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O País – A verdade como notícia

Chapo desafia Benedita Guimino a reforçar integridade e financiamento da economia

Presidente da República exige nova liderança do Banco de Moçambique mais rigorosa no combate ao branqueamento de capitais e orientada para o financiamento da economia real. O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou a nova vice-governadora do Banco de Moçambique, Benedita Guimino, a reforçar a integridade do sistema financeiro nacional

Cento e setenta mil jovens de ambos os sexos serão recenseados este ano para o serviço militar. O Ministro da Defesa Nacional que dirigiu a cerimónia central que teve lugar em Manica, vincou a necessidade dos jovens aderirem ao processo com vista a defesa da soberania nacional.

O Ministro da Defesa Nacional referiu que os jovens têm estado a compreender a importância de servir a pátria, daí que as metas têm estado a se ultrapassar nos últimos anos.

Por outro lado, M’tumuke referiu que o Recenseamento ora lançado não visa apenas o cumprimento do serviço militar, mas também o serviço cívico, lançado em 2009.

Na ocasião o Ministro da Defesa Nacional e o governador da província de Manica procederam ao recenseamento de dois jovens para o serviço militar que engloba todos cidadãos nascidos no ano de 2001, bem como os que não puderam o fazer anteriormente, desde que não tenham ultrapassado 35 anos.
 

A Presidente da Assembleia República, Verónica Macamo, vai participar na VIIIª Sessão da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ( AP-CPLP), na cidade da Praia, Cabo Verde, um Evento a decorrer entre os dias 9 a 11 do mês em curso.

A Presidente da AR vai intervir sobre o tema do evento que é: “CPLP Uma Comunidade de Pessoas”.

Durante o evento será eleito o novo Presidente da Assembleia Parlamentar da CPLP e será escolhido o país que irá acolher a próxima reunião da organização.

A AP-CPLP é o órgão que reúne os Parlamentos Nacionais dos Estados Membros da Comunidade, constituídos na base dos resultados eleitorais das eleições legislativas dos respectivos países.
 

A Procuradoria Geral da República (PGR) reagiu há instantes à detenção do antigo Ministro das Finanças, Manuel Chang, em cumprimento de um mandato judicial emitido pela justiça norte-americana.

Através de um comunicado de imprensa, a PGR diz que só tomou conhecimento da detenção, através de uma comunicação feita pelo Consulado moçambicano na Africa do Sul, no passado dia 29 de Dezembro, e apenas no dia 31 a Procuradoria-Geral da República recebeu, da Embaixada dos Estados Unidos da América, em Pretória, a cópia da acusação proferida contra Chang e mais dois cidadãos de nacionalidade moçambicana.

Nas vésperas da audição que poderá decidir sobre a extradição ou não para os Estados Unidos da América, a PGR diz estar a encetar todos os esforços para que os “infractores” sejam responsabilizados ao nível nacional.

“Considerando que no processo que corre na jurisdição americana, são acusados cidadãos moçambicanos, e havendo um processo-crime a correr termos sobre os mesmos factos na nossa jurisdição, a PGR está a encetar diligências junto das autoridades competentes da República da África do Sul e dos Estados Unidos da América para acautelar interesses do Estado moçambicano, no que concerne à responsabilização dos infractores no território moçambicano e recuperação de activos”.

Paralelamente, a PGR revela que, no âmbito das suas investigações sobre os contornos das dívidas ocultas, já constituiu 18 arguidos “entre servidores públicos e outros cidadãos, indiciados da prática de crimes de abuso de cargo ou função, abuso de confiança, peculato e branqueamento de capitais” estando o processo em fase de instrução preparatória.
 

O encontro vai ter lugar a partir desta segunda-feira até dia 11 deste mês, em Cabo Verde. A sessão visa entre vários pontos, eleger o novo presidente daquele órgão e o país que vai acolher a próxima reunião.

Numa visita em que se fará acompanhar pelo seu esposo Salomão Dlhovo, pelos membros do Grupo Nacional junto a AP-CPLP, os deputados Lucília Hama, Hélder Injojo e pela presidente do Gabinete da Mulher Parlamentar, Maria Zalimba, Verónica Macamo vai intervir naquela Assembleia Parlamentar em torno do lema da reunião que é? “CPLP- Uma Comunidade de Pessoas”.

