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O País – A verdade como notícia

Seis pessoas ficaram feridas na sequência de um confronto havido na manhã desta sexta-feira, na mina de ouro conhecida por seis carros, no distrito de Vandúzi, em Manica. Tudo começou quando um grupo de Zimbabweanos pretendia minerar à força onde estão garimpeiros moçambicanos, que responderam com violência. Em conexão com o caso, cinco garimpeiros estão detidos no comando distrital da PRM em Vandúzi. A Polícia diz estar a colher mais elementos e irá se pronunciar sobre o caso na segunda-feira.

 

A Polícia da República de Moçambique deteve três indivíduos supostamente perigosos, indiciados por envolvimento em assaltos na via pública e a agentes económicos, com recurso a armas de fogo.

O grupo actuava preferencialmente nas cidades da Beira e Chimoio e tinha como alvo agentes económicos. Dois são de nacionalidade Zimbabweana e foram detidos há dias depois de terem assaltado uma mulher à porta de um banco e apoderaram-se de 160 mil meticais.

Um dos indiciados, cuja missão era conduzir uma viatura usada para o transporte do grupo e dos bens roubados, confessa seu envolvimento.

A Polícia diz que o grupo actuava em número de seis, dos quais três estão foragidos. No entanto,  refere estar a trabalhar para localizá-los  e encontrar parte do dinheiro roubado e a arma usada.

Ainda nesta sexta-feira, a Polícia também apresentou um jovem de 25 anos, indiciado por tentar roubar uma viatura na casa do próprio familiar.

O Governo deve aos profissionais de Saúde e Educação, em horas extraordinárias, cerca de 8.122,7 milhões de meticais, e promete finalizar os pagamentos até ao próximo ano. A informação foi avançada pela Ministra das Finanças, Carla Louveira, em resposta a perguntas de insistência dos deputados da Assembleia da República.

A sessão de perguntas ao Governo, realizada na tarde de quinta-feira, foi interrompida devido a problemas no fornecimento de energia elétrica. O executivo e os parlamentares retomaram a plenária nesta sexta-feira.

Nas perguntas de insistência, a Frelimo quis saber sobre os processos administrativos para a fixação do salário na função pública; o Partido Podemos questionou as razões da disparidade na alocação de recursos entre Maputo e as demais províncias; enquanto a Renamo e o MDM buscaram informações sobre a reabilitação das estradas e a reestruturação da LAM.

Colocadas as questões, coube ao Governo responder. Na sequência, a Ministra das Finanças detalhou os processos de pagamento das horas extraordinárias dos profissionais de saúde e educação.

No sector da saúde, um novo passivo, entre Outubro de 2024 e Junho de 2025, no valor de 301,8 milhões de meticais, está a ser validado pela Inspeção-Geral de Finanças e só deverá ser pago em 2026.

A Ministra destacou ainda que as horas extraordinárias de 2024 e 2025, que deverão alcançar 6.634,4 milhões de meticais, estão actualmente em processo de validação técnica e só serão pagas após a sua conclusã

Volvidos cinco meses após a eclosão da febre aftosa, que afectou 3600 cabeças de gado bovino em Massingir, na província de Gaza, ainda não há vacinas para conter o avanço do surto. Entretanto, a Direcção Provincial de Agricultura e Pescas nega prestar declarações à volta do assunto.

Ainda não há vacinas para controlar a febre aftosa cinco meses após a eclosão do surto que afectou 3600 cabeças de gado bovino e caprino em Chibotane e Marringane, em Massingir.

A emergência forçou a interdição da venda e movimentação de gado e seus derivados, incluindo em Mabalane, que agora regista casos novos, que preocupam o segundo distrito com mais efetivo bovino na província de Gaza.

Estão em curso medidas para conter o surto, pois a situação no terreno é crítica, e a falta de dinheiro e técnicos são apontados como entraves para uma actuação mais estruturante nas zonas baixas.

