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O País – A verdade como notícia

Venâncio Mondlane denuncia assassinatos de membros do ANAMOLA

O presidente do Partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, denuncia uma alegada onda de insegurança que, segundo afirma, está a afectar membros da sua formação política em diferentes regiões do país. Mondlane, que falava esta sexta-feira em Quelimane, disse que 56 membros do ANAMOLA foram assassinados, apontando ainda para casos de incêndio

O Presidente da República, Daniel  Chapo, afirmou este sábado, em Blantyre, que a sua visita  de trabalho à República do Malawi serviu para consolidar as relações  de amizade, cooperação e solidariedade entre os dois países,  reforçando, em particular, os laços económicos e diplomáticos. O  Chefe do Estado moçambicano participou na cerimónia de  investidura do Presidente-eleito malawiano, Peter Mutharika, e  destacou o compromisso mútuo com o desenvolvimento e a  integração regional. 

O Chefe do Estado explicou que a deslocação ao Malawi teve como  principal objectivo marcar presença na cerimónia de investidura de  Arthur Peter Mutharika, “como o sétimo Presidente da República de  Malawi”, e transmitir as felicitações do povo moçambicano ao novo  líder malawiano. “É uma cerimónia importante e a nossa presença  também é importante, porque aproveitamos para endereçar  felicitações à Sua Excelência Arthur Peter Mutharika por assumir a alta  magistratura da República de Malawi”, referiu. 

O Presidente da República saudou ainda o povo malawiano pelo “exemplo  de maturidade democrática” demonstrado nas eleições de 16 de  Setembro. “O povo malawiano deu exemplo ao continente africano e  ao mundo sobre o processo democrático. E nós viemos aqui com a  mensagem para felicitar o povo malawiano”, disse o Presidente 

moçambicano, reforçando a importância de fortalecer a amizade  histórica entre os dois povos. 

O estadista reafirmou a vontade do seu Governo em aprofundar as  relações bilaterais, especialmente nos domínios económico e  comercial. “Queremos estreitar as nossas relações comerciais com  Malawi, consolidar cada vez mais as nossas relações económicas,  porque é do conhecimento de todos que Malawi tem usado os nossos  portos. Estou a falar do Porto da Beira e do Porto de Nacala”,  destacou. 

Entre os principais eixos de cooperação, o Presidente da República  apontou o investimento nos corredores da Beira e de Nacala,  considerados estratégicos para o aumento da capacidade logística e  para o fortalecimento da economia regional. “Isto vai permitir aos  nossos irmãos malawianos poderem ter todos os bens em tempo útil e  isto vai também consolidar e fazer crescer a economia malawiana”,  sublinhou.

O governante recordou que a economia de Malawi integra o  mercado comum da Comunidade de Desenvolvimento da África  Austral (SADC), defendendo que o crescimento dos países vizinhos  beneficia o conjunto da região. “Achamos que é importante o  desenvolvimento dos países da região, porque quanto mais crescer  economicamente, todos nós vamos crescer”, afirmou. 

O Presidente referiu igualmente os avanços na criação de  Fronteiras de Paragem Única, uma das prioridades da diplomacia  económica moçambicana, para “flexibilizar as trocas comerciais e a  circulação de pessoas e bens”. “Como é de conhecimento de todos,  estivemos aqui a inaugurar a Fronteira de Paragem Única em Dedza e  Calomué”, disse, acrescentando que Moçambique pretende expandir  o modelo para outros pontos fronteiriços. 

Ademais, destacou ainda a importância de avançar com a criação  de portos secos destinados a facilitar o armazenamento e o  escoamento de mercadorias malawianas através dos corredores  moçambicanos. 

O Daniel Chapo concluiu afirmando que “o balanço é  positivo porque consolidamos cada vez mais as nossas relações de  amizade, cooperação e, sobretudo, solidariedade entre os nossos dois  povos”. 

