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PR lança “EMPODERA”  para reforçar autonomia económica da mulher moçambicana

O Presidente da República, Daniel  Chapo, anunciou hoje, em Maputo, o lançamento do Fundo  de Empoderamento Económico da Mulher (EMPODERA), uma  iniciativa governamental destinada a promover a autonomia  económica feminina, ampliar oportunidades e reforçar o  empreendedorismo, no âmbito das celebrações do 7 de Abril, Dia da  Mulher Moçambicana. 

Falando na cerimónia central de celebração da efeméride, que  marcou igualmente o encerramento do Mês da Mulher, o Chefe do  Estado explicou que a criação deste fundo surge como uma resposta  concreta aos compromissos de Moçambique na promoção da  prosperidade com dignidade.

Ademais, acrescentou que o EMPODERA visa apoiar iniciativas  produtivas e criar condições para que mais mulheres transitem de  situações de vulnerabilidade para a estabilidade financeira. Para o  governante, o investimento na mulher é estratégico, pois a sua  promoção “é uma questão de justiça, de democracia, de  desenvolvimento e de futuro nacional”. 

Na ocasião, o estadista moçambicano recordou a importância  histórica do Destacamento Feminino, símbolo da participação  organizada da mulher na luta de libertação nacional.  

Reafirmando os ideais que guiam a nação, o Presidente da República  invocou o legado do então Presidente de Moçambique Samora  Machel para validar a urgência das políticas de igualdade. Destacou  que a contribuição feminina na construção do Estado cimentou a  convicção de que “a emancipação da mulher não é um acto de  caridade. É uma necessidade da revolução, garantia da sua  continuidade e condição do seu triunfo”. 

No balanço das conquistas actuais, o Chefe do Estado apresentou  indicadores que mostram um Moçambique em transformação. O país  aproxima-se da paridade de género no ensino secundário, com 49,9  por cento de raparigas, e alcançou a marca de 97 por cento de  partos institucionais em 2025. Na governação, o progresso é visível na  Assembleia da República, onde 38,8 por cento dos assentos são  ocupados por mulheres, consolidando a representatividade nos  centros de decisão. 

Entretanto, o discurso não se limitou às celebrações, abordando  criticamente a Violência Baseada no Género (VBG). O Presidente  classificou a violência como uma das mais graves agressões à  dignidade humana e exigiu firmeza dos órgãos de administração da  justiça. Reiterou que a implementação de leis como a das Uniões  Prematuras e a nova Lei da Família são essenciais para garantir que a  dignidade da pessoa humana “não pode ser relativizada por costumes  ou desigualdades herdadas”. 

O Chefe do Estado também manifestou solidariedade para com as  famílias afectadas pelas recentes calamidades naturais no país.

Reconheceu que mulheres e idosos são os mais vulneráveis nestas  crises, enaltecendo a capacidade da mulher moçambicana de  reconstruir e manter viva a esperança. 

A cerimónia serviu ainda como um momento de união política e  social, com a presença de líderes de vários partidos. A este respeito, o  estadista enfatizou que o 7 de Abril é um feriado que pertence a todos  os moçambicanos, independentemente de filiações políticas ou  origens étnicas. Para si, esta convivência harmoniosa é uma  demonstração clara da consolidação da democracia e do  compromisso colectivo com a paz e a reconciliação nacional. 

No fim da sua intervenção de ocasião, o Presidente Daniel Chapo  apelou a uma mudança cultural profunda que envolva famílias,  escolas, líderes religiosos e o setor privado. Defendeu que a  transformação real exige mais do que leis; exige a coragem da  denúncia e um compromisso dos homens e jovens com uma nova  cultura de respeito. 

“Honrar a Mulher Moçambicana é honrar a própria nação  moçambicana. Onde a mulher é respeitada, a justiça floresce. Onde  a mulher é protegida, a paz fortalece-se. Onde a mulher tem  oportunidades, Moçambique cresce”, finalizou.

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