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A Primeira-Dama defende que não será possível alcançar o desenvolvimento enquanto não houver paz. Gueta Chapo, que falava num encontro com mais de três mil mulheres, diz ser necessário fortalecer o apoio social às populações e o espírito de partilha.

A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, reuniu, nesta terça-feira, mais de três mil mulheres representantes de famílias carenciadas, muitas das quais afectadas pelas recentes inundações na cidade e província de Maputo. O encontro serviu como espaço de interacção e reflexão, marcado por apelos à paz, unidade e solidariedade entre os moçambicanos.

Durante a sua intervenção, a esposa do Presidente da República destacou que o desenvolvimento do país está directamente ligado à estabilidade social e aos valores espirituais.

“Não há desenvolvimento verdadeiro sem a paz. E não há paz duradoura sem valores espirituais”, afirmou Gueta Chapo.

Num contexto marcado por períodos religiosos significativos, a Primeira-Dama  sublinhou a importância da reflexão individual e colectiva. “Neste período de jejum e de Quaresma, somos todas chamadas a reflectir sobre a forma como podemos contribuir para um país melhor”, disse, apelando ainda à educação das novas gerações com base em princípios sólidos: “Que possamos educar os nossos filhos e filhas nos valores da paz, da honestidade e do respeito pelo próximo”.

Gueta Chapo destacou também a necessidade de inclusão e respeito pelas diferentes crenças religiosas, referindo-se tanto ao Ramadão, vivido pela comunidade muçulmana, como à Quaresma, observada pelos cristãos.

“Para as nossas irmãs muçulmanas, decorre o período sagrado do Ramadão, um tempo de profunda reflexão, disciplina espiritual, solidariedade e aproximação a Deus. Para as nossas irmãs cristãs, vivemos o tempo da Quaresma, igualmente marcado pela oração, pelo jejum e pela renovação da fé”, explicou.

Segundo frisou, apesar das diferenças religiosas, os valores partilhados são universais. “Estes dois momentos espirituais, embora provenientes de tradições diferentes, carregam valores que nos unem como seres humanos: a humildade, a solidariedade, o perdão, a compaixão e o amor ao próximo”, disse.

Na ocasião, foi igualmente reforçada a importância de apoiar as pessoas em situação de vulnerabilidade, independentemente das suas crenças religiosas, promovendo uma sociedade mais inclusiva.

O evento contou ainda com a oferta de mais de três mil kits de alimentação e higiene às participantes. A iniciativa destacou, igualmente, a necessidade de reforçar a reconciliação nas comunidades e promover a unidade nacional como pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável do País.

O número de mortos na actual época chuvosa em Moçambique subiu para 279, com quase 900 mil pessoas afectadas desde Outubro, segundo nova actualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com informação da base de dados do INGD actualizada ontem, citado pela Agência Lusa, contabilizam-se mais dois mortos face a segunda-feira, tendo sido afectadas 892 273 pessoas (mais 22 mil face ao balanço anterior) na presente época das chuvas correspondente a 205 479 famílias, havendo também 11 desaparecidos e 340 feridos.

Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afectando globalmente 715 716 pessoas. Já a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, a 13 e 14 de Fevereiro, causou mais quatro mortos e afectou 9040 pessoas, segundo os dados actualizados do INGD.

Um total de 15 898 casas ficaram parcialmente destruídas, 6305, totalmente destruídas e 187 262, inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 303 unidades de saúde, 84 locais de culto e 722 escolas foram afectadas em cinco meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 267 205 hectares de áreas agrícolas foram perdidos, afectando 342 227 agricultores, e 531 058 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.

Foram ainda afectados, nesta época das chuvas, 7612 quilómetros de estradas, 45 pontes e 261 aquedutos.

Desde Outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano activou 155 centros de acomodação, que chegaram a albergar 114 734 pessoas, das quais 25 ainda estão ativos (mais cinco na última semana, devido às recentes inundações), com pelo menos 6760 pessoas, além do registo de 6931 pessoas que tiveram de ser resgatadas.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal em Cabo Delgado pede a colaboração das Forças de Defesa e Segurança (FDS) na recolha e entrega de provas materiais do crime de terrorismo no Teatro Operacional Norte (TON).

Quase 10 anos depois do início do terrorismo em Cabo Delgado, o SERNIC continua a lutar para ter acesso aos materiais usados pelo grupo armado nos campos de batalha. 