Por sua vez, no seu discurso inaugural, o Presidente do Malawi, Arthur  Peter Mutharika, apelou à unidade nacional e ao trabalho conjunto  entre os malawianos, sublinhando que o país só pode avançar se  todos caminharem na mesma direcção. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, efectua a partir de hoje, uma visita de trabalho à República do Malawi, em resposta ao  convite formulado pelo homólogo malawiano, Lazarus  Chakwera, para participar na cerimónia de investidura do  Presidente-eleito daquele país vizinho, Arthur Peter Mutharika. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, durante a sua estadia em Blantyre, o Chefe do Estado  moçambicano manterá um encontro de trabalho com o  Presidente Arthur Peter Mutharika, ocasião em que os dois  dirigentes irão passar em revista o actual estágio das relações de cooperação política, económica e social entre Moçambique e  Malawi, bem como identificar novas áreas de interesse comum  para o aprofundamento da parceria bilateral. 

Nesta deslocação oficial, o Chefe do Estado faz-se  acompanhar pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia,  Estevão Rafael Pale; pela Secretária do Estado dos Negócios  Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de  Fátima Simão Manso e outros quadros da  Presidência da República.

Os partidos da oposição representados na Assembleia Províncial de Cabo Delgado exigem ao Governo a criação de melhores condições materiais e logísticas  para as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, para acabar com o terrorismo no norte do país.

“A guerra movida por gananciosos, que tudo fazem para se apoderar dos nossos recursos, está a ganhar terreno por falta de vontade do Governo em prover uma logística à altura do exército. Os nossos filhos, irmãos e primos estão na linha da frente, defendendo a nossa soberania com todas as dificuldades possíveis, desde treinamento defeituoso, a falta de equipamentos, alimentos e até água”, acusou Fernando Nacule, membro da Assembleia provincial de Cabo Delgado pela bancada da Renamo.

A situação é considerada crítica e a fonte questiona a diferença  entre as Forças Armadas de Moçambique e as da República do Ruanda, que estão a trabalhar com quase todas condições necessárias para o combate ao terrorismo.

“Gostaríamos de entender o mandato das tropas ruandesas, para tecermos com propriedade o tipo de apoio que presta ao nosso país, mas sabemos que se apresenta com melhores condições tanto como equipamento militar, como logística”,  observou Fernando Nacule.

As críticas ao Governo sobre a falta de condições para as Forças Armadas de Moçambique foram feitas durante a terceira sessão da Assembleia Províncial de Cabo Delgado, onde todas as bancadas representadas no órgão pediram ao Governo o reforço no combate ao terrorismo, para pôr fim ao drama humanitária da população, que dura há cerca de oito anos.

“Voltamos a encorajar as nossas Forças de Defesa e Segurança, para que prossigam com a mesma determinação no esforço de pôr fim a esta banalização da vida humana, caracterizada por decapitações, violação de mulheres, raptos, roubos, destruição de bens entre outros actos bárbaros que constituem o modus operandis dos terroristas, que ainda persistem em alguns pontos do solo pátrio. Os membros desta assembleia províncial têm ouvido de forma reiterada o clamor das comunidades para que o nosso governo continue a priorizar e intensificar todas as acções necessárias para pôr termo ao terrorismo na nossa província”, apelou Francisco Loureiro, Presidente da Assembleia Províncial de Cabo Delgado.

O governador de Cabo Delgado considerou legítimas as preocupações apresentadas pela Assembleia Provincial e reconheceu a gravidade da situação, mas, devido à complexidade do problema, evitou fazer promessas, limitando-se a lamentar o drama da população da província, que há vários  anos vive num ambiente de guerra.

