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O País – A verdade como notícia

Chapo desafia Benedita Guimino a reforçar integridade e financiamento da economia

Presidente da República exige nova liderança do Banco de Moçambique mais rigorosa no combate ao branqueamento de capitais e orientada para o financiamento da economia real. O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou a nova vice-governadora do Banco de Moçambique, Benedita Guimino, a reforçar a integridade do sistema financeiro nacional

O antigo bastonário da Ordem dos Advogados, Gilberto Correia, diz que é possível que o Governo não tenha tido conhecimento sobre o pedido de extradição do  antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, porque “a tendência do direito internacional hoje, que é o direito internacional penal é de desconsideração da  qualidade do indivíduo”, disse Correia acrescentando que ser deputado ou antigo ministro das finanças é completamente irrelevante quando se trata de crimes que possam ser considerados graves.

“Não é relevante a posição ou qualidade da pessoa que é arguida”, disse em uma conversa telefónica.

Gilberto Correia disse que o que parece segura é que há conexões que permitem que o direito norte-americano considere que há crimes cometidos nos Estados Unidos que obrigam a intervenção da jurisdição americana, “se for assim, temos um moçambicano que cometeu crimes sob a jurisdição da administração da justiça norte-americana, que foi capturado na África do Sul”, sublinhou.

O antigo bastonário é da opinião de que para o sucesso de uma operação é necessário que haja segredo de justiça, daí que os processos ainda secretos e sob investigação não podem ser revelados.

“Se ao abrigo do tratado que os EUA têm com a África do Sul é permitido cidadãos de estados terceiros serem detidos e extraditados, não parece que devia haver alguma informação ao Estado moçambicano, que fosse violado o segredo de justiça ou que fosse colocado em perigo os fins do próprio processo”, afirmou.

“Não me parece de forma nenhuma um trabalho das autoridades moçambicanas”, essas são as palavras do antigo bastonário para refutar qualquer possibilidade do envolvimento das autoridades moçambicanas na detenção de Manuel Chang, quando questionado sobre a possibilidade da detenção vir a ser uma resposta ao pedido que a justiça moçambicano vinha fazendo para que houvesse colaboração de outros estados no caso das dívidas ocultas.

Sobre a extradição de Chang, Correia preferiu não tecer quaisquer comentário, mas disse que espera a responsabilização, por reconhecer que foram cometidos crimes graves que lesam a pátria e pelos danos incalculáveis que afectam milhões de moçambicanos. “Como moçambicano fico satisfeito por saber que há actos de responsabilização efectivos”, acrescentando que a justiça moçambicana foi dada tempo para promover a responsabilização.

Para Gilberto correia quando um estado não quer ou não tem capacidade para punir autores de graves crimes, não deve ficar incomodado quando um outro estado com meios, com conexões possa fazer esse trabalho.

“O estado moçambicano demonstrou-se incapaz de responsabilizar ao promover um processo que está aberto desde 2015, sem nenhum arguído”.

Liberdade condicional
O antigo bastonário disse não saber quais seriam as possibilidades do juiz conceder a liberdade condicional por se tratar de uma lei diferente da lei moçambicana, daí que querer analisar o direito estrangeiro a luz da lei moçambicana não é viável. Correia disse ainda que a justiça moçambicana perdeu a oportunidade de actuar.

Questionado sobre a possibilidade dos Estados Unidos entrarem no território moçambicano para capturar outros elementos ligados às dívidas ocultas, Gilberto Correia afirmou que não há essa possibilidade, pois seria ilegal e violação da soberania moçambicana.

Correia aventou a possibilidade do juiz não decretar a extradição por não estarem preenchidos requisitos para que o cidadão de um estado terceiro possa ser extraditado.

“O facto de ser solto não significa que deixará de ser arguido no processo que está nos EUA”, terminou.

A Bancada Parlamentar da RENAMO saúda detenção de Manuel Chang, através de um comunicado de imprensa emitido nesta sexta-feira e descreve como “acção enérgica tomada pela justiça norte-americana”.

Os parlamentares do maior partido da oposição consideram que “a prisão do ex-ministro Chang e dos ex-banqueiros do Credit Suisse acusados de ilícitos financeiros no processo das dívidas ocultas é a confirmação das confirmações de que houve prática criminal por parte dos dirigentes envolvidos no processo que devem ser responsabilizados.”

Por outro lado, a bancada da Renamo repudia o que classifica de “inércia das autoridades moçambicanas” nomeadamente, a Procuradoria-Geral da República, o Conselho Constitucional, bem como a própria Assembleia da República e do Governo moçambicano, pelo que julgam ser “silêncio cúmplice diante da detenção de um deputado da AR e ex-membro do Governo cujas acções a nível interno não mereceram a sua responsabilização.”

