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PR avalia situação da EN1 e dos centros de acolhimento em Manhiça e Marracuene

O Presidente da República realizou, esta terça-feira, uma visita de trabalho à  província de Maputo para avaliar os impactos das chuvas  e inundações, que afectaram o sul do país nas últimas semanas.  Daniel Chapo verificou o corte da  Estrada Nacional Número 1 (EN1) e a assistência prestada às  populações deslocadas em centros de acolhimento na Manhiça e em  Marracuene. 

A visita do Chefe do Estado incluiu o posto administrativo 3 de  Fevereiro, no distrito da Manhiça, e o distrito de Marracuene, locais  onde a EN1 se encontra interrompida no troço 3 de  Fevereiro/Incoluane, devido ao galgamento das águas das chuvas,  condicionando a circulação rodoviária e o escoamento de pessoas e  bens.

No distrito da Manhiça, Chapo visitou o centro de  acolhimento instalado na Escola Secundária 3 de Fevereiro, onde  interagiu com as famílias afectadas pelas cheias e avaliou as  condições de assistência humanitária, incluindo alimentação, abrigo e  cuidados de saúde. 

“Viemos visitar o nosso centro, porque é nossa tarefa como  Governo cuidar do nosso povo. Sabemos que sofremos cheias e  inundações, por isso que, em primeiro lugar, vos quero agradecer por  terem acatado as mensagens das nossas autoridades para poderem  sair das zonas onde há água e por terem saído antes de encher, o que  nos permitiu salvar vidas e estarmos aqui juntos”, disse. 

O Presidente da República sublinhou ainda os esforços de resgate  realizados pelo Governo para salvar vidas, reiterando o compromisso  do Estado com a protecção da população: “Mas, como governo e  pai da Nação não podíamos deixar as pessoas morrerem. É nossa  tarefa salvar o povo moçambicano. Vocês acataram as mensagens,  estão aqui neste momento e nós continuamos a trabalhar para que  todos nós que estamos neste centro possamos viver”. 

Relativamente às necessidades imediatas das famílias acolhidas, o  estadista moçambicano anunciou medidas para garantir condições  básicas e a reposição de documentos perdidos, e garantiu que o  Governo assumirá temporariamente os custos de água e energia nos  centros de acolhimento. 

Outrossim, apelou à organização e à higiene nos centros, como forma  de prevenir doenças associadas à época chuvosa, alertando para os  riscos de malária, cólera e diarreias, e defendendo a colaboração  entre as comunidades acolhidas e os profissionais de saúde  destacados no terreno.

No mesmo contacto, informou que o Governo está a trabalhar com as  autoridades locais para identificar e parcelar terrenos em zonas  seguras, dotadas de serviços essenciais, apelando à população para  não vender os lotes atribuídos e evitar o regresso às áreas propensas a  inundações. 

No distrito de Marracuene, Daniel Chapo visitou  o Centro de Acolhimento instalado na Escola Secundária  de Gwaza Muthini, onde replicou a mesma mensagem dirigida às  populações da Manhiça, tendo interagido com os deslocados e  verificado a assistência prestada.

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