Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A empresa Cervejas de Moçambique (CDM) lançou, nesta quarta-feira, em Maputo, uma campanha intitulada “Um Brinde aos Bares”. A iniciativa visa reconhecer o papel que os bares desempenham no ecossistema da indústria cervejeira e no desenvolvimento socioeconómico do país.

O evento teve lugar na Cidade de Maputo e contou com a presença de vários parceiros e gestores de estabelecimentos, alguns dos quais foram homenageados pela sua dedicação e contribuição para o sector.

Durante o lançamento, o administrador-executivo da CDM destacou a importância estratégica dos bares, classificando-os como pontos de contacto essenciais entre as marcas da empresa e os consumidores.

“Esta iniciativa designada ‘Um Brinde aos Bares’ é uma iniciativa da Cervejas de Moçambique, de reconhecimento destes parceiros bastante importantes para o nosso negócio, que são os bares. Eles são o ponto de contacto entre as nossas marcas e os consumidores, e nós queremos destacar aquilo que é a importância que eles têm, não só para nós, como empresa, mas também para o país. Por isso, trouxemos aqui dados muito importantes, que é, por exemplo, de dizermos que os bares contribuem com mais de 45 milhões de dólares para o PIB em Moçambique, mais de 25 mil empregos que eles criam para os moçambicanos e também contribuem em impostos acima de 13 milhões de dólares”, disse Bruno Tembe, administrador-executivo da CDM.

A CDM destacou ainda a forte ligação entre os bares e o sector cultural, sobretudo a indústria musical.

A campanha “Um Brinde aos Bares” foi lançada nesta quarta-feira, na Cidade de Maputo.

O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, apelou, esta quarta-feira, para uma maior abertura e inclusão na Função Pública, para a garantia do acesso à informação. O apelo foi feito durante uma reflexão sobre a implementação da Lei do Direito à Informação, onde apontou-se a cultura de sonegação e herança burocrática autoritária como grandes entraves.

A Lei do Direito à Informação completa 10 anos desde a sua implementação em Moçambique. Durante um evento de reflexão sobre a legislação, nesta quarta-feira, em Maputo, o ministro da Administração Estatal e Função Pública defendeu uma função pública mais aberta e acessível para cedência de informação.

Mas, apesar de existirem desafios no acesso à informação, há avanços, segundo o provedor de Justiça, Isac Chande, tendo apontado que dos  23 mil pedidos formulados em 2023, mais de 15 mil foram respondidos, o correspondente a 63%. No ano passado, houve mais de 60 mil pedidos dos quais 95% foram satisfeitos.

Neste ano, 80 jornalistas foram formados nesta área para melhoria do seu trabalho, apelou-se à aprovação da Lei de Protecção de Dados e Engajamento da Economia Digital para prestação de contas e tomada de decisões.

O Estado moçambicano perde, anualmente, mais de 70 milhões de dólares devido à pesca ilegal. O peixe capturado de forma ilegal tem como destino países Europeus.

A pesca ilegal continua a contribuir para escassez de recursos marinhos e traz perdas para o Estado moçambicano quem anualmentem deixa de receber mais de 70 milhões de dólares. 

Para contornar este quadro, o INAMAR está a apertar o cerco contra pescadores ilegais e a combater o uso de redes nocivas para a pesca.

Acção está inserida numa campanha de fiscalização rigorosa que foi lançada est a quarta-feira no distrito de Angoche, província de Nampula, onde foi tornado público que por conta da pesca ilegal há indivíduos que também foram detidos.

Enquanto a fiscalização decorria, houve momentos de distúrbios protagonizados por um grupo de pescadores, facto que obrigou as autoridades marítimas a disparar.

Duas pessoas foram mortas por balas perdidas durante um tiroteio na zona de Matola Gare,  Município da Matola. Entre as vítimas está uma jovem de 20 anos que foi atingida num transporte de passageiros, a caminho da escola.  

A Polícia ainda não tem pistas dos criminosos, mas sabe que tentavam alvejar um agente do SERNIC que escapou e está agora hospitalizado. 

