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O País – A verdade como notícia

Depois de Venâncio Mondlane distanciar-se da indicação efectuada pelos membros do MDM para ser cabeça-de-lista na cidade de Maputo, indicando claramente que iria dissociar-se deste partido, esta quinta-feira, o partido garantiu que, até o início da próxima semana, o nome do cabeça-de-lista para a cidade de Maputo será conhecido.

Durante uma conferência de imprensa, o porta-voz do partido, Sande Carmona revelou que o partido, ao nível central, instigou a delegação política do Movimento Democrático de Moçambique na cidade de Maputo para que internamente seja encontrada a pessoa que vai ser o cabeça-de-lista.

O partido diz que tem estado a desdobrar-se para encontrar aquele que vai encabeçar a lista do MDM no município de Maputo e oportunamente todos moçambicanos saberão quem é a aposta desta formação política em Maputo. Neste momento, disputam o lugar três candidatos.

“Até o princípio da próxima semana, dentre os filhos que o MDM está a olhar, tornar-se-á púbico o cabeça-de-lista. Portanto, estamos dentro dos prazos, e, efectivamente o Movimento Democrático está a trabalhar com aqueles que foram elencados pela delegação política provincial para encabeçar a lista do MDM ao nível da cidade de Maputo que neste momento por questões estratégicas não podemos apresentar os nomes”, disse Sande Carmona.

Porque o Movimento Democrático de Moçambique vive momentos conturbados nos últimos dias acompanhados de renúncias dos seus membros, o partido apresentou ainda esta quinta-feira parte dos três mil jovens denominados geração 80/90 supostamente espalhados pelo todo o país que decidiram juntar-se ao partido.

“A partir de hoje, a geração 80/90 que conta com a representação a nível nacional, efectivamente, vai se juntar ao Movimento Democrático de Moçambique. Julgamos que os nossos interesses serão respondidos porque acreditamos que o perfil do MDM é também o perfil dos jovens moçambicanos”, referiu Fernando Nhabomba, representante do grupo

Segundo o representante, a geração 80/90 é um grupo de jovens universitários, analistas políticos, empreendedores e que já participaram em várias manifestações de forma anónima e que decidiram quebrar o silêncio.

Recentemente, um grupo de membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) juntou-se à Renamo, alegadamente por falta de convivência política e acusam a família Simango de estar a formar um clã sob o disfarce de um partido que se augura uma alternativa de governação em Moçambique.

Os dissidentes dizem que se aliaram ao maior partido da oposição porque é a opção política que satisfaz os seus anseios e pretendem apoiar Venâncio Mondlane, que também se desligou do MDM e da bancada parlamentar por querelas internas.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, promulgou e mandou publicar a lei número 10/2014, de 23 de Abril, relativa à Eleição dos Titulares dos órgãos das Autarquias Locais, que resulta da revisão da lei número 7/2013, de 22 de Fevereiro, aprovada em Julho último pelo parlamento, no âmbito da revisão pontual da Constituição, acordada pelo Presidente da República e o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

A lei ora aprovada e promulgada abre portas para viabilização e realização das próximas eleições autárquicas marcadas para 10 de Outubro próximo.

O Presidente da República promulgou ainda a lei que estabelece o Regime Jurídico de Repressão e Combate ao Terrorismo e Acções Conexas e a lei que Estabelece o Quadro Jurídico para Implantação das Autarquias Locais.

 

Membros dos Comités Provinciais e da Cidade do partido Frelimo vão eleger esta sexta-feira os Cabeças-de-Lista que vão liderar as candidaturas para as autárquicas de 10 de Outubro.

Ao nível das 55 autarquias, atenção especial está no município de Maputo onde a primeira fase das eleições internas, apurou os três candidatos, que esteve em volta de polémicas e contestação, devido a exclusão de Samora Machel Jr, da lista dos apurados.

Segundo confirmou esta quinta-feira a Chefe da Brigada Central para assistência da cidade de Maputo, Margarida Talapa, o processo de hoje vai escolher entre Eneias Comiche, (antigo edil da capital e actual deputado da bancada na Assembleia da República), Fernando Sumbana Júnior (antigo Ministro do Turismo) e Razak Manhique, actual vice-presidente da Assembleia Municipal de Maputo.

“Os munícipes da cidade de Maputo e o país inteiro irão conhecer o nosso cabeça-de-lista. Os membros da Assembleia Municipal são muitos e as listas que a Frelimo vai apresentar vão representar todos seguimentos dos munícipes da cidade de Maputo” disse Talapa, em conferência de imprensa nesta quinta-feira.

Para além de votar no cabeça-de-lista a candidato à presidente do Conselho Autárquico nas eleições autárquicas, os membros do comité da cidade de Maputo deverão votar ainda nos membros para a assembleia municipal.

Deste modo, Talapa garantiu que todas condições estão criadas para que as eleições internas decorram num ambiente de calma.

