O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência Jean Chrysostome Ngabitsinze, Secretário-Geral da Agência de Capacidade Africana de Risco (ARC) e Assistente do Secretário Geral da ONU, para coordenar estratégias de resposta às crises climáticas que afectam Moçambique.
O encontro serviu para abordar a preparação de uma conferência de alto nível sobre financiamento de catástrofes, agendada para Junho deste ano.
Jean Chrysostome Ngabitsinze iniciou a sua interlocução com a imprensa destacando a natureza da organização que lidera e afirmando que o encontro, ocorrido na sexta-feira, teve, entre vários objectivos, expressar solidariedade face as cheias que têm afectado o país.
A vertente do encontro focou-se na capacidade de resposta e no papel do Presidente moçambicano. Ngabitsinze referiu que o propósito foi, “abordar a capacidade actual de África e o papel e as responsabilidades que ele assume enquanto campeão na gestão de catástrofes. Este é o propósito central da nossa visita”.
Durante a reunião, foram analisados os desafios ambientais que Moçambique enfrenta. “Discutimos os choques que o mundo enfrenta, que África enfrenta e, em particular, que Moçambique enfrenta, nomeadamente os decorrentes das cheias, a par da seca e dos ciclones tropicais”, detalhou o Assistente do Secretário-Geral da ONU.
O dirigente referiu a existência de múltiplos factores que afectam o país. “Trata-se, portanto, de três desafios simultâneos — choques combinados — e concordámos na necessidade de unir esforços”, frisou Jean Chrysostome Ngabitsinze.
Ngabitsinze indicou que o Presidente da República irá presidir, ainda este ano, um evento de alto nível sobre gestão e financiamento de catástrofes.
“Sua Excelência já está a desenvolver um trabalho notável na mobilização dos países africanos, com vista à conjugação de esforços. Irá presidir, em Junho do corrente ano, a uma conferência de alto nível sobre gestão e financiamento de catástrofes”, disse.
Por fim, o Secretário-Geral da ARC afirmou que reiteraram o compromisso de trabalhar com o país e que registavam, com apreço, os sinais positivos decorrentes do seu empenho contínuo.

