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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República destacou esta quinta-feira, em Bissau, o papel fundamental da diáspora na promoção da boa imagem de Moçambique e no fortalecimento das relações internacionais. A declaração foi feita durante um encontro com a comunidade moçambicana residente na Guiné-Bissau, no âmbito da sua participação na XV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, sob o lema “A CPLP e a Soberania Alimentar: Um Caminho para o Desenvolvimento Sustentável”.

Na ocasião, o Chefe do Estado enalteceu o contributo dos moçambicanos no exterior, particularmente em missões profissionais e organizações internacionais, considerando-os verdadeiros embaixadores do país. “Tem sido nosso hábito sempre que nos deslocamos para um país nos encontrarmos com a comunidade moçambicana na diáspora”, afirmou.

O estadista lembrou que foi criada uma Secretaria de Estado para os Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana na Diáspora, como demonstração do compromisso do Governo com a aproximação às comunidades moçambicanas espalhadas pelo mundo. A titular da pasta já iniciou visitas a diversos países no quadro da nova política da diáspora recentemente aprovada.

Segundo o Presidente, estas visitas darão prioridade às regiões com maior número de moçambicanos. “Agora vai dar uma volta também na região [da SASC], mas depois vai continuar a visitar os países onde nós temos mais moçambicanos”, indicou.

Chapo mostrou-se satisfeito com o envolvimento activo dos moçambicanos na Guiné-Bissau, elogiando o seu desempenho. “É um orgulho ver moçambicanos num outro país a prestar serviços de qualidade, e profissionais destacados a nível das organizações internacionais”, declarou.

O Presidente apelou ainda à comunidade para que continue a representar Moçambique com orgulho e patriotismo. “É bastante importante nos encontrar convosco para continuarmos a promover a boa imagem do país na diáspora”, disse, destacando ainda os laços históricos, culturais e linguísticos que unem os países da CPLP.

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique, Daniel Chapo, ministrou, nesta quinta-feira, a aula inaugural do ano académico no Instituto Superior de Estudos de Defesa (ISEDEF), tendo enfatizado que a defesa nacional transcende a esfera militar, exigindo uma abordagem integrada e a responsabilidade de todos os moçambicanos para proteger a soberania, a integridade territorial e a segurança face às complexas ameaças internas e externas.

Nesta quinta-feira, o momento marcou o lançamento do primeiro Curso de Defesa Nacional e, nas suas notas no ISEDEF, instituição fundamental para o pensamento estratégico nacional, Chapo referiu que recebeu o convite para ministrar a aula inaugural com um “sentimento de orgulho”, dada a sua responsabilidade como Comandante-Chefe das FDS.

No local, o Chefe do Estado procurou “fazer uma provocação para uma reflexão permanente”, estimulando discussões e debates que devem ser aprofundados ao longo do curso.

Chapo definiu a defesa nacional como “acções e estratégias adoptadas por um Estado para proteger a sua soberania, integridade territorial, a sua independência, instituições, recursos e a população contra ameaças externas e internas”, e sublinhou a evolução deste conceito, que, embora com raízes históricas, é hoje “dinâmico, adaptando-se às mudanças no cenário internacional e às novas ameaças que surgem”.

O Chefe do Estado frisou que a defesa nacional moderna não se limita ao uso da força militar, exigindo, em vez disso, “abordagens integradas que envolvem inteligência, diplomacia, economia, questões ambientais, sociais, tecnológicas e preparação civil, pois a protecção de um país é uma responsabilidade colectiva, de todos nós, não é só dos militares”. Destacou que a política de defesa e segurança de Moçambique reflecte esses princípios, buscando sempre os interesses do Estado e o interesse nacional em primeiro lugar.

O lançamento do primeiro Curso de Defesa Nacional, disse o estadista, é relevante e oportuno, e é uma resposta directa aos desafios actuais da segurança.

Daniel Chapo detalhou um cenário complexo, que inclui a reconfiguração da ordem mundial, conflitos na Europa e no Médio Oriente, a ameaça da revolução tecnológica, o terrorismo em África e golpes de Estado.

Internamente, Moçambique lida com o terrorismo em Cabo Delgado, tráfico de drogas e pessoas, crime organizado, eventos climáticos extremos e, mais recentemente, “manifestações violentas e ilegais que deixaram um saldo elevado de mortes, feridos e destruições”.