Concluindo, a RENAMO exige um pronunciamento do Presidente da República, do Conselho Constitucional, da Procuradoria-Geral da República e da Presidente da Assembleia da República, porque consideram “que não deve continuar calada diante da prisão, no estrangeiro, de um dos membros do Parlamento moçambicano tido como peça fundamental da mega-fraude que desgraçou o povo moçambicano.”

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi enviou na última quinta-feira uma mensagem de condolências ao seu Homólogo Vladimir Putin por causa do desabamento parcial de um edifício habitacional, na Região dos Montes Urais, a 31 de Dezembro de 2018, que resultou da explosão de gás.

O incidente causou a morte de dezenas de pessoas, vários feridos e cerca de 85 desaparecidos.

Na mensagem de condolências Nyusi diz que “em nome do Povo, do Governo da República de Moçambique e no meu próprio, as nossas sentidas condolências e solidariedade a Vossa Excelência, às famílias enlutadas, ao povo e ao Governo da Rússia”.

Em relação ao processo de busca, lê-se na mensagem que “estamos convencidos que sob a Vossa sábia liderança, os esforços de resgate dos desaparecidos sejam, rapidamente, coroados de êxitos, os doentes internados, melhorem rapidamente e as famílias afectadas se recomponham dos traumas resultantes deste fatídico acontecimento”.

O advogado de Manuel Chang, Rudi Krause, antigo ministro das finanças preso no dia 22 na África do Sul, confirma as acusações dos EUA no âmbito das dívidas ocultas e diz que vai lutar contra a sua extradição para os Estados Unidos.

Chang é a primeira vítima judicial do chamado caso das dívidas ocultas, escreve a plataforma Voa, citando a agência de notícias Bloomberg.

O antigo ministro é apontado como tendo dirigido os acordos que levaram ao empréstimo de cerca de dois mil milhões de dólares, contraídos pelas empresas Ematum, ProIndicus e MAM.

Krause diz que Chang recebeu a acusação do Ministério da Justiça dos Estados Unidos, que diz respeito a essas três empresas.

O advogado disse ainda que o antigo ministro vai se opor ao pedido de extradição e fará um pedido de fiança para aguardar o julgamento em liberdade.

Com a promulgação da Lei, que já vigora, os alunos passam para o ensino secundário a partir da sétima classe. Entretanto, o ensino básico obrigatório fica estendido até nona classe.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, promulgou e mandou publicar a Lei de Revisão do Sistema Nacional de Ensino, aprovada pela Assembleia da República na oitava sessão ordinária. O instrumento legal revisto estende as classes para o ensino básico obrigatório, passando a ser da primeira até nona classe. Antes, a escolaridade básica obrigatória ia de primeira a sétima classe. Outra mexida de relevo é o facto de o ensino primário passar a ser da primeira à sexta classe e com apenas um professor para cada classe. Actualmente, a partir da sexta classe existem vários professores para cada disciplina. O ensino primário vai até a sétima classe.

Ainda na senda das mexidas na Lei do Sistema Nacional de Ensino, o ensino secundário passa a ser da sétima até 12ª classe, sendo que antes o secundário tinha apenas cinco classes, ou seja, da oitava a 12ª classe.

Refira-se que sobre a mesma lei, aprovada por consenso no Parlamento, as bancadas do MDM e da Renamo defendem mexidas mais profundas. A Frelimo, por sua vez, defende que a revisão feita é consentânea com os desafios da actualidade e que responde às ansiedades da sociedade moçambicana.

O Executivo é que submeteu ao Parlamento a proposta de revisão da Lei, depois de o instrumento legal ter vigorado por 26 anos sem nenhuma mexida. A Lei do Sistema Nacional de Educação foi criada em 1992.

Num comunicado divulgado no site oficial, a Presidência da República refere que o estadista moçambicano, Filipe Nyusi, promulgou e mandou publicar, também, a Lei que cria o Sistema Nacional de Qualidade, a Lei atinente ao Regime Jurídico das Fundações, a Lei de Revisão do Sistema Nacional de Educação e a Lei que estabelece o regime Jurídico de Utilização de Coisas Móveis como Garantia de Cumprimento de Obrigações e cria a Central de Registo de Garantias Mobiliárias. Está última lei, aprovada em definitivo pelo Parlamento a 28 de Novembro, permite que os cidadãos tenham acesso ao crédito, dando como garantia bens móveis.

“As leis acima referidas foram recentemente aprovadas pela Assembleia da República e submetidas ao Presidente da República para promulgação, tendo o Chefe do Estado verificado que as mesmas não contrariam a Lei Fundamental”, refere o comunicado da Presidência da República.

A volta da detenção de Manuel Chang ex-ministro das Finanças na República Sul-africana, a Renamo encoraja a justiça norte americana a prosseguir com a sua decisão para esclarecimento do caso das dívidas ocultas em Moçambique que segundo aquele partido está a imperar no sofrimento de muitos cidadãos moçambicanos.
 
