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O País – A verdade como notícia

Polícia usa gás lacrimogéneo para impedir marcha da ANAMOLA em Quelimane

A Polícia da República de Moçambique (PRM) recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir uma marcha de membros e simpatizantes da ANAMOLA, que pretendiam percorrer algumas artérias da cidade de Quelimane, na Zambézia, no âmbito das celebrações do primeiro aniversário do partido. A marcha estava prevista para depois dos

O Ministro da Administração Estatal e Função Pública alerta que a maioria dos municípios moçambicanos continuam longe de alcançar a autonomia financeira, dependendo fortemente do Orçamento do Estado para cobrir as suas despesas. O governante falava, este sábado, durante uma visita ao Município da Matola-rio, na província de Maputo. 

Falando à imprensa à margem da visita ao recém-criado município da Matola-Rio, o Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, referiu que poucas autarquias conseguem financiar entre 40% e 60% das suas necessidades, enquanto a maior parte ainda recorre aos fundos centrais, o que condiciona a capacidade de prestação de serviços às comunidades.

“Na maior parte dos municípios, não conseguem fazer o mínimo aceitável para permitir que o município seja efetivamente autossustentado, o que desafia naturalmente àquele princípio que nós dizemos que os municípios são autônomos e têm autonomia financeira. Esta autonomia financeira ainda não foi alcançada em praticamente todas as autarquias. Os municípios, uma e outra, conseguem satisfazer a sua capacidade até o nível de 40%, 60% das suas despesas, mas a maior parte da despesa é feita praticamente recorrendo ao orçamento do Estado, o que para nós continua a ser um desafio e remete-nos a uma reflexão profunda”, alertou Inocêncio Impissa, Ministro da Função Pública e  Administração Estatal. 

Impissa sublinhou que recursos destinados a investimentos, como o Fundo de Compensação Autárquica e o Fundo de Iniciativas Autárquicas, têm sido usados maioritariamente para pagamento de salários, em vez de gerar receitas e benefícios sustentáveis.

“E isto, naturalmente, condiciona a capacidade de prestação de serviços, porque para prestar serviços é preciso haver recursos para financiar um conjunto de atividades e um conjunto de recursos que devem ser direcionados às comunidades. E sem essa capacidade de recursos, limita de facto a capacidade de prestação de serviços. Por isso é que, em relação àquilo que nós dissemos, fundo de compensação autárquica, por exemplo, e fundo de iniciativas autárquicas, tem sido um dinheiro que, ao invés de ser direcionado 100% para o investimento em atividades que possam gerar recursos e outros benefícios para as comunidades, têm sido maioritariamente usado para pagar salários, o que não é efetivamente expectável”, explicou. 

Como parte da solução, o governante diz que o executivo vai priorizar a consolidação das autarquias existentes, deixando em segundo plano a criação de novos municípios.

É uma questão de reflexão que tem de ser feita e o mais importante a perceber agora, e que é sensato fazer, o Governo deverá continuar a lutar na consolidação das autarquias existentes e criar municípios hoje não é prioridade, pelo menos até aqui onde estamos. Isso vai depender muito dos resultados que fomos escolhendo nos próximos tempos em relação à consolidação de cada autarquia. Portanto, nós vamos continuar a fazer este trabalho de fiscalização, de coleta de dados onde nós devemos ir buscar as receitas do município para que a receita cresça”. Entre vários desafios, as autarquias como o recém criado Matola-rio, está a arrecadação de receitas”, disse. 

O Município da Matola-Rio deu mais um passo para reforçar a sua capacidade operacional, com a aquisição de novas viaturas destinadas a apoiar os serviços administrativos e operacionais. Enquanto o edifício-sede definitivo não é construído, as atividades vão decorrer neste espaço provisório, adaptado para garantir o funcionamento dos serviços e o atendimento ao público.

 

O Presidente do Zimbabwe encontra-se em Moçambique. Na Província de Manica, Emerson Mnangagwa procedeu à entrega de uma doação, que inclui milho, açúcar e farinha, para as vítimas dos ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que afectaram Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Manica e Tete.