Diante deste contexto adverso, Chapo deixou questões cruciais para a reflexão dos formandos: como Moçambique deve posicionar-se na segurança global, o impacto da instabilidade africana no país, aprimoramento da segurança interna pelas FDS e a contribuição dos formandos no combate às ameaças. O curso, que envolve profissionais de diversas formações, visa fortalecer o poder do Estado moçambicano, um esforço conjunto que coloca as Forças Armadas no centro.

Daniel Chapo ressaltou a importância de construir um poder militar forte, credível e perceptível para todos, através de treinamento de excelência, equipamentos adequados, logística eficiente e formação baseada na ciência. Mencionou a riqueza do plano curricular do curso, que abrange geopolítica, organizações internacionais, direito internacional humanitário, democracia, cultura e identidade e as questões clássicas de defesa e segurança, visando a “massificação da cultura de Estado nos aspectos inerentes à segurança”.

O Chefe do Estado prestou homenagem às Forças de Defesa e Segurança, que “dia e noite, faça chuva, faça sol […], se esmeram, sempre com bravura para defender a nossa independência nacional, a nossa soberania, a nossa integridade territorial e garantem a ordem e tranquilidade públicas”.

O Chefe do Estado exortou o Comando do ISEDEF a continuar a inovar e concluir obras, e os formandos a exercerem suas funções com imparcialidade, coragem e sensibilidade, sendo exemplos de disciplina e lealdade ao Estado. “A defesa nacional não se delega, porque exige abordagem integrada e é responsabilidade de todos os Moçambicanos”, concluiu, declarando oficialmente lançado o primeiro Curso de Defesa Nacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência, na manhã desta quinta-feira, o professor Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de San’Egidio, organização internacional de inspiração católica com vasta intervenção nas áreas da paz, solidariedade e desenvolvimento social.

No encontro, realizado na Presidência da República, na Cidade de Maputo, as partes abordaram temas ligados à cooperação entre o Estado moçambicano e a Comunidade de Sant’Egidio, destacando-se o papel desta organização na promoção da paz, mediação de conflitos e apoio humanitário, particularmente em contextos de vulnerabilidade social.

Daniel Chapo, escreve a Presidenencia da República, enalteceu o contributo histórico da Comunidade de Sant’Egidio para a consolidação da paz em Moçambique, recordando o seu papel determinante na mediação que resultou na assinatura do Acordo Geral de Paz de 1992. O estadista reiterou o compromisso do país em continuar a promover uma cultura de paz, reconciliação e inclusão social, sublinhando a importância de parcerias com organizações comprometidas com valores humanos universais.

Por seu turno, Andrea Riccardi manifestou a sua satisfação pelo contínuo relacionamento de amizade e cooperação entre a Comunidade de Sant’Egidio e Moçambique, reiterando a disponibilidade da organização para continuar a apoiar iniciativas sociais, com destaque para a assistência à população carenciada, promoção da saúde, inclusão dos idosos e acesso à educação.

A audiência teve igualmente como pano de fundo a reafirmação de Moçambique como exemplo de convivência pacífica e diálogo inter-religioso, sendo saudada como uma referência positiva no continente africano.

A Comunidade de Sant’Egidio está presente em Moçambique há mais de três décadas, com iniciativas em diversas províncias, destacando-se os programas “Bravo!” de registo civil gratuito, combate ao HIV/SIDA, apoio às populações deslocadas e promoção da dignidade humana.

Este encontro reforça os laços históricos de amizade entre Moçambique e a Comunidade de Sant’Egidio e consolida os esforços conjuntos na construção de uma sociedade mais justa, solidária e pacífica.

A Renamo diz estar preocupada com as ameaças de encerramento das delegações do partido, feitas pelos ex-guerrilheiros. O Partido de Ossufo Momade garante que, neste momento, está a ser feito todo o trabalho para a realização do Conselho Nacional, mas adverte que o órgão não tem competência para demitir o Presidente do partido.  

O Partido Renamo reagiu, esta quinta-feira, às ameaças de encerramento da sede e das delegações do partido. A Secretária-Geral da Renamo, Clementina Bomba garantiu que tudo está a ser preparado para que o congresso seja realizado. 

