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O País – A verdade como notícia

Quarenta pessoas morreram vítimas de acidente de viação nos últimos nove meses na província de Tete. As autoridades locais estão preocupadas com a situação, que tem estado a agravar-se, e apelam aos automobilistas a redobrarem medidas de condução defensiva nas estradas.

A província de Tete registou, nos primeiros nove meses deste ano, 40 mortes resultantes de 27 acidentes de viação, um aumento em oito vítimas mortais em relação ao igual período do ano passado, em que se contabilizaram 32 vítimas mortais causadas pela ocorrência de 23 sinistros rodoviários.

Este crescimento preocupa as autoridades provinciais que, de acordo com Jorge Alguineiro, Director Provincial dos Transportes e Comunicações, em Tete, há que se fazer um trabalho para minimizar a situação.

“Nós tivemos aqui um crescimento de acidentes de viação em quatro acidentes, porque nós tínhamos no ano passado 23, mas este ano foram 27. E mortos, o número cresceu também em nove, no ano passado nós tivemos 31, este ano 40. Em termos de feridos graves, crescemos também em quatro, como o crescimento, aqui 30 do ano passado, 34 para este ano. Feridos ligeiros diminuímos em 10, aqui é de 42 para 32, que é 42 do ano passado e 32 deste ano, por tanto houve um decréscimo. Em termos de danos avultados estamos a crescer, tendo passado de 17 para 26 e danos ligeiros, crescemos em cinco, ou seja de cinco para 10”, esclareceu Jorge Alguineiro.

As condições mecânicas das viaturas, a degradação de algumas vias de acesso e, sobretudo, os factores humanos, como o excesso de velocidade, a condução sob efeito de álcool e a imprudência ao volante, foram apontados como as principais causas dos sinistros.

“A questão do comportamento humano é muito importante para diminuir os acidentes de viação. E um dos aspectos que nós priorizamos é a questão da fiscalização. Aí nós vamos directamente para controlar os níveis de álcool de cada condutor, naqueles locais que nós temos de fiscalização os pontos super importantes, falo do quilômetro 18, o posto de fiscalização de Mboja, de Cahunje e vários outros pontos que nós temos, mesmo até na saída da província”, destacou o Director Provincial dos Transportes e Comunicações em Tete.

No mesmo período, cerca de 500 automobilistas foram surpreendidos a conduzir sob efeito de álcool durante as operações de fiscalização realizadas em diferentes pontos da província de Tete.

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, através do ProAzul, procedeu ao lançamento da Conta Satélite da Economia Azul (CSEA), na Galeria de Maputo. A cerimónia de lançamento foi dirigida pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi. 

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, afirmou que o lançamento da CSEA marca uma etapa importante para a divulgação acessível e transparente de informação fiável relativa à economia azul, pois, pela primeira vez, Moçambique passa a dispor de uma ferramenta estatística que permite a recolha de dados económicos específicos sobre as actividades ligadas ao mar e às águas interiores, possibilitando avaliar o contributo real deste sector no Produto Interno Bruto nacional.

O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino,  mostrou a sua satisfação e considerou a Conta Satélite da Economia Azul uma ferramenta essencial para a governação baseada em evidências, permitindo medir o contributo real da economia azul no desenvolvimento nacional.

A Representante do Banco Mundial  afirmou que este é um passo fundamental para integrar o verdadeiro valor do oceano nas decisões económicas nacionais, salientando que os empregos são os caminhos mais rápidos para sair da pobreza e que a necessidade de criar oportunidades de trabalho nunca foi tão urgente.

A Conta Satélite da Economia Azul constitui um instrumento estratégico para medir, planear e valorizar o contributo da economia azul, promovendo políticas públicas e investimentos mais sustentáveis.

O transporte ferroviário de passageiros foi interrompido por dez dias depois da vandalização da linha de Sena que culminou com o descarrilamento de um comboio de carga, Os passageiros, bem como a direcção dos Caminhos de Ferro de Moçambique em Sofala, lamentam os prejuízos e apelam para que não haja mais destruição das linhas.

Foi retomada esta terça.feira a circulação de comboios de passageiros a partir da cidade da Beira  para Tete, Chimoio e Machipanda, depois de uma interrupção de dez dias devido a vandalização da Linha de Sena que culminou com o descarrilamento de um comboio de mercadorias, sem vítimas humanas.  