Refira-se que Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Comunidade de língua portuguesa (AP-CPLP) é o órgão que reúne os Parlamentos Nacionais dos Estados Membros da Comunidade, constituídos na base dos resultados eleitorais das eleições legislativas dos respectivos países.

Os juristas Tomás Vieira Mário e Ericino de Salema analisaram na noite de domingo no Jornal da Noite da STV, a situação em torno da detenção de Manuel Chang, detido na África do Sul e que corre o risco de extradição.

Os dois juristas foram unânimes em considerar que a situação do ex-ministro é deveras complicada e as possibilidades de não ser extraditado é escassa.

Para Salema, não autorizar a extradição, por parte da justiça sul-africana, iria acarretar riscos reputacionais para aquele país e com base nos acordos de extradição que tem com Washington, o histórico mostra que há poucos casos em que pedidos de extradição não foram executados.

Os dois comentadores manifestaram estranheza com o facto de não haver até ao momento, qualquer pronunciamento das autoridades nacionais em torno do caso, salientando que, seja qual for o crime que pesa contra Chang, como qualquer cidadão nacional, tem direito à proteção do Estado.

Extradição à parte, os comentadores defendem que, com base nos termos da acusação tornados públicos, a contratação das dívidas ocultas mostra que criada por uma “associação para delinquir”, baseada num complô internacional que desde o início esteve ciente do que pretendia fazer.

As posições dos dois analistas serão desenvolvidas na nossa próxima edição.

Manuel Chang não é o único moçambicano que terá beneficiado do dinheiro das dívidas ocultas. A acusação norte-americana aponta para mais cinco moçambicanos suspeitos de envolvimento no negócio de mais de dois biliões de dólares que afundou a economia do país.

Por enquanto, o antigo ministro das Finanças é o único moçambicano de um total de cinco indivíduos formalmente acusados pela justiça norte-americana de participação no esquema fraudulento das dívidas ocultas. A acusação que circula nas redes sociais desde sexta-feira aponta para a existência de outros sete elementos, cinco dos quais de nacionalidade moçambicana, suspeitos de recebimento de subornos em milhões de dólares.

Entre os suspeitos moçambicanos, o documento inclui dois nomes rasurados ao longo do texto, cuja identidade só será conhecida após o cumprimento de mandados de captura. Há ainda três moçambicanos apenas identificados por "co-conspiradores", que terão recebido dinheiro em transferências bancárias de contas sedeadas nos Emirados Árabes Unidos e em Nova Iorque.

Aliás, essa é uma das razões que justifica que o caso das dívidas ocultas de Moçambique esteja a ser investigado por um tribunal de Nova Iorque, com fundamento no código norte-americano do Acto das Práticas de Corrupção Estrangeiras, que condena o pagamento de subornos a membros de governos.

Além do moçambicano Manuel Chang, antigo titular das Finanças entre Fevereiro de 2005 e Janeiro de 2015, a justiça norte-americana acusa o negociador libanês Jean Boustani que era executivo do Privinvest Group, uma holding sedeada no Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, detentora de um estaleiro naval, e três antigos banqueiros que intermediaram empréstimos de dois mil milhões de dólares com garantias do Estado moçambicano, nomeadamente o neozelandês Andrew Pearse, antigo director do banco Credit Suisse, o britânico Surjan Singh, director no Credit Suisse Global Financing Group e a búlgara Detelina Subeva, vice-presidente deste grupo.

Fazendo uma descrição dos conspiradores moçambicanos no esquema fraudulento, a acusação avança que “o co-conspirador moçambicano 1 esteve envolvido em obter a autorização do Governo moçambicano para o projecto ProÍndicus"; "O co-conspirador moçambicano 2, um indivíduo cuja identidade é conhecida do Grande Juiz, era um familiar de um alto funcionário de Moçambique" e “o co-conspirador 3 é "um alto funcionário do Ministério das Finanças de Moçambique e director da Ematum".

