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O País – A verdade como notícia

A Renamo  e o seu cabeça-de-lista, Saíde Fidel preferiram escalar bairros distantes da cidade de Lichinga para pedir voto.

O cabeça-de-lista do partido da perdiz prometeu levar o desenvolvimento aos locais mais recônditos. Através do fornecimento da energia eléctrica, reabilitação das vias de acesso, para as populações dos bairros de Mpessage e Utumuile.

Saíde Fidel reiterou que envidará todos os esforços para garantir que os munícipes tenham condiçõesde vida, mesmo que isso signifique que ele mesmo não tenha nada, como forma de fazer jus aos ensinamentos daquele que chamou de “meu pai”, o líder da Renamo, Afonso Dlhakama.

Em caravana composta por carros e motorizadas, a Renamo fez a sua campanha porta-a-porta e mostrando o seu candidato aos munícipes, pedidno voto e prometendo melhores condições.

No terceiro dia da campanha eleitoral na cidade de Tete, a Renamo veio denunciar casos de agressões contra seus membros, algo alegadamente protagonizado por militantes da Frelimo. Ao todo, o partido diz que são quatro os seus militantes que foram vítimas desde o início da campanha eleitoral no dia 25 deste mês. Entre as vítimas, consta um militante da Renamo de pouco mais de 40 anos, identificado por Aly Momad que está internado no Hospital Provincial de Tete com ferimentos na coxa esquerda após ter sido baleado em frente à 5ª Esquadra da PRM na cidade de Tete. Durante a entrevista à nossa equipa de reportagem, a vítima revelou que foi baleada  pelo primeiro-secretário da Frelimo do bairro Mpádue, quando saía da unidade policial onde acabava de denunciar vandalização do material da Renamo pelos membros da Frelimo. “Encontramos o primeiro-secretário da Frelimo do bairro Mpádue a colar seus panfletos sobre os da Renamo. E eu juntamente com meus colegas fomos à polícia mas quando estávamos a sair, o mesmo membro da Frelimo tentou agredir com socos. Mas quando ele notou que eu estava a fugir disparou dois tiros tendo um atingido a minha coxa”, referiu Aly. Apesar dos ferimentos, a vítima encontra-se fora do perigo segundo revelou o director Clínico do Hospital Provincial de Tete,  Mauro Monteiro.

O baleamento de Aly aconteceu horas depois de outros três membros da Renamo terem denunciado, durante uma conferência de imprensa, na manhã desta quinta-feira, agressão também supostamente protagonizada por jovens da Frelimo. “Encontramos um grupo de jovens  quando queriam colocar panfletos do seu partido sobre os nossos na nossa delegação da cidade de Tete, e quando impedimos eles começaram a agredir a mim e meu colega”, disse um dos guardas da delegação da Renamo na cidade de Tete.

Por sua vez, a chefe-adjunta da brigada central da Frelimo para assistência à província de Tete, Ana Rita Sithole, negou todas acusações da Renamo e disse que os militantes do partido no poder foram alertados a pautarem pelo civismo neste processo. Quanto ao terceiro dia de campanha, os partidos da oposição na cidade de Tete privilegiaram mais contacto  interpessoal enquanto que a Frelimo pautou por encontros com seus militantes como estratégia de sensibilização.

 

 

O cabeça-de-lista do MDM, Iassine Abílio acompanhado por cerca de duas dezenas de jovens e um membro da comissão política do seu partido, foram a Massanger e Naliwile prometer água potável e casas melhoradas aos dois bairros.

Para Iassine Abílio não se justifica que bairros periféricos não tenham água potável quando a cidade, que dista há cerca de cinco quilómetros dispõe do precioso líquido.

No terceiro dia de campanha eleitoral em Lichinga, o MDM apresentou o seu manifesto eleitoral a populares daqueles bairros; para o MDM, independentemente de se estar a viver num bairro periférico, se é considerado município, então deve ter as mínimas condições para os seus habitantes.

Para esta sexta-feira, quarto dia de campanha eleitoral, os três partidos concorrentes vão continuar a privilegiar a caça porta-a-porta em diversos bairros do município de Lichinga.

 

 

Na cidade de Tete a campanha eleitoral começou calma com o partido no poder, Frelimo, a privilegiar showmício.

O bairro Josina Machel, no centro da cidade, foi o escolhido para o arranque da campanha. Acordou esta terça-feira colorida sobretudo com cores da Frelimo para acolher o primeiro Showcomício do partido no poder e outras actividades entre culturais e desportivas.

Sob olhar atento dos camaradas e dos munícipes, o cabeça-de-lista da Frelimo, Cesar de Carvalho, que já foi edil da cidade de Tete, apelou o apoio ao seu partido para continuar a melhorar área de transporte de passageiros, infra-estruturas e a rede de distribuição de água.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, solicitou mais apoio da Comunidade Internacional no processo de reintegração dos homens armados da Renamo, de acordo com a informação disponibilizada pela DW.

A solicitação foi feita esta terça-feira, em Nova Iorque, durante a sua intervenção na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

"Não se ergue com a mesma facilidade o que se derrubou. Por isso, para se trabalhar na paz, reconciliação e no desenvolvimento, apelamos para que mais assistência seja dada para materialização do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração de elementos residuais que em breve terá início no país", lesse na DW, o pedido.

O chefe de Estado aproveitou a ocasião para agradecer o apoio e carinho da comunidade internacional e pediu que continue a assistência financeira para resolver um assunto que classifica como "complexo".