A partida aconteceu na estação da cidade da Beira para Moatize, província de Tete, facto que não acontecia há 10 dias, depois da Linha de Sena ser sabotada por indivíduos até agora desconhecidos.

A sabotagem da linha de Sena, que culminou com o descarrilamento do comboio de mercadorias, propiciou a que os Caminhos de Ferro de Moçambique, por razões de segurança, tenham decidido suspender os comboios de passageiros.

Depois de consertada a linha, cujo prejuízos ascenderam a sete milhões de dólares, foi retomada nesta terça-feira a circulação de comboios de passageiros o que alegra os utentes, que ficaram bastante prejudicados com a interrupção deste meio de transporte, fundamental na ligação entre Beira e os distritos do norte de Sofala e do Sul de Tete.

Na retoma, o ambiente encontrado na estação ferroviária da Beira foi de centenas de passageiros à procura de um lugar, tanto nas carruagens da segunda, assim como da primeira classe.

Isac Fernando é um dos passageiros que apanhou o comboio e disse estar muito satisfeito, porque, “esses dias que estava paralisado, já estava muito apreensivo, porque há muitas viagens que não aconteceram, há muitos negócios que também não aconteceram, porque nós temos estado a usar o comboio para essas trocas comerciais, negócios e também essa locomoção para questões profissionais”.

Teresa Maimisse é residente no distrito de Cheringona, há cerca de 200 quilómetros da cidade da Beira, e deveria ter saído de Chiveve na terça-feira da semana passada, mas devido a interrupção. 

“Sim, criou um impacto negativo mesmo, porque sem a circulação do comboio nós ficamos muito tristes, porque o comboio nos ajuda muito para transportar bens de pessoas”, disse. Os nossos entrevistados dirigiram-se depois aos autores da vandalização para apelar que coloquem mão na consciência, por forma a não prejudicarem a empresa e nem os que se beneficiam destes serviços.

“É preciso mesmo colocar a mão na consciência, porque este aqui é um comboio de passageiros. Esta vandalização, em algum momento, se tivesse encontrado este comboio, poderíamos ter, se calhar, várias mortes, então, para esses que têm estado mesmo a vandalizar, na verdade, eles devem colocar a mão na consciência e não voltar a fazer isso, porque é um acto mesmo não abonatório e é condenável e repudiável”, disse Alberto Francisco, passageiro.

Os caminhos de Ferro de Moçambique, através de Atanásio das Neves, Director de Manutenção dos CFM-Centro, garantiram que o transporte de passageiros da cidade da Beira para vários pontos voltou à normalidade.

“Hoje, primeiro saiu uma automotora para Chimoio, e neste momento, como puderam acompanhar também, durante o embarque, vai sair o comboio para Moatize. Amanhã teremos o comboio que vai para Marromeu”, disse Atanásio das Neves.

Entretanto, há passageiros que ficaram retidos na cidade da Beira cerca de 10 dias sem poderem viajar de comboio a fim de cumprirem com os seus interesses. Atanásio das Neves diz que esta situação não é boa para ninguém.

“Por isso, por favor, se houver alguma coisa, tem que sempre evitarmos termos prejuízos nesses aspectos. O CFM sofre muito com os prejuízos quando há descarrilamento. São incalculáveis e esses prejuízos acabam afectando não só ao CFM, mas à própria economia do país, porque todos nós estamos a remar na mesma direcção”, disse.

Refira-se que foi reforçada a segurança ao longo das Linhas de Sena e Machipanda e as  autoridades de justiça estão a investigar os actos de vandalização que ocorreram nas duas linhas.

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicita a activista social  moçambicana Alice Banze Naietiane pela sua recente distinção  como uma das 100 Mulheres mais Influentes de África, atribuída  durante a 4ª Edição do Prémio Mulheres Africanas – Maiores  Ícones de África, realizada em Kigali, Ruanda. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado sublinha que esta  homenagem é o justo reconhecimento do seu incansável  engajamento como Presidente da Academia da Mulher  Africana, Directora Executiva da Gender and Sustainable Development Association, bem como do seu contributo nas  áreas de Género, Direitos Humanos e Desenvolvimento  Comunitário a nível de África. 