A acusação aponta ainda para a existência de numerosas figuras ligadas ao governo que receberam subornos da Privinvest Group, empresa que à data dos factos era liderada pelo negociador libanês Jean Boustani.

As transferências começaram depois da assinatura de um contrato inicial de 366 milhões de dólares para um sistema de monitorização da zona costeira em Moçambique, em Janeiro de 2013, entre as empresas Privinvest e a moçambicana ProÍndicus.

Na sequência da assinatura do contrato, a Privinvest terá subornado Manuel Chang com mais de cinco milhões de dólares, Co-Conspirador moçambicano 1 com pelo menos 8,5 milhões de dólares, o segundo Co-Conspirador moçambicano com 9,7 milhões de dólares e o terceiro Co-Conspirador moçambicano teve pelo menos dois milhões de dólares. Ao todo, foram mais de 25 milhões de dólares que a Privinvest transferiu para quatro moçambicanos.

A justiça norte-americana investigou as três empresas criadas para levar a cabo operações de "fiscalização marítima", apoio à pesca do atum e reparação naval, nomeadamente a ProÍndicus, EMATUM e MAM.

O projecto concebido nos últimos anos da governação de Armando Guebuza seria viabilizado através de empréstimos com garantias do Estado no valor de mais de dois biliões de dólares.
A verdade, porém, anota a acusação, é que "os acusados criaram o projecto marítimo como um embuste para enriquecimento próprio e para desviarem intencionalmente partes dos empréstimos para pagamento de comissões a si mesmos e de subornos na ordem de, pelo menos, 200 milhões de dólares a representantes do Governo moçambicano e outros".
 
Faz este sábado uma semana desde que Manuel Chang foi detido pelas autoridades sul-africanas, em cumprimento de um mandado emitido pelos Estados Unidos. As autoridades moçambicanas ainda não se pronunciaram sobre a detenção do antigo membro do governo e actual deputado da Assembleia da República.

Na terça-feira, dia em que normalmente decorrem as sessões do Conselho de Ministros, Manuel Chang estará a ser ouvido por um tribunal de Johanesburgo, numa sessão em que o seu advogado irá contestar o pedido de extradição para os Estados Unidos.

O tribunal norte-americano de Brooklyn marcou para 22 de Janeiro a primeira audição do caso das dívidas ocultas. A data foi marcada pelo juiz principal William Kuntz, depois do pedido formal dos procuradores federais, que apelaram à complexidade do caso para apontarem ainda o dia seguinte como necessário para a audição.

Segundo escreve o Observador, citando a agência Lusa, a audição foi marcada esta sexta-feira depois de um dos suspeitos, o negociador libanês Jean Boustani, também indicado como Jean Boustany, ter sido detido na passada quarta-feira no aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque, e se ter apresentado perante o juiz no mesmo dia.

No requerimento, os procuradores norte-americanos fazem notar que os outros acusados foram detidos com mandados de captura internacionais emitidos pelos Estados Unidos, mas que ainda não foram extraditados.

E um deles é o ministro das Finanças, Manuel Chang, detido há uma semana na África do Sul, sob acusação de lavagem de dinheiro e fraude financeira.

Outros são os três antigos banqueiros do Credit Suisse envolvidos nos empréstimos às empresas moçambicanas, que foram detidos na quinta-feira em Londres pelas autoridades britânicas, em cumprimento de um mandado dos Estados Unidos.

Trata-se de Andrew Pearse, um antigo director do banco Credit Suisse; Surjan Singh, director no Credit Suisse Global Financing Group, e Detelina Subeva, vice-presidente deste grupo, que foram entretanto libertos sob caução e enfrentam um pedido de extradição para os Estados Unidos.
 

Armando Guebuza pode ter recebido subornos para viabilizar o financiamento da empresa ProÍndicus. A suspeita consta da acusação divulgada pela Justiça norte-americana.