Só o distrito de Mabalane precisa de 70 mil doses da vacina de total de 121 mil necessárias para uma cobertura alargada ao distrito de Massingir, epicentro do surto.

Sobre a disponibilidade das vacinas para conter a febre aftosa  Mabalane e Massingir, o “O País” tentou sem sucesso ouvir a Direcção provincial de Agricultura e pescas, mas sem sucesso.

Eduardo Abdula está de visita à cidade de Angoche, manteve encontros com jovens e escalou a obra em construção de um sanitário público no metal box (central-parapato).

No local, o Governador de Nampula foi informado que a obra em construção é no âmbito das acções desenvolvidas pelo Município da cidade de Angoche que está na fase final de execução, cujo dentro em breve será entregue aos beneficiários (vendedores da central-parapato) e a comunidade local.

Na ocasião, Eduardo Abdula louvou a iniciativa do Município de Angoche e instou as autoridades Municipais a incluir nos projectos a construção de latrinas em todas comunidades de modo tornar suas comunidades livres do fecalismo a céu aberto e a tornar Angoche e a Província de Nampula em particular um verdadeiro estatuto de uma cidade limpa.

“Jovens de Angoche são pacíficos e só querem ser ouvidos”

O Governador de Nampula reconheceu, durante a saudação aos jovens mototaxistas e vendedores do mercado das Acácias, da cidade de Angoche, que o emprego para os jovens e a autonomização económica das mulheres são preocupações centrais, tendo realçado que não está naquele mercado para fazer política, poderia vir Angoche e voltar sem visitar nenhum mercado e nem saudar os Jovens e a população.

Durante a saudação, o governante ofereceu uma mota de marca LIFO a um jovem local e instou o mesmo e todos outros a conduzirem de forma responsável para evitar acidentes, destacando que a sua governação será de proximidade com o povo, e reafirmando o compromisso assumido no seu discurso de tomada de posse como Governador.

“Nós queremos trabalhar junto do povo. A nossa missão como governo é criar melhores condições de vida para os nampulenses. Este é o momento de trabalharmos para construirmos Nampula”, afirmou o Governador reforçando o compromisso do seu Executivo em governar de forma participativa e inclusiva.

Os jovens e mototaxistas saudaram a visita do  Governador e manifestaram confiança na sua liderança, acreditando que sob a sua orientação a província vai superar desafios e consolidar o desenvolvimento.

Continua o conflito entre comunidades de Moatize e as mineradoras do carvão, com destaque para a Vulcan, uma das que está no epicentro das reivindicações das populações locais. Oleiros e agricultores exigem pagamento de indemnizações e fim da poluição, escreve a DW.

A situação tem gerado nos últimos meses uma série de manifestações contínuas por parte dos oleiros e agricultores de Moatize, em Tete, que exigem pagamentos das compensações pelas terras, que estão em atraso há mais de sete anos.

Os descontentes têm se amotinado regularmente defronte do governo municipal e distrital para exigirem respostas, para além de frequentemente invadirem a mina da Vulcan para forçar uma possível resolução do problema.

Os lesados lamentam a fraca intervenção do Governo, acusando-o de nada fazer para apoiar as comunidades que se sentem abandonadas nesta luta que dura há mais de 7 anos.

O presidente do conselho municipal da cidade de Moatize, Carlos Portimão, reconhece o problema mas defende uma actuação organizada para que haja algum consenso, enquanto a secretária de Estado na província de Tete, Cristina Mafumo, defende que deve haver um fim destes conflitos.

Segundo escreve a DW, a empresa Vulcan recusa falar à imprensa sobre o assunto, estando neste momento a trabalhar num novo reassentamento em Nhamitsatsi para onde serão deslocadas 200 famílias das comunidades de Ntchenga e Mpandue no distrito de Moatize.