“Soma-se a isso o seu papel como Vogal da Comissão Nacional  de Eleições, onde tem pautado pela integridade e dedicação  ao serviço público”, refere a mensagem. 

A mensagem presidencial destaca que esta distinção enaltece o  nome de Moçambique no continente africano e no cenário  internacional. 

“Como Governo, sentimos grande orgulho por esta conquista,  certos de que fará ondular a nossa bandeira multicolor num  evento internacional que reunirá altas personalidades do  continente e do mundo, entre as quais mulheres Chefes de  Estado e de Governo, membros do corpo diplomático e activistas  de género, comprometidas com debates e abordagens  inovadoras para a promoção da igualdade de género em  África”. 

O Presidente da República conclui saudando o contributo de  Alice Banze Naietiane para a promoção da igualdade de género  e justiça social em Moçambique e no continente africano. 

“Saudamos a sua coragem, determinação e o empenho  contínuo nas causas sociais, com particular destaque para a  promoção da igualdade de género no nosso país e no  continente”.

A empresa Electricidade de Moçambique (EDM), em Inhambane, garante que, ainda este ano, a região de Macharre começará finalmente a ver luz nas suas casas. O povoado, que há muito espera pela electrificação, foi incluído no plano de expansão da rede nacional, que prevê mais de duas mil novas ligações até finais deste ano, no âmbito do programa “Energia para Todos”, lançado pelo Governo e que visa garantir acesso universal à energia até 2030.

Depois de dias de tensão e protestos populares, a direcção operacional da EDM veio a público assegurar que Macharre não foi esquecido. O director provincial da empresa, Tioclicio Huo, confirmou que o processo está em curso e que a mobilização dos materiais necessários já começou. 

Segundo explicou, o bairro faz parte do segundo lote do projeto nacional de electrificação, tendo já sido concluído o levantamento topográfico e o mapeamento do terreno, com a definição das zonas onde serão instalados postes e transformadores.

“Estamos conscientes da preocupação da população. A falta de energia é uma realidade em muitos pontos da província e as reclamações são legítimas. A energia eléctrica não é um luxo, é um direito de todos os moçambicanos”, começou por dizer Tioclicio Huo, que também abordou o recente impasse entre moradores e técnicos da empresa Águas da Região Sul, que executavam um projecto de furos de água interrompido por protestos.

O responsável sublinhou que a empresa acompanha de perto as inquietações das comunidades e que a electrificação de Macharre está enquadrada num processo nacional que obedece a fases técnicas e financeiras bem definidas. 

“Já realizamos os estudos preliminares, o mapeamento e o desenho das rotas de linha. Agora estamos na fase de mobilização dos materiais. O esforço é grande e esperamos que, ainda este ano, haja avanços significativos naquele bairro e em outras zonas que aguardam pela expansão da rede eléctrica”, assegurou.

De acordo com os dados da direcção provincial da EDM, estão previstas 2.300 novas ligações domésticas apenas na cidade de Inhambane durante o presente ano. Destas, 1.600 já foram concretizadas, restando cerca de 700 novas conexões que deverão ser efectuadas até Dezembro. 

Parte dessas ligações, garantiu Tioclicio Huo, serão destinadas precisamente a Macharre e a outros bairros periféricos, que não têm acesso há anos à rede eléctrica nacional.

Para o director, o desafio maior não é apenas técnico, mas também de gestão de expectativas. 

“É preciso compreender que a electrificação não acontece de um dia para o outro. Há um planeamento rigoroso a seguir. Cada bairro passa por um processo: levantamento, aprovação, mobilização de material, instalação e ligação. Pedimos paciência às nossas comunidades. O projecto é real e está em curso”, apelou.

O assegurou que a EDM tem mantido um diálogo constante com os moradores de Macharre e de outras zonas que manifestaram descontentamento, destacando o papel das comissões comunitárias na intermediação entre a população e a empresa. 

“Temos estado a trabalhar com representantes locais, que ajudam a partilhar informação sobre o andamento dos trabalhos. Infelizmente, há bairros que percebem e aguardam com serenidade, mas há outros que, pela urgência, acabam por se impacientar. O importante é que todos saibam que o programa está a ser implementado e que ninguém será deixado para trás”, explicou.

Huo reforçou ainda que, para a EDM, cada ligação representa mais do que um simples ponto de energia. É uma oportunidade de crescimento económico, inclusão social e dignidade para as famílias. 