O Conselho Municipal de Maputo apelou às raparigas a fazerem o rastreio de HPV e cancro de útero de modo a saberem dos seus estados e caso positivo começarem a fazer o tratamento de forma atempada.

O apelo foi feito pela Directora Municipal da Saúde, Emília Cumaquela, no âmbito do lançamento da campanha de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) e cancro do colo de útero, na Escola Secundária Eduardo Mondlane.

Cumaquela desafiou igualmente aos profissionais de saúde que trabalham na área de saúde materno-infantil a intensificarem a sensibilização e rastreio do colo do útero e da mama, bem como a utilização de forma racional do material do rastreio.

A campanha de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) e cancro do colo de útero decorre em todo território nacional desde a passada segunda-feira e vai até sexta-feira, 3 de Outubro corrente, e na cidade de Maputo pretende-se alcançar 78.441 raparigas dos 12 a 18 anos de idade, numa cobertura esperada de 97%.

Outro apelo levado a cabo pelo Conselho Municipal de Maputo foi aos funcionários da edilidade, para que estejam atentos aos sinais de comportamento suicida, durante uma palestra subordinada ao tema “Prevenção do Suicídio no Local do Trabalho”.

A edilidade pretende despertar a consciência no seio dos funcionários sobre alguns sinais de comportamento suicida determinado por diversos factores, dentre eles o transtorno de personalidade, o declínio no desempenho individual e profissional, o consumo excessivo de substâncias psicoactivas, a depressão, a ansiedade, o isolamento social, entre outros.

A Directora Municipal da Saúde, Emília Cumaquela, considera o suicídio como um problema de saúde pública evitável, sendo que, a sua prevenção aumenta de forma considerável a expectativa, qualidade de vida e produtividade no trabalho.

O município de Maputo está, também, comprometido na luta contra a raiva, uma vez que é uma doença fatal e altamente contagiosa, com uma mortalidade de aproximadamente 100%.

A Vereadora da Saúde e Qualidade de Vida, Alice de Abreu, apelou aos munícipes a levarem cães e gatos à vacinação de modo a prevenir esta doença.

Alice de Abreu exortou aos profissionais do sector de veterinária e parceiros que continuem a garantir o controle da raiva no Município de Maputo.

A Escola Secundária de Nampula, que outrora foi modelo na província, está em estado de degradação, e a direcção afirma que o problema está fora da sua capacidade financeira. A Direcção Provincial da Educação de Nampula também fala de problemas financeiros e diz que há mais escolas nas mesmas condições.

A Escola Secundária de Nampula, localizada no centro da cidade, já foi uma referência provincial, mas hoje está voltada ao esquecimento e em progressiva e acentuada degradação. 

Algumas salas de aula estão sem portas e muito menos janelas. Em outras partes do edifício, a cobertura desabou, e parte do muro igualmente cedeu à pressão do tempo.

Os alunos olham com preocupação o problema e lembram que, no período de chuvas, do frio e ou ventos não têm sido fácil assistir às aulas. “Quando chove, costuma cair água nas nossas turmas, a ventania costuma atacar-nos. Quando é tempo chuvoso assim, torna difícil a gente ter uma aula com muita tranquilidade, porque a gente já não fica seguro”, disse um dos alunos.

Outra aluna também lamentou a situação e afirmou que a escola precisa de uma reabilitação urgente. “Tem entrado água pelas janelas, porque não tem vidros nem nada, não estão protegidas. A escola mesmo precisa de uma reforma”, disse.

Ahamada Mussa frequentou, no passado, a referida escola e, depois de uma formação psicopedagógica, regressou como professor da disciplina de física, e é com muita tristeza que exerce a profissão numa escola que outrora era a melhor da província.

“Eu fico mesmo indignado, porque a escola que eu conheci antes não é a que eu vejo e não é aquela em que eu trabalho hoje. Em termos de conservação, é diferente”, lamenta.

João Muguirima, outro professor que também foi aluno da Escola Secundária de Nampula, admite que, se continuar assim, o processo de ensino-aprendizagem estará cada vez mais comprometido.