“Volvidos trinta e três anos desde que foi assinado o Acordo Geral  de Paz em 1992 em Roma, a população de Cabo Delgado não vive em Paz. Vive com focos de extremismo violento desde 5 de Outubro de 2017. Apesar de tudo, saudamos as nossas Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, as forças amigas do Ruanda e da Tanzânia e as forças locais pelo trabalho incansável e incondicional na proteção da população das mãos dos extremismo violento”, tranquilizou Valige Tauabo, Governador de Cabo Delgado.

A preocupação em relação a falta de condições para as Forças de Defesa de Moçambique foi levantada numa altura em que Cabo Delgado voltou a registar a intensificação e o alastramento dos ataques terroristas que actualmente ocorrem no sul da província, que era tida como a mais segura.

Além da melhoria das condições logísticas e matérias  das Forças Armadas de Moçambique, os membros da Assembleia Províncial de Cabo Delgado apelam ao aumento da solidariedade para as vítimas do terrorismo, que obrigou ao deslocamento de quase dois milhões de pessoas, que perderam quase tudo o que tinham e  vivem num drama humanitário.

A Comissão Técnica do Diálogo Nacional anunciou nesta sexta-feira, que o processo de auscultação pública vai arrancar na próxima segunda-feira, tanto nas províncias como na diáspora. O anúncio foi feito durante um encontro com organizações da sociedade civil, que manifestaram o interesse de se integrar formalmente no processo que visa restaurar a coesão nacional, abalada por uma crise política sem precedentes.

O presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional, Edson Macuácua, garantiu que a auscultação será inclusiva e aberta a todos os sectores interessados. “Vamos iniciar a auscultação já na segunda-feira, abrangendo todo o território nacional e as comunidades na diáspora. Esta é uma fase crucial para ouvirmos todas as sensibilidades da sociedade”, declarou.A partir deste sábado, inicia a alocação das brigadas da Comissão nas províncias.

No mesmo encontro, diversas organizações da sociedade civil partilharam propostas para enriquecer o processo do diálogo nacional. Entre as prioridades apresentadas estão a inclusão efectiva de pessoas com deficiência, a participação activa das mulheres, a integração de contribuições científicas, o respeito pelos direitos humanos e a realização de estudos paralelos que acompanhem o processo.

O representante da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Albachir Macassar,, destacou que “é fundamental que o diálogo seja sustentado por uma base de respeito pelos direitos humanos e que não exclua nenhum grupo da sociedade, também focados na paz e coesão nacional.”

Por sua vez, o politólogo Flávio Quembo, da Associação dos Cientistas Políticos, enfatizou a importância de se incorporar conhecimento técnico e académico ao processo: “Queremos que este diálogo seja também científico, baseado em dados, estudos e análises que permitam decisões mais sólidas e sustentáveis, para se ter diálogo como solução.”

Paula Monjane, directora do programa Aliadas, defendeu uma maior presença de mulheres nas fases decisórias. “A paz e a reconciliação só serão duradouras se forem construídas com as mulheres à mesa. Não pode haver inclusão parcial”, afirmou.

O presidente da Comissão Técnica saudou a iniciativa da sociedade civil e encorajou o grupo a apresentar propostas concretas. “Este é um espaço aberto. A Comissão Técnica acolhe de forma positiva todas as contribuições e apela à apresentação de ideias estruturadas que possam alimentar as futuras fases do processo”, frisou Edson Macuácua.

Após a auscultação, os grupos participantes deverão apresentar propostas que irão sustentar as mesas de diálogo em busca da coesão nacional.

O processo do Diálogo Nacional é visto como uma oportunidade histórica para resolver as tensões políticas e promover a reconciliação efectiva no país.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, apelou para a harmonização de esforços dos países africanos e nórdicos, com vista ao melhoramento do ambiente de negócios e incremento do investimento nórdico em África.

Ao intervir na manhã desta sexta-feira, dia 03 de Outubro corrente, na 22ª reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos Países Africanos e Nórdicos, que decorre na cidade de Victória Falls, no Zimbabwe, a ministra referiu-se à necessidade do incremento do investimento nórdico em África, acto que possibilitaria a geração de mais postos de trabalho para responder aos anseios da juventude.