“Nós, como empresa, também dependemos dessas ligações. É isso que nos permite existir, crescer e continuar a expandir a rede. Por isso, estamos tão empenhados quanto as comunidades em levar energia a todos”, destacou.

O “Programa Energia para Todos”, lançado pelo Governo moçambicano em 2018, tem como meta garantir que 100% da população tenha acesso à energia eléctrica até 2030. O projecto é implementado em coordenação com parceiros internacionais e prioriza zonas rurais e suburbanas, onde a carência de infra-estrutura é acentuada. 

Na província de Inhambane, estima-se que o programa vai beneficiar mais de 30 mil agregados familiares até 2026, com especial foco nos distritos de Inharrime, Panda, Funhalouro e Inhambane.

O bairro de Macharre, situado na periferia da cidade, foi um dos que mais pressionou por resultados imediatos, depois de anos de promessas não cumpridas. Na última semana, moradores chegaram a paralisar obras públicas em protesto, exigindo que a electrificação fosse tratada como prioridade. A resposta da EDM procura, portanto, acalmar os ânimos e restabelecer a confiança entre a empresa e a comunidade.

Para Tioclicio Huo, a mensagem é clara: “O governo e a EDM não esqueceram Macharre. Há um plano, há orçamento, há equipas no terreno, e a eletrificação vai acontecer. Só pedimos compreensão e paciência. As coisas estão a caminhar.”

Entretanto, fontes locais confirmam que uma delegação de residentes esteve reunida esta semana com técnicos da EDM e representantes do município de Inhambane, numa tentativa de encontrar soluções imediatas que evitem novos protestos e assegurem o avanço das obras.

Em paralelo, decorrem acções para melhorar a comunicação entre as partes e sensibilizar a população sobre as etapas do processo. “Queremos que as pessoas saibam o que está a acontecer e percebam que, embora lento, o processo é contínuo. A energia vai chegar, e quando chegar, trará consigo novas oportunidades”, acrescentou o director.

Um episódio comovente e alarmante marcou o Hospital Central de Nampula (HCN) no último domingo. Uma menor de apenas 10 anos deu à luz um bebé do sexo feminino, num parto considerado normal, mas que exigiu elevada perícia médica e sensibilidade por parte da equipa de saúde.

De acordo com fontes do HCN, a menor, proveniente do distrito de Mecuburi, chegou à unidade hospitalar com complicações. Contudo, o profissionalismo dos técnicos e enfermeiros garantiu que tanto a “criança-mãe” quanto o recém-nascido sobrevivessem.

O caso constitui preocupação e expõe a vulnerabilidade de milhares de meninas moçambicanas vítimas de violência sexual e gravidez precoce.

Segundo Acácio Januário, irmão mais velho da menor, a gravidez resultou de uma violação. O alegado agressor já se encontra detido pelas autoridades competentes. 

“Ela escondeu a situação durante algum tempo, porque o homem a ameaçava. Só descobrimos quando já estava no quarto mês de gravidez”, contou.

Acácio relatou ainda o sofrimento da família: “Conhecendo o risco que ela podia correr devido à idade, estávamos sem esperança. Felizmente, o milagre aconteceu. Os médicos foram instrumentos nas mãos do poder divino e o impossível aconteceu.”

A família revelou que, inicialmente, estava previsto um parto à cesariana, mas a menina entrou em trabalho de parto espontaneamente, surpreendendo a equipa médica. 

“Estou triste porque a infância da minha irmã foi interrompida”, lamentou o irmão.

O Governo da Província de Maputo procedeu, esta segunda-feira, à entrega de duas pontes construídas ao longo da Estrada do KM 16, no município da Matola-Rio, com o objectivo de mitigar o cenário de inundações, que impedia a circulação entre os bairros de Jonasse, Juba e Beluluane. As obras, orçadas em 71,6 milhões de meticais, foram financiadas pela Mozal.

Quem viaja ou reside ao longo da Estrada do KM 16, no município da Matola-Rio, guarda ainda a memória de um passado recente bastante conturbado.

Durante o período das cheias, sobretudo nos meses de Fevereiro, a zona da Estrada do KM 16 ficava completamente inundada. “Os carros não conseguiam passar e, muitas vezes, até os nossos transportes desistiam de atravessar daqui para Beluluane”, contou Silva Miambo, morador do bairro de Jonasse.