“As melhores condições de ensino-aprendizagem são salas condignas. Logicamente, se as salas não estão bem em condições, também a aprendizagem não é boa. Imagine: ao ver o tecto furado, o aluno preocupa-se com a sua segurança, e não o que o professor diz. Ele não é o culpado, o professor não é o culpado, mas são as condições que temos”, lamenta.

O director da Escola Secundária de Nampula, Albertino Luís, fez saber que o nível de degradação da escola requer um nível de intervenção que está acima da capacidade da instituição.

“Fazendo uma avaliação preliminar, naquilo que são as nossas colectas, as nossas receitas, não estamos em condições de satisfazer. O pouco que fazemos é uma pequena reabilitação de uma rede por aqui, uma porta por ali, talvez uma lâmpada por cá, mas aquilo que é uma revisão de vulgo, não estamos em condições”, conta angustiado Albertino Luís.

A preocupação não é somente da direcção da escola. O Director Provincial da Educação em Nampula, William Tuzine, reconhece o problema e diz que não é exclusivo à essa escola, frisando que várias outras encontram-se na mesma situação.

Para Tuzine a falta de dinheiro está por detrás do aparente abandono das escolas em Nampula. Não é só o caso da Escola Secundária de Nampula. Nós temos várias escolas secundárias como Angoche, Nampula, entre outras escolas dentro da cidade, que nós achamos que elas devem ser reabilitadas. Tanto nós, através do sector de planificação, já temos todo o dado estatístico destas escolas que estão dentro da nossa base de dados, o que não temos por enquanto são fundos para a reabilitação das escolas”, explicou William Tuzine.

Especialistas em educação entendem que mais do que construir novas escolas o Estado devia focar-se em reabilitar as existentes e alertam: “Em vez de nós pensarmos em construir novas escolas, novas infraestruturas imponentes, temos que olhar primeiro pelas infraestruturas que nós temos. Nós não podemos falar de qualidade de formação enquanto não temos boas escolas equipadas, não temos boas infraestruturas”, disse.

Construída no tempo colonial, a Escola Secundária de Nampula nunca beneficiou de obras de reabilitação de vulto.

A cadeia de distribuição de diversos produtos entre alimentares e de construção:  Kawena Distributors, muito usada por moçambicanos que trabalham na África do Sul, maioritariamente mineiros, vai encerrar as suas operações em Moçambique, a partir de hoje, dia 1 de Outubro de 2021.

O anúncio que marca o fim de 35 anos de operações em Moçambique tem como causa as perdas financeiras  apontada como causa as perdas financeiras advindas dos protestos pós-eleitorais havidas em finais do ano passado e início deste, mas também a falta de reembolso do IVA a vários anos. 

“Ao longo dos últimos onze meses, a gestão trabalhou incansavelmente para salvaguardar o futuro da empresa. Mantivemos contactos com todos os níveis do governo, incluindo a Presidência de Moçambique,” lé -se num comunicado a que tivemos acesso. 

O mesmo documento, assinado por Clem Dos Santos, CEO do grupo acrescenta que “Apesar de todos os nossos esforços, não conseguimos garantir o investimento necessário para recapitalizar a empresa. A actual Incerteza económica em Moçambique, agravada por uma das piores crises de liquidez da sua história recente, tornou impossível obter financiamento externo no tempo disponível.”

Ainda no documento em alusão destinado aos clientes e colaboradores a empresa garante que o processo de encerramento será ordenado, e que todas as questões pendentes serão tratadas de forma justa e transparente. 

“Este não é o desfecho que a gestão, os nossos colaboradores ou os nossos fiéis clientes desejavam. Agradecemos sinceramente a confiança, resiliência e apoio demonstrados ao longo desta difícil jornada”. 

Após o anúncio, esta terça-feira, alguns clientes dirigiram-se aos postos de distribuição para levantar os seus produtos, mas debalde. as portas estavam fechadas. 

Há quem pondera no lugar de ter os produtos pelos quais havia investido, ter o dinheiro de volta. 

