidente, acrescentando que a vacina já foi testada. 

Chapo deixou os EUA com agradecimentos à potência mundial, governada por Donald Trump, por anunciar a continuidade do projecto Millennium Challenge Corporation que vai financiar infra-estruturas principalmente do centro do país.

“Como sabem muito bem, quando a administração Trump tomou o poder, tomou algumas decisões de corte, relacionados com, por exemplo, os apoios da USAID, também houve o corte do MCC (…) também o caso do MCC, o Governo americano continuou a fazer cortes em todos os países da África Austral. O único país que eles disseram que o projecto pode ser implementado na região é Moçambique. Portanto, Moçambique é o único sobrevivente do MCC”, disse o Chefe do Estado. 

Durante a presença de Moçambique nas Nações Unidas, o Chefe de Estado defendeu maior representatividade africana, incluindo assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. 

Familiares, amigos e várias personalidades ligadas a diversas áreas prestaram, hoje, a última homenagem ao empresário Amade Camal, que perdeu a vida na última quinta-feira, vítima de doença. Os restos mortais de Camal foram enterrados no cemitério de Lhanguene em Maputo, esta quarta-feira.  

Algumas individualidades ouvidas pelo “O País” destacaram as qualidades humanas do empresário e o seu contributo para o desenvolvimento do país, sobretudo na área de transporte, onde introduziu várias reformas. 

 Feizal Sidat destacou o papel importante de Amade Camal na sociedade, particularmente, no futebol. “Era uma pessoa bastante activa na vida e na sociedade moçambicana em geral e, em particular, no futebol. Sempre colocava ideias, apesar de estar no automobilismo, mas também esteve envolvido no futebol”, disse. 

O Sheik Aminuddin Muhammad, por sua vez, destacou o legado de Amade Camal para a nova geração. “Esta geração que está a acrescer é muito diferente e ficamos preocupados que, se alguém deixar o mundo, um vazio, poderá vir outra pessoa para preencher e fazer o trabalho (…) mas, quando se trata de trabalhos de Allah, sabemos que Allah tem os seus planos e isto tudo é feito na base dos planos dele”, destacou. 

ANTIGOS GOVERNANTES LAMENTAM MORTE DE CAMAL  

Ex Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, lamentou a morte de Amade Camal e destacou o facto do empresário ter sido sempre presente na história do país. “Parte significativa da vida dele foi acompanhando a evolução do país. Muito dedicado naquilo que fazia, só posso mandar os pêsames a família, que tenha muita fé, para continuar o que ele vinha fazendo”. 

O antigo Ministro da Agricultura, Celso Correia, também lamentou a morte do empresário moçambicano, lembrando que foi um actor importante no mundo empresarial e no país. 

“Sempre fez questão de estar do lado da razão, sempre prestou conhecimento para poder influenciar todos aqueles que decidiam em vários fóruns, tanto privados como públicos, para tomarem as melhores decisões para o povo moçambicano. Um amigo, pai, um avô, um camarada também, membro da Frelimo, mas que não resumia sua acção somente para um partido”, disse Correia.   

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, defendeu, em Nova Iorque, a necessidade  de acções colectivas e urgentes para capacitar mulheres e meninas,  frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e conflitos. 

Durante um evento paralelo à Assembleia Geral das Nações Unidas,  Gueta Chapo destacou o impacto desproporcional dessas crises sobre  o continente africano e a resiliência demonstrada pelas mulheres  moçambicanas, que frequentemente lideram famílias e comunidades  em meio a adversidades.

No seu discurso, a Primeira-Dama enfatizou que as mudanças  climáticas não respeitam fronteiras, afectando a África de maneira  particular, com consequências como a insegurança alimentar,  deslocamentos forçados e conflitos. 

“Estas realidades exigem de nós mais do que palavras – exigem acção  colectiva, coordenada e urgente”, afirmou, ressaltando o papel de  liderança e inovação das mulheres em Moçambique, especialmente  as que vivem nas áreas mais afectadas por ciclones, secas e cheias. 

Gueta Chapo sublinhou que o empoderamento feminino é uma das  estratégias mais eficazes para a adaptação climática e para a  prevenção de conflitos. Detalhou o trabalho que tem desenvolvido no  país para garantir o acesso à educação, saúde, capacitação  económica e protecção contra a violência para mulheres e meninas. 

A Primeira-Dama apelou à comunidade internacional, incluindo  governos, sector privado, sociedade civil e organizações  internacionais, para que reforce o compromisso de investir em  programas que protejam os direitos das mulheres e meninas. O  objectivo, segundo Gueta Chapo, é “ampliar a sua participação nos  processos de tomada de decisão e assegurar a sua inclusão nas  políticas de adaptação climática e de paz”. 

A resiliência, na visão da Primeira-Dama, vai além da capacidade de  resistir. É a possibilidade de “transformar adversidades em  oportunidades”, garantindo que as mulheres e meninas africanas  sejam “protagonistas de um futuro mais verde, pacífico e próspero”. 

Abordando o tema dos conflitos, a Primeira-Dama lamentou o “impacto devastador das crises sociopolíticas em África”, que atingem desproporcionalmente mulheres e meninas. A experiência  de Moçambique com o terrorismo e a instabilidade, que provoca  deslocamentos e destruição comunitária, serve de alerta. 

“As  mulheres, que deveriam ser protagonistas do desenvolvimento,  tornam-se frequentemente alvos de violência e privação, enquanto as  raparigas vêem interrompidos os seus estudos e sonhos”, disse. 