O director do SERNIC na província nortenha de Cabo Delgado defende a consolidação e o estreitamento das relações entre a instituição e as Forças de Defesa e Segurança, mormente no combate ao terrorismo, fenómeno que assola este ponto do País desde 2017.

Nesse sentido, entende que é preciso que haja partilha dos materiais apreendidos pertencentes aos terroristas para as devidas perícias, como é o caso dos computadores, telemóveis e documentos.  

O problema da falta de partilha de provas materiais recolhidas no Teatro Operacional Norte foi apresentado durante a quarta reunião da Procuradoria Provincial e o SERNIC, onde o procurador-chefe pediu igualmente um maior envolvimento dos outros orgãos de justiça nos crimes de branqueamento de capitais e terrorismo. 

João Nhane instou todos os actores intervenientes no processo para que, de forma activa, contribuam na investigação, acusação e julgamento de todos os actos criminais que fazem parte do leque dos crimes de branqueamento de capitais.

A reunião foi aberta pelo secretário de Estado da província de Cabo Delgado, que pediu o cumprimento da lei no combate ao terrorismo. Além de procuradores e agentes do SERNIC, o evento contou com a presença de juízes e membros das Forças de Defesa e Segurança.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas localmente fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, no centro e norte do país 

No centro do país, na província de Sofala, serão afectados os distritos de Dondo, Nhamatanda, Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Caia, Maríngue, Chemba e cidade da Beira; em Manica, os distritos de Guro, Tambarra, Macossa, Bárué, Vanduzi,

Gondola e Cidade de Chimoio; Já em Tete, os distritos afectados são: Zumbo, Mágoe, Marávia, Cahora-Bassa, Chifunde, Macanga, Angónia, Tsangano, Chiúta, Marara, Changara, Moatize , Dȏa, Mutarara e cidade de Tete. Os distritos de Mopeia, Gurué, Namarrói, Lugela, Alto Molocué, Molumbo e Morrumbala, na Zambézia, também serão afectados pelas fortes chuvas. 

As três províncias do norte do país também vão apresentar ocorrência de chuvas. Em Nampula, serão afectados principalmente nos distritos de Murrupula, Mecubúri, Rapale, Muecate, Mogovolas, Ribaué, Nacarȏa, Malema e Lalaua; em Niassa, Lago, Sanga, Mavago, Mecula, Marrupa, Muembe, Majune, Chimbonila, Mecanhelas, Mandimba, Metarica, Cuamba, Maúa, Ngaúma, Nipepe e cidade de Lichinga; e, finalmente em Cabo Delgado, as chuvas far-se-ão sentir em Mueda, Montepuez, Balama e Namuno.

Jorge Matine, comentador do Programa Noite Informativa, diz que se as Forças do Ruanda retirarem-se de Cabo Delgado, o país pode ver-se desafiado a repartir ganhos de hidrocarbonetos para garantir segurança e continuidade de projectos. Por sua vez,  João Feijó descarta a possibilidade, argumentando que não interessa às multinacionais europeias a saída das Forças de Ruandesas. 

O aviso de possível retirada do Ruanda, que combate no teatro operacional norte, decorrente do fim do financiamento da União Europeia, orçado em 20 milhões de euros por anos, foi tema de debate no programa de Noite Informativa desta segunda-feira. Jorge Matine e João Feijó veem a ameaça como estratégia europeia de fazer Mocambique arcar com as despesas de segurança usando as receitas de gás.

João Feijó diz não ser de interesse de nenhuma das partes a retirada do Ruanda em Cabo Delgado, quer Moçambique, Ruanda muito menos a União Europeia. 

Por seu turno, Esaú Cossa e André Mulungo são unânimes que a presença de ruandeses revela incapacidade da tropa nacional, e concluem ser difícil discutir a possível retirada da tropa, visto que não houve transparência nos termos da sua permanência.

O Presidente da República diz que o investimento nas energias renováveis é essencial para acelerar a introdução de energias limpas nos transportes, bem como a expansão da energia nas zonas rurais. Daniel Chapo falava hoje durante abertura do Fórum empresarial sobre energias renováveis. 