Manica e Maputo com candidatos conhecidos

Para a província de Manica, a Frelimo divulgou na quinta-feira os candidatos a cabeça-de-lista para as cinco autarquias locais.

Para a cidade do Chimoio estão na corrida João Ferreira, Cesar Xavier e Maria Rocheque.

Para Sussundenga a escolha será entre Venâncio Veremo, Lídia Nicuadala e Albino Massicame.

Armindo Ngozo, Eduardo Gimo e Isabel Sona são os candidatos pela autarquia de Gondola, enquanto por Manica vão a eleição Jemusse Muiambo, Solomone Dias e Bernardo Chamisso.

Já pela autarquia de Catandica concorrem Alexandre Melo, Pedro Mazonde e Domingos Toboi.

Recorde-se que a província de Maputo já anunciou os seus candidatos, destacando-se entre os escolhidos que hoje vão a votos, Calisto Cossa,  actual edil da Matola, Jacinto Loureiro (Boane) Luís Munguambe, que vão lutar para serem eleitos, por forma a concorrerem a própria sucessão a 10 de Outubro.

 

No contexto das eleições realizadas nesta segunda-feira no Zimbabwe, o jornalista Moçambicano, Alves Gomes, fez uma previsão favorável ao maior partido da oposição do Zimbabwe, mas disse que o apoio de Grace Mugabe poderá ter influenciado negativamente na tendência de voto para Nelson Chamisa candidato para o Movimento para a Mudança Democrática (MDC).

“No seu último comício Chamisa declarou que tinha o apoio do novo partido da esposa de Robert Mugabe”, acrescentou Gomes.

Na mesma linha de pensamento, o professor André Thomashousen aconselhou cautela, porque no seu entender, há muito triunfalismo do MDC, o que pode levar a futuras decepções.  

Enquanto as incertezas sobre o resultado continuam, uma certeza mantém-se, o próximo presidente deste país, terá o trabalho de reverter o cenário em que apenas 6 % da população activa tem emprego formal.

 

Quando faltam 70 dias para a realização das quintas eleições autárquicas o partido Frelimo acelera o passo para eleger os seus candidatos para o escrutínio. Esta terça-feira a Brigada Central de assistência à província do Niassa, chefiada pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, iniciou os preparativos para as eleições internas que terão lugar na próxima sexta-feira para escolher os candidatos e os cabeças-de-lista nas cinco autarquias desta província.

Os nomes dos candidatos não foram divulgados porque ainda decorre a selecção dos mesmos, mas a garantia é de que são suficientemente fortes para enfrentar o desafio.

A Brigada vai igualmente preparar outras condições para que os candidatos eleitos possam concorrer da melhor maneira possível no dia 10 de Outubro.

Lichinga, Cuamba, Metangula, Mandimba e Marrupa são as cinco autarquias de Niassa que actualmente são dirigidas pelo Partido Frelimo.

 

A Frelimo anunciou, esta terça-feira, a lista de candidatos a cabeça-de-listas pelas quatro autarquias da província de Maputo. A lista é dominada pela continuidade de actuais Presidentes dos Conselhos Municipais em três municípios, com excepção de Namaacha, onde Jorge Tinga está fora da corrida.

De acordo com a lista que tivemos acesso, para o município da Matola, o mais industrializado do país, avançam Calisto Cossa (actual edil), que vai concorrer com Vasco Betuel Mutisse e Lucas Arone Chiponde, pela eleição ao cabeça-de-lista nas autarquias de 10 de Outubro.

Para a autarquia da Vila da Manhiça, avançam Luís Munguambe (actual edil), Dinis Ernesto Muianga e Sérgio José Muchine.

Mais a sul, na autarquia da Vila da Namaacha, foram apurados Manuel Elias Munguambe, Maurício Adolfo Baciao e Sandra das Dores Mahobo, tendo ficado de fora o actual edil, Jorge Tinga.

Para a autarquia da Vila de Boane, o actual edil, Jacinto Loureiro avança para a eleição final pelos membros do partido, devendo concorrer para ser o rosto principal nas autárquicas de Outubro próximo, com Alberto Castigo Refo e Acácio Carlos Saimone.

De acordo com Eduardo Mulémbwè, chefe da brigada central da Frelimo para assistência a província de Maputo, a escolha dos 12 candidatos reflecte aquilo que são os anseios das bases do partido ao nível dos respectivos municípios e será desta lista que sairá o Cabeça de Lista para cada uma das quatro autarquias da província de Maputo.

“A responsabilidade cabe a direcção do partido na província. A nível central nós fazemos a avaliação…para nós as pessoas obedecem aos requisitos e seja quem for o escolhido, esta é a vontade dos militantes na base, porque é quem vai suportar na campanha e na eleição e não a direcção do partido a nível central” disse Mulémbwè, falando no final da apresentação dos candidatos.

A província de Maputo é a primeira ao nível das 55 autarquias, em que a Frelimo anuncia os candidatos a cabeças-de-lista.