O Reitor da Universidade Católica de Moçambique, Filipe Sungo, critica o que chama de normalização do terrorismo e pede que o Governo e toda a sociedade se envolvam na busca de soluções. O académico e padre alerta ainda para a necessidade de buscar-se soluções pacíficas e não apenas confiar no poder das armas.

O Reitor da Universidade Católica de Moçambique falava durante a cerimónia de graduação dos novos formandos em Nacala, mas aproveitou a oportunidade para levanter a voz da sua indignação sobre a forma como é encarado o terrorismo que tem o seu epicentro em Cabo Delgado.

E como tal, Filipe Sungo exige envolvimento do Governo e de toda a sociedade na busca de soluções, que para si, vão para além do recurso ao poder das armas.

Filipe Sungo lembra os malefícios da guerra, a mais grave das quais, a morte brutal de pessoas, sobretudo jovens, que podiam contribuir para o desenvolvimento do país.

A cerimónia de graduação aconteceu esta quarta-feira na extensão de Nacala, marcando o fim de um ciclo de formação superior em diversos cursos ministrados pela Universidade Católica de Moçambique. Dos 76 gradudos, 47 são licenciados, 28 mestres e 1 de nível de doutoramento.

 

Quatro anos depois de suposto rapto de bebé de Leila Vilanculos, a jovem mãe continua à espera de justiça. O caso, onde são réus os funcionários do Hospital Provincial da Matola, voltou esta quarta-feira ao tribunal, mas a audiência acabou sendo adiada para Dezembro, devido à sobreposição de outro julgamento no tribunal.

O que era para ser um julgamento de busca de justiça, terminou em lamentações e tristeza por parte da queixosa e sua família, que terá que esperar por mais tempo para conhecer a decisão sobre o roubo do seu bebé.

Aliás, a pressa em saber dos contornos do desaparecimento do seu filho fez com que Leila Vilanculos chegasse ao Tribunal Judicial da Matola por volta das 9 horas da manhã.

Leila Vilanculos trazia no rosto a esperança de que o processo no qual move contra o hospital, acusando-o de ter-lhe retirado o útero sem seu consentimento, violência obstétrica e roubo do seu bebé avançasse.

Mas, depois de mais de cinco horas de espera, a audiência foi adiada para 30 de Dezembro. O sentimento era de tristeza, segundo Leila.

“Haviam dito 30 de Dezembro, mas acho que 30 de Dezembro não vai dar para ninguém. As pessoas querem viajar. Então, acho que talvez para o próximo ano mesmo. Assim estou mesmo triste”, revelou Leila Vilanculos.

A mãe diz que esperava que nesta audiência tivesse resultados das suas preocupações. Sem ter havido a audiência, Leila Vilanculos diz que “cada vez que adiam, mais estão a adiar à volta da minha filha”.

“E eu queria ouvir, porque há outras pessoas envolvidas que eu nem as conhecia”, revelou Leila Vilanculos.

Na altura dos factos, o Hospital Provincial da Matola justificou que o bebé de Leila tinha falecido, uma versão rejeitada pela queixosa que hoje convive com sequelas do ocorrido e quer a sua filha de volta e a responsabilização dos implicados.

“Eu quero que me devolvam a minha filha. É o que eu mais quero. E depois eu quero que as pessoas que me tiraram o útero me expliquem porquê. Porquê que me fizeram isso tudo, porquê que me fizeram passar por isso que eu estou a passar até hoje. Eu tenho muitas dificuldades”, conta angustiada Leila Vilanculos, que sublinha que “eu quero saber delas como é que eu devo viver”. 

A mãe diz querer respostas a todas inquietações que vive nos dias actuais que considera terem sido causadas pelos agentes da saúde que a atenderam aquando do parto, há três anos. “O que elas acham que eu devo fazer, eu tenho que me medicar, até quando?”, questiona.

