O presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, nomeou um novo chefe do exército, antes dos protestos planejados para segunda-feira, convocados por um grupo de veteranos de guerra, que querem forçar o presidente a renunciar.
O ex-major-general, Emmanuel Matutu, assume com efeito imediato, segundo escreve a BBC África.
O presidente Mnangagwa recebeu apelos de seus antigos apoiadores para renunciar, alegando má gestão e corrupção. No início desta semana, Mnangagwa aposentou abruptamente seu chefe do exército, o tenente-general Anselem Sanyatwe, nomeando-o ministro dos esportes, artes e cultura.
Emmerson Mnangagwa tornou-se presidente em 2017, após um golpe contra o líder de longa data Robert Mugabe, e actualmente está a cumprir seu segundo e último mandato, que expira em 2028.
Os problemas começaram a surgir durante os comícios do partido governista Zanu-PF, no ano passado, após relatos de que Mnangagwa quer permanecer no cargo. Apesar de uma garantia recente de Mnangagwa de que ele pretendia renunciar em três anos, muitos continuam não convencidos.
As críticas sobre sua liderança vindas de dentro do partido e as acusações de que ele pretende se agarrar ao poder evocaram memórias dos acontecimentos que antecederam o golpe que derrubou Mugabe.
Embora não esteja claro quanto apoio público os veteranos têm para os protestos planejados, o ministro da segurança alertou os zimbabuanos contra a participação nas manifestações.
A polícia anunciou uma proibição de quatro dias ao porte de armas ou quaisquer instrumentos que possam ser usados para causar violência na capital.