“Nós estamos a trabalhar e estamos dentro do período para a realização do Conselho Nacional”, garantiu Bomba, advertindo, no entanto, que o Conselho Nacional não tem competência para demitir o Presidente e lembrou que o mandato  de Ossufo Momade é de cinco anos. 

“Para dizer que o Congresso é que poderá decidir ou não sobre a manutenção do presidente Ossufo Momade, que foi democraticamente eleito, no congresso que se realizou em Alto-Molocué, no ano passado”, vincou. 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de  felicitações ao Presidente do Conselho Europeu, António Costa,  por ocasião do seu aniversário natalício. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado expressa  votos pessoais e institucionais de felicidades e saúde ao líder  europeu. 

“Por ocasião do seu aniversário natalício, que se celebra, hoje, dia 17 de Julho, endereço-lhe votos de muita  saúde, felicidade e longos anos de vida”, lê-se no comunicado. 

 O Presidente Chapo destaca a relevância da amizade entre  António Costa e Moçambique, tanto no âmbito das relações  bilaterais com Portugal, como na actual fase de cooperação  com a União Europeia. 

“O Povo e o Governo de Moçambique e eu próprio temos a  felicidade de poder contar com a amizade de Vossa Excelência  que, em todo o momento, soube promover a cooperação entre  Moçambique e Portugal, no passado recente, e entre  Moçambique e União Europeia, na actualidade”. 

A mensagem presidencial termina com uma expressão renovada  de apreço e votos de continuidade: “Meu desejo renovado e  sincero de muita saúde e longos anos de vida. Parabéns!” 

O Presidente Daniel Chapo reafirma, assim, os laços de estima  pessoal e institucional que unem Moçambique ao Presidente do  Conselho Europeu e, por via disso, ao conjunto da União  Europeia.

No âmbito da sua visita de trabalho à província de Sofala, o Presidente da República reuniu-se esta quarta-feira com o Régulo Mangunde, uma das figuras mais influentes da autoridade tradicional no distrito de Chibabava.

O encontro, carregado de simbolismo político e cultural, foi marcado por um diálogo franco sobre os desafios locais e a importância de reforçar a governação de proximidade. O Chefe de Estado destacou a necessidade de valorizar as lideranças tradicionais como parceiras fundamentais na construção de um Moçambique mais coeso, inclusivo e em paz.

O Régulo Mangunde é amplamente reconhecido na região não apenas pelo seu papel histórico, mas também por ser pai do falecido líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, uma das figuras mais emblemáticas da história política recente do país. A audiência, portanto, representou também um gesto de reconciliação nacional, simbolizando o compromisso do Presidente com a unidade entre os moçambicanos.

Durante a conversa, foram abordados temas como o desenvolvimento sustentável, a coesão social e a preservação dos valores culturais e históricos. O Presidente sublinhou o papel das autoridades tradicionais na pacificação das comunidades, na mediação de conflitos e na mobilização das populações para os programas de desenvolvimento.

“O nosso compromisso é com todos os moçambicanos, independentemente da sua origem ou filiação. As lideranças tradicionais são verdadeiros guardiões da nossa identidade e pilares de estabilidade social”, declarou Chapo.

Por sua vez, o Régulo Mangunde expressou gratidão pela visita e manifestou total disponibilidade para continuar a colaborar com o Governo em prol da paz, do progresso e da harmonia comunitária. “A liderança tradicional continuará a ser uma ponte entre o Estado e o povo, promovendo os valores de respeito, união e desenvolvimento”, afirmou.

Este encontro é interpretado como um marco importante no processo de reconciliação nacional e na valorização das instituições tradicionais, demonstrando a aposta do Governo num desenvolvimento assente no diálogo, na escuta ativa e no respeito mútuo.

A esposa de Vitano Sigano e membros do seu partido, Revolução Democrática, não confirmam a morte do político. Entretanto, acusam o Serviço Nacional de Investigação Criminal de o ter sequestrado. 

O líder do partido Revolução Democrática encontra-se em parte incerta, há mais de duas semanas.

Nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação social circulam notícias segundo as quais terá sido assassinado, depois de ter desaparecido em  circunstâncias estranhas . 

Esta quarta-feira, a esposa do político deu as caras a STV e disse tratar-se de informações falsas.

