O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou, nesta sexta-feira, a Ponte-Cais de Inhaca, infra-estrutura considerada estratégica e vital para a vida da população daquele ponto da cidade de Maputo.
Falando na cerimónia, o Chefe do Estado disse que, com a entrada em funcionamento da ponte, elimina-se um constrangimento histórico, pois durante anos a maré baixa condicionou viagens, encareceu bens e dificultou a vida da população de Inhaca.
No seu discurso, Chapo enfatizou os benefícios da infra-estrutura, com destaque para a redução de custos por parte dos comerciantes, ao mesmo tempo que entende que os jovens poderão encontrar novas oportunidades com o eventual crescimento do turismo.
Para Daniel Chapo, a Ponte-Cais vai impulsionar o turismo e dinamismo, tendo em conta que criará mais geração de empregos, facto que vai ao encontro da visão do Governo.
Mais do que isso, o Chefe do Estado espera que a infra-estrutura estimule a ampliação da rede viária na Ilha de Inhaca, conectando o Cais à Vila, aos aeródromos e ao Centro de Biologia Marítima, garantindo a eficiência da mobilidade segura e integrada.
Falando à população, Daniel Chapo lançou um vigoroso apelo para a necessidade da conservação da infra-estrutura.
“Não queremos que a ponte promova um aumento descontrolado de veículos motorizados, que possam comprometer o equilíbrio ambiental da Ilha”, apelou o Chefe do Estado.
Nesse sentido, Chapo entende que as autoridades do Governo local, em coordenação com as autoridades tradicionais e comunitárias são chamadas a liderar a prevenção e a preservação da Ilha, impondo disciplina, civismo e organização.
“Não queremos ver bancas de venda ao longo da ponte, pois ela deve servir exclusivamente para acostagem e mobilidade de pessoas e bens. Deve ser um espaço limpo, seguro e com uma boa manutenção”, apela Chapo.
O Chefe do Estado alerta também que a manutenção regular da ponte será fundamental para preservar o investimento público, daí que os peões e veículos autorizados devem observar rigorosamente as regras de trânsito estabelecidas.
“A observância das regras de utilização estende-se, igualmente, às embarcações artesanais e demais operadores que utilizarem a Ponte-Cais, cumprindo os protocolos definidos”, disse Daniel Chapo, que alerta ainda que “não podemos permitir acidentes evitáveis nem o uso desordenado de infra-estruturas”.
As obras de construção da Ponte-Cais de Inhaca, que tem uma extensão de cerca de um quilómetro, iniciaram em Dezembro de 2024 e custaram 14 milhões de dólares, num investimento da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e do Estado moçambicano. A infra-estrutura tem vida útil de 50 anos e estará sob gestão do Conselho Municipal de Maputo.