Instou aos ministros africanos presentes na reunião a melhorar a colaboração, permitindo uma maior partilha de experiência no domínio da atração de investimentos.

A Maria Manuela Lucas elogiou, na ocasião, os organizadores do evento por incluir no debate da reunião os componentes investimentos e juventude, que se enquadram nas agendas políticas e económicas da actualidade.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação fez estes pronunciamentos no quadro da sua participação na sessão plenária subordinada ao tema: Reforço das Relações Comerciais e de Investimentos entre África e Países Nórdicos.

A Comissão Nacional do partido Renamo reuniu-se,  na tarde desta sexta-feira, e decidiu marcar, finalmente,  o tão esperado Conselho Nacional.  

Saíde Fidel, membro da Comissão Política, garantiu que um dos pontos de agenda do encontro será a contestação, por alguns membros,  da liderança do partido. 

É que desde o ano passado que a Renamo enfrenta instabilidade,  promovida por membros descontentes com a liderança de Ossufo Momade, acusado de “vender” os resultados eleitorais do pleito de 2024.

Em resultado disso, por várias vezes as sedes provinciais do partido, incluído a nacional, foram encerradas, gerando tumultos que, aliás,  resultaram em agressões e detenções de alguns membros.  

A comissão política garantiu ainda a participação de todos os membros do partido, incluindo os desmobilizados descontentes.

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) recebeu, esta manhã, o Embaixador da Suécia em Moçambique, Andrés Jato.

Recebido pelo Comandante da Força da Missão, Comodoro César Correia, o Embaixador sueco teve a oportunidade de conhecer melhor o contexto da missão da União Europeia, os seus objetivos e o trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos meses com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Esta visita reforça a parceria e a cooperação entre as autoridades suecas e a EUMAM MOZ, que partilham valores, objetivos e compromissos comuns.

A EUMAM MOZ é uma missão não executiva, com mandato até junho de 2026, centrada no ciclo operacional e na manutenção, ao mesmo tempo que realiza formação especializada para permitir às FADM serem autossuficientes na luta contra a insurgência. A missão é actualmente comandada pelo Comodoro César Correia, desde 10 de setembro, da Marinha Portuguesa, e conta com 83 militares de 11 nacionalidades.

A Rússia afirma dispor de uma base de dados dos principais terroristas mundiais, que poderá ser utilizada no combate ao terrorismo em Cabo Delgado. O novo embaixador da Rússia em Moçambique garantiu que o seu país continua disponível para apoiar Moçambique na luta contra a insurgência no norte do país.

A Rússia foi um dos países que, entre 2019 e 2020, se associou a Moçambique na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, incluindo a presença de mercenários russos no país, embora tal não tenha sido confirmado pelos dois governos. Cinco anos depois, volta a manifestar prontidão para apoiar.

Segundo o novo embaixador de Moscovo em Maputo, o seu país dispõe de bases de informação que podem contribuir para o combate ao terrorismo que já dura há oito anos no norte de Moçambique.

“Eu penso que nós temos uma boa experiência. Nós temos já base certa, informática, que contém os nomes dos terroristas e podemos compartilhar, podemos dar acesso a esta informação aos nossos parceiros. E não só isso, nós podemos partilhar a nossa experiência, como é que derrubar o terrorismo dentro de um país”, disse Vladimir Taravov, Embaixador da Rússia em Moçambique. 

Além da partilha de informações, a Rússia afirma ter capacidade para apoiar na capacitação militar, entre outras áreas.

“Antes de tudo, nós temos que combinar qual é a ajuda de que necessita agora Moçambique. Qual tecnologia, quais as aparelhagens (…) Porque nós temos também uma boa experiência da luta contra o terrorismo”, acrescentou o embaixador. 