Falando na cerimónia de abertura do RENMOZ in Europe Business  Forum 2026, o Chefe do Estado destacou que o fórum constitui uma  plataforma estratégica para mobilizar investimentos europeus em  projectos energéticos estruturantes em Moçambique, com enfoque na  expansão da rede eléctrica, no reforço da capacidade de  transmissão e no desenvolvimento de soluções fora da rede, num 

momento em que o país acelera a sua agenda de transição  energética e industrialização verde. 

“A realização deste fórum na Europa é, por si só, uma mensagem  poderosa. É um sinal claro de uma ambição comum: transformar  potencial em investimento, investimento em crescimento económico,  e crescimento em progresso social.” 

O Presidente Chapo informou que Moçambique encontra-se num  momento decisivo da sua trajectória de desenvolvimento, sustentado  por uma base sólida de recursos energéticos. “Somos um país dotado  de abundantes recursos energéticos e um dos maiores potenciais  energéticos do mundo. Dispomos de vastos recursos hidroeléctricos,  de um enorme potencial solar e eólico em larga escala e de  importantes reservas de gás natural”, afirmou. 

Outrossim, defendeu que esta combinação posiciona o país como um  parceiro estratégico para a segurança energética da África Austral e  como um actor emergente no panorama energético global,  acrescentando que, num contexto internacional marcado pela  transição energética, “Moçambique apresenta-se como um parceiro  confiável, capaz de contribuir para soluções energéticas sustentáveis  e para a diversificação das fontes de energia a nível regional e  internacional”. 

No plano actual, destacou que Moçambique exporta mais de 1.200  megawatts de energia eléctrica para os países da região e afirma-se  progressivamente como um actor relevante no mercado global de  gás natural liquefeito, sublinhando que estes avanços “criam  oportunidades concretas para parcerias de investimento.” 

Apresentando a estratégica do Governo, o Presidente da República  afirmou que Moçambique tem uma visão clara para o futuro,  centrada na construção de um sector energético moderno,  sustentável e competitivo, capaz de impulsionar a transformação  económica do país e contribuir para a segurança energética regional  e global, acrescentando que essa estratégia assenta na promoção  das energias renováveis, na valorização do gás natural, na  industrialização verde e na expansão do acesso universal à energia.

No domínio social e económico, enfatizou o papel estruturante da  energia. “Acreditamos profundamente que a energia é um dos pilares  da independência económica de Moçambique, uma energia que  impulsione a industrialização, que estimule a criação de empregos de  qualidade e que fortaleça a competitividade da nossa economia.  Mas, sobretudo, uma energia que leve oportunidades, dignidade e  prosperidade a todos os moçambicanos”. 

O estadista moçambicano destacou ainda as reformas em curso no  sector energético, afirmando que “o Governo de Moçambique está a  implementar um amplo programa de reformas estruturais no sector  energético”, com foco na sustentabilidade financeira, transparência  regulatória e criação de um ambiente favorável ao investimento  privado, incluindo a criação do Gestor do Sistema Eléctrico Nacional. 

No plano dos projectos estruturantes, o governante referiu que  iniciativas como a Central Térmica de Temane e o Projecto  Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa permitirão, nos próximos anos,  expandir significativamente a capacidade de produção de energia,  ao mesmo tempo que destacou o progresso registado no acesso à  electricidade, com a taxa de electrificação a aumentar de 26,5 por  cento em 2016 para cerca de 65 por cento em 2025, e reafirmou a  meta de alcançar o acesso universal à energia até 2030.

Depois de Bruxelas, Maputo vai ser o palco do próximo forum de Negócios sobre Energias renováveis, em Junho deste ano, onde se espera a assinaturas de acordos e parcerias.

As autoridades moçambicanas detiveram duas pessoas na posse ilegal de 1400 sacos de carvão vegetal na província de Maputo. Segundo a PRM, suspeita-se que o carvão estivesse a caminho da África do Sul. 

Os dois homens foram interpelados pelas autoridades quando transportavam o produto num camião, tendo sido retidos na primeira esquadra de Beluluane, no Posto Administrativo de Matola-Rio, no distrito de Boane, disse à comunicação social a porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Maputo, Carmínia Leite, citada por Lusa.

Carmínia Leite adiantou que foram acionadas outras instituições que lidam com a área de conservação na província.

Em 03 de Fevereiro, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental apreendeu, na província e cidade de Maputo, 150 sacos de carvão vegetal frutos de exploração ilegal de florestas, com as autoridades moçambicanas a prometerem mais esforços para defender o meio ambiente.