“Eu não sei porque essas informações estão a correr nas redes sociais, até agora não conhecemos o paradeiro de Vitano mas estamos a fazer de tudo para ter pistas. Se fosse verdade eu como esposa e família teríamos tido a informação em primeira mao”, disse Cidália Paulino, esposa do político. 

Na verdade, segundo conta a esposa e o porta-voz do seu partido, Revolução Democrática, Singano terá sido sequestrado por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal.

A última vez, foi visto na zona do Aeroporto, na Cidade de Maputo. 

“Das informações que nós temos consta que ele foi raptado na zona da Shoprite por indivíduos do SERNIC. No acto do rapto ele conseguiu atirar um dos seus telemóveis e o taxista o acompanhou, juntamente com outros pertences seus, para um estabelecimento. De seguida, o dono do local ligou para mim e a esposa para dar a informação”, explicou Santismo Januário, porta-voz do partido.  

Segundo Januário, a denuncia sobre o suposto sequestro é do conhecimento das autoridades policiais e da Procuradoria-Geral da República, que até o momento não apresentaram pistas sobre o seu paradeiro. 

“Aguardamos que as instituições de justiça se pronunciem, da mesma que fizeram da outra vez, quando mesmo sem mandato de captura foi levado na zona do mercado Janet e depois para a oitava esquadra, onde foi legalizada a sua detenção. Por ter sido o mesmo modus operandus, esperamos que esteja sob custódia policial”. 

Sem gravar entrevista, o SERNIC na Cidade de Maputo, disse desconhecer as informações sobre o desaparecimento de Vitano Singano e do sequestro, por supostos agentes da instituição. 

Os autores das manifestações violentas que destruíram infra-estruturas públicas e privadas são inimigos do povo, considera o Presidente da República. Daniel Chapo falava, ontem, em Nhamatanda, durante sua visita à província de Sofala.

Embora já tenha passado cerca de meio ano após as manifestações pós-eleitorais, tidas como violentas, o Presidente da República continua a destacar, nos seus discursos, os efeitos negativos destas no país. Daniel Chapo chama os autores de inimigos do povo.

“Governo quando constrói escola é para o povo, quando oferece livros mahala para as crianças é para o povo, quando coloca medicamentos no hospital é para o povo, quando expande energia é para o povo, quando constrói casa é para o povo, quando abre furo de água é para o povo. E este que aparece   a destruir coisas do povo é inimigo do povo”, disse o Presidente  

Durante um comício em Metuchira, distrito de Nhamatanda, província de Sofala, Chapo disse que muitos problemas actuais são resultado das manifestações violentas.

“Não podemos permitir que haja manifestações violentas, que queimam uma central de medicamentos para o povo moçambicano do Rovuma ao Maputo. Depois há falta de medicamentos no Hospital e quer fazer manifestação de novo, dizendo que há falta de medicamentos, esqueceu que  queimou a central de medicamentos. Faz manifestação, queima estrada com pneus, mas quando há covas diz que quer fazer manifestação por causa de cova, esqueceu que foi ele que queimou a estrada”, condenou. 

Fora as manifestações, Chapo admite que há outros males que assolam o país. Um deles é a corrupção no aparelho do Estado, que tem causado tristeza na população.

“Não faz sentido, o dia mais feliz de uma mãe devia ser o dia do parto, mas há vezes que chega a ser o dia mais triste, porque para ir ao hospital, uma mãe tem de pensar em levar alguma coisa, pois se não leva, vai ser maltratada durante o parto. Temos que acabar com isso”, vincou o Chefe de Estado.    

 Nesta terça-feira, além do comício que orientou em Nhamatanda, o Presidente da República reuniu-se também com líderes comunitários e órgãos locais do Estado.

O Presidente da República inaugura, nesta quarta-feira, o Tribunal Judicial do distrito de Chibabava, na província de Sofala. 

A inauguração acontece no terceiro dia da visita de trabalho de Daniel Chapo à província de Sofala, onde o Chefe de Estado dirigiu a Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, bem como a Sessão Extraordinária do Conselho Executivo Provincial.  Chapo reuniu-se também com agentes económicos, com a juventude, com funcionários e agentes do Estado

Acompanham o Chefe do Estado os Ministros da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa; do Interior, Paulo Chachine; da Economia, Basílio Muhate; da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino; da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse; da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize; e das Finanças, Carla Loveira.

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