A acusação norte-americana está a ser notícia de destaque em vários órgãos internacionais. Citando a Lusa, o Observador escreve que os procuradores norte-americanos usaram a correspondência trocada entre os acusados para tornar claro que altos responsáveis do Ministério da Defesa, do Interior e Força Aérea também terão beneficiado de dinheiro das dívidas ocultas, mas não apontam especificamente o nome do antigo ministro da Defesa e actual Presidente da República, Filipe Nyusi.

Sobre a suspeita de que Armando Guebuza terá recebido dinheiro, a  acusação cita um email de Novembro de 2011 que Jean Boustani, o libanês que negociou os empréstimos em nome da Privinvest, recebeu de uma pessoa cujo nome está rasurado, mas que a acusação sabe quem é, no qual se lê: "Para garantir que o projecto tem luz verde do Chefe de Estado [à data Armando Guebuza], um pagamento tem de ser combinado antes de chegarmos lá, para sabermos e acertarmos, bem antes do tempo, o que tem de ser pago e quando".

Logo de seguida, esta pessoa não identificada acrescenta: "Quaisquer que sejam os pagamentos adiantados que tenham de ser pagos antes do projecto, eles podem ser incorporados no projecto e recuperados".

Em resposta, o negociador libanês alerta para as "experiências negativas em África, especialmente relativamente a 'taxas de sucesso'", uma expressão conhecida e que é usada para significar o pagamento de subornos para garantir a aprovação com sucesso dos projectos, explica o Observador.

Na resposta enviada três dias depois, a pessoa cujo nome está rasurado, mas que aparenta ser um membro do Governo, afirma: "Fabuloso, concordo consigo em princípio; vamos combinar olhar para o projecto em dois momentos distintos; um momento é o da massagem do sistema e a obtenção da vontade política para avançar com o projecto; o segundo momento é a implementação e execução do projecto".

Logo de seguida, escreve: "Concordo consigo que quaisquer montantes só podem ser pagos depois da assinatura do projecto, isto tem de ser tratado de forma separada da implementação do projecto… Porque para a implementação do projecto haverá outros agentes cujos interesses têm de ser atendidos, por exemplo o Ministério da Defesa [à data liderado pelo actual Presidente da República, Filipe Nyusi], o Ministério do Interior [à data liderado por Alberto Mondlane, actual governador de Sofala], Força Aérea, etc… Nos governos democráticos como o nosso, as pessoas entram e saem, e toda a gente envolvida vai querer a sua fatia do bolo enquanto estiver no Governo ['in office', no original em inglês], porque depois de sair vai ser difícil. Por isso é importante que a assinatura do contrato da taxa de sucesso seja acertada e paga no seguimento da assinatura do contrato".

Menos de um mês depois, dizem os procuradores norte-americanos, usando a troca de emails entre os envolvidos, "os acusados Jean Boustani e NOME RASURADO acordam o pagamento de 50 milhões de dólares em subornos e 'luvas' a membros do Governo de Moçambique e 12 milhões de dólares em 'luvas' [kickbacks', no original em inglês] para os co-conspiradores da Privinvest".
 

Três ex-funcionários do Credit Suisse Group foram detidos em conexão as dívidas ocultas de Moçambique. A detenção ocorreu esta quinta-feira em Londres. Os antigos funcionários são acusados de participar num esquema de fraude envolvendo dois mil milhões de dólares americanos em empréstimos a empresas controladas pelo Estado moçambicano, escreveu o portal de notícias VOA.

Trata-se de Andrew Pearse, Surjan Singh e Detelina Subeva,  que de acordo com o porta-voz da justiça americana, John Marzulli, são acusados por um tribunal federal de Brooklyn, em Nova Iorque, de conspiração para violar a lei anti-suborno dos Estados Unidos, fraude e branqueamento de capitais.

Os antigos funcionários da Credit Suisse foram presos cinco dias depois do ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang.
 
Eles foram libertados sob fiança em Londres, enquanto os Estados Unidos tratam da sua extradição.

A Credit Suisse diz em comunicado que os três funcionários são acusados de contornar os mecanismos de controlo interno do banco movidos por ganhos pessoais e à revelia da instituição.

O Credit Suisse promete continuar a cooperar com as autoridades.

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