As dificuldades atingiam também os alunos, que por várias vezes foram obrigados a reinventar-se para atravessar o charco que se formava no meio da via, interrompendo a ligação entre Jonasse e Beluluane. Asmina Sadmir e Mame Chaluca, estudantes da Escola Secundária de Beluluane, recordaram ao “O País” episódios de um passado difícil.

“As chuvas vinham com força. Quando começava a chover, as águas vinham de longe, cobrindo os caminhos por onde precisávamos passar. Era muito difícil circular. Muitas vezes colocávamos pedras na água para tentar atravessar, ou pedíamos ajuda aos encarregados para conseguirmos passar”, contaram as alunas, de 18 e 19 anos de idade, respectivamente.

Para os líderes comunitários Vitorino Sitoe e Mário Mavie, a conclusão das infra-estruturas representa uma grande vitória e devolve legitimidade à liderança perante as comunidades que representam.

“Havia períodos em que ficávamos um mês inteiro sem conseguir chegar ao outro lado. As crianças tinham dificuldade em ir à escola e, quando alguém adoecia, era praticamente impossível chegar ao hospital”, relatou Vitorino Sitoe.

Já Mário Mavie considera que “esta obra representa uma grande vitória para nós, principalmente para quem é responsável pelo bairro. Agora, podemos dizer que o nosso bairro está melhor. Muita coisa vai mudar”.

Mavie acrescentou ainda que “não se trata apenas desta ponte, temos também uma segunda ponte e, há poucos dias, foi lançado o projecto de pavimentação da via principal. Tudo isto vai contribuir muito para o desenvolvimento do bairro de Jonasse”.

Esta segunda-feira, a vida dos residentes nas proximidades daquela via passa a conhecer mudanças, graças à entrega das duas pontes construídas para mitigar os impactos da época chuvosa. As obras, concluídas em seis meses, foram financiadas pela Mozal, no âmbito da sua política de responsabilidade social, com um investimento total de 71,6 milhões de meticais.

“Hoje, com sentimento de missão cumprida, a Mozal fez a entrega oficial das duas pontes, construídas em parceria com o Governo e com a comunidade, que autorizou a realização das obras. O investimento foi de 71,6 milhões de meticais. As obras foram executadas pela empresa Mota Engil, à qual deixamos o nosso reconhecimento e apreço. Durante a construção, foram criados mais de 80 empregos temporários, incluindo jovens das comunidades locais, contribuindo assim para a geração de rendimento e capacitação técnica”, declarou Samuel Samo Gudo, PCA da Mozal.

A Mozal tem-se afirmado como um parceiro estratégico do Governo da Província de Maputo na materialização de projetos de desenvolvimento local. O governador apelou à continuidade deste apoio, que vai para além das infraestruturas.

Segundo Manuel Tule, “esta realização só foi possível graças ao apoio de um grande parceiro do nosso Governo, a fábrica Mozal que sempre tem estado connosco, desenvolvendo ações que transformam a vida das nossas populações aqui em Matola-Rio. A Mozal já nos habituou a fazer coisas boas pela nossa gente. Este ano inauguramos estas duas pontes e, há poucos meses, lançámos a construção de uma grande escola em Juba.”

O Governo Municipal da Matola-Rio perspectiva dias diferentes e de mudança, em articulação com o projeto de asfaltagem de um troço de cerca de oito quilómetros.

Estas infra-estruturas irão impulsionar o desenvolvimento dos bairros de Juba B, Jonasse e Chinonanquila, garantindo melhor mobilidade, acesso livre, transporte coletivo e atraindo empresas para investir e construir na região.

Tudo isto representa um ganho significativo para o desenvolvimento da Matola-Rio, beneficiando diretamente cerca de 70 mil pessoas residentes nos bairros de Jonasse, Juba e Beluluane.

A província de Nampula só conseguiu distribuir 60% dos dois milhões de livros escolares que estavam previstos para este ano lectivo. A direcção da Educação diz que não recebeu alguns livros e outros ficaram destruídos aquando da passagens de ciclones e ventos fortes.

A província de Nampula esteve longe da meta que estava prevista para o presente ano lectivo em termos de distribuição do livro escolar. A informação foi revelada pelo Director Provincial da Educação, William Tuzine, que disse que havia uma meta de distribuição de cerca de 2 milhões de livros, tendo sido realizada cerca de 60% desse objectivo. 