De acordo com o Presidente zimbabweano, actualmente, Moçambique e Zimbabwe enfrentam um único inimigo, que são as mudanças climáticas (as cheias e as secas) que resultam em mortes. Para Mnangagwa, as situações de calamidades não têm fronteiras. Pelo contrário, acrescentou, “As calamidades deixam o nosso povo em condição de doença. Por isso é importante estarmos em solidariedade para apoiar a nossa região, de modo a criarmos uma situação capaz de fazer face aos desastres”.

Em nome do povo zimbabweano, Emerson Mnangagwa fez a doação aos moçambicanos afectados pelos três ciclones de modo a aliviar as suas perdas.

Na visita a Manica, o Presidente do Zimbabwe destacou o simbolismo de voltar à província onde lutou contra o regime racial de Ian Smith. Emerson Mnangagwa agradeceu a população de Manica, que, no passado, ajudou os zimbabweanos a lutar pela liberdade.

“A nossa presença, aqui, revela que a nossa luta pela independência forjou uma solidariedade entre os dois povos, o que define uma relação que transcende limites geográficos”.

Na sua intervenção, o Presidente da República referiu que a visita do seu homólogo zimbabweano transcende o contacto diplomático, pois reaviva a dimensão histórica que une os dois países. Daniel Chapo agradeceu pelos donativos que os zimbabweanos cederam à população moçambicana vítimas de ciclones, que a assolaram entre finais de 2024 e início de 2025, com destruição de bens, na sequência de chuvas fortes. Mais de trezentas pessoas morreram e dois milhões de pessoas foram afectadas.

No seu discurso, Daniel Chapo lembrou que não é a primeira vez que o país vizinho cede assistência aos moçambicanos. Em 2022, as vítimas de terrorismo, em Cabo Delgado, tambem se beneficiaram. “Estamos e sempre estaremos juntos, porque somos povos irmãos. Temos a mesma língua, cultura e os mesmos apelidos”, destacou Daniel Chapo, acrescentando ainda: “Estamos de mãos dadas para lançar alicerces da independência económica, para melhorar o bem-estar dos dois povos”.

Chapo assegurou a Mnangagwa que o donativo irá até ao destinatário final, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.

O Comité Provincial da Frelimo em Inhambane reuniu-se esta sexta-feira, 8 de Agosto de 2025, em mais uma sessão ordinária, convocada para avaliar a execução das actividades planificadas pelo Comité Provincial do partido, Conselho Executivo Provincial, Conselho de Representação do Estado, Circulo Eleitoral, bancada da Frelimo na Assembleia da República na Assembleia Provincial. 

A reunião foi presidida pela primeira-secretária provincial, Adélia Macucule, teve como objetivo central analisar o grau de concretização das metas estabelecidas e promover um debate aberto sobre a vida do partido e do seu governo ao nível da província. A dirigente afirmou que este tipo de encontros é o espaço adequado para identificar pontos fortes e desafios, com vista à procura de soluções concretas para o bem-estar das comunidades.

Macucule assinalou que, nos primeiros seis meses do ano, se registaram sinais de esforço por parte dos órgãos e estruturas do partido, mas alertou para a necessidade de verificar se não existe uma desconexão entre as promessas feitas e as acções efectivamente realizadas no terreno. Sublinhou que a população espera resultados tangíveis, e não apenas planos e discursos, destacando como prioridades a melhoria do funcionamento das escolas, o atendimento digno nos hospitais, a construção de estradas que reduzam distâncias e o fornecimento regular de água potável.

“Não estamos aqui para tapar o sol com a peneira, mas para afirmar com clareza que a confiança que o povo deposita em nós não pode ser desperdiçada”, disse, defendendo que a presença da Frelimo deve ser sentida não apenas em comícios e reuniões, mas na resolução de problemas concretos do quotidiano.

Dirigindo-se aos comités distritais, Adélia Macucule destacou a necessidade de quadros mais mobilizadores, próximos das bases, comprometidos com a disciplina política e com a causa popular.

No que respeita ao Conselho Executivo Provincial, a primeira-secretária afirmou que é preciso “mais acção e menos protocolo”, defendendo que os líderes devem sair dos gabinetes, visitar as comunidades e conhecer de perto as condições reais de vida da população. Segundo Macucule, é essencial que os dirigentes se sintam incomodados perante situações como as de crianças a aprender sentadas no chão ou mães a percorrer longas distâncias para obter cuidados básicos de saúde.