José Manteigas porta-voz nacional daquele partido que falava em reacção da detenção do ex-ministro das finanças na africa do sul amando da justiça norte americana, disse que os moçambicanos estão envergonhados com a procuradoria-geral da República que segundo suas palavras pouco faz para responsabilizar aqueles que causaram as dívidas ocultas.
 
Para manteigas não é crível que apesar dos inúmeros apelos feitos a aquele órgão de justiça no sentido de deter os que ao seu belo prazer endividaram os moçambicanos causando desgraça ao estado no geral continua impávida e serena sem mover alguma palha para a responsabilização. Ou seja, o facto de uma das peças chave das dívidas ocultas ser detido na África do Sul por mandado internacional dos estados unidos na sequência de lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros "não há dúvidas que os moçambicanos se devem envergonhar".
 
"A justiça em particular a Procuradoria-Geral da República envergonha os moçambicanos porque não precisa de acobertar indivíduos que claramente são conhecidos como praticante de um acto ilícito. Se a justiça até hoje não agiu é uma vergonha não só para os moçambicanos mas também para agentes da justiça moçambicana porque finalmente vai se saber que eles são culpados da dívida" disse José Manteigas referindo que "a Renamo está a acompanhar com muito interesse esta detenção e a consumar-se os factos gostaríamos que houvesse um desfecho que culmine com a responsabilização dos ilícitos praticados. Como se sabe neste momento estamos com um fardo de dívida inconstitucional e ilegal que está a martirizar todo um povo provocada por um punhado de moçambicanos" disse o porta-voz.
 
E porque já circulam informações de alegada negociação entre parte governamental moçambicana e sul-africana para que Manuel Chang não seja extraditado para Estados Unidos. Sobre o assunto Manteigas foi claro ao afirmar que há um acordo de colaboração entre os governos sul-africano e Americano por isso entende que a África do Sul não vai querer hipotecar o seu bom nome porque sabe-se muito bem que "assim que Manuel Chang voltar a Moçambique não será feito absolutamente nada".
 

O antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, foi ouvido hoje no Tribunal de Kempton Park, em Johannesburg, na sequência da sua detenção acusado de crimes de fraude electrónica, fraude de segurança e lavagem de dinheiro. Uma nova audição fica marcada para 8 de Janeiro.

Na audição estiveram presentes alguns familiares do antigo governante e actual deputado da Assembleia da República e a representação do consulado moçambicano na África do Sul.

Lembre-se que Manuel Chang foi detido este sábado em Joanesburgo, quando viajava para Dubai, enquanto fazia a ligação para Dubai.

Os Estados Unidos de América emitiram um mandado de busca contra Chang e pediram a sua extradição àquele país, sob acusações de fraude electrónica, fraude de segurança e lavagem de dinheiro.

Até ao fim do dia de ontem circulavam informações de Manuel Chang ter sido solto depois da sua detenção, no sábado, no Aeroporto Oliver Tambo.

Entretanto, a nossa reportagem apurou que se tratava de falsas informações e que Chang esteve desde sábado sob custódia policial.

O antigo Ministro das Finanças, Manuel Chang, foi detido no Aeroporto Internacional de Joanesburgo quando fazia  a ligação para Dubai, neste sábado. Segundo o site  “Carta de Moçambique” a detenção se enquadra num mandado de captura internacional. A notícia foi confirmada pelo embaixador de Moçambique na Republica da Africa do Sul.

Os Estados Unidos da América emitiram um mandado de busca contra Chang e pediram a sua extradição devido aos crimes de fraude electrónica,  fraude de segurança e lavagem de dinheiro.

De acordo com uma fonte citada pela “Carta de Moçambique” existem evidências de que Chang possui avultada fortuna em contas na Suíça, perfazendo mais do que o valor da dívida oculta.

Chang era Ministro das Finanças quando Moçambique contraiu, no consulado do Presidente Armando Guebuza, uma dívida, com garantias soberanas, a taxas altamente especulativas na ordem de 2 bilhões de dólares.

A Delegação Política Provincial do MDM em Sofala acusa o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), de estar a promover fraude ao remover algumas brigadas de recenseamento eleitoral ao nível da autarquia de Caia em Sofala, violando deste modo os artigos 3 e o número 1 do artigo 11 ambos da lei 8/2014 de 12 de Março no que tange ao direito do cidadão moçambicano quanto a sua inscrição no processo de recenseamento eleitoral.

Segundo o MDM, para além de esta situação acarretar custos a população, o mesmo lamenta o facto de não terem sido comunicados sobre o efeito.

Entretanto, o STAE, garante que não houve nenhuma remoção de algum posto se não apenas uma ligeira movimentação de modo a garantir uma fixação condigna para o seu bom funcionamento.

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