Gueta Chapo realçou a importância da resposta a essas crises ir além  da assistência imediata. Defendeu a incorporação de estratégias de  prevenção, diálogo inclusivo e reconstrução comunitária, com a voz  feminina no centro das discussões para “restaurar a dignidade e  garantir uma paz duradoura”. 

A terminar o seu discurso, a Primeira-Dama expressou o seu  reconhecimento à Organização das Primeiras-Damas de África para o  Desenvolvimento (OAFLAD) pela liderança na realização do evento. 

A província de Tete tem dois casos confirmados de Mpox. Os casos foram notificados esta terça-feira.

Trata-se de uma mãe e sua filha recém-nascida, residentes no distrito de Tsangano. As autoridades suspeitam que a fonte de contaminação tenha sido o  marido da mulher diagnosticada com a doença, devido ao seu histórico de viagens para países vizinhos.

O médico chefe provincial explica que foi aberto um centro de isolamento local para possíveis internamentos e garante que a situação já está sob controlo das autoridades sanitárias,incluindo a vigilância fronteiriça.

Neste momento, o número de pessoas suspeitas aumentou para sessenta e oito, entre elas quatro estão em isolamento.

O INGD assegurou, esta terça-feira, na cidade da Beira, ter activado toda a sua estrutura em zonas de risco e  não só, com vista a fazer face à próxima época chuvosa e ciclónica. Neste momento, garante, estão em curso levantamentos das famílias que poderão ser afectadas.

Especialistas em meteorologia e hidrologia indicaram, no último fim-de-semana, uma situação dramática de ocorrências de inundações e ciclones no país, até Abril do próximo ano.

O alerta é preocupante, em diferentes bacias das zonas Centro e Norte, cenário que podem levar a cheias de grande magnitudes e inundações nas principais cidades.

Este cenário facto levou quadros do INGD e seus parceiros a ensaiarem as suas capacidades de respostas para todos os cenários, tanto nas zonas urbanas como nas zonas rurais, através de simulação de uma situação de emergência.

“Este cenário vai ajudar para que as comunidades estejam mais atentas e percebam que, de facto, estamos perante a aproximação da época chuvosa. E a população vai estar sempre atenta e cuidadosa em relação aos próximos passos.”

O INDG deu, por outro lado, a conhecer que somente depois de ser aprovado o plano de contingência nas províncias é que poderá precisar o número de famílias que poderão ser afectadas pelas eventuais chuvas acima do normal.

“Nós ainda estamos a fazer o levantamento das áreas que possam ser abrangidas. Somente na semana passada é que tivemos o seminário da previsão para Moçambique. As equipas estão a trabalhar neste sentido”.

A presidente do INGD, Luísa Meque, falava à imprensa na cidade da Beira, depois de liderar uma simulação no bairro da Maraza, uma das áreas de risco.

“O que estamos a fazer é trabalhar no sentido de posicionar as equipas naqueles pontos críticos. Sabemos que temos que estar em alerta. Já estamos a trabalhar no sentido de fazer chegar os meios . É um trabalho de prontidão que estamos a preparar.”

Já o Secretário de Estado de Sofala, Manuel Rodrigues, lembrou que os riscos associados a fenómenos naturais extremos são inevitáveis.

A simulação contou com pessoas de diferentes idades e todos os parceiros do INGD incluindo o município da Beira

Cerca de 180 funcionários da INAMAR, sendo 19 em Gaza, queixam-se de atraso de 7 meses no pagamento de subsídio marítimo e acusam a instituição de burla e ameaças. O grupo exige imediata reintegração na Autoridade Reguladora de Transporte Marítimo.

Segundo o grupo, as autoridades do Instituto de Administração Marítima prometeram que os subsídios seriam pagos até Março deste ano mas, até aqui, o valor ainda não refletiu nas suas contas. 

“Somos mais de 180 homens. O grande problema que nos traz aqui é que já vão há sete meses sem receber o subsídio marítimo Imagine a humilhação, sofrimento e fome que estamos a passar com as nossas famílias”, denunciam.

Os funcionários do INAMAR em Gaza, dizem que vezes sem conta, tentaram junto da direção da instituição encontraram soluções, mas alegam que são ignorados e marginalizados.  “Somos funcionários da Marinha Mercante,  estamos aqui pelo grito do socorro Alguns de nós passamos para o Inamar IP, mas com a reestruturação dos Ministérios, o Inamar IP passou para o Ministério de Agricultura.Automaticamente, as competências da Marinha Mercante  passaram para o Ministério dos Transportes e Logísticas no Intrasmar.  Fez-se alguns ofícios, Foram submetidos, mas até então ainda não tivemos nenhuma resposta”.

Mas as reclamações não param por aí. Eles reforçam a exigência para sua imediata reintegração na Autoridade Reguladora de Transporte Marítimo.

“Somos quadros qualificados da Marinha Mercante, pedimos a reintegração no Ministério dos Transportes e Logísticas no Intrasmar para continuarmos a exercer com eficácia nossas atividades de garantir a segurança marítima de pessoas e bens nas embarcações, registro de embarcações, serviços portuários,  entre outras atividades Portanto, já estamos há dois anos à nossa sorte,  sendo que verifica-se o paralelismo das atividades no terreno,  criando intriga entre as duas instituições”.

O grupo queixa-se ainda de ameaças e transferência arbitrárias para os que tentam encontrar esclarecimento a volta o atraso no pagamento do subsídio marítimo, um problema que em todo país afeta cerca de 300 funcionários

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