A Rússia trava actualmente uma guerra contra a Ucrânia, que lhe valeu isolamento no contexto ocidental. Por isso, afirma estar atenta a novas oportunidades de cooperação e parcerias em África, sendo Moçambique considerado um parceiro estratégico também na vertente comercial.

“(…) E é claro que nós começamos a ampliar e reforçar os contactos políticos. Estamos a preparar uma visita oficial do Estado do Presidente da República de Moçambique para a Rússia, e o Putin já formulou o convite, para reforçar a nossa relação e também ampliar as relações, não só políticas, mas também económicas (…) Há muitas empresas que estão ansiosas para investir em Moçambique e vice-versa. Esperamos que os empresários de Moçambique possam investir na Rússia, porque nós temos várias áreas para isso”, realçou. 

O novo embaixador da Rússia em Moçambique, Vladimir Taravov, entregou as cartas credenciais ao Presidente da República em Agosto passado e, neste momento, mantém encontros de reconhecimento com várias instituições do país.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, orientou, esta terça-feira, uma sessão no  prosseguimento do diálogo nacional inclusivo, que decidiu marcar  para 6 de Outubro o início da fase de auscultação pública ao nível  das províncias e da diáspora. A informação foi avançada pelo porta-voz do encontro, Edson Macuácua, no final da sessão, que juntou  líderes dos partidos políticos e a Comissão Técnica de Materialização  do Diálogo Nacional Inclusivo. 

“O dia 6 de Outubro é o dia do arranque do processo de auscultação  pública ao nível das províncias e da diáspora. Os líderes estiveram  reunidos hoje em sessão sob liderança de sua Excelência o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, sessão na qual decidiu-se que  o dia 6 de Outubro deverá ser o dia do início do processo de  auscultação pública ao nível provincial e na diáspora”. 

O porta-voz sublinhou que, para viabilizar o processo, “serão criadas  brigadas que irão trabalhar em todas as províncias, em todos os  distritos e na diáspora, com vista a ouvir, a auscultar e a criar espaço  para que todas as pessoas (singulares e colectivas) possam participar”. 

A organização logística prevê ainda a publicação atempada de  guias de participação. “Serão divulgados oportunamente programas  onde serão indicados os locais e as datas em que terão lugar os actos,  os programas de auscultação pública, de modo que os cidadãos  possam participar”, referiu. 

Macuácua frisou que o modelo em preparação foi desenhado para  ser o mais abrangente possível. “A auscultação pública ao nível das  províncias e na diáspora será a mais ampla possível, garantindo a  participação de todos os tratos e segmentos sociais da esfera política,  económica, social, cultural e académica”, explicou. 

Durante a sessão, o Chefe do Estado voltou a sublinhar a importância  da apropriação cidadã deste processo. “Sua Excelência, o Presidente  da República, Daniel Francisco Chapo, exortou mais uma vez aos  cidadãos para que se apropriem deste momento do diálogo nacional  inclusivo, participando de forma activa e fazendo do mesmo um  momento soberano do exercício da cidadania, do reforço da cultura  de paz, da coesão nacional, da reconciliação nacional, do reforço  da democracia e da renovação do nosso contrato social”, transmitiu  o porta-voz.

A sessão de hoje dá continuidade ao processo iniciado no dia 10 de  Setembro, quando o Presidente Daniel Chapo lançou oficialmente a  fase nacional da auscultação, reafirmando o compromisso do  Governo com um diálogo aberto e participativo. 

Desde então, têm decorrido reuniões preparatórias que visam alinhar os mecanismos de coordenação e assegurar que todas as forças vivas  da sociedade possam ser chamadas a contribuir para a construção  de consensos nacionais. 

O calendário aprovado esta terça-feira representa, assim, um passo  decisivo para que o diálogo nacional inclusivo avance para a etapa  de contacto directo com os cidadãos, dentro e fora do país,  consolidando a visão de um processo participativo e de unidade  nacional. 

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