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PR defende medidas enérgicas contra os que desviam donativos para as vítimas das cheias 

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, nesta quarta-feira, em Maputo, que todos os donativos mobilizados pela comunidade internacional e nacional devem chegar às vítimas das cheias com muita celeridade. 

Falando durante a abertura do Primeiro Seminário sobre Fiscalização dos Recursos do Estado, o Chefe do Estado disse que é preciso assegurar que o que foi mobilizado para fazer face aos efeitos nefastos dos eventos climáticos que assolaram o País, sejam  geridos de forma rigorosa.  

O Presidente da República alerta ainda que é preciso assegurar que situações de desvio de fundos e de bens de primeira necessidade sejam encaminhados à Justiça e processos disciplinares instaurados contra todos os infractores envolvidos, sem descurar da responsabilidade administrativa, civil e criminal.

Nesse sentido e no domínio das calamidades e desastres naturais, Daniel Chapo entende que o Tribunal Administrativo (TA) assume um papel fundamental no quadro das competências constitucionais e legais. 

Explicou que esse pilar da Justiça assegura o controlo externo da legalidade das despesas públicas e a fiscalização da boa gestão financeira do Estado, garantindo que “cada metical arrecadado e gasto sirva efectivamente os interesses colectivos do povo moçambicano”, explica o Chefe do Estado.  

O Chefe do Estado entende ainda que, ao fiscalizar a legalidade das despesas públicas, avaliar a gestão financeira e emitir pareceres sobre a Conta Geral do Estado, o Tribunal Administrativo promove uma cultura institucional baseada na responsabilidade e no rigor da gestão dos recursos públicos.  

“Por isso, entendemos que este seminário não é apenas um exercício técnico, mas um passo decisivo para garantir que a transparência, a integridade, a responsabilidade, a competência e a boa governação, se traduzam em desenvolvimento inclusivo e duradouro para o povo moçambicano”, alerta o Chefe do Estado, que entende também que este seminário convoca a todos a uma reflexão estratégica e conjunta sobre as boas práticas de gestão do erário.

“O controlo externo constitui um dos pilares fundamentais de transparência, legalidade, integridade e da responsabilidade, que se exige na administração pública e dos seus respectivos gestores”, anota, explicando que a boa governação não é apenas um conceito abstracto, mas sim um compromisso concreto com a ética, deontologia, eficiência e a prestação de contas.   

“A prestação de contas não pode ser ocasional e nem o compromisso com a legalidade pode depender de conveniências circunstanciais. Deve, sim, ser a nossa maneira de ser, de estar e de fazer, como moçambicanos e como gestores públicos”, adverte Daniel Chapo.

 

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