Depois do anúncio feito hoje, o processo segue agora para o nível local, onde os membros do partido em cada circunscrição, vão a votos, numa data ainda não revelada, para fazer a escolha final daquele que vai avançar como cabeças-de-lista.

Refira-se que ao nível da província de Maputo, os dois maiores partidos da oposição já fizeram as escolhas dos seus cabeças-de-listas.

Para a maior autarquia da província, a Renamo escolheu o deputado António Muchanga, enquanto para o MDM a escolhe recai sobre o também deputado, Silvério Ronguane.

Nesta altura, as grandes expectativas ao nível da zona sul estão para o município de Maputo, onde apenas a Renamo já anunciou o seu cabeças-de-lista, que é o antigo deputado Venâncio Mondlane.

 

O Presidente da República dirigiu esta terça-feira, na vila Luia, em Chifunde, uma sessão extraordinária do governo distrital, onde questionou a fraca produção do distrito. Filipe Nyusi diz que se há dirigentes locais que nada produzem, não vale a pena continuarem a ocupar cargos.

A sessão do Governo distrital de Chifunde foi antecedida pela recepção do Presidente da República na vila sede do distrito, onde teve uma curta interacção com a população.

Seguiu a sessão do governo distrital, na qual foi apresentado o desempenho de Chifunde. Entretanto, a fraca produção de receitas não agradou ao estadista moçambicano.

“O chefe da localidade de Bolimo está a quanto tempo? Acho que ele não dá. Chegou lá (ao cargo) as receitas estavam a 20 por cento em 2016. Em 2017 as receitas baixaram para 16 por cento e este ano está baixar para 11 por cento. Acho que não dá. Não está a produzir esse”, disse.

Mas não são só receitas que reduziram. A produção de gado reduziu, o número de pessoas que assistem aulas de alfabetização também reduziu, e Filipe Nyusi quis entender as razões destas mudanças, não tendo tido respostas satisfatórias,

Enfim, o estadista moçambicano pediu informação mas clara sobre o desempenho do distrito de Chifunde, local que escolheu para o seu trabalho, neste segundo dia de visita a província de Tete.

Ainda esta terça-feira, Filipe Nyusi manteve encontro com operadores hoteleiros e do turismo de Tete, que pediram uma escola vocacionada a formação na área do turismo. Na sua intervenção, Filipe Nyusi disse que o turismo se faz com inovação e que Tete é uma província com potencial para o efeito.

Refira-se, Tete tem 214 empreendimentos turísticos.

A localidade de Nkantha, no posto administrativo de Mualadzi, em Chifunde, província de Tete, vai ter brevemente uma agência bancária. O lançamento da primeira pedra para a construção da infra-estrutura foi feito esta quarta-feira pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que está de visita a Tete.

A construção de uma agência bancária em Chifunde já era solicitada pela população daquele distrito. Aliás, esta foi uma das preocupações levantada pela população no comício que o Presidente da República orientou hoje, segundo dia de trabalho em Tete.

E não tardou a resposta. “Vamos hoje aqui fazer o lançamento da primeira pedra para a construção de um banco”, garantiu Filipe Nyusi, tendo mesmo honrado a promessa.

Entretanto, as preocupações da população iam para mais além. Numa altura em que o Presidente da República vem apelando ao aumento da produção, a população daquele distrito reclama da falta de um mercado para a comercialização de produtos.

Ragendra de Sousa, ministro que tutela a área da Indústria e Comércio, e Adriano Maleiane, ministro da Economia e Finanças, foram os chamados para responder a estas questões.

De Sousa disse haver necessidade de os agricultores se organizarem em grupos para encontrar-se soluções face aos desafios.

A população pediu, ainda, mais professores e melhores condições de serviços de saúde.

O Presidente da República, na sua intervenção, disse haver projectos para o fornecimento de mais água potável a Chifunnde e mostrou-se preocupado com a redução do número de pessoas que aderem à aulas de alfabetização.

Uma das preocupações que o Presidente da República destacou foi o combate à malária, doença que mais mata em Moçambique. Apelou Nyusi ao uso da rede mosquiteira e abertura de portas nas residências para fomigação. “Há muita malaria neste distrito. Não vamos deixar água estagnada nas casas, porque nasce mosquito. Quando nos dão rede mosquiteira temos que usar”, alertou Filipe Nyusi.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rogério Warowaro é o cabeça-de-lista para o MDM no município de Quelimane. Warowaro foi eleito na tarde de domingo com 190 votos contra 129 de Izaquiel Aramane membro e deputado da Assembleia da República pelo MDM. Antes Aramane exerceu cargo de delegado político provincial entre 2013 e 2014.

A direcção do partido diz que o processo foi transparente. “Foi um processo muito limpo e transparente”.

De 38 anos de idade Rogério Warowaro é  funcionário na direcção provincial da economia e finanças, licenciado em direito, advogado estagiário. E é mestrado em Administração Pública.

 

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