Em comunicado, a agência avançou que a viatura pesada foi interceptada na manhã daquele dia, no âmbito das acções de fiscalização florestal rotineiras na cidade e província de Maputo, sendo que o transporte era efectuado “sem a devida documentação legal, configurando uma situação de ilegalidade”.

Segundo a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, no momento da interpelação, os ocupantes da viatura colocaram-se em fuga, tendo abandonado o veículo na via pública.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas a localmente fortes, acompanhadas por trovoadas e rajadas de vento, em vários distritos das regiões centro e norte de Moçambique nas próximas horas, segundo um aviso meteorológico divulgado hoje.

De acordo com o INAM, as precipitações poderão atingir entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, podendo ultrapassar os 50 milímetros em alguns locais.

Na província de Sofala, o fenómeno poderá afectar os distritos de Dondo, Nhamatanda, Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Caia, Maríngue e Chemba, bem como a cidade da Beira.

Em Manica, o alerta abrange os distritos de Guro, Tambara, Macossa, Bárué, Vanduzi e Gondola, incluindo também a cidade de Chimoio.

Na província de Tete, o aviso inclui os distritos de Zumbo, Mágoe, Marávia, Cahora-Bassa, Chifunde, Macanga, Angónia, Tsangano, Chiúta, Marara, Changara, Moatize, Dôa e Mutarara, além da cidade de Tete.

Na Zambézia, a previsão de chuva abrange os distritos de Mopeia, Luabo, Chinde, Nicoadala, Namacurra, Gurué, Namarroi, Ile, Lugela, Alto Molócuè, Gilé, Mulevala, Derre, Milange, Molumbo, Morrumbala e Mocuba, incluindo a cidade de Quelimane.

O aviso meteorológico estende-se igualmente à província de Nampula, afectando sobretudo os distritos de Moma, Larde, Liúpo, Mogincual, Mossuril, Murrupula, Mecubúri, Rapale, Muecate, Mogovolas, Meconta, Ribaué, Nacala, Nacala-Velha, Nacarôa, Memba, Eráti, Malema, Lalaua, Ilha de Moçambique e Monapo, bem como a cidade de Nampula.

Na província de Niassa, as chuvas poderão ocorrer nos distritos de Lago, Sanga, Mavago, Mecula, Marrupa, Muembe, Majune, Chimbonila, Mecanhelas, Mandimba, Metarica, Cuamba, Maúa, Ngaúma e Nipepe, além da cidade de Lichinga.

O INAM alerta ainda para a possibilidade de precipitação semelhante na província de Cabo Delgado, sobretudo nos distritos de Mecufi, Chiúre, Ancuabe, Metuge, Quissanga e Macomia, bem como na cidade de Pemba.

As autoridades meteorológicas recomendam à população que acompanhe a evolução da informação meteorológica e adopte medidas de precaução face à possibilidade de ocorrência de trovoadas, rajadas de vento e acumulação de água em algumas zonas

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, felicitou a dupla moçambicana  composta por Vanessa Muianga e Ângela Tambe pela conquista  da segunda etapa do Circuito Regional de Vólei de Praia da  Zona VI, alcançada no domingo, na cidade de Maputo, após a  vitória na final frente à dupla do Lesotho Jack e Chiwaniso por 2-0.

Numa mensagem de felicitação, a Primeira-Dama destacou que  a vitória das atletas moçambicanas constitui motivo de orgulho  para o país e demonstra a crescente afirmação do desporto  nacional nos palcos regionais. 

Na mesma mensagem, Gueta Selemane Chapo sublinha que o  desempenho de Vanessa Muianga e Ângela Tambe representa  uma fonte de inspiração para a juventude moçambicana, em  particular para as jovens que encontram no desporto uma via de  afirmação pessoal e colectiva. 

A Primeira-Dama encoraja ainda as atletas a prosseguirem com o  mesmo empenho e dedicação nas próximas competições,  reiterando votos de contínuos sucessos na carreira desportiva e  na representação do país nas arenas regionais e internacionais.  

A Primeira-Dama saudou igualmente a participação da dupla  masculina moçambicana Rafael e Aldevino, que alcançou a  segunda posição na competição após disputar a final frente à  selecção do Botswana, encorajando os atletas a continuarem a  trabalhar com determinação e espírito competitivo para futuras  conquistas. 

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