A dirigente acrescentou que “não basta falar em nome do Estado”, sendo necessário representá-lo com sentido de urgência, humanidade e resultados concretos. Para Macucule, o momento exige correção de rumos, reorientação e aceleração do trabalho, lembrando que o tempo disponível até ao final do ano é limitado.

A dirigente realçou que a história de luta e conquistas da Frelimo em Inhambane só tem valor se for honrada com trabalho sério e entrega diária. Apelou para que cada participante na sessão assuma um compromisso pessoal de servir melhor, afirmando que “quem não serve ao povo não serve à Frelimo”.

Durante o encontro, Macucule reconheceu o empenho dos militantes na mobilização e participação durante a passagem da Chama da Unidade Nacional pela província, momento que descreveu como de grande envolvimento popular. Saudou ainda as atividades realizadas no âmbito das comemorações dos 50 anos da independência nacional e dos 63 anos da fundação da Frelimo, destacando a importância das ações de confraternização como reflexo de coesão interna.

A terminar, recomendou que o debate ao longo da sessão decorresse com abertura e honestidade, reforçando que a união, a coesão, a crítica construtiva e a disciplina devem pautar todos os trabalhos.

Alberto Ferreira renunciou ao cargo de secretário-geral do PODEMOS. O partido diz que a desistência foi movida por razões pessoais.

Eleito há cerca de dois meses como secretário-geral do partido Podemos e bem antes de tomar posse, Alberto Ferreira deu o pé para trás ao renunciar ao cargo.

Trata-se de uma decisão que surge depois de um processo eleitoral polémico que chegou à justiça pelas suas próprias mãos para impedir uma segunda volta.  

Mesmo depois de o Tribunal Judicial de Kampfumo ter decidido a favor da sua eleição, ao suspender a repetição do escrutínio, Ferreira decidiu recuar.

Em entrevista à nossa equipa de reportagem, o porta-voz do partido, Duclésio Chico, explicou que Ferreira foi movido por razões pessoais. 

“Confirmamos a informação da designação da candidatura de Alberto Ferreira, um dos candidatos que concorreu ao cargo de secretário-geral. Foi uma decisão pessoal, ele preferiu submeter a resignação, mesmo por uma questão patriótica e também democrática.”

De acordo com o porta-voz do Podemos, Alberto Ferreira continua membro do partido e ocupa outros cargos. 

“Ele é membro sênior do Podemos. É um dos fundadores e tem vários cargos e têm ocupações no processo de Diálogo Político Nacional Inclusivo”. 

Os mecanismos de nomeação do novo secretário-geral só poderão ser anunciados depois da décima segunda sessão do Conselho Político do partido.  

“Amanhã teremos esta reunião, onde vamos deliberar e este é um dos temas a ser abordado. Posteriormente, falaremos a imprensa”.

Os resultados das eleições, realizadas entre 24 e 25 de Maio, foram rejeitados pela comissão eleitoral, supostamente por Ferreira não ter tido maioria absoluta.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu, esta quinta-feira, em audiência, os partidos extraparlamentares, e agradeceu a sua participação activa no diálogo nacional, destacando o papel  fundamental que estes desempenham na construção da paz,  reconciliação e unidade nacional.

“Quando estamos com partidos extraparlamentares a demonstrarem  esta disposição, esta vontade de contribuir positivamente para o  diálogo entre irmãos moçambicanos, nós ficamos bastante satisfeitos  e bastante agradecidos”, declarou o Presidente da República. 

O encontro teve como objectivo principal escutar o contributo dos  partidos extraparlamentares para o processo de diálogo nacional  inclusivo liderado pelo Chefe do Estado. 

Durante as suas declarações, Chapo  sublinhou que estas formações políticas foram reconhecidas desde o  início do processo. “Em primeiro lugar queremos dizer, aqui, que nós  reconhecemos os partidos políticos extraparlamentares desde o início  deste processo”, afirmou, lembrando que o seu envolvimento tem sido  reiteradamente referido em todas as etapas do diálogo. 