O encerramento que está previsto para esta quarta-feira, irá acontecer após uma reunião com os credores

O Governo prevê encerrar a lixeira de Hulene, na Cidade de Maputo, em 2027, numa altura em que reconhece que não há soluções imediatas para fazer face à poluição dos rios em Manica. 

A informação foi partilhada pela Direcção Nacional do Ambiente, nesta terça-feira, tendo referido que o projecto de encerramento da lixeira de Hulene está na fase de aprovação e implementação para  2027, numa parceria com o governo coreano.

O governo tem mais 3 aterros previstos para os próximos anos, dos quais 2 em Nampula que terão um financiamento de mais de 18 milhões de dólares.  

Relativamente à poluição dos rios na província de Manica, ainda não há soluções imediatas, mas há um plano em andamento.Apesar de desconhecer o número de empresas envolvidas na má gestão da mineração, a Direcção do Ambiente  apontou que muitas das mesmas já paralisaram actividades e que a si, cabe a responsabilidade de fiscalizar a actividades.

Quatro chefs de churrasco brasileiro estão em Maputo para a realização da quarta edição do Mozambique Barbecue Festival. Os especialistas apontam que a qualidade da carne moçambicana tem evoluído bastante, daí que prometem gastronomia  inesquecível no sábado. 

Chegaram arrastando malas que não trazem apenas roupas, mas também temperos, facas afiadas, receitas guardadas com zelo e, sobretudo, histórias vividas em torno da brasa.

Quatro mestres do churrasco brasileiro já estão em Maputo para a quarta edição do Mozambique Barbecue Festival, que acontece neste sábado, no campus da Universidade Eduardo Mondlane. A promessa é simples, mas intensa: transformar a carne moçambicana em experiências inesquecíveis de sabor.

“Esperamos essa alegria, essa confraternização em volta da carne, do churrasco. Quando vimos para cá, trazemos a nossa experiência com o fogo, as nossas técnicas, os nossos temperos, para junto da carne moçambicana fazermos uma grande festa. É isso que a gente espera. Estamos muito felizes. Já fazem quatro anos que participamos do festival e, a cada edição, vemos um público maior e mais entusiasmado com as diferentes técnicas apresentadas”, disse Betones, chef churrasqueiro do Brasil.

E técnicas não vão faltar. Dos cortes clássicos às combinações inesperadas, o festival promete surpreender. “Este ano vou preparar um peito bovino defumado, o famoso brisket, acompanhado de mac and cheese, muito consumido nos Estados Unidos. Trazemos essa mistura dos temperos brasileiros, a carne moçambicana e a técnica americana. Também vou arriscar algo mais ousado: uma picanha defumada com arroz de ambalaia, prato típico do sul dos EUA que leva várias proteínas e frutos do mar. É para impressionar o público”, adiantaram Rodrigo Bueno e Léo Dom Pimenta, outros mestres brasileiros da carne.

Se há alguns anos a carne vinha da vizinha África do Sul, hoje os churrasqueiros reconhecem que Moçambique está a dar cartas. “A carne evoluiu muito. O trabalho dos talhos locais está a crescer e a qualidade surpreende. Desde o segundo festival usamos apenas carne moçambicana. A genética, o manejo, tudo está a melhorar. A carne está espetacular”, sublinhou Bethoven Picuí, outro dos convidados.

Mas nem só de carne vive o festival. Trata-se de um encontro de famílias, onde a música se mistura com o cheiro da brasa e as crianças correm entre mesas e gargalhadas. “Vamos ter bandas e DJs, nacionais e internacionais, mais de 20 estações de comida, desde carnes tradicionais até opções mais exóticas. Também teremos uma área infantil, com parque, pula-pula, jogos e cuidadores, para que os pais aproveitem tranquilos e as crianças também se divirtam”, assegurou Carolina Albazine, gestora do evento.

No fim, o Mozambique Barbecue Festival é mais do que um evento gastronómico: é um espaço de partilha. Onde as culturas se cruzam, os ritmos se encontram e os sabores ficam gravados na memória como uma festa que aquece a alma.

+ LIDAS

Siga nos