“Alguns livros não recebemos pela parte do Ministério da Educação, principalmente não tivemos alguns livros de monolíngue, como também de língua e principalmente livros da quarta classe e alguns livros da quinta classe. Portanto, não recebemos na totalidade dos livros que a província devia receber”, revelou Tuzine.

O Director Provincial de Educação em Nampula disse que as calamidades naturais foram outro motivo para que o livro não chegasse à sua província. “Também tivemos déficit destes livros por conta das intempéries. Alguns livros acabaram se perdendo naquele período de chuvas e ciclones”, disse. 

Para evitar que a mesma situação se verifique no próximo ano, o Governo já iniciou a alocação do livro, sendo que na província de Nampula estão a ser priorizados os distritos com problemas de acessibilidade durante a época chuvosa.

“Nós prevêmos para 2026 distribuir cerca de 4 milhões de livros a nível de toda a província de Nampula e nós já começamos a fazer esse trabalho. Começamos a fazer esse trabalho no mês passado. Já estamos a distribuir os livros para o ano de 2026, já distribuímos cerca de 590 mil livros. Nós escolhemos os distritos que têm tido problemas de acessibilidade, principalmente no período chuvoso”, disse, destacando os distritos de Angoche, Lalaua, Liupo, Mongicual, Larde, Mecubúri, Memba, Erate. “Começamos a distribuir nestes pontos e acredito que até o final deste mês nós iremos concluir com a distribuição dos livros para o ano coletivo de 2026”, prometeu. 

Neste processo de distribuição do livro, um camião carregado teve um acidente na semana passada e foram perdidos 100.550 livros. O director da Educação em Nampula tranquiliza e diz que o déficit criado será ultrapassado.

“Nós, a nível do Ministério da Educação, para além de pormos aquele número de livros que é solicitado pelas províncias, nós temos sempre um estoque de segurança para casos de perda, imprevisto, como este que aconteceu, para o distrito de Mongicual e Liupo. São esses livros de reposição imediata, que nós já estamos a carregar, para fazer a reposição”, garantiu William Tuzine. 

Com o ano lectivo 2025 já a terminar, os alunos das classes com exames preparam-se para essas avaliações. Ao todo, são 341.022 alunos que serão submetidos aos exames na província de Nampula. 

“Nós achamos que as escolas já estão preparadas e os alunos também já estão a preparar os exames, em função das matrizes que nós distribuímos em todas as escolas da nossa província de Nampula”, revelou.

Mas nem tudo é um mar de rosas na província de Nampula. Alguns professores reclamam o pagamento de horas extras, mas William Tuzine tranquiliza e diz que o assunto está a ser tratado no fórum próprio.

“O descontentamento existe, nós temos o famoso caso das horas extras e segunda turma, e temos algumas dívidas de salários com alguns professores. Estamos a conversar com os colegas para que isto não interfira no processo dos exames”, disse Tuzine.

Os exames serão realizados a nível nacional de 20 de Novembro corrente a 12 de Dezembro próximo.

 

O Ministro dos Transportes e Logísticas indicou que os acidentes de viação são actualmente a principal causa de mortes no país e exortou a colaboração de toda a sociedade para travar este mal. João Matlombe falava na Beira depois de proceder à entrega de 10 viaturas ao INATRO que deverão reforçar a fiscalização rodoviária no centro e norte do país, com objectivo de reduzir a sinistralidade rodoviária.   

João Matlombe, Ministro dos Transportes e Comunicações, que falava a jornalistas nesta segunda-feira em Sofala, indicou que os prejuízos sociais e económicos são muito grande no meio da sociedade moçambicana, devido a fatalidade dos acidentes de viação em todo o país. 

“Os acidentes, hoje em dia, estão a matar mais do que qualquer doença de saúde pública que nós temos no país e isso preocupa-nos, porque achamos que podemos evitar. Estamos a ter prejuízos econômicos bastante grandes, estamos a ter prejuízos sociais, as famílias estão a ter prejuízos sociais enormes devido aos acidentes, à fatalidade dos acidentes de viação e aqui no centro do país, o corredor da EN-6, tem sido a média daqueles que têm contribuído em grande medida com impactos bastante graves, do ponto de vista de fatalidade. Portanto, estamos a falar de perda de vidas humanas em relação aos acidentes”, disse o Ministro dos Transportes e Logísticas.