Filipe Nyusi ambiciona que se realizem eleições gerais sem que a Renamo esteja armada, como aconteceu em ciclos anteriores.

Já quase no final da sua intervenção, Filipe Nyusi pediu reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

No segundo dia da campanha, a Renamo visitou alguns mercados da cidade de Maputo e prometeu acabar com problemas de saneamento do meio e de insegurança.

Mercado do Fajardo, Malanga, Xipamanine e Mwakakana forem os escolhidos pela Renamo, esta quarta-feira, para pedir voto.

O cabeça-de-lista da Renamo, Hermínio Morais foi acompanhado pelo porta-voz da campanha da Renamo, Venâncio Mondlane. Eles Privilegiaram a interceção interpessoal.

Hermínio Morais prometeu melhorar as condições de saneamento do meio. Depois das promessas, alguns vendedores garantiram o seu voto ao partido Renamo.

 

A Renamo continua a caça ao voto nesta quarta-feira, no posto administrativo de Inhamízua, onde criticou o estado actual das estradas naquela zona e prometeu que caso vença às eleições irá priorizar a abertura das rodovias interrompidas e construção de valas de drenagem.

O cabeça-de-lista da Renamo, Manuel Bissopo decidiu “atacar” directamente o trabalho de Daviz Simango pelo facto de alguns troços, nos bairros periféricos que ligam os quarteirões, estarem completamente intransitáveis.

"Machambas e construções desordenadas tomaram conta de muitos trocos de estradas. Eis a prova nesta rua que liga a estrada nacional número seis e a rua dois. Onde está a edilidade? Onde estavam quando estas casas e estas machambas foram construídas. Garantimos que no mandato da Renamo não permitiremos uma desordem deste. Votar na Renamo é votar na esperança", disse Bissopo

Neste segundo dia de "caça" ao voto, o deputado Geraldo Carvalho, do Movimento Democrático de Moçambique, continuou firme ao lado de Manuel Bissopo nas suas caravanas na conquita do eleitorado.

Carvalho disse que não via nenhuma inconveniência em apoiar a Renamo e o seu cabeça-de-lista. "Estou sim a apoiar a Renamo e Manuel Bissopo. Vou continuar a fazê-lo até ao fim da campanha, porque identifico-me com o manifesto da Renamo. O próprio MDM já apoiou a candidatura   da Renamo aquando da segunda volta das eleições intercalares ainda este ano em Nampula. O MDM não foi criticado. Agora eu decidi fazê-lo de forma individual. Assim será", justificou Carvalho.

 

 

Munícipes do bairro Inhamízua pediram nesta quarta-feira à Daviz Simango construção de escola, posto de saúde, acesso à água e emprego, caso vença as eleições na autarquia da Beira.

Neste segundo dia de campanha, o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), de eleitor a eleitor, porta-a-porta e bairro-a-bairro, Daviz Simango pediu a confiança para continuidade do partido do galo, na direcção daquela  autarquia.

Divulgou o seu manifesto e auscultou as principais preocupações dos moradores do bairro de Inhamízua. O cabeça-de-lista do MDM diz que caso vença as eleições de 10 de Outubro, na Beira, as preocupações apresentadas terão respostas.

A caça ao voto porta-a-porta foi também realizada no bairro Matadouro. O MDM aponta a interação interpessoal como uma das mais eficazes formas de chegar perto do eleitorado, por isso esta continuará a ser a aposta na próxima quinta-feira.

A candidata do partido Frelimo a presidente do Conselho Autárquico da cidade da Beira, Augusta Maíta, escalou esta quarta-feira o mercado e o bairro da Massamba nos arredores da cidade daquela urbe para pedir aos moradores que votem no partido Frelimo nas eleições de 10 de Outubro próximo.

A escolha de Massamba não terá sido por acaso, é que é um bairro marcado de assentamento informal e o lixo se vê por toda a parte. A maior parte das casas foram construídas com material precário ou convencional mas em estado avançado de degradação. As ruas estão cheias de lixo e matope, uma verdadeira face da pobreza urbana. É no meio da precariedade que Augusta Maíta, acompanhada por muitos membros e simpatizantes do partido Frelimo, foi tentar conquistar o voto daquele um povo. Os mesmos condicionaram o voto à Frelimo se Maíta prometesse que se ganhar vai fazer de tudo para melhorar as condições em que vivem. Os mesmos disseram que já não conseguem mais continuar a viver em condições que consideram desumanas.

A candidata da Frelimo, apercebendo-se do desespero dos residentes daquele bairro e recorrendo ao Sena, língua local, prometeu melhorar o saneamento daquele bairro, bem como do mercado semi-informal que ali funciona. Prometeu construir sanitários públicos, iluminar as ruas e reforçar o combate à criminalidade que é alta naquele bairro. E no final recebeu a garantia de voto dos potenciais eleitores com os quais interagiu nas bancas do mercado, nas ruas do bairro e nalgumas casas que entrou para pedir o voto.

A candidata disse, por outro lado, que se vencer a eleição quer transformar Beira numa cidade onde todos possam viver, trabalhar e fazer negócios independentemente da cor partidária ou da etnia. Disse ter interagido com vendedores que são de origem Sena, Ndau, Macuas mas também provenientes de Inhambane e Quelimane, o que significa que a edilidade deve criar condições para que todas essas pessoas sintam-se incluídas nos programas de governação autárquica e que só assim a mesma poderá conhecer dias de prosperidade.

 

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