Para o estadista, o carácter inclusivo do processo não é apenas uma  intenção, mas uma prática concreta. “Quando estamos a dizer desde  início, se ficarem atentos, em todos os locais onde falamos desta  matéria, nós incluímos que este é um compromisso político para um  diálogo nacional inclusivo”, reforçou. 

O Presidente da República sublinhou ainda que a inclusão não  conhece barreiras de filiação política, origem religiosa ou étnica. “E  como o próprio nome diz, inclusivo, que não exclui ninguém, a  nenhum dos moçambicanos, independentemente da sua filiação  política, religiosa, da origem étnica”, afirmou.

O governante considera que a estabilidade duradoura só será possível  com a participação efectiva de todos. Por isso, reiterou que o convite  ao diálogo está aberto a cada moçambicano. “Não há nenhum  moçambicano que não está convidado a participar neste diálogo  nacional inclusivo”, concluiu.

O Presidente da República, Daniel Chapo, dirige, esta sexta-feira, a Cerimónia de Abertura da oitava Conferência Nacional da Juventude, a ter lugar no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo, a partir das 09 horas.

A conferência decorre no quadro das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional e das comemorações do Dia Internacional da Juventude, a assinalar-se a 12 deste mês, e constitui um marco no compromisso do Estado moçambicano com a valorização da juventude como pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável do país.

Organizada pelo Ministério da Juventude e Desportos, em coordenação com o Conselho Nacional da Juventude, a oitava Conferência Nacional da Juventude reúne jovens provenientes de todas as províncias do país, representando diferentes extractos sociais e sectores de actividade.

Durante o evento, os participantes irão debater temas centrais para o desenvolvimento da juventude moçambicana, com destaque para a educação, a inovação, a saúde sexual e reprodutiva, o empreendedorismo e o acesso ao financiamento.

A presença de Daniel Chapo na conferência, adianta a nota de imprensa da Presidência da República, pretende sublinhar o engajamento político e institucional ao mais alto nível na promoção do diálogo intergeracional e na construção de políticas públicas orientadas para os desafios e aspirações da juventude moçambicana.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu hoje em audiência, no seu Gabinete de  Trabalho, o líder religioso Onório Cutane, num encontro centrado na  promoção da reconciliação nacional, da paz e da dignidade  humana. 

Falando à imprensa à saída do encontro, o líder religioso manifestou o  seu apreço pela abertura demonstrada pelo Presidente da República.  “Hoje tive uma sessão de conversa com o Presidente da República de  Moçambique, Sua Excelência o Presidente Daniel Chapo”, afirmou,  sublinhando que a audiência foi motivada pela preocupação com as  crises sociais que recentemente abalaram o país. 

“Como um líder cristão e congregacional, vendo o país a ser  devastado por várias crises, das quais as crises sociais que vivenciamos  há pouco tempo, sentimos uma necessidade de nos aproximarmos  para podermos deixar uma palavra de aconselhamento e de oração  à Sua Excelência o Presidente da República e também ao Governo  de Moçambique”, disse. 

O líder religioso destacou ainda a necessidade urgente de o país  ultrapassar os ciclos de violência que se repetem em períodos  eleitorais. “Moçambique é um país que está ciclicamente a passar por  violências. Em cada eleição há violência, são guerras, sangue  derramado inocentemente e o país precisa de cura”, advertiu. 

Para o líder cristão, a solução reside na reconciliação nacional, no  amor ao próximo e na valorização da vida humana. “A cura só é  possível quando houver reconciliação nacional, quando houver 

valorização da dignidade da vida humana, da vida dos  moçambicanos”, afirmou, acrescentando que “só com amor no  coração e com união e com perdão e reconciliação podemos  desenvolver o nosso país”. 

Onório Cutane considera que o Presidente Chapo merece o apoio de  todos os moçambicanos na missão de construir uma nação  reconciliada e próspera. “É alguém que é mesmo aberto para os  problemas do país, para o bem dos moçambicanos e que precisa de  uma chance [oportunidade] para mostrar que é possível reconciliar os  moçambicanos e tornar Moçambique um país uno, desenvolvido e  para o bem de todos os moçambicanos”, defendeu. 