João Matlombe disse ainda que o governo está ciente que os acidentes de viação não acontecem apenas devido aos excessos de velocidade, por isso pede mais intervenção de todos. 

“Nossa expectativa, também a mensagem que queremos transmitir aos nossos colegas ao nível do INATRO, é que esses meios obviamente sirvam para que, como resultado, tenhamos a redução dos acidentes, esses meios sirvam para efectivamente fazer essa fiscalização, haja maior responsabilidade dos nossos fiscais, porque não podemos continuar a ter situações de viaturas superlotadas, a terem acidentes enquanto passam por pontos de fiscalização. Portanto, os nossos colegas também têm que ser mais responsáveis em relação a isso. Estamos a falar do INATRO, estamos a falar também da Polícia de Trânsito, que faz o trabalho de fiscalização, como trabalho também obviamente de silêncio para controlar a segurança rodoviária no nosso país”, destacou. 

O ministro falava depois de entregar 10 viaturas para fiscalização rodoviária nas zonas centro e norte do país. “Esse é o nosso objectivo, as províncias todas de centro e norte do país, os meios que estamos aqui a proceder a entrega hoje, estamos a falar praticamente de Sofala, Manica, Zambézia, Tete, Niassa, Cabo Delgado, que passam a beneficiar desses meios. A zona Sul também já tem os meios reforçados. E vamos continuar com as outras acções, já que sabemos que os acidentes não acontecem apenas pelo excesso de velocidade, mas também temos problemas da qualidade da rede viária, portanto, em alguns sítios, nos sítios mapeados estamos a fazer o trabalho nesse aspecto, também estamos a fazer um trabalho para ver se conseguimos reforçar a nossa capacidade de assistência depois dos acidentes, adquirindo mais ou menos ambulâncias, para ver se conseguimos intervir logo imediatamente após os acidentes, pelo menos para prevenir que tenhamos mortes logo depois dos acidentes de pessoas por falta de socorro”, revelou.

Matlombe destacou ainda que são várias as acções que estão a ser desenvolvidas, “incluindo a acção de educação cívica e campanhas que estão a ser realizadas tanto nas escolas, como na via pública, nos mercados, cada concentração de vendedores próximo das estradas”. 

E ainda em Sofala o Ministro dos transportes afirmou que há ações em curso para tornar as Linhas Aéreas de Moçambique uma empresa de referência, apesar das inúmeras adversidades e que a maior preocupação dos moçambicanos neste momento não deve ser  as infracções disciplinares registadas na empresa. 

O ministro respondia a uma questão relacionada com a recente constatação de um  desvio de 48 milhões de meticais através de facturas falsas de tradução de documentos legais, facto que culminou com a suspensão de quatro quadros seniores da empresa e disse que há um acto administrativo em curso. 

“Obviamente é uma preocupação, porque aconteceu. Mas foram tomadas medidas necessárias, então agora vamos deixar que o processo decorra. A reforma da LAM, nós vamos explicar também isso agora em sede da Assembleia da República, porque são questões que foram colocadas, mas o mais importante em relação à reforma da LAM é nos concentrarmos no resultado final. Estamos a trabalhar para ter a melhor companheira do país, que orgulhe a todos os moçambicanos, que permita que cada um possa viajar onde quiser no país”, disse.

João Matlombe disse que o processo de reestruturação da LAM é difícil, porque envolve redução de pessoas que têm suas próprias famílias. “As pessoas não são máquinas, nós temos que ter essa sensibilidade, mas também não podemos manter as pessoas. Há essências de que temos que tratar as pessoas de forma humanizada, essa é a nossa maior preocupação em relação à reestruturação da LAM. O processo está a continuar, a primeira etapa vai terminar agora em Dezembro, próximo ano vamos iniciar a segunda fase, mas temos que continuar a encorajar os trabalhadores a colaborar até agora ao nível da empresa, para que possamos ultrapassar as várias etapas. Gostaríamos, obviamente, de ter dado mais passos, mas dada a complexidade do processo, obviamente ainda não”, concluiu.

O ministro terminou exortando a todos os moçambicanos a contribuírem para o país ter uma companhia aérea cada vez melhor. 

 

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