Por outro lado, Leila Vilanculos diz não acreditar até hoje que a criança tenha perdido a vida porque não foi entregue o corpo. “Minha filha perdeu a vida, segundo elas, dia 4. Dia 5, minha família esteve no hospital. Porquê que não entregaram o corpo? Dia 6, eles estiveram lá. Dia 7, porquê que não entregaram o corpo? Simplesmente entregaram certidão de óbito. Sem corpo, não há óbito”, continuou Leila Vilanculos.

A defesa de Leila explicou que o adiamento da audiência deveu-se à sobreposição de outro julgamento no tribunal. Para esta quinta-feira, esperava-se ouvir outros arguidos e definir os próximos passos subsequentes do processo.

“Consta-nos que está a decorrer uma outra audiência, razão pela qual estamos aqui e ainda esperamos que seja ouvida a arguida que não tinha sido ouvida anteriormente, justamente porque não tinha sido notificada pela acusação. E os próximos passos só poderemos saber lá na sala, qual é que vai ser a sequência e tudo mais”, disse Rosita Euridse, Advogada de defesa de Leila Vilanculos.

A nossa equipa de reportagem tentou, sem sucesso, obter uma posição formal da defesa dos acusados.

 

O Programa “Moz Rural” está a introduzir uma nova componente no sector agrário. A ideia é facilitar o acesso aos mercados para os produtores através da construção de vias de acesso, que ligam as zonas de produção as de comercialização. O programa está a ser implementado na província de Manica, com destaque para o distrito de Báruè, onde há muitos produtores com dificuldades de escoar os seus produtos.

Muitos produtores da província de Manica estão localizados em zonas remotas e com vias de acesso em condições precárias. A situação tem estado a dificultar o escoamento dos seus produtos para os mercados, havendo casos em que chegam a perder a produção por falta de compradores que temem danificar os seus meios de transporte por conta das estradas degradadas.

Olhando para este cenário, o programa Moz Rural decidiu introduzir a componente de melhoramento de estradas. 

A primeira estrada a beneficiar-se de obras de melhoramento na província de Manica é a de Catandica a Munene, um troço de 12 quilómetros, o que é visto como um alívio para os produtores, conforme os mesmos disseram.

“Sinto-me muito feliz com a construção desta estrada porque antigamente era difícil escoar o produto, apesar da zona ser muito produtiva e escoa-se muitos produtos”, disse Benedito Deniasse, produtor de Báruè.

Matias Tambula, também produtor, disse que a construção das estradas acaba por ser um alívio para eles, uma vez que encontram facilidades para escoar seus produtos até aos grandes mercados.

“Dantes nós sofríamos porque cultivamos muitos produtos lá e era difícil tirar os produtos porque os carros levavam até dois dias para sair”, disse Matias Tambula.

Um alívio que também é sentido por Edmó Crispin, produtor em Báruè, que fala das condições anteriores: “tinha covas, mesmo carregando as coisas, sair lá na machamba era muito difícil”, revela.

Para o administrador do distrito de Báruè, a escolha da reabilitação da estrada de Munene não foi ao acaso. “A zona de Munene é uma zona de grande produção aqui no nosso distrito de Báruè. É a zona que alimenta o distrito praticamente. É a zona que todas as vezes do ano estamos a produzir”, disse o Administrador de Báruè, Bruno Patreque.

Em Manica, o programa MozRural que conta com financiamento do Banco Mundial, além de componente de estradas, está a financiar a produção de sementes e apoio com meios de produção mecanizada aos produtores.

“Fomos visitar, por exemplo, umas pequenas empresas de alimentação para animais e também de sementes, como a Fenix, e realmente ficamos muito gratos de ver que no Moçambique tem umas empresas que realmente vão fazer o potencial de scale-up a fornecer as sementes”, disse Ana Bucher, representante do Banco Mundial.

Refira-se que para a reabilitação da estrada Muenene até Catandica foram investidos cerca de 30 milhões de meticais.

 

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