No final das declarações, Onório Cutane deixou uma bênção à  Nação: “O Presidente aceitou a nossa oração, nossos conselhos e,  acima de tudo, para o bem de Moçambique, que é Moçambique de  todos nós. Deus abençoe o Presidente, abençoe o Governo de  Moçambique e abençoe o povo de Moçambique”.

Os desmobilizados da Renamo anunciaram, hoje, a realização de uma reunião nacional, para discutir a saúde do partido. Na ocasião, abriram espaço para o líder do partido, Ossufo Momade, participar da reunião.

Sob pretexto de que a Renamo atravessa um momento sombrio, sobretudo depois das eleições gerais de Outubro passado, os desmobilizados daquele partido chamaram a imprensa, esta quarta-feira, para anunciarem a realização de uma reunião nacional. 

Sem avançar datas nem o local que vai acolher a reunião, os desmobilizados reiteram que a liderança do partido continua sem querer dialogar. Ainda assim, esclarecem que na reunião nacional haverá espaço para outros membros.

Em relação ao encerramento das delegações provinciais e distritais do partido, o porta-voz dos desmobilizados, João Machava, explica que a acção está em marcha.

Os desmobilizados acusam o líder da Renamo, Ossufo Momade, de estar a atrasar a reunião do Conselho Nacional como forma de conquistar a legitimidade de alguns membros do partido.

O Presidente da República recebeu em audiência o embaixador do Japão, Hamada Keiji, num encontro que reafirmou o “excelente nível das relações bilaterais” e projectou novas áreas de cooperação, com destaque para o desenvolvimento económico e a exploração sustentável de recursos naturais

O encontro entre o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e o embaixador do Japão acreditado em Moçambique, Hamada Keiji, aconteceu nesta segunda-feira e serviu para reafirmar o “excelente nível das relações bilaterais” e projectar novas áreas de cooperação entre os dois países.

O diplomata japonês, que se apresentou formalmente ao Chefe do Estado moçambicano, destacou a importância estratégica de Moçambique para o Japão na região do Índico-Pacífico e manifestou o desejo de reforçar a parceria, sobretudo nos sectores de investimento e recursos naturais, tendo recebido uma resposta positiva e encorajadora do Presidente Daniel Chapo.

Hamada Keiji explicou que esta foi a sua primeira oportunidade de encontro com o Chefe do Estado moçambicano. “Acabei de ter uma audiência com Sua Excelência o Presidente da República. Para mim, foi a primeira vez que tive esta oportunidade de ter audiência com o Presidente. O objectivo principal é querer apresentar-me e cumprimentar Sua Excelência o Presidente”, afirmou.

Durante o encontro, Hamada Keiji disse ter abordado com o Presidente moçambicano temas centrais da parceria entre os dois países, expressando o desejo de fortalecer a cooperação para apoiar o desenvolvimento de Moçambique. 

“As nossas discussões incluíram as relações bilaterais entre os dois países, e também expressar a nossa intenção de continuarmos a cooperar com Moçambique, para que Moçambique seja desenvolvido e para ter progressos económicos.”

O diplomata afirmou ter recebido uma resposta encorajadora do Chefe do Estado. “A resposta do Presidente foi muito positiva, ele também reconheceu a importância das relações bilaterais que são excelentes e com impactos. E realmente concordámos que as relações entre os dois países são muito boas”, revelou Hamada Keiji.

O embaixador destacou ainda o papel estratégico de Moçambique na política externa japonesa, sobretudo na região do Índico-Pacífico. “Eu acho que Moçambique é um dos países mais importantes para o Japão. Nós prestamos muita atenção, e a importância para a região Índico-Pacífico”, frisou.

Entre os sectores com maior potencial de cooperação, o diplomata apontou os recursos naturais como uma das prioridades do seu país. “[…] Queremos cooperar com Moçambique para desenvolver recursos naturais como o gás natural liquefeito”. 

O encontro entre o Presidente Chapo e o embaixador nipónico insere-se nos esforços do Governo moçambicano de consolidar parcerias estratégicas com países amigos e mobilizar investimentos para impulsionar o crescimento económico sustentável e inclusivo.

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